Truque com lenço na gravidez

A cada semana nessa etapa final da gravidez a barriga aumenta exponencialmente e, por conta disso, têm sido cada vez mais tenso manter as mesmas roupas que cabiam outro dia. É fato que não dá pra comprar tanto nesse momento, então estou recorrendo cada vez mais aos acessórios para tentar diferenciar as produções.

Daí que eu estava doida pra usar algum lenço marcando a barriga, mas não estava sabendo fazer de um jeito que eu gostasse. A ideia veio a partir da troca com a Stella, que me fotografa. Mostrei o lenço pra ela (que serve como canga também), que comentou “vi uma amiga usando assim, por cima de um vestido como esse que você está”. Na mesma hora pedi pra ela me ajudar na amarração e adorei o resultado! Ficou uma sobreposição, quase uma saia dupla, o que deixou o vestido mais interessante e o visual bem criativo:

Vestido Virginia Barros
Lenço Insecta Shoes para Benta Studio
Tênis Adidas

fotos: Stella Ribeiro

O melhor é que, nesse calorão, não dá pra se falar de sobrepor sem morrer de calor só de pensar. Mas o vestido é bem soltinho e de algodão, e o lenço é de viscose, o que também não esquenta. Então só assim para operar esse milagre no verão!

Eu adorei esse look e achei a ideia ótima para marcar também o barrigão de um jeito diferente. 🙂 Olha aí a dica pra gente usar, grávida ou não, mais os lenços que temos parados no armário!

Aluguel de roupas de grávida e de bebês

Nessa saga que é se vestir com uma barriga que aumenta exponencialmente a cada semana – juntamente com quadril, bunda e seios – eu descobri na prática, que:

1) Roupas de grávida não são bonitas na sua maioria
2) não adianta comprar uma roupa no 5º mês achando que vai durar até o fim da gestação, pois o corpo muda tanto que altera demais o caimento e o conforto.

Você vai ter que se conformar em ter as opções reduzidas pra duas, três peças, fora que muitas já pensando na fase da amamentação, com mais facilidade de acesso aos seios.

Nessa busca, encontrei algumas marcas que oferecem serviço de guarda roupa compartilhado para essa fase da maternidade e também para enxoval de bebês! Eu achei o máximo, porque roupa de grávida muitas vezes é jogar dinheiro fora com algo que se usa pouco e depois fica ali ocupando espaço, assim como as tais roupinhas de bebês, que duram nem um mês e já precisamos passar adiante.

Dessas listadas, fiz parceria com a Bump Box, quando chegarem as peças eu conto a experiência aqui.

Bump box

Bump box

https://www.bumpbox.com.br/

De São Paulo, mas enviam para todo o Brasil. São 15 tipos de caixas com looks prontos, de cores coordenáveis entre si e separados por temas. Você escolhe a sua caixa com 4 peças e recebe em casa. Usa por 30 dias e devolve no envelope lacrado. Nem precisa se preocupar com a lavanderia. Se estiver num plano de 3 ou 6 meses, quando entregar a sua caixa usada, já recebe a do mês seguinte. Eles tem plano mensal, trimestral e o plano semestral, que custa 279,00 e você recebe 6 caixas por vez.

Due Vita Gestante

https://instagram.com/duevitagestante

É uma marca revendedora, mas que está começando no esquema de aluguel de roupas. Não achei os valores no perfil deles, foi uma amiga quem me passou o contato, por isso pode valer a pena perguntar pelo WhatsApp que eles disponibilizam.

Tuga

https://instagram.com/tuga_assinaturacircular

Aluguel de roupinhas de bebês, com planos de 4 a 24 peças, onde cada família monta seu próprio kit. O acervo atende bebês de 0 a 18 meses e o kit com 8 peças, por ex, sai a 99,90/mês. Eles enviam as fotos por inbox do Instagram, você escolhe, faz o pagamento por pagseguro e eles enviam por correios. Achei fofo demais!

Quem conhece mais marcas que salvem as gestantes? Hahahahha! Me contem aqui. 🙂

O que eu gosto de vestir na praia

Cariocas normalmente não são adeptos de vestimentas de praia que não sejam um short jeans e uma regata – aqui dificilmente usamos qualquer coisa diferente disso. Eu gosto de usar camisas como saída de praia e o assunto rendeu no instagram quando mostrei minha mini mala praiana.

Eu fiquei 6 dias na região litorânea e levei numa mochila:

– 3 vestidos leves de malha
– 3 camisetas sem mangas
– um short de elástico (porque só tá cabendo um mesmo, haha)
– 2 camisas de algodão e linho, camisa estilo social, de botão
– 1 tênis
– 1 chinelo
– necessaire com produtos de higiene pessoal
– 1 par de brincos

Usei o short e regatas mais pra ficar em casa e na praia usei uma camisa social antiga do Igor, mas resgatei uma foto antiga usando uma camisa listrada de linho da Osklen que eu AMO, uso tanto no dia a dia quanto pra momentos como esses, relax. Como eu disse pra vocês, lá no instagram foi rebuliço do pessoal dizendo que não usava as camisas de sempre para praia por medo de manchá-las. Eu entendo esse receio e chamei vocês pro papo!

Na 1ª foto uma camisa que uso tanto pra cotidiano quanto na beira do mar, essa listrada de linho. Adoro, acho um visual elegante e uso sem dó. Na foto prenha, uma camisa social masculina, que Igor tinha aqui e me deu quando viu que eu estava sem caber nas minhas camisas habituais. Muita gente comentou que gostava da ideia, mas tinha muito receio de manchas de suor, protetor solar e afins nas roupas (calor já é outra conversa hehe).

Eu sou dessas que usa o mesmo guarda roupa tanto para uma reunião, quanto para dar um mergulho. Roupa tá aí pra ser usada, se não a pena de sujar prevalece, nunca usamos, daí um belo dia abrimos o armário e descobrimos que a dita cuja está manchada de guardado 🤭 Sem contar que a mala rende muito mais quando não setorizamos tanto assim.

A camisa listrada é meu amor, curingona, mas mesmo assim uso até ficar bem estrupiada, até sacar que as manchas já estão extrapolando o bom senso, e mando pra lavanderia, onde todas as manchas somem magicamente!

Protetor solar mancha? Dependendo, sim. Tomar açaí e cair na blusa, mancha? Putz, sim. Gente, VIVER deixa marcas e isso se aplica às roupas, que estão ali vivendo a vida em nossos corpos. Uma esfregada mais dedicada com detergente na mancha seca, e pronto, ninguém nem nota. Tem roupa que tomo o maior cuidado e, pimba, percebo um furo, um encardido, sabe-se lá de onde. Então eu sei que isso depende de uma série de fatores (privilégio branco, empresas com homens ocupando cargos de poder que exigem uma impecabilidade das funcionárias), mas a mensagem hoje é que tem uma vida acontecendo sem rascunho, e eu gosto de me sentir eu mesma todos os dias. 😊

Você tem cara de menina

Voltando às postagens em 2020 com um tema que adorei escrever sobre, o tal ter cara de menina.

“Sempre falam que tenho cara de menina, preciso passar uma imagem mais séria”. Ouvi esse relato muitas vezes no curso de sábado, assim como ouço sempre de clientes e amigas. E cada vez que ouço fico encafifada, porque são sempre mulherões da porra, mas se colocando menos do que são ou buscando uma forma de contornarem essa grande questão que jogaram pra elas: só serão percebidas se adotarem vestimentas condizentes com a imagem criada de mulheres no mercado de trabalho. Eu olhava pra elas e não entendia de onde as pessoas estavam tirando esse julgamento.

Aliás, eu entendo sim. Vem de um mercado com referências e cargos elevados muitas vezes ocupados por, vejam vocês, homens ou então de mulheres que infelizmente ainda reproduzem machismo. Se elas vestem tênis e camiseta, se possuem franja, se não estão usando maquiagem, se de alguma maneira o rosto não apresenta as marcas de quem supostamente se mata de trabalhar, pronto; na primeira impressão, alguém com quem nunca se trocou uma palavrinha sequer, já busca a validação de outra pessoa que aparente mais experiência, seja mais vivido, que fale mais grosso (quase sempre pedem pra falar com um homem).

Parece que para sermos profissionais ou levadas a sério, é necessário não falarmos fino, nem suave, não ter gestos delicados, nem usarmos estampas de flores. O signo da representação feminina colocada no papel da subserviência, pior, a criação de uma imagem que julgue mesmo que você siga todas as regras e códigos de vestir. Se está mais velha, a luta vem para não aparentar a idade e não ser colocada de lado, com a estúpida desculpa de “renovação” na empresa.

Eu trabalho com o vestir, entendo a necessidade de adequação, mas não corroboro com construções patriarcais. Se eu acredito na liberdade do vestir, eu preciso falar que não existe coerência em contratar alguém e repetir essa frase – sempre no sentido depreciativo do feminino. Isso parece mais uma estratégia de controle e desmerecimento propositais.

Se você quer trazer mais identidade e posicionamento no seu estilo, acho lindo. Mas saiba que meninas são tão fortes e potentes quanto mulheres adultas. A sociedade que aprenda a respeitar e reconhecer toda essa diversidade de mulherões que existem no mundo.