Novo site para cursos e agenda workshop Conheça suas Cores!

Com a nova demanda de cursos, iniciei uma nova fase que é um site só para eles – além do Workshop Conheça suas Cores, com as próximas turmas listadas, tem também informações sobre meu curso de Cores para Profissionais, o de Formação em Consultoria de Estilo, além da minha Mentoria Furacão de Ideias e da minha consultoria online! Temos a previsão de lançar cursos online também!

Em breve vou falar melhor dos formatos online, mas hoje vou divulgar a agenda com as datas e cidades do Workshop Conheça suas Cores!

Só quero dar um recado: Salvador foi tão pedido, mas quase ninguém se inscreveu. 🙁 Agita aí, gente, pra garantir a minha ida e o não cancelamento do curso!

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Cliquem nas cidades para serem redirecionadas pra plataforma de vendas, com mais detalhes sobre horários e local. Pagamentos podem ser feitos parcelando ou por transferência online. Para saber dados bancários, pode mandar email para [email protected]

AGENDA CONHEÇA SUAS CORES

Clique aqui para ser redirecionado e se inscrever!

 26/05 Campinas/SP– manhã e tarde

01/06 Fortaleza/CE – manhã e tarde

02/06 Recife/PE – manhã e tarde

08/06 Salvador/BA – manhã e tarde

29/06 Rio de Janeiro/RJ – manhã

13/07 São Paulo/SP – manhã e tarde

20/07 Rio de Janeiro/RJ – manhã

17/08 Belém/PA – manhã

14/09 Brasília/DF – manhã e tarde

31/08 Rio de Janeiro/RJ – manhã

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Turma de Brasília, do workshop de abril

PARA QUEM É O WORKSHOP?

É direcionado para quem ainda não “encontrou” seu estilo pessoal e se perde na quantidade de informações que recebe todos os dias, para quem tem dúvidas na hora de se vestir ou fazer compras e não sabe por onde começar ao montar um guarda- roupa versátil, consciente e atemporal.

Entender sobre suas melhores cores ajuda nesse filtro na hora das compras, a perceber como podemos ser nossa versão mais incrível em várias ocasiões, abre um leque de possibilidades no seu guarda-roupa, estimula a criatividade e ajuda a sairmos da mesmice!

Ajuda também na decisão de desentulharmos o armário, tirando aquela roupa da dúvida, essa que você nunca consegue usar e que, talvez, a culpa seja da cor, hehe.

Atenção: não é um curso para consultoras de estilo e nem para ensinar sobre análise cromática.

CONTEÚDO:

– Cada participante vai passar por uma análise cromática e descobrir a cartela de cores que mais te favorece, e como ela nos liberta para escolhas melhores e para abrirmos um mundo de possibilidades no nosso vestir, ó que beleza!

– Vamos conversar sobre círculo cromático, coordenações de cores dentro das cartelas, contraste pessoal, coordenações de neutros, misturar estampas;

– As mensagens das cores <3

– Vamos falar sobre processo criativo na hora de montar os looks e colocarmos algumas ideias em prática com acessórios;

– Se você só usa preto, branco e cinza, eu juro que não vou querer te jogar um balde de arco-íris, mas certamente vamos abrir seu leque de possibilidades para sair um pouquinho da zona de conforto e explorarmos outras cores em potencial – mesmo que sejam variações dos próprios neutros, só que mais…coloridos! hehe!

– Se você usa todas as cores possíveis, também vamos ajudá-los a entender mais sobre as cores da sua cartela, os seus tons mais específicos;

– Como aumentar o número de combinações com o que se tem no armário e trazendo mais impacto nas produções só com coordenações cromáticas, em truques de estilo atemporais;

– Teste dos batons e maquiagem de acordo com cada cartela de cores;

– Tentar dar uma força pra perder o medo de combiná-las, até porque, roupa não morde ;P

– Vamos aprender principalmente a quebrar regras, porque essa é a graça toda do negócio, usar o que te faz bem <3

E ainda, bônussssss:

– Cartela digital para cada participante

– Material em PDF sobre sua cartela e como usar suas cores

DÚVIDAS E PERGUNTAS

Basta escrever um email para [email protected]

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Ep 19 Podcast Moda Pé no Chão: minimalismo e felicidade, com Fê Neute!

O bate papo desse episódio tem a presença da querida Fe Neute, do canal do Youtube Fê-liz com a Vida, que já foi nômade digital e viveu somente com o que tinha numa mala, hoje mora em Nova Iorque. Eu e Fe acompanhamos o trabalho uma da outra há tanto tempo, com tantos assuntos em comum, que tinha que rolar esse featuring! E foi muito legal! A Fe estudou sobre felicidade e aborda em seus canais temas sobre autoconhecimento e simplicidade!

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Falar de minimalismo como estilo de vida está em voga, mas o que seria um guarda roupa minimalista?

Seria ter um número mega reduzido de peças básicas cinzas e listradas? E como ser minimalista num mundo que gera desejo de consumo o tempo todo, como símbolo de status social? Será que minimalismo não é mais um conceito que só dialoga com quem detém os privilégios – muito fácil eu ter tido acesso e opções sempre e agora chegar já “determinando” quem começou a ter poder aquisitivo agora ou opções mesmo, e criticar por ter roupas a mais do que eu considero algo mais minimalista. Não! Sem essa de polícia fiscal do armário alheio!

A conversa rendeu de um jeito tãooooo gostoso, gente! Dá o play e conta pra mim depois, porque tem tantos insights bacanas, acho que foi um dos podcasts que eu mais amei gravar!

Podcasts são conteúdos em áudio, transmitidos pela internet através de apps. Aqui no Brasil já estamos ganhando mais adeptos nessa forma de comunicar conteúdo, que têm várias categorias, de humor a notícias. O meu é um dos poucos sobre moda, já que é uma mídia mais difícil de passar um tipo de informação que se apoia muito em imagens.

Dá pra ouvir na academia, enquanto amamenta, lava a louça, a caminho do trabalho, durante uma viagem. Pausar, ouvir mais tarde, re-ouvir algum trecho. 🙂

Moda pé no chão traz periodicamente temas práticos para quem quer ser feliz com o que tem sem gastar muito, com convidados para discutirmos assuntos pertinentes sobre consumo consciente para todos os tamanhos, bolsos e idades. Para quem quer vestir-se de si mesma sem complicação, com ideias simples, dicas certeiras, críticas e opiniões sempre muito sinceras.

O episódio já está disponível nos aplicativos de podcast pra IOS e Android, como Spotify, Soundcloud, Apple Itunes, Castbox, Overcast, We Cast e muito mais! Procure no seu app de Podcasts ou de áudio!

Quem segue e compartilha está sempre sabendo quando sai ep novo e ainda dá força pra blogueira aqui!

Aqui já tem o link direto para ouvir todos os episódios e baixar!

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Perder roupas por variação de peso: e agora?

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Uma das poucas calças que ainda me servem

Eu engordei 7kg em menos de um ano. Antes de me separar, tinha emagrecido bem, não conseguia comer. Aí veio mudança de vida, um novo casamento, uma nova rotina, falta de exercícios, muito trabalho (exagerei ano passado), muitas viagens e comilanças por onde passei…hehehe.

Mas esse post não é sobre minha reação com meu peso a mais – até porque eu estou me achando gata e gostosa bagarai –, mas com as minhas roupas.

Como eu nunca havia chegado nesse peso que estou hoje, nem chegado perto, aliás, obviamente minhas roupas não estão cabendo, em sua grande maioria, ou estão apertadas ou marcando.

Se antes eu me arrumava super rápido, hoje tem sido mais dramático. Penso no look, vou lá provar a parte de baixo…não fecha. Apertado. Me sufocando. Tiro, coloco outra, mesma coisa. Minhas peças curingas e amadas, nem elas se salvam.

Confesso que fico chateada mais por demorar a escolher uma roupa que não me aperte, do que pelo ganho de peso.

E aí eu olho pro meu armário, cheio de roupas. Muitas delas maravilhosas, que eu amo de paixão, que me acompanham há tantos anos. O que fazer? Comprar tudo de novo? Gastar essa grana? Guardar todas elas em contêineres?

Bom, comprar tudo tudo tudooo de novo, não, né. Primeiro, por ser difícil encontrar peças boas como as que eu tenho há tanto tempo. Tarefa árdua, eu diria.

Segundo, porque não rola gastar uma grana assim. Não é uma variação de peso muito significativa, como acontece com algumas pessoas que, por uma série de motivos, engordam bem mais que 10kg ou emagrecem algo nessa proporção ou mais. Elas precisam observar o peso que estacionou para levarem peças novas para seus armários, e isso será um processo, um investimento.

No meu caso, me chateia não ter mais tanta opção. Já me culpei e cobrei sobre isso.

Mas, quer saber? Não estou afim de me sacrificar por roupas. Estou ativa, voltei pro pilates, segurando a onda quando viajo, ciente dos meus 40 anos, e é isso. Que seja um processo!

A redescoberta do armário

Não guardei as roupas – até porque são muitas – mas deixei mais à vista as peças que estão cabendo melhor ou que são adaptáveis. Elas continuam ali, não me afrontando, mas me inspirando com suas cores e belezas. Como quadros bonitos, entendem?

Experimentei roupas que estavam esquecidas em meio a tantas outras. São as que couberam, mas que estavam encostadas e ganharam uma nova chance de se mostrarem incríveis nos meus looks diários.

Por incrível que pareça, estou AMANDO usar blusas justinhas! Estou me sentindo gostosona nelas hahaha! E pensar que a Ana de anos atrás usava tudo largo por “vergonha”…

Deixei separado pra ajustes peças que eu tinha feito pence, para soltá-las.

Compreendi que as roupas que não cabem mais (e que podem voltar a caber) foram maravilhosas em muitos momentos comigo. Cumpriram e ainda podem cumprir suas funções, mesmo que seja pra mostrar que aquela peça não cabe mais na sua vida.

Que você pode abrir seu olhar pro novo, se perceber com outra silhueta em outros shapes. E se entender assim. As roupas estão lá, mas meu corpo continua vivendo, me dando prazer, me levando. Eu continuo.

As roupas que nem cheguei a usar e agora não usarei mesmo porque não cabem, foram uma lição também. Roupas que guardei pra uma ocasião ou que não tiveram chance porque eu tenho roupa demais. Ou seja, se não usei mesmo antes, isso quer dizer que elas não tinham lá muita função no meu armário.

A Ana de anos atrás se torturaria. Essa Ana aqui, não. Não são botões abertos que farão meus dias mais pesados. E, sendo muito realista, eu ainda tenho muita opção. Que privilégio, né não?

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Visita à fábrica da FARM para o Fashion Revolution

Semana passada estive na fábrica da FARM juntamente com representantes de veículos voltados para sustentabilidade e do Fashion Revolution, a convite da marca, que abriu suas portas por conta da semana do Fashion Revolution, um movimento internacional que promove o questionamento às marcas da origem dos seus produtos e da sua cadeia produtiva. Eu fiquei pensativa, mas fui, porque é meu dever quanto veículo investigar e ser curiosa. Bom, é dever nosso! 🙂

A marca, que surgiu num estande da Babilônia Feira Hype, há duas décadas, criou um conceito de estilo de vida e tornou suas estampas objetos de desejo. O que acontece é que, no meio do caminho, muita coisa errada rolou: atendimento notoriamente excludente das lojas, casos comprovados de plágio, baixa qualidade dos tecidos e do acabamento dos seus produtos, com inúmeras reclamações de roupas não durando nem uma lavagem, e, com tudo isso, falar/escrever sobre a marca não é tarefa das mais simples.

Por isso, gente, eu estou dando margem para mostrar o que a marca apresentou de propostas e mudanças no setor da sustentabilidade/economia circular e depois fazendo minhas impressões e críticas sobre. Muita coisa foi dita lá na hora, inclusive.

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Fomos recebidas pela Taciana Abreu, head of Marketing da marca, que apresentou as propostas de mudanças da marca para discutirmos sobre.

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Ela apresentou algumas das iniciativas baseadas em economia circular – segundo a Wikipedia, a economia circular é um conceito económico que faz parte do desenvolvimento sustentável e de conceitos econômicos inspirados nomeadamente em noções de permacultura econômica, de economia verde, de economia de uso ou da economia de funcionalidade, da economia desempenho e da ecologia industrial, e que emerge como alternativa à economia linear. O que propõe é que os resíduos de uma indústria sirva para matéria-prima reciclada de outra indústria ou para a própria. Não só isso, como, pretende desenvolver produtos tendo em mente um reaproveitamento que mantenha os materiais no ciclo produtivo. O modelo circular assume que os produtos e serviços têm origem em fatores da natureza, e que, no final de vida útil, retomam à natureza através de resíduos ou através de outras formas com menor impacto ambiental.

Mais abaixo, quando eu mostrar a visita à fábrica, falarei melhor sobre esses pontos levantados.

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ROUPAS QUE NÃO DURAM

Comentei com ela sobre a baixíssima qualidade das roupas, com tecidos que encolhem muito, botões que saem antes mesmo do uso, alças que soltam, entre outros relatos e vivências pessoais, a minha mesmo. Se estão falando de sustentabilidade, esse tópico é importante, porque a roupa precisa durar para aumentar sua vida útil, óbvio.

Ela comentou que estão cientes, mas que estão focando em campanhas para que suas clientes cuidem melhor das roupas. Falou do desodorante de roupas que lançaram, o VISTO BIO, para reduzir a quantidade de lavagem das peças, e de orientação nas lojas para que as clientes lavem menos suas roupas e saibam cuidar mais delas no processo de lavagem.

Todo mundo concordou na hora, é sabido que nem sempre lemos as etiquetas e seguimos as orientações…mas eu lembro que lavei meu blazer seguindo tudo direitinho, fiquei meses e meses usando ele sem lavar, mas na primeira lavada ele encolheu do tamanho M para o PP, como mostrei nesse post que fiz na época. Sem contar que é jogar pro consumidor a responsabilidade. Não fizeram comentários sobre meu relato.

Também falou do projeto de colocarem costureiras nas lojas para conserto das peças e quem for do Clube FARM não paga. Achei essa medida nada efetiva, porque imagina só a demanda dessas mulheres consertando o TANTO de roupa estragada da marca? Terão que ser bem remuneradas.

Achei todas as medidas paliativas, quando penso: melhorar a qualidade! Entendo que é um trampo maior testar o tecido numa peça-modelo, lavar, observar encolhimento e sua durabilidade. Não dá pra lavar rolo de tecido e sempre existirá uma margem de encolhimento, mas acredito na infraestrutura da empresa para pelo menos rever isso e buscar o melhor para seu produto.

CAMINHO DAS ROUPAS

Uma das telas foi sobre o percurso das roupas da marca, desde a idealização ainda no computador, até a sua execução. Reescrevendo para cego ler:

As peças começam no conceito e desenvolvimento, onde 16 funcionários da área de estilo/arte criam cerca de 90 estampas por coleção. No estilo 46 funcionários desenvolvem 100 referências por coleção, para depois definirem as apostas, as que serão colocadas em loja. A partir disso, vem a compra da matéria prima, onde eles têm 120 fornecedores, dos quais 96% estão no Brasil. O corte do tecido acontece depois: são 40 funcionários que cortam as peças, criam pacotes e enviam para a costura, que já recebe as peças prontas para confecção. São 382 fornecedores de facções, os quais 92% estão no Brasil. A fase final é a loja, com 1301 funcionários pelo Brasil todo.

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Fomos conhecer a parte de criação e desenvolvimento da empresa, desde a fase inicial, ainda na tela do computador, à impressão e exposição das estampas. A FARM é conhecidíssima pelo seu trabalho de estamparia, muito colorido, orgânico e com um estilo carioca. Por conta desse conceito, a FARM é das poucas marcas que conheço aqui que continuam com o mesmo valor agregado depois de usadas, se não mais caras, para a revenda.

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A parte do corte das roupas seguindo o molde.

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Cada parte da roupa é cortado, criado esse pack, que é enviado para os fornecedores de costura, que não precisam cortar nada, diminuindo a quantidade de resíduo – que já é grande, vem comigo.

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RESÍDUOS TÊXTEIS E SOBRAS

Todo mês a FARM gera 64 toneladas de resíduos têxteis. É MUITA coisa, muita, se considerarmos que não são uma fast fashion. A Taciana comentou que estão buscando alternativas que não seja despejo em aterros sanitários (no Brasil não temos uma lei de reciclagem têxtil).

Eles possuem uma máquina de desfibrar que dá conta de 1 tonelada/mês. Desfibrar nem sempre funciona para reaproveitamento por conta da mistura de fibras.

A outra 1 tonelada é doada mensalmente para a Rede Asta, que atua desenvolvendo artesãs em empreendedoras. A Rede Asta entrou em contato comigo e contou o quanto essa parceria com a FARM beneficiou o trabalho das artesãs, por serem estampas valorizadas, a saída e compra são maiores, aumentando também o valor do trabalho delas e o quanto elas ficam felizes com isso. Aqui nesse link da Rede, eles explicam como funciona a parceria e os produtos desenvolvidos – elas assinam inclusive um termo para usarem os retalhos apenas para artesanato.

Uma coisa que reparamos foi que muitas sobras estavam molhadas, até comentamos na hora…não entendemos direito como, mas armazenadas assim corriam o risco de mofarem e dificultarem a doação.

Dilemas do capitalismo: geram tantas sobras, porque geram demandas de coleções sempre. Alta demanda, lucro -> maior impacto ambiental. Como reduzir isso se nos deparamos com aquela fábrica gigante?

Taci comentou que estão em busca de projetos como alternativa, mas muitos são embarreirados por questões legais, de fiscalização, etc. Vamos acompanhar.

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Funcionário levando as sobras para os contêineres

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As sobras de rolos de tecidos vão para iniciativas de revenda, troca e doação de tecidos, reunindo um acervo grande, como o Banco de Tecido e Nosso Tecido, que também entregam para todo país. Todos esses tecidos são mapeados para informarem as suas origens, oriundos de doações e curadoria de especialistas voluntários.

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Projetos com Re Roupa e Enjoei

A FARM também lançou há algum tempo campanhas de retorno das suas roupas em troca de desconto na compra de novas. Essas roupas de segunda mão são colocadas à venda, quando em bom estado, na loja deles dentro do site de venda de usados, o enjoei.

O Re-roupa é um projeto de upcycling capitaneado pela Gabriela Mazepa, que cria roupas a partir de roupas. Ela tem essa parceria com a marca, de recriar a partir de peças existentes, que são sobras de lojas ou do projeto de retorno das peças às lojas. Mas mesmo assim são itens de de alto valor agregado, já, por isso é um trabalho que não é barato. Existe a criação, ainda mais se considerarmos que ela transforma calças em camisas, junção de estampas é algo trabalhoso, além da própria modelagem em si. As peças são únicas e têm uma produção limitada, porque é tudo produzido pela equipe da Gabriela, além da limitação de recursos existentes.

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O ReFARM JEANS é a linha de peças jeans feitas de reaproveitamento das sobras e fibras, com redução de 47% do uso de água e de tempo de confecção. As peças vem com uma estampa diferenciada para aprontar todo o beneficiamento desse projeto.

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LISTA SUJA?

Também foi colocado sobre a FARM pertencer ao Grupo SOMA, que respingou nas marcas todas o caso referente a Animale, cujo fornecedor da rede quartenária foi flagrado com bolivianos em condições análogas a escravidão. A FARM está no processo de auditoria para prevenir esses episódios e poder regularizar seu nome na lista de transparência  – a Cotecna é um serviço global que testa, inspeciona e provém essas certificações. Eles informaram que muitos processos são dificultados para, um deles é a limitação desses agentes em áreas de risco com alto índice de violência ou comunidades e outros critérios mais burocráticos.

A marca divulgou suas políticas anti-trabalho no índice de transparência do fashion Revolution Brasil, além de pagamento de hora extra e melhoria progressiva sobre direitos humanos dos funcionários, além de metas para o empoderamento das mulheres segundo o Pacto Global da ONU. Essas infos foram captadas pela jornalista Gabriela Machado, do Roupartilhei, que estava lá conosco no dia.

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IMPRESSÕES FINAIS

Atualizado 25/04/2019

Ontem eu estava meio cansada, confesso, para escrever mais algumas coisas sobre. Hoje, debatendo com minha amiga Thais Faria, vimos o quanto essas soluções e inciativas não visam em mudar efetivamente o sistema, nem em melhorar qualidade das peças e do atendimento. Pelo contrário, gera mais demanda, como venda de canudo de inox e desodorante de roupas. Ou de colocar como único problema a lavagem das roupas pelo consumidor e as costureiras para resolverem todo o estrago.

Iniciativas que não solucionam muita coisa, mas a marca consegue sempre se manter por conta da super valorização das estampas. Mas como Taciana Abreu comentou no dia, quando elogiaram a postura deles de conversarem conosco, “não é mais que nossa obrigação” – e eu pontuei que não era mesmo, mas ainda precisam mudar muita coisa nesse discurso, porque os problemas estão longe de serem solucionados. E que empresas que não estão ligadas nisso vão arcar com as consequências em algum momento.

É um processo que todos nós estamos entremeados, tanto consumidores quanto marcas, mas estas com o peso beeem maior de ressignificar seus modos de produção para que o mercado mude também.

A Raquel Sodré, leitora do blog, comentou comigo que esse assunto é o objeto de estudo da sua tese de mestrado. Palavras dela “sobre essa mudança de foco, do produto para a própria marca, onde os consumidores têm dado mais valor para as experiências que para os produtos em si. O valor agregado é percebido à própria marca, fazendo os valores subirem. Está havendo uma mudança de mentalidade da compra de objetos que funcionam como símbolos de valores, identidades e estilos de vida. Esta é uma forma que as marcas têm de continuar gerando lucro, mas também menos impacto. Claro que esse movimento está no início e ainda vai levar anos até vermos os impactos dessa mudança”.

Acompanhemos e estejamos atentos para ouvir todos os lados.

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