Vem aí: meu curso de formação em consultoria de estilo!

Mudamos as datas

Para viabilizar o curso mudamos as datas, até para ajudar quem é de fora da cidade, a participar! Agora o curso será intensivo, dias 23, 24 e 25 de agosto e 30, 31/08 e 01/09!

Quem é mais antiga aqui no blog, vai lembrar que em 2015 eu fui convidada pelo Senac Rio para ser docente do curso de formação em consultoria de imagem. Coloquei várias referências incríveis, com créditos, nos materiais, reuni ideias, revistas e livros, um pouco da minha experiência, e, mesmo com um leve medinho, eu fui.

Na época eu não tinha essa auto referência do meu trabalho. Experimentei na prática o que é ser docente, transmitir conhecimento com a missão de formar profissionais, sentir essa responsabilidade foi muito especial. Eu me senti em casa em frente aos alunos, falando no que eu acredito, incentivando aquelas pessoas e, principalmente, provocando um novo pensamento e olhar sobre moda, sem ilusões, ampliando o debate e aprendendo todos os dias a melhorar minha retórica.

Mas ser professor, infelizmente nesse país, é para os fortes. Os de fibra, os que percebem o peso e a dimensão do que tem nas mãos. O retorno dos meus formandos foi o meu combustível mais incrível. A todos que foram meus alunos, meu carinho e meu amor, minha gratidão por terem me formado professora.

E quero espalhar pro mundo que, mais uma vez, com toda a coragem do mundo e a certeza de que vamos transformar mais e mais o mercado de moda, em julho começarei minha turma de Formação em Consultoria de Estilo, pelo selo do Moda Pé no Chão. <3

MUDAMOS AS DATAS: 23, 24 e 25 de agosto e 30, 31/08 e 01/09!

Um curso sobre o vestir-se da vida real, com didática e abordagem de temas atuais, para pensarmos além de regras, dessa moda que ainda permanece classista e excludente, o que conhecemos por tantos anos na consultoria de estilo. É para quem quer ir além de só entender sobre roupa, mas compreender como o trabalho envolve muito mais uma escuta ativa, sensibilidade, empatia, jogo de cintura, adaptação livre de etapas e processos para adequação dos trabalhos.

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Muito conteúdo, abordagem sem caô dos temas e do mercado, e assuntos que são pouco abordados aqui no Rio, como a etapa de cores, história da moda e moda masculina, com professor convidado, que em breve divulgarei.

Alguns dos temas que serão abordados:

– História da moda (com professor convidado!)

– Diversidade e representatividade

– O mundo pede uma moda autoral, sustentável, com cadeia de produção justa e disruptiva

– Análise cromática sazonal expandida – o teste de cores!

– Estilos e tipos físicos fora da caixinha: sem delimitações, com percepções

– Tudo o que envolve as etapas de um trabalho de consultoria de estilo, esmiuçado e com muitos exemplos

– Precificação, mercado de trabalho, contratos: é possível mesmo viver de consultoria?

– Meios de divulgação criativa e ideias para prospectar, além de frentes de trabalho

O curso será presencial, no Rio de Janeiro, com um total de 48h e acompanhamento do projeto de graduação, uma consultoria com cliente, bem mão na massa, bem prática mesmo!

As aulas acontecerão à noite, às sextas, sábados e domingos, das 9h às 18h, no Centro do RJ.

Ainda quero tentar promover um dia de bate papo gratuito para quem quiser ir conhecer o espaço LINDO, no coração mais democrático do Rio de Janeiro, e falarmos mais sobre o curso. Vou tentar essa data e falar o quanto antes para vocês!

Vamos lá, transformar este mercado! 🙂 As inscrições já estão abertas, clique aqui para saber mais! 

Meu currículo:

Ana Soares é consultora de estilo carioca e mantém há 11 anos o Moda Pé no Chão, uma rede de apoio que foca em desconstruir padrões da moda com uma linguagem autêntica e da vida real, de forma mais sustentável e priorizando o autoconhecimento. Designer gráfico de formação com MBA em Marketing Empresarial pela Universidade Federal Fluminense, trabalhou na área por 15 anos, atuando nos principais escritórios do Rio de Janeiro, principalmente com acompanhamento gráfico, tratamento de imagens e publicações.

Abraçou tanto a ideia de moda para todos que se especializou em Consultoria de Imagem e Estilo pelo Senac RJ e pela Oficina de Estilo; aprofundou-se em Facetelling® pelo método Persoona, da consultora de estilo Cris Alves; estudou Teoria das Cores no Universo da Cor, da pesquisadora Lilian Ried Miller Barros e Coloração Pessoal com Luciana Ulrich, do Studio Immagine; foi docente convidada do curso de formação em Consultoria de Imagem e Estilo no Senac RJ; criou o workshop sucesso de público, Conheça suas Cores, para consumidor final, que já chegou em 11 cidades, no Brasil e em Portugal, com mais de 600 participantes no total, com a proposta de ajudar mais mulheres a entenderem o papel das cores como guia para multiplicarem possibilidades no vestir e como direcionamento para comprar menos e melhor; está escrevendo um livro pela Globo Livros.

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Video sobre meu trabalho na internet

Ano passado eu participei das gravações do programa Viralizando, na TV Brasil. Demorou alguns meses para ir ao ar – por isso ainda está como Hoje Vou Assim OFF –, e saiu na época das eleições, o que foi um período intenso, e eu esqueci de compartilhar aqui!

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Eu achei que ficou BEM interessante mesmo, modéstia à parte eu fiquei muito satisfeita com as minhas respostas. Bati um papo com Alan, o apresentador, sobre transição de carreira, como é minha política de trabalho com internet, como trabalhei a construção do meu nome do online para o offline (com meus cursos), enfim, tem techos muito legais!

Clica aqui embaixo para assistir, espero que gostem. 🙂

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Como eu tenho lavado minhas roupas

Não lembro se trouxe esse tema aqui pro blog, mas quero contar como tenho lavado minhas roupas. Mas antes preciso dizer que parei de lavar roupa com a frequência que eu fazia antes: primeiro, porque percebi que não havia necessidade mesmo, segundo, ao saber que lavar tanto assim estraga as fibras mais rapidamente.

Eu faço assim: se a roupa não estiver mesmo em um estado deplorável (manchada de suor, suja demais, nem com o odor muito forte), eu a deixo pendurada numa arara que tenho, pegando um arzinho, secando. Tem quem use sprays com álcool e amaciante, uma misturinha mesmo, para borrifar e prolongar o cheirinho na roupa, quase um shampoo a seco. Aí eu guardo de volta no armário ou deixo ali, para repeti-la ao longo da semana e, só assim, colocar pra lavar.

Lavar roupa a cada uso causa um desgaste por fricção no tecido, aumentando as bolhinhas (que são as fibras se rompendo por desgaste) e, pior, com o suo de produtos químicos fortes, desbota a cor, abre as fibras e as torna mais suscetíveis, esgarçando as peças e fragilizando a trama. Parei com sabão em pó e amaciante.

Há uns 2 anos eu parei de usar sabão em pó convencional e comecei a usar sabão biodegradável da Biowash, que tem também tira manchas biodegradável (o kit no site custa pouco menos de 50 reais). Não é publi, hahah, até porque é uma alternativa mais cara, mas a ideia de sustentabilidade começou a pegar mais forte aí também. Toda a química desses produtos vai pro ralo, poluindo mais ainda os rios.

Lavar a mão e usar vinagre

Tento usar o sabão de coco mais natural possível, sem tantos aditivos (uma leitora ficou de enviar o sabão artesanal que ela faz em casa, quando chegar eu aviso vocês!). Esse Só Sabão é da Amor Luso, eu comprei em Lisboa, que não usa aditivos químicos, é artesanal e tem processo de saponificação a frio, sem corantes. É um sabão específico pra lavar roupas a mão!

Gostei também do manifesto que veio nele, falando do ritmo de vida acelerado e o acesso facilitado aos bens de consumo que nos tornam reféns de de uma lógica industrial globalizada. De onde vocês acham que saiu esse conceito de roupa cheirosa, perfumada, macia? Tudo produto de uma indústria, que enfiou essa impecabilidade e excesso de limpeza na nossa cabeça pra comprarmos e usarmos esses produtos loucamente –  e dá-lhe alergia!

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Tenho lavado muitas peças à mão. Leio a etiqueta interna, observo as recomendações e muitas vezes prefiro lavar assim. Sei que parece discurso de quem tem tempo e privilégios, mas, acreditem, são apenas 5min de molho, enxagua e esfrego as partes mais sujinhas e pronto! Mudou minha relação com minhas roupas. Eu lavo as peças separadamente, só espremo mesmo, sem torcer, e estendo de uma forma que nem precisa passar depois: ou penduradas no cabide ou sacudo e deixo com o tantinho de água ainda, mais pesadinhas, para esticar o tecido.

Isso nos faz repensar também a quantidade de roupa que temos e da demanda delas por cuidados.

Também substituí o amaciante pelo vinagre branco (uso o de maçã orgânico), que deixa a roupa macia e nenhum cheiro de salada! Uso meio copo americano pra um tanque meio cheio da máquina de lavar. Ah, outro obs: não misturo materiais diferentes na máquina (tipo blusa delicada com calça jeans) e nem loto a máquina de roupa.

Depois começamos a fazer a receita de sabão líquido da Cristal Muniz (autora do livro Uma vida sem lixo) e foi MUITO maravilhoso fazer nosso próprio sabão! Parece que é chato e trabalhoso, mas estamos tão acostumados a perder tempo em shoppings e redes sociais que, na moral, compreender o processo de feitura dos produtos e entender seu papel na sociedade ao fazer essas escolhas é algo gratificante demais, é como se separássemos um tempo para cozinhar nossa comida, por exemplo. Sai muito mais barato, é acessível e biodegradável, sem cheiros fortes de perfume.

As fotos abaixo foram retiradas do site da Cristal Muniz, que fotografou o processo; separamos um momento do dia para isso e rende demais, além de ser multiuso: também usamos o mesmo sabão para lavar louça e lavar o banheiro. Aqui tem a receita completa e como fazer, além de outras dicas, como aromas e óleos essenciais. 

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Como parecer mais profissional com pouca grana: versão calor

Repostei no instagram esse post do blog, em que mostro como podemos adaptar os looks muito básicos para uma versão profissional com pouca grana. Quem nunca passou por isso recém saído da faculdade, ou de um tempo afastado do mercado, ou de passar a considerar novos olhares sobre si mesmo como algo importante no momento?

Dá pra fazer isso com o que se tem e sem dispender muito dinheiro, mas os looks dessa postagem foram questionados pela galera das cidades quentes, com toda a razão: todos tinham a proposta de uma terceira peça, o que dificulta no calor.

Bom, mesmo o Rio sendo ultra quente, aqui ainda temos períodos de respiro e que possibilitam brincar com uma jaqueta ou um blazer. Mas e no Norte-Nordeste, que é calor o ano todo?

A ideia aqui foi apontar algumas dicas para tirar o básico do simples, para que a caminhada pelo encontro do estilo pessoal profissional seja mais leve. Seja com jeans mais levinhos, com saias, calças de tecido!

Tecidos leves/frescos!

Sabemos que o poliéster acaba com a nossa alegria, mas parece que a maioria das roupas de trabalho são oferecidas nessa fibra – ou, pior, o forro! Então é válido pensar em peças de algodão e viscose, que sejam mais soltinhas, inclusive. Olha a etiqueta interna e repense ao observar uma composição sintética.

Acessórios!

Só tem jeans e camiseta no armário? Manda ver num colarzão ou brincão, mas repara que os que eu escolhi não são de metal – esse material GRUDA que é um horror na pele suada! Além de cordões mais compridos, as bases são naturais ou de corda/tecido, desses coloridos, com pedras bacanas. Mas peças de presença ou então coloridas, sendo o ideal é que a qualidade seja boa. Custam menos que roupas e são mais fáceis de encontrar e de adaptar a diversos corpos.

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As fotos a seguir são antiiiiiigas, lá do começo do blog, em 2010, e eu estou básica, só deixando a roupa mais interessante com um colarzão e uma sandália de estampa de onça. A camiseta veio da C&A, inclusive, e custou 15 reais na época. O colarzão era da minha avó.

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Cores!

Em ambos os looks, o de cima e o de baixo, eu estou de camiseta de malha. Mas reparem como as cores das estampas e da mistura com a saia, ajudaram a deixar os visuais mais interessantes? Mesmo num ambiente mais formal, dá para escolher cores em tons mais fechados, como azul marinho, verde escuro, musgo, petróleo, vinho, ou então em tons claros, como bege, areia, rosados, amarelinhos.

Nesse post tem dica de coordenação de cores. Mas olha como o bloco de cores é um recurso simples, que exige poucas camadas, mas ganha em presença e força, só pela coordenação cromática!

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Estrutura

Falei no instagram de blusas estruturadas e também queriam saber como é. Bom, são peças normalmente de tecido plano, que tem uma trama diferente da malha, ele não estica (a não ser que tenha elastano na composição, mas no geral a trama é mais fechada, não deixa esticar), então o caimento fica mais composto, estuturado, e não desabadinho como na malha.

Também aplico o termo a blusas cuja modelagem as deixe mais armadas, seja na gola, nas mangas ou no corte como um todo.

Masssss as malhas também podem ter a sua estrutura! No look abaixo a blusa é exatamente assim – apesar de entender que ele possa não ser o melhor exemplo de look para ambientes profissionais que não o da galera de Humanas, mas era a minha única foto de look com ela –; a malha é mais grossinha, sabem? É de algodão e o tecido tem uma trama mais grossa, o que já ajuda também nesse quesito. Ou então com mangas mais amplas, ou com uma gola diferente…

Então, se você tem muita camiseta, testa as desse tipo com calça de sarja, com saia midi, com jeans e algum sapato tipo oxford, mocassim, um colar colorido ou brincos.

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Alfaiataria versão tropical

Camisas clássicas, mas na versão sem mangas, olha aí! Essa minha era de uma coleção da Calvin Klein para a C&A, de algodão, com tecido mais estruturado, gola, botões…mas sem mangas! Uma versão genial para o calor dos trópicos.

Pensei até em transformar alguma camisa parada no armário tirando as mangas, será que rola? :-O

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Terceiras peças sem mangas!

Eu sei, eu sei muito bem que nos duzentos graus do calor não dá pra pensar em sobreposição. Mas vai por mim, ninguém precisa andar na rua vestindo elas! Eu levava no braço ou numa bolsinha e, quando chegava no santo ar condicionado do escritório, eu colocava! 🙂

Ou tenta então um colete bem levinho, sem forro, de linho ou algodão, uma camisa leve sobreposta, um kimono soltinho.

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Tomara que essa versão calor vida real, sem muitos deslumbres, ajude quem está na pendenga de se acertar com o armário! E confesso que achei o post desafiador, galera.

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