Agora somos Moda Pé no Chão!

Depois de uma década assinando Hoje Vou Assim OFF, abracei a evolução e mudei. Agora somos Moda Pé no Chão! E, melhor, assinado por Ana Soares, euzinha aqui hahaha!

Vocês já devem ter reparado aqui porque mudamos o logo, projetado por Gabi Barbosa, e também o domínio. mas quem digitar hojevouassimoff vai cair aqui no modapenochao, claro.

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Já tem muito tempo que eu queria promover essa mudança de nome, só não sabia para qual. Foram anos usando o OFF como brincadeira do Hoje Vou Assim, que foi o blog que inspirou esse. A brincadeira na época fazia sentido, pois os blogs eram conhecidos. Hoje, com o instagram como principal rede de postagens, ninguém mais compreendia a proposta.

Fora o tanto de confusão que causava – até hoje as pessoas acham que sou mineira, por causa da Cris Guerra, rs. Ou então de me acusarem de plagiá-la, sendo que foi ela quem incentivou a continuidade do blog, que começou de brincadeira numa tarde ociosa do trabalho. Eu já olhava pro nome hoje vou assim off e não me reconhecia há muito.

Mas e o medo de mudar? De deixar tanta história pra trás?

Foram anos e anos nessa proposta de achados, preços baixos, liquidação, tudo a ver com o OFF. Ao longo do tempo eu amadureci, comecei a perceber que fazia mais sentido optar por boas escolhas, custo x benefício, comprar em bazar sim, mas de uma forma mais consistente, sem consumismo desenfreado. O discurso e o trabalho mudaram, entraram numa seara mais voltada para ressignificação do que temos do que necessariamente só oferecer dicas de roteiros.

Também há um tempo eu tenho usado o moda pé no chão, registrando ele e adotando para os projetos, de uma criação minha, que surgiu a partir de um projeto que não teve prosseguimento. Até que tive uma epifania: o meu trabalho já se definia assim. Fui trabalhando para que as pessoas me conhecessem como a blogueira/consultora MODA PÉ NO CHÃO, VIDA REAL, que abrange todos, que dialoga com todo mundo, sem exceção!

Claro que pensei na opção de assinar Ana Soares, mas eu queria uma assinatura que fosse mais significativa, não sei. Esse será o nome do livro, então acredito que traz mais força ao propósito.

Assim, fui acostumando todo mundo com o novo nome até fazer a transição com total tranquilidade. Adotei o pé no chão como movimento por uma moda pró pessoas, que fala com elas e e da realidade delas e não para marcas. 

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Arte por Isa Wright

Ainda vamos melhorar várias coisas que demandam tempo (infelizmente não consigo mobilizar todo mundo pra executar as coisas no tempo que preciso), mas, aos poucos, vamos ajustar e mudar as artes para adequar tudo a nova fase do blog, da minha vida, carreira e dessas nossas trocas maravilhosas diárias!

Vida longa ao Moda Pé no Chão! 

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Comprar ou não na Black Friday

Tem um bom tempo que ignoro emails de promoção de lojas – muito porque não estou interessada no momento em gastar com roupas. Claro que também me dá a sensação de estar perdendo alguma promo incrível, mas, na real, estou perdendo MESMO?

Desde que comecei a enxergar muito mais potencial no meu armário com o que tenho eu fui acalmando meu coração sobre essas falsas necessidades que incutem nas nossas mentes – esse look mesmo eu montei com essa blusa que tenho há séculos e NUNCA tinha coordenado ela com alguma peça vermelha! Já tinha até pensado em doá-la ou vendê-la, mas a sua cor, super da minha cartela, sempre me fazia voltar atrás. Que bom que dei essa chance, porque já estou pensando em várias possibilidades com ela, apesar de ser de poliéster.

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Cardigan Farm comprado em brechó
Blusa espaço fashion
Calça Wymann
Brincos Trocando em Miúdos

Já aproveitei algumas Black Fridays, claro. Em 2013, eu comprei a minha bolsa preta bucket bag da Adô Atelier, que vocês já estão carecas de ver diariamente aqui, hahah. Foi uma compra tão boa, num valor tão bom, que, em 2014, eu comprei a versão dela em caramelo!

As que comprei, da mesma marca, mais para aproveitar a promoção do que necessariamente por entender que seriam mais usáveis, estão paradas no armário.

Desfiz o cadastro de vários emails de marcas. Além disso, deixei de acompanhar com fervor todas as novidades, para não entrar nessa de PRECISO DISSO

Acho que está todo mundo mais atento a algumas promoções fajutas, estilo compre pela metade do dobro, mas também nos deparamos com movimentos tão bacanas, como esse da Básico.com, marca que vende no online itens básicos de qualidade, que chamaram de Black Friday Transparente, em que dão três opções de valores para você escolher quanto pagar, sendo que o menor valor você paga o preço de custo da peça e o maior cobre os custos de transporte, equipe, impostos e comunicação. Achei muito pertinente essa estratégia, para mostrar o quanto de valor agregado tem nos produtos que consumimos e o quanto é ruim para algumas marcas aderirem a descontos maiores.

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Ter consciência das nossas escolhas é fundamental para compreender o quanto um período desse de promoções que abarrotam as nossas caixas de emails podem ser prejudiciais ou não às suas finanças. Mesmo que gastar essa grana não vá te afetar tanto, acho válido pensar que passar grandes períodos de tempo olhando, pensando em aproveitar alguma coisa, mesmo que não esteja precisando, é igualmente ruim.

O melhor a se fazer é observar o que realmente vai fazer diferença no seu vestir e enxergar como oportunidade para fazer valer o custo x benefício. Por exemplo:

– Peças curingas que ajudem a criar liga com o que se tem e compor mais looks;

– Peças de tecidos melhores, mais frescos, etc;

– Roupas para ocasiões especiais, em que não se quer gastar muito (no meu caso, biquinis e maiôs, praias são ocasiões que frequento uma vez na vida outra na morte hahaha);

– Roupas de marcas que admiramos o trabalho e que têm a ver com nosso estilo ou com numeração que vista nosso corpo;

– Acessórios que ajudarão a compor looks;

– Sapatos confortáveis;

E, meus preferidos:

– Livros <3

– Coisas pra casa, como jogo de cama, toalhas, esses lances que precisamos repor de tempos em tempos

– Algum aparelho que esteja precisando (tv, ar condicionado, etc)

É bem impossível determinar o que se torna realmente interessante ou não para compras nesse período, mas é válido analisar mais se nossas escolhas estão sendo guiadas por nossas reais necessidade ou se estão apenas indo no embalo de um frenesi.

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Minhas impressões Missoni for C&A

E, assim, meio como se fosse uma surpresa, a C&A anunciou a chegada da coleção da Missoni nas suas lojas e site. Muita gente reclamou dessa nova forma de lançamento por não conseguir, assim, se programar para ir em alguma loja próxima. Mas fato é que gostei dessa forma menos megalômana e com menos histeria coletiva. Gera menos ansiedade, comoção por filas e outras coisas, que, sinceramente, são muito ruins pra todo mundo. Ninguém precisa correr por baixo de portas, levar namorado/marido pra segurar cabides de roupas, atacar vendedores com reposição de produtos, se estapear com outras pessoas e muito menos gastar com peças que ficarão quase sem uso.

Sobre Missoni para C&A: bom, achei algumas peças muito sóbrias, outras já tinham um brilho, um lurex colorido, que trazia alguma jovialidade. A grife italiana tem suas indefectíveis padronagens em zigue e zague nos tricôs copiadas mundo afora. São pra quem curte um clássico, o que não quer dizer necessariamente que seja bacana, mas vamos lá. Achei bem caro – peças maiores entre 200-400 reais – com esse valor você compra em outras lojas.

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Esse vestido foi das poucas peças que gostei: vestiu super bem, corte bonito, mas por 300 e tantos reais, com forro de poliéster (mesmo sendo aquele tule bem fino), e sendo vestido (que considero uma peça pouco versátil, que limita mais o uso pra um valor mais alto), não rola. Se fosse mais meu estilo, beleza, mas acredito que, sabendo que é uma parceria internacional e os valores seriam mais altos mesmo, ainda assim isso é motivo pra questionarmos se queremos uma peça que tem um leve perfume de uma grife que às vezes não nos diz nada ou se podemos escolher melhor em outros momentos.

O mesmo para esse vestido preto, que ficou lindo, amei mesmo, com um movimento maravilhoso – fios com mistura de viscose com poliamida, o que melhora muito o toque dele –, mas custava 300 e tantos. Acho mais curinga que o anterior, por não ter padronagens, mas mesmo assim, acho quente pro Rio de Janeiro.

 

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Achei os dois vestidos de cima os mais bacanas e bons para eventos.

Outro fator a se considerar: são peças extremamente frágeis no manuseio. Cheias de nove horas com lavagem e manutenção, o que até possibilita já termos peças com fios puxados (muita gente não toma cuidado no provador), então é pagar mais caro pra algo que vai exigir muito depois de cuidado mesmo.

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A calça é confortável, sentei e fiquei de boa com ela, mas o forro é de poliéster e achei a trama delicada demais pra uma calça, o que limita seu uso. Além do mais, o tricô de máquina impossibilita ajustes, como bainha.

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Essa estampa tinha versão em calça e blusa, mas, vamos lá: toda de po-li-és-ter. Esquenta. Muito. Limita o uso.

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Esqueci de mencionar que o top também é da coleção, e tinha na versão preta. Basiquinho bom, mas caro porque custava 160 reais. A saia é riponga demais pro meu estilo.

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Essa saia mais curta, de tricô de máquina, não tem forro, é muito mais fininha, o que marca mais a silhueta. Não gostei do caimento.

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O mesmo para o short – eu engordei um pouco e estava inchada de menstruação, ele marcou bem no corpo.

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A jaqueta bomber, também da estampa colorida, tinha um brilho acetinado legal, e entendo que algumas impressões só rolam em tecidos sintéticos, por isso ela é de poliéster. E é uma jaqueta, então entendemos ela ter a função de esquentar. Achei bonita!

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Não curti esses vestidos sem forro muito fininhos. Achei feio mesmo, mais nenhuma consideração, hahaha!

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Detalhes da trama e forro:

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Tinha também moda praia, que eu não provei, não tive tempo. 🙁 Masssssss eu AMEI a viseira! Achei chic, coisa fina, de verdade e combinou comigo, hahahaha! Essa custava 90 reais.

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Bom, não me emocionou, acho que por esse valor eu compro algo nacional mesmo, de tecidos mais frescos e com mais possibilidades.

Quem foi, o que achou? Eu odiei as luzes dos novos provadores, aliás! Péssimas! Hahahaha!

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Preços Missoni para C&A

Clientes cadastrados receberam ontem o link da pré-venda das peças de Missoni para C&A, e a Cibelle, leitora do blog, mandou alguns prints dos preços dessa coleção.

A C&A está com uma estratégia mais low profile de divulgação das suas coleções, que, acredito eu, ganharam muito menos peso nos dias de hoje, em que falamos e aplicamos cada vez mais a ideia de comprar menos e melhor, sustentabilidade, consumo consciente. Não cabe mais as lojas fazerem muito daquela histeria coletiva e nem nada megalômano, vocês não acham?

Dito isso, bem na maciota, divulgaram que seria hoje a chegada da coleção no site (e nas lojas? não entendi bem essa parte), mas de qualquer maneira darei uma passada numa loja já já para conferir e mostrar pra vocês (quem vai no instagram vê primeiro, hahaha)!

Mas, vamos às vacas frias: os preços, como era de se calcular, bem surreais. Quer dizer, agora 200 e poucos reais é até um valor que se encontra em muita fast fashion, como a Renner, por ex, mas é caro demais se considerarmos que temos marcas menores fazendo um trabalho autoral muito bom por valores similares – a C&A mira no público que entra vez ou outra na sua loja porque descobriu que lá tem bons achados com valores que podem comprar aos baldes. É sabido que muita gente ainda pratica esse tipo de consumo “Ah, tenho dinheiro, posso comprar tudo dessa coleção sem ser uma facada tão grande”. E dá-lhe guarda roupa lotado, numa rotatividade alta de roupas que jamais serão usadas.

Não estou apontando o dedo, mas mostrando que essa atitude é desgastante não só para quem consome, como para o planeta. Mas acredito que algumas posturas mudaram após o boom de coleções e com o cenário atual. não vejo pelo menos aqui aquela correria doida nas lojas.

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Dito isso, a coleção, que tem de acessórios, a calças jeans, bolsas, moda praia, a roupas (estou atualizando esse post, já já coloco mais), traz preços na faixa dos 200-300 reais, com peças, como o vestido abaixo, por 450 reais. Tudo por uma marca? Achei bem absurdo pra um vestido, que é uma peça menos versátil, ainda mais com uma estampa, que é marcante.

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Algumas leitoras disseram que leram a composição e viram forros de poliéster, mas não posso ainda confirmar isso. A coleção não faz meu estilo, são peças mais clássicas e em cores neutras, o que pode render alguma variedade no armário, mas vamos acompanhar que trarei novidades com as impressões.

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