Minhas impressões Dress to para C&A

Eu já estava desacostumada de fazer impressões de coleções especiais, confesso! Hahahaha! Mas lá fui eu pra C&A da Saens Peña observar de perto a terceira coleção da marca carioca Dress to para a C&A!

Como eu escrevi nesse post sobre o hiato das coleções, a C&A reduziu drasticamente a quantidade de parcerias em 2018, sendo essa a terceira também, em um ano inteiro – a próxima será internacional, com a Missoni, em novembro. A expectativa é de materiais melhores, bom caimento, qualidade e algo que valha o deslocamento até a loja perto de casa, ainda mais se o preço for bacana.

Bom, a própria Dress to na liquidação tem muitas vezes um preço até inferior ao que observei nessa coleção com a rede de fast fashion. Não achei caro, mas também não estava barato, hehe! A promessa também foi de uso de fibras naturais, mas eu vi uma mescla de linho e viscose, muita viscose, poliéster e forro de poliéster. Fiquei decepcionada, porque esperava ao menos mais algodão. Os tamanhos iam do P ao GG.

As peças tinham uma cara mais jovial, mas mesclavam com outras possíveis para mais faixas etárias, como pantalonas, blazers oversized e pantacourts, além de acessórios e moda praia. Aliás, a moda praia não me emocionou, pelo contrário, achei fraquíssima. Tanto que é essa a parte que voa rapidamente quando a C&A faz parcerias com marcas de beachwear, mas fui em dois horários na loja (antes do almoço e após o almoço) e essa parte estava quase que intacta.

As peças estavam desde ontem às 17h expostas, mas encontrei tudo hoje de manhã. Não provei tudo, mas peguei as principais e deu pra fazer uma análise geral:

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A pantacourt que eu tinha achado bonita nas fotos é, realmente, bacana, nesse azul jeans, mas de mistura de 65% viscose com 35% linho. O caimento é legal e ela é bem leve e fresca, numa cor curinga. O top de crochê/tricô (de máquina) tinha em outras cores, mas acho desperdício comprar em uma fast fashion; sou muito mais privilegiar o trabalho das artesãs.

Do mesmo estilo eu catei essa macacão, que também achei bonito. Vestiu bem, tecido com toque bom, leve, versátil.

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Do mesmo grupo ainda, o blazer mais comprido: gosto da cor, mas aí o bichou pegou: não permite uma movimentação boa dos braços pra quem precisa pegar transporte público ou simplesmente colocar os braços pra frente. Nessas situações, ele agarrava demais os braços, o que denota erro de modelagem.

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Outro equívoco dele é o forro em poliéster, que esquenta pra caramba no calor. Uma pena. Na etiqueta interna dá pra observar também a origem dos produtos: China.

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Essa calça com abertura/fenda lateral era linda nas fotos, ao vivo eu já odiei ao ler 100% poliéster. Para uma peça com carinha de verão, não dá pra usar algo sintético assim.

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A pantalona branca também chamou atenção e eu gostei muito dela no corpo! Caimento bacana, leve, permitia boa movimentação, de cintura alta e não era transparente. Elegante e versátil, para diversas ocasiões! Essa que peguei estava faltando um botão – e era um tamanho maior que o meu, 40. O que pegou: apesar de acabamento bem feito, a parte interna dos forros é de poliéster. Eu lembro o preço dela, 200 reais.

O body era interessante, mas eu não curto tomara que caia. Só que, mais uma vez, problema: ele também é de poliéster, poxa!

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A composição da calça: liocel é fibra artificial, fresca.

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Composição do body

Esse quimono estava na parte de moda praia. Achei bonito, mas, mais uma vez, adivinhem? Sim, poliéster. Cacetada. O aspecto nem era ruim, mas realmente não dá pra associar uma peça para se usar em estações mais quentes com uma fibra que esquenta e dá mau cheiro.

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Outra estampa que gostei muito, de fundo claro, também boa pra primavera/verão, com opção de short, pantalona curta e blazer. Pelo menos essas eram de viscose, uma fibra fresca, mas que amassa bastante. Os forros, mais uma vez, são de poliéster. Esse blazer, ao contrário do azul, permitia bem a movimentação.

A calça eu não amei por conta do elástico, mas entendo que a sua proposta é uma peça mais despojada.

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Depois avistei essas blusinhas de linha, que eu gosto muito, em cores neutras, mais frescas e boas pra estação, só que precisam de cuidado extra para não puxar fio.

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Eu AMEI essa camisa/saída de praia ao estilo carioca! Amei a estampa, as cores e o modelo. Era toda em viscose e eu só não levei porque achei cara, 149 reais, EITA! (na foto, Igor, meu namorado, participando das análises da coleção, hahaha)

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Os acessórios eram bem praianos, com chapéus, bolsas de croché, brincos grandes (olha a mão do namo aí dando um joinha não sei pra que, hahaha)

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Pelo menos a moda praia, como de costume, é produção nacional e o material era adequado para ninguém assar no sol, tanto que o fornecedor das malhas é a Lycra, e apresentam proteção contra raio solares.

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Não levei nada, não me emocionou, mas gostei no geral, com a ressalva da composição das fibras.

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Comentários pelo blog

8 comentários

  1. Denise D. comentou:

    Ana, tenho que admitir que também fiquei frustrada com tanta fibra sintética desta coleção. Uma pena porque achei linda, principalmente esta estampa com fundo branco e as peças em tie dye. Vou esperar o blazer baixar de preço. Será ?
    O Igor deveria dar suas impressões também. Gostei dele ! kkk
    bjs

    1. Ana Carolina respondeu Denise D.

      hahaha, Igor achou tudo caro pra roupa de C&A, hahaha

  2. Anne comentou:

    Uma pena mesmo esse tanto de poliéster numa coleção de verão. O bom é que as pessoas estão ficando mais conscientes, e realmente não tá tendo tanta saída. Tenho peças da Dress to e olha, acho que dava pra ter feito melhor, usado mais viscose, algodão, linho, liocel, que são os tecidos que eles usam em várias peças da marca.

  3. beatriz comentou:

    Nossa, eu tinha me apaixonado pelo blazer azul, há tempos estou procurando um mas poliester nao da 🙁 vou derreter aqui em Bauru

  4. Mari R. comentou:

    Achei que a coleção imprime belas imagens, mas pelos valores fiquei desconfiada quanto aos materiais e acabamentos. Ainda não fui conferir pessoalmente, estou curiosa sobre as peças mais básicas. Vi no site uma uma pantacourt jeans e uma skinny branca que me parecerem interessantes. A numeração está certinha? E a camisa estampada (talvez única peça que me faça ir à loja… rs) é P?

  5. Denise comentou:

    Passei rapidinho na loja aqui de Porto Alegre hoje; araras cheias!
    Acho que o material das peças não agradou a gauchada. Também, caimento mais ou menos, acabamento sofrível e modelagem sem novidades.
    Eu esperava mais.

  6. lidia comentou:

    Ana, nem olho mais essas lojas, você me influenciou e muito para buscar coisas novas e legais. Achei o site da DUAS, elas são de Recife e toda coleção tem uma história, os tecidos são nobres, não tem como comparar… Aqui no Rio descobri recentemente a loja PENCE que fica na lapa, é uma loja colaborativa cheia de estilistas novos e muito legal. E para finalizar hoje descobri uma loja de biquinis que fez uma coleção assinada por J. Borges (o mestre da xilogravura)… isso sim dá vontade de ter e de vestir, tem cultura, tem arte, isso é moda.

    1. Ana Carolina respondeu lidia

      Exatamente, Lidia! Hoje temos opções mesmo que no online, que são capazes de encher os olhos de um jeito tão incrível! Isso sim é curtir moda 🙂