2018 foi o ano mais feliz da minha vida

2018, meu irmão, que revolução você provocou em minha pessoa. Uau.

Coragem foi a palavra que mais me marcou esse ano. Coragem pra burro, eu tive.

Coragem pra escancarar sobre os processos pós-separação, incluindo as dores e as descobertas. Coragem para olhar meu corpo com outros olhos, os de admiração e de amor (e olhem que comecei o ano mais magra e, mesmo agora, sem nenhuma parte de baixo cabendo, eu estou me sentindo maravilhosa). Eu fui livre para amar muito, quebrar a cara, aprender sobre mim mesma nesses tropeços e encontros, de aceitar que não tenho que sofrer por quem não me compreende – incluindo amizades aí. Coragem para começar o ano com a conta bancária zerada e terminá-lo mais aliviada, fruto de MUITO esforço, trabalho, ideias e entrega. A bravura de encontrar sua missão e visão, finalmente, no trabalho e se jogar nisso. Coragem para começar a falar mais em vídeos, em um diálogo diferente do meu habitual nos stories do instagram, de chamar mais pessoas queridas pra perto de mim. Coragem de me posicionar politicamente, coragem de falar mais nas coisas que acredito. Corajosíssima ao aceitar melhor que nem sempre tudo dá certo e tudo bem. Coragem para amar e casar de novo.

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A pose da Mulher Maravilha!

Ano passado eu iniciei esse projeto corajoso de finalmente tomar a minha vida pra mim, de assumir a sua condução, e, minha gente, eu tô que não caibo de ORGULHO da minha pessoa!

Eu olhava pra trás e me cobrava demais pela minha postura passiva “Ana, Ana…quanta insegurança, quanta satisfação você deu, quantas desculpas você pediu (e ainda peço), quanta coisa você abriu mão por medo”. Mas dessa vez foi diferente. Vivi uma vida em um ano e eu só consigo olhar e pensar o quão incrível eu fui, que mulher foda eu vislumbrei e eu me toquei que eu sou e sempre fui, que só precisava abandonar de vez o exoesqueleto.

Tantas mudanças de pensamentos, tanta evolução na caminhada, que refletiu como nunca na forma como me apresentei para vocês, que comentavam essa energia mais alta do que nunca, esse brilho que vem da alma, a beleza escancarada, o discurso alinhado e amadurecido.

Aliás, 2018 foi o ano que eu mais me senti bonita, como nunca antes na minha existência terrena. E é nítido, basta olhar alguma foto mais antiga, dois anos mesmo, para sacar que fui lapidada. Quando escrevi bonita não apenas me referindo à aparência, preciso esclarecer. Claro que tem a Ana Mulher que despontou como nunca, se afirmando linda, gostosa, mulherão, dona da poha toda, capaz de alcançar seus objetivos, mas a beleza veio muito da forma como trabalhei minha mente, graças a terapia. Ela me libertou plenamente, trazendo mais à tona a minha lucidez, que foi o que me salvou a vida inteira. Saúde mental salva vidas. Inteligência emocional e empatia são as principais virtudes de um ser humano.

Nesse processo de cura, perdão e libertação, eu me senti mais apta para falar com mais mulheres. Meu discurso nunca esteve tão alinhado às minhas mensagens, o que desencadeou em tantas mensagens maravilhosas, de mais mulheres se libertando, se tratando com mais amor, respeito, carinho. Eu me emocionei, chorei e agradeci aos astros por ter essa missão. A ficha caiu e eu pude compreender meu papel, ao lado de tantas outras mulheres maravilhosas. Compreender isso foi poderosíssimo e decisivo para o rumo que conduzi meus projetos esse ano.

Foi o ano em que a brincadeira de blog saiu e finalmente Ana Soares assumiu os rumos da sua Moda Pé no Chão. Coerência e afirmação de tanta dedicação a esse conteúdo que vem sendo construído há uma década na internet.

Cara. Uau. Podem vir, 40 anos. Cheguem chegando, que eu não preciso mais temer. Eu tenho uma história linda de vida, mesmo tendo sido tão conturbada. Eu já revisitei meu passado e me arrependi, hoje não mais. Cada tijolo dele construiu a fundação, os alicerces da mulher que sou hoje. É a minha história e eu só posso sentir orgulho pela pessoa corajosa que eu sempre fui, e eu só precisava mesmo me valorizar mais. <3

Eu escolho ser feliz!

Cada mulher que me acompanha aqui eu tenho certeza que pode e merece tanto quanto perceber isso em si. Comecem!

Ainda vou fazer posts de retrospectivas e os melhores do ano, aguardem!

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Vale a pena fazer contas dos gastos?

Já que estamos conversando sobre contas e organização, uma que considero importantíssima e, confesso, sou uma negação, é a organização financeira. Tanto é que foi minha mãe, secretária executiva e capricorniana, quem assumiu essa parte da minha empresa e dos cursos, senão eu já teria enlouquecido, além do acúmulo de funções.

Não lembro onde foi (agora com esse tanto de redes, eu me perco mesmo), mas uma leitora comentou que organizou suas roupas em planilhas para saber o que tinha no armário e, além disso, ainda lançou quanto havia gasto em cada uma das peças.

Resultado: ficou em choque. Pelo valor, teria viajado para a Europa muitas e muitas vezes.

Há quem seja a favor do choque de realidade, mas eu gosto de entender primeiro qual é da pessoa, porque também o que ela vai fazer agora? Vender tudo que nem louca pra reaver o dinheiro de alguma maneira? Se açoitar em punição pelo leite derramado?

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Se você for mais direta e precisar desses tapas na cara, é isso aí. Se for como eu, mais sentimental, prefiro entender que não há nada que possa ser feito com o que já foi. Que errar faz parte dos ensinamentos para que não erremos novamente. Agora é olhar pra frente e compreender o que fazer a partir de agora!

Minhas estratégias para controlar gastos:

  1. Se tem alguma roupa que eu queira muito e acredite que vou usar várias vezes após fazer uma análise minuciosa, eu compro. Se não for assim nada que mude meu guarda roupa, espero liquidar.
  2. Faço uma previsão do que posso gastar, a partir da análise dessas necessidades, para separar o dinheiro para isso. Mesmo assim, não tenho colocado compras em roupa como prioridade: as minhas, no momento, são a casa e viagens.
  3. Pago no débito. Parece coisa de rica, mas isso acontece lá fora, onde não existe a opção de parcelamento! Se eu me planejei para aquela compra, eu tenho dinheiro para ela. Se não tiver, nada feito.
  4. Se eu precisar parcelar, uso um cartão que me permita ver os próximos lançamentos, porque senão eu esqueço daquele gasto. O meu é o Nubank e eu acompanho tudo pelo app. Aliás, apps de gastos são ótimos!
  5. Evito usar cartões de lojas de departamento, porque quando eu usava, esquecia de pagar e perdia mais grana com os juros, além de não ser um lugar concentrado para todos os gastos nesse quesito. A não ser que você seja super organizada e coloque tudo na agenda – o bom é que pagar online tá bem fácil!
  6. Na hora das compras, a análise do custo x benefício é essencial para saber diferenciar a compra só porque é de ocasião e está baratinha, da que realmente vale a pena.
  7. Evito passear aleatoriamente em lojas, sem objetivo e sempre sempre sempre fico pensando horas nos tipos de combinação com aquela peça. Se eu estiver na dúvida, deixo na loja e volto outro dia. Outra estratégia é comprar online e experimentar em casa para ter a opção de devolver em até 7 dias úteis.

app

Eu gosto de salvar numa pasta meus objetos de desejo, mas evito passear também em sites de lojas, para não cair em tentação. Mudei o foco para ler outras coisas e seguir outros perfis no instagram – mesmo que eu fique com a sensação de que posso estar perdendo alguma novidade, mas, acredite, isso passa!

Comecei também a prestar mais atenção nos gastos “inocentes” em cada viagem minha, justificando estar trabalhando demais ou, quando eu voltaria lá. Ok, algumas valeram demais, mas outras foram só fogo de palha mesmo. Quando eu olhava meu saldo, o susto: milhares de reais, se somarmos uma coisinha aqui e outra ali (alô povo de humanas!) e esse montante é algo que o débito mostra muito mais do que o crédito.

Eu estava gastando muito além do que poderia, mais por não lembrar de todas as compras e, principalmente, pela desorganização com meu suado dinheirinho.

E vocês, como fazem? Controlam esses gastos ou são do time que chora quando chega a fatura do cartão? Kkkkkkkkkkk (cada k é uma lágrima)!

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Organizando para 2019: como tenho feito

Fiquei de mostrar aqui o desapego da sapateira, mas acho que ainda falta muita coisa para apresentar algo bacana pra vocês. Mas tem sido muito bom compartilhar como estou nesse processo de aliar comprar menos + desapegar mais.

Hoje mesmo me mandaram uma mensagem no instagram pedindo que eu desse a dica de ouro para que todos os excessos sumissem, como num passe de mágica; a pessoa tinha sido consumista por anos e anos, e agora, por mais que se desfaça de muita coisa, ainda tem um moooooonte de roupas e sapatos acumulados, o que tem deixado ela agoniada. Cara, não tem o que fazer, as coisas não apareceram lá da noite pro dia e acho até o processo de tirar tudo de uma vez um pouco desastroso e precipitado.

A não ser que a criatura vire nômade e faça um bazar vendendo geral, num exercício de desapego louvável, acho tenso sair se livrando de tanta coisa em pouco tempo, porque é transferir o problema para outros lugares. É melhor estudar para onde as roupas sem uso irão, entender que existem consequências de assumirmos levarmos algo pra casa. Eu mesma estou nessa luta há anos, mas estou bem satisfeita com o saldo de 2018.

Eu já cheguei a gastar mais de R$2 mil em um brechó, há dois anos. Tudo bem que trouxe muita roupa boa e incrível comigo, mas outras foram muito desnecessárias. Aliás, eu achava que precisava SEMPRE garimpar todo mês alguma coisa incrível. Por isso comprar em brechós, apesar de sustentável, pode ser um desastre se não tivermos autocontrole.

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Voltando ao tema, a Rafa Duarte, minha organizadora profissional, vai vir aqui em casa depois das festas para encontrarmos uma solução pra sapateira que, alie parte estética com aproveitamento de espaço e conservação – porque quando empilhamos os sapatos, acabamos estragando mais eles e sujando também. Vamos investir em produtos organizadores, mas, antes, quero tirar mais pares dali, reduzindo em 40% o volume.

O problema é que muitos pares eu usei, usei, usei, mas nunca se acabavam. Aí eu ficava com dó de me desfazer. 🙁

Separei os sapatos que dei, assim:

– Os pares gastos, mas que ainda eram usáveis, assim como aqueles que ainda estão em ótimo estado ou novinhos, foram para entidades que ajudam população de rua;

– Os em péssimo estado, eu, sinceramente, não sei o que fazer. Existe algum descarte de sapatos? Normalmente eu contrato os serviços da Ecoassist, empresa que você paga para recolherem e descartaram corretamente lixo e objetos.

Os sapatos que ficaram eu fiz assim:

– Separei os que precisavam limpar ou levar na lavanderia para este serviço;

– Separei os que precisavam de conserto para o sapateiro;

– Os que não usei mas quero tentar ainda, ficarão em prateleiras superiores para que sejam lembrados;

– Também aproveitei para hidratar o couro deles

– Observei quais não uso há muito tempo. Assim, se continuarem sem uso, sairão do armário. Dá para montar uma planilha com essas informações, se você for muito organizada.

 

Me comprometi a não comprar sapatos novos durante esse processo de organização da sapateira. Mesmo que eu traga um e tire outro, vou continuar com a mesma quantidade de sapatos, e eu não quero isso.

Para o armário

Vou mostrar pra vocês como tem sido para o guarda roupa. Eu engordei, então não estou cabendo em boa parte do armário, por incrível que pareça. Ainda tenho bastante coisa, mas, tirando meu acervo de peças que uso em editoriais, tenho redescoberto outras que estão me ajudando muito nessa fase, como as peças de elástico, que não apertam a minha barriga.

– As que estão longe de servir, mas eu uso e gosto, separei em packs para que não fiquem ocupando espaço;

– Tirei MUITA camisa de poliéster. Ainda tenho e gosto de roupas nesse material, mas camisas de botão não fazem mais tanto o meu estilo, por isso manterei poucas e boas;

– Separei uma bolsa só com as roupas que tenho que levar para ajustar ou pregar um botão;

– Observei com afinco as roupas que estão guardadas há muito tempo para lavá-las (é bom para manter a fibra) ou mandá-las para lavanderia;

– Retirei do armário todas as que não tem mais a ver com meu estilo, em definitivo.

– Uma dica boa de uma leitora é organizar mais a parte de verão nessa época, para não tirar no impulso alguma peça que você vá usar depois. Eu só tirei as que eu não usei MESMO, em anos.

Essa revisão é maravilhosa e necessária ser feita de tempos em tempos. Estive em SP para dar um workshop e levei uma sandália que acabou arrebentando, uma calça cujo botão soltou e uma blusa de tricô que estava manchada e eu não vi.

Vestidos problemáticos

Ainda vou compartilhar mais desse processo, mas preciso dizer que, mais do que nunca, estou em crise com meus vestidos. Tem vários que não amo e não uso, mas na hora de tirar de lá de dentro, eu titubeio. Vou mostrar para vocês essa semana o que concluí dessa parte.

É, ter muita roupa dá trabalho. Antigamente o pessoal até dedicava muito tempo para, mas nos tempos de hoje, é muito surreal escrever sobre, porque me dá a real noção do TEMPO e DINHEIRO gastos não só na compra, mas na manutenção e organização de tanta coisa. BI-ZAR-RO.

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Podcast Moda Pé no Chão Ep 13: Como parei de comprar por comprar

Nesse episódio eu compartilho como consegui abandonar o vício em compras. Principalmente no final de ano, somos induzidos a presentear e nem sempre esse ato, que deveria ter um significado, se torna algo prazeroso.

Sabe também quando afirmamos que precisamos comprar alguma coisinha, nem que seja um esmalte? Ou aquele hábito de entrar o tempo todo nas lojas para conferir as novidades, aquela comprinha sem maldade, só para aproveitar a promoção, está tão baratinho, não vai afetar meu orçamento do mês, imagina…

Comprar por comprar não acrescenta nada de interessante no seu estilo. Não te faz pensar nas suas reais necessidades, no que é importante de fato, no que fará a diferença no seu guarda-roupa, o que é um bom custo x benefício. Acumulamos compras sem necessidade e roupas ainda com etiqueta no armário. Vamos conversar sobre como podemos rever isso e, assim, ressignificar nossa relação com compras. Precisamos mesmo de tanto, o tempo todo?

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Para quem não sabe, podcasts são conteúdos em audio, transmitidos pela internet através de apps. Aqui no Brasil ainda estamos nos iniciando nessa forma de comunicar conteúdo, que têm várias categorias, de humor a notícias. O meu é um dos poucos sobre moda, já que é uma mídia mais difícil de passar um tipo de informação que se apoia muito em imagens.

Dá pra ouvir na academia, enquanto amamenta, lava a louca, a caminho do trabalho, durante uma viagem. Pausar, ouvir mais tarde, re-ouvir algum trecho. 🙂

O Moda pé no chão trará periodicamente temas práticos para quem quer ser feliz com o que tem sem gastar muito, com convidados para discutirmos assuntos pertinentes sobre consumo consciente para todos os tamanhos, bolsos e idades. Para quem quer vestir-se de si mesma sem complicação, com ideias simples, dicas certeiras, críticas e opiniões sempre muito sinceras.

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O episódio já está disponível nos aplicativos de podcast pra IOS e Android, como Spotify, Soundcloud, Itunes, Castbox, Overcast, We Cast e muito mais.

Aqui já tem o link direto para ouvir todos os episódios e baixar!

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