Revisitando looks antigos!

São 14 anos escrevendo aqui no blog. Meu estilo aperfeiçoou, assim como meu trabalho e eu mesma, hahaha. Tenho compartilhado com vocês sobre essa profunda mudança que a maternidade trouxe, principalmente nos meus objetivos de vida, me ajudou a perceber que eu sofria para montar um look “mais elaborado”e me cobrava uma elaboração que eu simplesmente não conseguia porque não era meu estilo. Claro que assim eu gastava mais com roupas e nunca estava 100% satisfeita.

Tenho feito de 3 a 4 grandes limpas no meu guarda roupa desde 2020 e reduzido drasticamente o acúmulo de peças. Eu realmente tinha muita coisa mas era um medo enorme de desapegar e deixar de ser criativa. Quanta insegurança. Dito isso, provar novamente peças que mantenho há muito tempo e estavam meio paradas antes da gravidez, reavaliar com meus objetivos hoje, meu cabelo que agora é comprido e grisalho e minhas necessidades quanto mãe, têm sido um processo gostoso de desapego e de observar, na prática, quem eu não sou mais e que tudo bem, deixa fluir, OU que peças que antes eu não amava tanto, hoje fazem total sentido!

Esse macacão é da falecida maria bonita extra, comprei na loja off que a marca tinha em uma galeria em Ipanema, há uns dez anos. Já usei ele algumas vezes mas, olha que engraçado, eu nao gostava porque achava tudo muito escuro, fechado, por causa do meu cabelo pretão.

Com o meu cabelo hoje, eu AMEI. Me senti musa, aí observei com mais carinho a modelagem e corte perfeitos dele. O cabelo deu a iluminada que eu sentia falta quando usava uma peça preta que tivesse uma área maior, coisa que não tinha antes com meu cabelo super preto.

Esse vestido é de 2015, se não me engano, garimpado em um brechó, e é o xodó do meu armário! Acho ele a coisa mais incrível do mundo, mas não vestia desde que nina nasceu, acho. Continuo amando, tecido tipo uma elenca bem grossa, dura uma vida kkkkkk

Agora, esse causou polêmica no Instagram: eu comprei essa lazer no bazar da estilista da Andrea Marques e ele foi uma peça cara mesmo assim, custou 550 reais! Ele é de seda com forro de seda, caimento impecável e por isso foi uma peça que eu usei demais ahahaha, masssssss talvez por ser esse amarelão forte, eu só coordenei com azul marinho, listras, branco e preto.

Dito isso, eu gosto dele mas não gostei de reproduzir o look. Não usaria o look de novo.

Vamos a mais um look antigo que tenho aqui comigo! O vestido Stella para C&A:

Esse vestido tem ONZE anos! Na verdade eu não comprei ele na época da collab a Stella McCartney para C&A, só anos depois no enjoei. Mas comprei também mais naquele desejo antigo de ter peças da coleção, vestido de seda e tal, só que eu realmente usei pouco.

Agora provei ele e está muito justo nos braços e coxas e tenho medo que rasgue por ser de um tecido mais delicado. No Instagram eu gostei, mas agora eu acho que não rola mesmo não, romântico demais e ainda por cima está justo. Vai pro desapego se ele estragar aí sim que não consigo usar e nem desapegar hehe

Eu fico abismada como o tempo passa rápido, rs, como também mantive tantas peças comigo esse tempo todo. Adoraria ter acervo, mas to vendo que não é mais pra mim, não sei. Manter algo ocupando espaço, me fazendo gastar mais com móveis, cuidados e cabides não é mais meu foco na vida.

Tô muito feliz também com a possibilidade de “ganhar” peças novas sem gastar! O macacão eu realmente tinha esquecido dele e agora eu to apaixonada!

O que daria pra comprar de roupa com 100 reais?

Foi-se o tempo que eu achava que pra gerar conteúdo eu tinha que comprar roupa nova toda semana. Mesmo que eu quisesse hoje repetir esse esquema, tudo, absolutamente TUDO está caro, absurdamente caro e por isso consideraria esse tipo de conteúdo até ofensivo.

Eu penso mil vezes antes de desejar algo. Sequer tenho passeado por lojas, nem acompanho novidades nas redes, preciso economizar e não está sobrando dinheiro. Acredito que muitas também estejam passando por essa triste situação chamada Brasil 2022.

Lembrei do meu post da banalização dos 100 reais, de dez anos atrás, e que atualizei para os mil reais. Mas aí veio uma dúvida genuína: o que será que dá pra comprar de roupas com 100 reais agora?

Fui atrás de um brechó e de uma fast fashion para descobrir.

No caso do brechó eu já esperava encontrar mais itens possíveis, mesmo sabendo que nem sempre a grade de tamanhos é abrangente, mas foi animador ver que pelo menos em brechós dá pra fazer a notinha azul render um pouco mais.

Selecionei algumas peças que gostei, mas a maioria das roupas estavam com os mesmos preços dessas das fotos, são tabeladas.

Nesse frio encontrar casacos bem bonitos por 54 reais eu acho um valor legal. Blazer de tweed e outro de padronagem clássica, ambos em bom estado e lindos!

Depois encontrei esse mantô pelo mesmo valor, com detalhes com brilhos, de uma marca que não existe mais, mas a qualidade era muito boa, a Rudge.

Na parte de calças, muitas com o mesmo valor, 44 reais. Adorei essa de bolinhas.

O vestido de festa custava ótimos 54 reais, achei bem digno. A chemise custava 74 reais.

Achei o saldo final positivo, porque com esse valor a gente pensa que só dá pra calça jeans, ou pra uma blusinha. Mas no brechó dá pra garimpar até vestido de festa com menos de 100 reais! Casaco, gente, casaco que é uma peça mais cara mesmo, ainda mais nesse frio. O dinheiro renderia bem!

O brechó que fui é o 21Brechó Arte, R. Gen. Roca, 514 – Tijuca, no Rio de Janeiro.

NA C&A

Depois eu fui na C&A conferir o que eu poderia comprar com 100 pilas:

Assim, gente…deu pra achar bastante opção a menos de cenzinho, MAS acho um absurdo short jeans custar 89,90. Confesso que me surpreendi sabe. Vejam, não estou achando nada em conta, mas eu estava com uma sensação de que sairia de mãos abanando e até que tinham algo mais promocional na loja, ó:

Camiseta de algodão 25,99, blusa de gola alta que tá na moda, de malha muito fininha e várias cores a 69,99 e short jeans 89,90.

Peças bem basiquinhas e normaizinhas, né? Até esperava isso. Mas aí fui na parte dos moletons e me surpreendi porque achei tudo muito bonito e as partes de cima cabiam no meu orçamento: 99,99 o de caju e 89,99 os coloridos!

Têm uma super qualidade? Não, apesar de ter achado bem ok esse azul, tentei não mostrar tanto poliéster 100%, por isso achei razoável. Mas fiquei feliz? Não. Saudade de quando esse valor daria pra comprar uma camisa de botão também, algo pra trabalhar fora.

E aí, o que vocês acharam? Difícil é ter 100 reais sobrando que não seja pra pagar o básico pra viver, né?

Se vocês curtirem, eu vou fazer esse experimento em outras lojas e bazares.

Looks de festa com tênis

Eu fui de tênis na minha formatura, em 2002, um belíssimo superstar da adidas branco e rosado, bem subversiva. Vinte anos depois, venho aqui sacramentar que nunca mais colocarei meus pezinhos em saltos desconfortáveis para festas. 

Já usei salto em festas e foi péssimo, muita dor nas costas, pés e pernas, porque eu me recuso a ficar descalça ou usar chinelo, desculpa haha, mas gosto dos pés protegidos. Porque não ir de tênis, como eu fiz lá atrás? Com tantos modelos belíssimos, estilosos, coloridos, confortáveis e mais duráveis e usáveis que sandália de festa que se calça uma vez em nunca. Pq é tão normal associarmos festejos a gastos desnecessários e sofrimento para as mulheres?


As pessoas avançam nas mesas de doces, enchem a mão e os bolsos, com que moral vão falar dos seus tênis, gente, pelamor!? Hahahaha! Separei alguns looks meus que eu acho que super usaria com esse meu tênis, colocaria até uma meia de paetês que eu tenho aqui, heim? Ou então uma meia-calça!

Todos, exceto esse primeiro branco, são peças que tenho há anos no meu closet, e o tênis foi comprado no brechó de tênis que mostrei aqui. Ou seja, a prova cabal que ninguém precisa comprar roupa nova pra ir em festas, casamentos, formaturas, bodas, o que for!

Se não combina ou acha q não orna, vale sapato de salto de marca confortável, vale bota, sandália rasteira, vale levar seu tênis e calçar na festa e vale ficar descalça e ser feliz. Só não vale sentir dor e se machucar porque o olhar alheio questionando algo que nem é da conta da pessoa, está atravessando você.

O desencontro e reencontro do meu estilo como mãe

Quando eu preciso me arrumar, muitas vezes a vontade é ficar sentada ou deitada no chão para aproveitar aqueles segundos de silêncio comigo. Em outros momentos vou ter uma neném agarrada a mim pedindo para tirar o brinco, puxando minha roupa e falando freneticamente – aí é uma dificuldade raciocinar uma roupa, fico atordoada.

Em vários momentos eu olhava para outras mães na rua, nas redes sociais e pensava “como elas conseguem estar arrumadas?”. Esse pensamento não é saudável: eu ficava me comparando com vidas diversas, onde não cabe uma régua. Tem mãe que tem rede de apoio, tem mãe que precisa se vestir das estampas mais coloridas para se sentir viva e não sucumbir. Tem quem já não curtia se arrumar e assumiu com muito gosto o básico.

Eu estou numa necessidade louca por roupas novas, o que acho bom e ruim: bom porque eu estou com muita clareza do que quero. É ruim porque não dá pra ficar gastando dinheiro né, gente. Tá tudo absurdamente caro, tudo, não tenho mais o tempo de fuçar lojas, nem mesmo online. Tem dias que a frustração bate pesado, tem outros que eu faço novas coordenações com as roupas que já tinha e me acho o máximo, tem as vezes que eu queria zerar meu closet e comprar tudo novo de uma vez só.

Tem vezes que amo o look e repito três vezes na semana, como foi o caso desse. No primeiro dia eu amei, no terceiro dia eu tava detestando, hahaha. Mas pensar em outro look, do zero, estava fora de cogitação com a correria da rotina e ele ainda tava cheirosinho pq usei pra saídas rápidas, hahaha.

Tem vezes q eu sei que essa fase vai passar, mas também agradeço porque eu realmente parei de insistir em ter muita coisa, em me apegar a roupas que não servem nem no meu corpo mais, nem na minha vida. E eu acho um alívio ser mais prática ainda, além de ter essa sensação paupável que a vida mudou de etapa e é assim é. Não me arrependo de muita coisa, apesar de me chatear ao relembrar gastos desnecessários.

Ser mãe é esse corte seco sem anestesia, em que tudo muda de uma hora pra outra e não tem como mais voltar. Eu tinha muito medo disso. Agora eu estou bem empolgada – apesar de um pouco perdida, tem sido importante esse exercício mais cauteloso e acolhedor de olhar pra mim e me entender.

Conheça um brechó que só vende tênis!

Subi Santa Teresa, bucólico bairro que fica no Rio de Janeiro, para conhecer um brechó que tem um nicho muito interessante. O Santa Tênis é um brechó especializado em tênis que começou em 2021, durante a pandemia, mas o sucesso da seleção de calçados e a especificidade mantiveram o negócio em alta.

Na porta avisa que você pode precisar tocar um sino para e fui recepcionada por um dos irmãos que comenda o brechó, o Aruanã. Fui muitíssimo bem atendida (lembrando que nunca me identifico como “blogueira” para poder ter um atendimento imparcial e avaliar), ele explicou como funcionavam, o que eu estava procurando, quanto eu calçava e me indicou, sem empurrar nada, os pares para eu experimentar.

Além de uma variedade muito boa de tênis para diversas atividades, seja acabemia, corrida, passeio, também vendem sandálias estilo papete, botas, chinelos, todos em ótimos estado – não vi nada com muitas marcas de uso, muito menos sujos ou em péssimo estado, pelo contrário: solas e palmilhas quase sem marcas, muitos ainda com etiquetas, novinhos em folha. Para sapatos isso é super importante, para evitarmos usar algo que já esteja moldado ao pé de outra pessoa e evitarmos problemas ortopédicos e até dores na coluna.

Marcas como Nike, Adidas, Puma, Vans, New Balance, Redley, Osklen, Fila, Converse, Farm, Asics, Birkenstock, entre outras, são figurinhas fáceis nas prateleiras do estebelecimento.

Além de uma variedade muito boa de tênis para diversas atividades como academia, corrida, rolezinho, também vendem sandálias estilo papete, botas, chinelos, todos em ótimo estado – eles são rigorosos na seleção do acervo. Não vi nada com muitas marcas de uso, muito menos sujos ou em péssimo estado, pelo contrário: solas e palmilhas quase sem marcas, muitos ainda com etiquetas, novinhos em folha. Para sapatos isso é importante, para evitarmos problemas ortopédicos e até dores na coluna.

Tênis que custam R$700, 800, estavam por R$250 e até aceitam se vc preferir levar o seu e pegar outro. Marcas como Nike, Adidas, Puma, Vans, New Balance, Redley, Osklen, Fila, Converse, Farm, Asics, Birkenstock, entre outras, são figurinhas fáceis nas prateleiras do estebelecimento. Fui bem atendida, os irmãos donos do negócio são muito gente boa, ninguém tentou me empurrar nada, ótima experiência, loja limpa e eles te ajudam a achar sua numeração. 
Não vendem nada online, tem que ir lá conhecer! 

Ah, também têm opções infantis e roupas como jaquetas esportivas, camisetas e bermudas, mas o forte mesmo são os calçados.

Endereço e horário:

O @santatenisoficial fica na Rua Felício dos Santos, 9 (na rua quase em frente ao Bar do Mineiro, perto do Largo do Guimarães) e funciona de 11h às 20h, todos os dias – mas antes de ir só confirma no Instagram, vale a pena mandar uma mensagem antes pra avisar, tá? 

Quem veste moda acessível de verdade?

A Nathalia mandou mensagem pra mim no instagram pedindo indicações de criadoras de conteúdo negras e indígenas que vestem e comunicam uma moda acessível de verdade, que dialoguem com diversidade de corpos e pessoas. Ela vive com um salário mínimo por mês e queria ver mais inspirações que refletissem a sua vida, mais próximas da sua realidade. Trouxe pra cá as indicações que passei pra ela, ainda mais quando falamos em instagram, que é uma ferramenta em que as pessoas fingem ter vidas perfeitas, acho tão importante termos inspirações que dialoguem com nossas vivências, com nossas possibilidades – paritularmente nunca acompanhei blogueiras ricas, às vezes seguia e deixava de seguir logo porque não era factível, sabe? Sempre achei estranho pessoal seguir famosonas assim.

Vamos às indicações que passei, sendo que nem todas falam exclusivamente de moda, mas são periféricas, têm um estilo de vida e posicionamento que se comunicam com o que é popular e a nossa essência.

Alessandra Oliveira

Conheci a Alle em um manifesto que participei, anos atrás, e desde então a acompanho com muito prazer. Ela é afroempreendedora à frente da marca Ateliê Aflora, é daqui da zona norte carioca, mãe, estudando de design e moda e produtora de moda. Adoro acompanhar seus garimpos em brechós e bazares de igreja!

Sarah – Look de quinta

A Sarah é seguidora antiga aqui do blog (fico sempre emocionada!) e é a designer à frente da marca de sapatos 3/305, para mulheres com pés de tamanhos 40 ao 43!

Patrícia Dias

A Patrícia é meu xodó, mulherão que venceu o câncer, foi minha aluna de consultoria de estilo e cria conteúdo diariamente alertando mulheres sobre violência doméstica, além de achados em fast fashion e dicas para ter estilo sem gastar muito!

Raissa Campos

It girl da Baixada Fluminense, serve looks em uma moda leve e descomplicada!

Amanda Santos

Empreendedora da AMD Modas, é mãe e estilosa até dizer chega!

Xullyana

A Xu é designer carnavalesca (comprei minha fantasia de carnaval com ela, icônica!), é modelo, designer de moda e fala sobre moda e autoestima para grandes gostosas. Além de tudo, é divertidíssima!

Kaê Guajajara

Indígena, favelada, cantora, ativista, atriz, uma potência! Apenas ouçam suas músicas!

Lelê Martins

A Lelê é pessoa com deficiência, têm um estilo maravilhoso e está arrasando em suas publis. Adoro acompanhar seus achados, seus vídeos e dicas que incluem encontrar pares de sapato estilosos que sirvam na sua prótese!

Onde comprar roupa, com tudo tão caro?

Gente querida, há alguns anos eu não atualizo este blog com informações de bazares e pontas de estoque – e foi assim que começamos, falando de achadinhos, garimpos e promoções –, mas tenho repensado e resolvi retomar esse tipo de postagem aqui. Eu parei para não estimular consumo desnecessário, porque não queria também focar meu conteúdo somente em achados.

(foto antiga, só para ilustrar o texto)

Mas achei importante retomar e vou dizer os motivos, me falem o que acham:

Primeiro que, por conta da alta dos preços dos tecidos, conta de luz, gasolina e aviamentos, comprar roupa nova está custando muito caro. Como sou a favor da democratização e acesso à moda, achei importante trazer opções que possibilitem mais pessoas a ter condições de conseguirem voltar a sentir desejo, a terem uma roupa nova pro trabalho, para a entrevista, para viver e seguir nesse Brasyl 2022.

Há anos eu falo sobre fazer boas escolhas, a importância da etiqueta interna de composição para não se deixar enganar por peças caras de baixa qualidade, ou de tecidos que esquentam e não vão te deixar usar a roupa muitas vezes, de entendermos sobre nosso estilo, multiplicar possibilidades com o que temos variando cores, e repetindo sem medo de ser feliz. Saber a importância do meu papel analisando coleções, falando a real, trouxe conhecimento a quem me acompanha e senso crítico para poder comprar com mais consciência.

Também vou começar a focar o conteúdo em dicas para garimpar em lojas online, sejam parte OFF das marcas, sejam as que vendem peças de segunda mão, como enjoei, Repassa e Mercado Livre.

Dito isso, vou voltar a divulgar o que eu conseguir sobre bazares e roteiros de lojas OFF. Não recebo mais tantas informações quanto antes, mas quem souber e quiser me encaminhar, vou aceitar. Pode ser pelo instagram @modapenochao ou pelo email [email protected]

Também vou refazer alguns roteiros pelas lojas – não sei quantas ainda estão funcionando, assim como os brechós, também não viajo mais como antes para outras cidades, mas também temos a opção do online né? Vamos aqui fazendo nossa parte.

Empréstimo de roupas: você empresta pras amigas?

Lembro que há uns anos atrás eu pedia muita roupa emprestada para as amigas, principalmente para eventos tipo casórios, que eu achava as roupas caras e fora do meu estilo. E eu emprestava também, além de vestidos, os acessórios. Era comum trocarmos mensagens e ligações (!) e perguntar o que a outra tinha que poderia servir para alguma ocasião. Super comum na minha família foi também pegar emprestadas as roupas da minha tia, avó e mãe.

Na gravidez não pedi nada emprestado, mas uma amiga me deu algumas roupas bem legais que foram dela. Aliás, acho que deve ser o momento em que mais rolam empréstimos, porque dá muita pena mesmo comprar algo específico para gravidez ou de tamanho muito maior para um período relativamente breve – e que possivelmente você nem vai querer mais olhar aquelas roupas na sua frente, de tanto que usou, haha!

Mas pq estou abordando esse assunto? Porque eu sinceramente sinto falta de receber amigas e ter novamente essa troca boa que a gente fazia, e nem sempre era empréstimo, virava “Ah, eu te dou, ficou lindo em você”, e pronto, ganhava uma peça novinha sem gastar dinheiro hahahaha.

Não sei se esse hábito permance entre amigas, aqui sendo bem sincera, não tenho mais recebido essa solicitação, considerando que temos uma pandemia aí no meio atrapalhando tudo, não rolou mais isso aqui, infelizmente. Não sei se o acesso a produtos e informação de moda favoreceram o consumo ao invés dos empréstimos, o aumento das compras online (que chegam até no mesmo dia) e das compras em brechós deixaram os empréstimos em desuso…como tem sido aí pra vocês?

Tem quem tenha medo de emprestar ou pegar emprestado e rasgar, manchar, mas vamos levar em consideração o contexto das coisas: já peguei um vestido pra ser madrinha, e na hora da festança eu queria ficar à vontade e troquei de roupa, por um vestido meu. E foi engraçado ver a reação das pessoas com a troca de roupa hahaha!

E ter algum nível de desapego sobre essas peças, porque acidentes acontecem né? Eu já emprestei e não me devolveram, o que foi bem chato, assim como já emprestei uma roupa de frio para uma amiga que ia viajar, ela perdeu, e comprou uma peça equivalente pra trazer pra mim.

Serviços de guarda roupa compartilhado

Já falei algumas vezes desse assunto, mas estou desatualizada no momento. Pelo que acabei de ver, a Roupateca continua firme e forte com seus planos de acordo por período e número de peças para que as assinantes possam ter acesso às peças do acervo para usar no dia a dia, para ocasiões e etc e depois devolver.

Não é um serviço barato (veja os planos aqui), mas levando em conta o valor de roupas novas hoje em dia e que nem todo mundo quer gastar com um vestido pra usar em um evento pontual e acabou, talvez seja uma. Principalmente para não lotar o guarda roupa, mas entendo que tem quem não veja vantagem em pagar algo que não vai ter no armário.

E vocês, como tem sido, tem emprestado muitas roupinhas? Qual é a sensação? ADORO!!

Onde descartar lingerie, sapatos e roupas?

Reuni nesse post as principais informações para quem sempre quis saber o que fazer com peças de roupa, sapatos e lingeries que não quer mais, que estão em péssimo estado inclusive para doação. Antes de tudo: nunca jogue nada disso no lixo!

Depois, é importante entrar em contato com as empresas e cobrar um posicionamento delas sobre a logística reversa. Muitas não deixam claro, mas se perguntarmos e exigirmos uma solução em conjunto, certamente elas terão que nos oferecer opções. A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê co-responsabilidade entre empresas, consumidores e governo na destinação correta dos resíduos, por isso as marcas precisam oferecer soluções: pressione, pergunte.

Esse post do jornalista Daniel Sonim sobre a saga para saber onde descartar seu par de havaianas velhinho mostra o descaso e a falta de transparência das empresas quando o assunto é sustentabilidade. Talvez isso tenha melhorado – o post é de 2018 –, mas vale a pena ler para entender as perguntas a serem feitas e como podemos ficar mais espertas sobre essas políticas sustentáveis que podem ser apenas fachada.

E por mais que a reciclagem seja apresentada hoje como uma solução, o marketing é mais eficiente do que a ação em si. Como bem pontuou Daniel em seu texto, a reciclagem de qualquer material é um processo complexo que demanda recursos, energia e tempo, não sendo assim tão vantajoso para o meio ambiente. O que vale a pena então? Parar de comprar por comprar. Para que ter dez pares de sapatos se mal usamos dois ou três no dia a dia?

Onde descartar corretamente sapatos velhos? 

Sapateira lotada e aquele problemão: o que fazer quando os pares estão se desfazendo, descascando, não dá nem pra passar pra frente de tão velhinhos, arrebentados e encardidos? Mais uma vez: jogar no lixo é a pior das opções, vão poluir ainda mais os aterros sanitários. Sapatos são feitos de materiais diversos e é praticamente impossível recicla-los, as soluções são paliativas, o ideal seria reduzir o consumo e a produção.

Havaianas e Melissa possuem caixas coletoras em diversas lojas para levar seus pares arrebentados, mas sinceramente não acredito que seja proporcional à quantidade que é descartada e vendida. A @insectashoes, que tem nome quando se fala em sustentabilidade, também recebe pares antigos da marca e deve ter uma logística muito melhor em relação às outras empresas.

Quando não tiver jeito, vale levar na loja da Somos Alme, que fica na rua Oscar Freire, 1105, em SP. A marca tem como iniciativa recolher calçados de qualquer marca que viram combustível fóssil para a indústria do cimento.

A Recicalce é uma ONG que recebe pelos correios ou em caixas coletoras. A Recicalce conta uma serie de parceiros na coleta de calçados usados. Além das lojas Oscar Calçados que possuem caixas coletoras, contam com a ajuda de escolas, condomínios, indústrias, etc. Os pares são encaminhados pra iniciativas de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, que renovam os que tem solução para serem vendidos na lojinha da ONG com lucros revertidos para seus projetos ou para virarem combustíveis fósseis. 

Outra opção é contratar os serviços da Ecoassist que faz o descarte de qq produto, eu já usei uma vez e gostei muito, eles até mandam imagens para você acompanhar como foi feita a destinação e reciclagem do seu item descartado.

Conserte e doe

No mais, conserve bem seus sapatos – sapato parado estraga, descola a sola e esfarela! -, leve no sapateiro pra dar aquela geral e aumentar a vida útil deles ou reserve os que estiverem em bom estado e limpos para doação – e saiba a quem destiná-los para não ser uma doação jogada, ok? 

Onde descartar corretamente sua lingerie? 

É comum acharmos que o único destino de calcinhas e sutiãs velhos é o lixo, né? Somos ensinadas desde sempre que é sujo, além de não serem muito divulgadas as alternativas ao descarte doméstico. 

Assim como roupas, peças íntimas não devem ser jogadas no lixo, que vai para os lixões e não degradam em solo. Suas peças íntimas podem ter diversas finalidades sem ser o lixo. Vou enumerar algumas, além de marcas de lingeries que aceitam logística reversa de peças velhinhas: 
🍃em bom estado, lave e higienize, coloque em um saquinho de tecido e leve a alguma instituição que receba (a Missão Eucaristia Voz dos Pobres recebe) ou doar diretamente a quem necessite, junto de absorventes menstruais.
🍃pique em pedacinhos que podem tanto ir para a compostagem (sem o elástico e se for de algodão quanto virarem pano de limpeza, enchimento de almofadas ou brinquedos de pet
🍃também podem virar manta de bidim, no fundo do vaso de plantas
🍃a Leninha Roupa de Baixo e a Caon Lingerie recebem as peças para iniciativas em cooperativas de artesãs, consertos e doação para pessoas em vulnerabilidades e reaproveitamento para criação de embalagens. 

A Demodê Atelier, marca de lingeries de algodão sustentável, mostrou em suas redes sociais como compostar as calcinhas de algodão: retirando o elástico, que é material sintético e reaproveitando para enchimento de almofadas, picando em pedacinhos o tecido da calcinha e enterrando.

Onde descartar corretamente roupa que não serve pra doar? 

Roupa não se joga no lixo. Primeiro, que roupa não degrada em solo, muitas tem plástico na composição e tecidos que não são biodegradáveis. Segundo que dá para aproveitar transformando em outras coisas, enchimento de almofada, até como pano de limpeza antes de pensar em descarte. Mas entendo que muitas não podem estar em bom estado para doação, então o descarte pode e deve ser bem direcionado.

Gosto de indicar os coletores de lojas grandes como C&A e Renner porque elas tem um trabalho importante em seus institutos na área de sustentabilidade e logística reversa e recebem roupas de qualquer marca, que encaminham para reutilização das fibras têxteis em novos tecidos, reuso em projetos de upcycling, para doação das peças em bom estado e para transformação das fibras em cobertores para abrigos. Editado: a Zara e Zara Home também tem, inclusive para roupas de cama.

Buscando nos sites das duas redes varejistas sobre o tema, leia as instruções do que é aceito e do que não é (peças sempre limpas, importante frisar!), além da lista de lojas que recebem. Muitas vezes os funcionários não sabem dos coletores, mas eles estão sempre visíveis e não precisa pedir autorização, é só colocar neles. É importante frisar que podem ser roupas de qualquer marca!

Acesse aqui a política de logística reversa e lista de lojas da Renner

Acesse aqui a política de sustentabilidade e relações de lojas da C&A

Onde descartar embalagens de maquiagem e perfumaria?

Marcas de maquiagem e perfumaria possuem um trabalho de logística reversa mais claro. Empresas como O Boticário, Quem Disse Berenice?, Eudora, MAC oferecem inclusive benefícios (descontos, trocar por batom) no retorno das embalagens dos seus produtos.

Mas e quando não sabemos onde descartar? E vidros de esmalte, perfumes, hidratantes labiais, estojinhos de make antigos, embalagens de shampoos, e afins, o que fazer?

Na Renner possuem também os coletores de itens de perfumaria e de beleza: podem tanto ser embalagens cheias como vazias, de qualquer marca, não só as que vendem lá, sendo uma opção para descarte desses itens de forma adequada.

Antes de comprar, pergunte na loja da marca que você está comprando como é a política de logistíca reversa da empresa, para armazenar as embalagens e saber como retorná-las.

Mas e meias?

A Puket tem o projeto Meias do Bem, que há anos direciona milhares de pares de meias para projetos sociais. É só levar para qualquer loja Puket e depositar as meias nas urnas – vale de qualquer marca. 40 pares de meias usadas viram cobertores a serem distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade social e também um par de meias novos doados.

Compartilhem esse post para que mais pessoas possam saber como realizar o descarte correto do que tem em casa!

A discussão sobre a SHEIN

E aí, você já comprou na Shein? Eu nunca comprei, recentemente entrei no site e me espantei com a variedade de opções, principalmente plus size e maternidade e com preços realmente excelentes. O post vai falar justamente sobre isso: eu não sou o público alvo, não me conecto mais a tendências por isso não tenho interesse em comprar, mas vi muitas coisas vantajosas para públicos específicos e quero falar como essa discussão vai além do papo de “consumo consciente”.

A gigante varejista escolheu o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, para inaugurar a sua pop up store – parece que abriram uma também em Shangai –, em um shopping de alto luxo, o Village Mall. Isso me lembra demais quando a Forever 21, também com preços bem abaixo do mercado nacional, veio para o Brasil em 2015 e o Village foi também o primeiro destino, o que repercutiu na época já que os frequentadores se incomodaram com o público “fora do padrão” do shopping, destilando preconceito. Como esquecer das filas quilométricas que se formaram e até viraram meme? O período de loja física será bem curto: entre 19/03 a 27/03, e somente para provar as peças, que deverão ser adquiridas no app.

O que é essa Shein?

Ano passado fui bombardeada por anúncios no meu twitter sobre uma tal Shein. Não estava entendendo o que era, até encontrar os vídeos de quem mostrava as comprinhas no site, e saquei que era um desses e-commerce: pensei que seria algo tipo a febre que foi uns dez anos atrás o Aliexpress. Fui ler algumas matérias sobre a misteriosa empresa chinesa que vendia somente por e-commerce itens de moda para mais de 220 países, com mais de 4 mil itens à venda, porque eu me senti muito por fora por não ter visto alguma divulgação sobre ela antes. Seu começo remota em e-commerce de vestidos de noiva, a Sheinside.com – que eu lembro muito bem, porque uma amiga comprou seu vestido de noiva nesse site! Na época, com o dólar 1:1, era uma febre entre as noivas.

De acordo com matéria na revista Elle, o grande diferencial da varejista não é criar tendências e convencer seu público a comprar; eles rastreiam as principais tendências mundiais, as cores, formas e desejos de imagens através do Google Trends e de plataformas como Tik Tok e Instagram, e acompanham essas tendências geracionais, embarcando em diversos estilos e, o principal, desenvolvendo sob demanda, sem estoque – facilita estar sediada na China, o que ajuda na velocidade da entrega da produção. A empresa trabalha com centenas de fornecedores que, de acordo com a avaliação do público aos produtos, são retirados da plataforma se não obtiverem um resultado satisfatório, e, ao contrário do que é comum, ela não tenta impor o seu gosto aos consumidores globais, é um espelho que reflete o estilo atual de cada país para ele mesmo, em tempo real, baseado em dados, onde os pontos fortes da marca são o preço, agilidade na entrega e a variedade de tamanhos, que possuem uma grade até o 5XG. O fato de oferecer as medidas exatas de cada peça facilita muito a compra. Com todas as medidas em mãos, fica mais fácil escolher o que comprar.

Alguns dos diferenciais que contribuem para a empresa chinesa ser um sucesso:

– os reviews dos produtos; quem compra posta uma foto com a roupa ou a peça de moda e faz comentários sobre, avaliando material, caimento, tempo de entrega. Você então consegue visualizar o que está querendo em diversos corpos, e com avaliações reais sobre o produto. Achei uma sacada muito boa!

– possuir uma grade de tamanhos que contempla pessoas gordas em toda a sua variedade de corpos e estilos e por preços bem acessíveis. A variedade de tamanhos da marca vai do PP ao 5XL (cinco vezes o tamanho “G”). Para se ter uma ideia da relevância dos números maiores, na versão brasileira do site o chamado segmento “curvas + plus” tem aba própria na página inicial.

– preços acessíveis, em contrapartida aos valores que são cobrados no Brasil e que possibilitam o acesso de mais pessoas às tendências e roupas que caibam nelas.

De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), 19% de todas as vendas de varejo no planeta em 2020 foram online, em comparação com os 16% do ano anterior pré-pandêmico. Parece pouco, mas é muito. No início de 2020, a plataforma de inteligência de mercado CB Insights estimou o valor da empresa em 15,8 bilhões de dólares. Veículos de comunicação chineses levantaram que a marca, apenas entre janeiro e dezembro do ano passado, lucrou 10 bilhões de dólares. (fonte: Revista Elle)

Mas peraí, então é pra comprar em fast fashion? E o consumo consciente?

Claro que enumerei tudo que faz da Shein um expoente no mercado das fast fashion, mas isso não quer dizer que a empresa tenha um modelo de negócios transparente e nem que seja isento de impacto sócio ambiental, pelo contrário. Um modelo acelerado de produção, que não condiz com a necessidade de observarmos melhor nosso consumo, de onde compramos e quais são as condições de trabalho por trás dessa produção. Acho isso tudo péssimo, principalmente porque o que viraliza nas redes sobre a Shein é a trend de mostrar as recentes comprinhas na varejista, na velocidade que surgem as novidades, estimulando um consumo preocupante, ainda mais entre os jovens.

Gordofobia, xenofobia e classismo nas discussões.

Em contrapartida, quero pontuar outras questões levantadas que trazem uma nova ótica sobre a discussão, como é o caso de observarmos um público finalmente contemplado, as pessoas gordas e gordas maiores, que são insistentemente excluídas das grades das lojas. Quando têm, são peças de estilos limitados, que não contemplam a diversidade e pluralidade. Eu li e vi diversos vídeos e stories de influenciadores gordos falando que recebiam críticas, 99% vindas de gente magra, sobre consumirem da Shein, quando o que observamos notoriamente é que pessoas magras sempre tiveram acesso a itens de vestuário e agora podem dizer que buscam o minimalismo, porque nunca deixaram de ter opção. Então eu entendo e apoio que pessoas gordas tenham sim acesso a itens de vestuário não só para cobrir seus corpos, mas para se sentirem inseridos, pertencentes, livres para vestir o que gostam, fazerem suas escolhas, de acordo com seus estilos. Isso é dar dignidade, acessibilidade principalmente se considerarmos que estamos também falando de pessoas com baixo poder aquisitivo que se beneficiam com os valores, descontos e frete grátis.

Também podemos observar muita xenofobia nos comentários sobre produção chinesa. Recebi os relatos de seguidoras que vivem na China e o quanto as questões trabalhistas são uma verdade, porém, se reduziu a “feito na China” já ser associado a algo ruim, de péssima qualidade (ainda mais se lembrarmos todas as fake news e recentes casos relacionados a pandemia de Covid-19, de discriminação com o povo chinês), de exploração, enquanto muita coisa é feita com um ótimo padrão e seguindo os acordos sobre comprometimento com exigências trabalhistas. A C&A, por exemplo, foi a primeira fast fashion no Brasil a assinar um acordo mundial de comprometimento da luta contra trabalho escravo – tanto que nunca ouvi nada relacionado a eles –, e parte da sua produção é chinesa, enquanto nos deparamos constantemente com casos de trabalhos análogos a escravidão aqui mesmo no país, em São Paulo, no Rio de Janeiro.

Cópias, greenwashing e origem desconhecida

A Shein afirma que seus armazéns trabalham com tecnologia “green friendly” e que cada modelo de peça é reproduzido apenas entre 50 e 100 vezes até que sejam classificadas como itens best-sellers. Isso, em tese, ajudaria “a reduzir desperdícios”. Frequentemente, porém, a marca é atribuída ao “greenwashing”, que nada mais é do que uma apropriação, sem base, de valores ambientalistas. 

Ninguém sabe ao certo também quem são os nomes à frente da Shein, é tudo meio desconhecido, assim como a localização da empresa.

Além disso, as muitas acusações de plágio envolvendo designers que escancararam as cópias, vide uma das matérias que encontrei. Coisa que vimos acontecendo aqui também com as grandes varejistas, aliás. 🙁

Quem já comprou, quais foram as impressões? O que vocês acharam das questões levantadas? Acho tudo tão complexo no contexto que estamos, ao mesmo tempo que sabemos de diversas questões sobre esse modelo de negócios. 🙁