Novas cidades Workshop: Salvador e Belém!

Post rapidinho só para atualizar a agenda do Workshop Conheça suas Cores: temos datas para Salvador e Belém! Estou especialmente feliz de conseguir chegar na região Norte do país, porque, como sempre abro aqui pra vocês, este é um projeto que depende da sua demanda para acontecer, e isso inclui também os preços das passagens aéreas para ele ser viável num determinado lugar!

Salvador, estarei de volta com duas turmas no dia 08/06

e Belém, uma alegria enorme de saber que estarei aí dia 17/08!

Só clicar ou botar o dedo aí em cima nos links para ter mais informações e se inscrever!

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Vamos conversar sobre acesso e privilégio?

“Você só indica roupa de loja cara e isso mostra que muitas não terão acesso a peças de qualidade”.

Li isso em um comentário e fiquei refletindo sobre o real papel do meu trabalho, se ele dialoga mesmo todo mundo ou é apenas mais um conteúdo online que reproduz o que um grupo quer consumir.

Não tem como eu ignorar que, de alguma maneira, eu tenho privilégios: visto 38, sou mulher branca, consigo viver do meu trabalho e pude ter uma projeção de vida melhor graças a ele. Isso quer dizer que, na época que eu escrevi esse post para não termos medo de entrar em lojas, eu não sabia, na minha vivência limitada, que mulheres negras têm medo, sim. Várias me relataram que já foram observadas pelos seguranças na entrada de lojas ou simplesmente não foram atendidas. As mulheres gordas têm medo também, muito pela humilhação que algumas passam ao serem alertadas, logo na entrada, que não existe ali numeração para elas. Ou para a cadeirante, que precisa escolher peças que não sejam difíceis de vestir para manter sua autonomia. Ou para a trans, que recebe olhares julgadores ao entrar nos provadores ~femininos~.

Na época eu li os comentários mas não entendi naquele momento que eu estava arrotando meu privilégio de não ter que sofrer qualquer tipo de discriminação, porque minha aparência é a que mais se aproxima de um padrão aceitável socialmente. Demorou mais um pouco para a minha ficha cair e eu amadurecer o discurso.

Assim foi também quando gravei uma série de stories no instagram falando sobre a impecabilidade, do quanto me sinto cobradas às vezes em estar com as unhas em dia, roupa nova, cabelo com os fios brancos devidamente cobertos, depilação imaculada. Eu nunca senti essa necessidade de estar montada o tempo todo, e que muitas vezes eu prefiro ficar na camiseta, chinelo e sem maquiagem sem me sentir culpada por isso, e tudo bem, que isso não me classificaria como uma mulher desleixada, que esse tipo de cobrança é mais forte conosco. Em seguida, trocando ideia no privado, uma leitora maravilhosa me atentou a esse fato do seu universo, muito comum por conta da sociedade racista estrutural que vivemos:

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Comecei esse blog muito porque meu histórico de vida tinha me mostrado o quanto cada roupa adquirida, cada look montado na inventividade, cada peça que era herdada da avó, da mãe ou da tia, diziam muito pra mim, que não tive a oportunidade de escolher looks quando nova. Isso não desmerece minha trajetória e nem é essa a intenção. O mais rico de toda essa estrada foi aprender algo que nenhum livro de moda nem editorial de revistam ensinaram: a ter empatia. A ouvir outra pessoa sem ter a necessidade de colocar a minha opinião, porque pouco importa perto do que ela está relatando. Compreender a sua vivência e acolhê-la.

Aqui ainda tem roupa baratex, tem roupa que já está no meu armário há 20 anos, tem roupa que troquei com a amiga, tem roupa de brechó e de bazar, tem roupa de fast fashion que está durando mais que muita roupa de marca “com qualidade”, tem roupa cara, tem roupa que comprei só pela grife, tem roupa que comprei porque estava triste, tem roupa que comprei porque estava feliz, tem as que eu comprei sabe-se lá por que, tem roupa que estou pagando até hoje, tem roupa que eu amo e custou 10 reais.

Tem de tudo, mesmo. Hoje eu consigo compreender que não preciso ter tanto, nem acompanhar todas as novidades, assim como eu sei que não é porque é de “marca” e custou caro, que significa que a roupa tem qualidade ou que a marca não esteja ligada a exploração de mão de obra, nem preciso passar a mão na cabeça quando tem algo errado só porque a marca se declara slow fashion. Aprendi que é necessário cada vez mais ter uma análise crítica das coisas que chegam até nós, que temos nossa parcela de responsabilidade em questionarmos mais tudo o que aparece na nossa frente. Que se vestir bem não tem a ver com comprar peças de seda. Tem marca usando o consumo consciente como puro marketing, assim como tem a marca da moça da feira que faz seu trabalho no suor e na raça, e cabe a nós compreendermos também que está todo mundo no mesmo barco, suscetíveis a um sistema que nos impulsiona para o comprar, comprar, comprar.

Moda, pra muita, mas MUITA gente mesmo, é intangível. Não posso nunca esquecer que, dentro dessa minha bolha, muitas mulheres não compreendem essa de “fazer boas escolhas” porque isso não é de acesso fácil. Que, por mais que eu declare que algodão orgânico é mais sustentável, teríamos algodão orgânico para todos, em escala mundial (ainda vou conversar só sobre isso, aguardem)? Que é fácil eu instituir um guarda roupa minimalista quando posso fazer escolhas. Assim como tem também o conhecimento e o desejo do pertencimento, e o parcelamento está aí para que todas possam também ter acesso.

Então, gente, é difícil mesmo representar todas as mulheres que eu gostaria. Mas posso garantir que faz parte do meu desenvolvimento e aprendizado tentar ao máximo ter empatia e observar as muitas variáveis enquanto eu estou ali, escolhendo roupa, escrevendo um tema ou debatendo ideias proibitivas que só contribuem em nos deixarmos mais paranóicas. Nada mais aqui é colocado como “viu, vista o que eu visto e você terá estilo” nem “roupa de qualidade tem que ser cara” muito menos “se eu consigo, você consegue”. Porque a roupa pode ser de marca inacessível, ter custado 30 reais no mercado livre (sim, eu tenho blusas com essa história) mas nem sempre esse esquema vai funcionar para todos.

Estamos tentando fazer nossa parte para que outras mulheres ampliem essas discussões, fomentem mudanças em seus modelos de negócio, que transformem seus pensamentos, que se percebam de um jeito menos inquisitório. A moda é só um gancho e o pano de fundo para tudo isso e eu acho bonito demais ter a oportunidade de tentar diariamente ressignificar o seu papel no mundo. Essa é a minha missão e eu tenho muito orgulho de fazer a minha parte.

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Amarelo ambíguo e o medo

Às vezes perdemos algumas oportunidades de experimentações, creio eu, e muito por nos deixarmos levar pelo que vão pensar. Trazendo aqui pro ladinho do vestir-se, vamos falar sobre os medos e até aquela teimosia básica, oriunda das nossas cismas ou da imagem errônea que construímos sobre nós mesmas e que nos impedem de experimentarmos coisas novas.

Eu sempre ficava confusa quando sugeria amarelo nos meus cursos, e a pessoa descobria que tinha uma cartela com um amarelo radiante, proferia: “Amarelo, não!”.

Nos meus workshops de cores, a maioria esmagadora declara resistência à cor. Logo ele, o amarelo, o mais solar? Sim, eu fui pesquisar sobre essas reações e tem um por quê: amarelo, segundo o livro A Psicologia das cores, é uma cor contraditória, podendo significar otimismo e ciúme (!).As cores mais luminosas costumam ser mais amadas com a idade, e apesar desse simbolismo maravilhoso de estar associada ao sol e ao ouro (inshalá), o livro detalha que, talvez por depender de estar associada a outras cores para passar a sua mensagem. Ao lado do preto, fica berrante demais; ao lado do branco, radiante.

Amarelo, ainda segundo o estudo e as análises, transmite mensagem de otimismo, mas também da irritação. É a cor da iluminação, mas também dos traidores (!!!!). Ambígua, mesmo. Mas gosto de pensar que, apesar disso tudo, associada ao sorriso e a roupas que tragam também momentos de ludicidade, o amarelo revela essa irradiação vibrante de energias maravilhosas, que contagiam quem está à nossa volta.

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Acredito que tenha a ver também com o fato de crescermos numa sociedade que amedronta mulheres que gostam de “aparecer”. Mulher colorida é aparecida, amostrada, exibida, o que ela tá querendo? – dizem, sem mensurarem as consequências.

E aí vamos crescendo com essa desconfiança de nos colorirmos, com essa necessidade de nos apagarmos, de não chamarmos atenção. pode ser timidez e discrição, claro, mas eu digo pra vocês com tantas análises de cores, que a maioria sente é medo mesmo. Medo de sair da zona de conforto, de ser julgada, de apontarem o dedo no trabalho, de ser o alvo crítico das atenções, de chamar mais atenção pro estético que o intelecto, de parecer ridícula, de ficar feia.

Soma-se a isso com a ambiguidade dessa cor tão resplandescente e, pronto, temos a receita para uma negação imediata sobre qualquer tentativa de uso de roupas nesses tons. Você não precisa usar o mais luminoso dos amarelos ou das cores: temos mais de 100 tons diferentes para cada cor que você pensar aí. E cada um tem um nome e uma composição diferente. Dá pra encontrar o que te agrada e o que vai fazer você se sentir mais confiante para testar uma ideia nova. Ou então usá-la num detalhe, menor mesmo, em doses homeopáticas: pode ser um colar, num pedacinho de uma estampa, em um brinco pequeno, no lenço amarrado na bolsa.

Eu digo isso vestindo um look inteiro amarelo, coisa que eu jamais tentaria, mesmo. E eu me senti belíssima, rodopiante, phyna! Ah, e essa reação é bem comum também de quem passa pelo workshop. O “Deus me Livre!” vira, dias depois “Obrigada! Sem você eu jamais tentaria essa combinação”.

Não precisa agradecer, gente. O mérito pelo passinho além é de vocês. <3

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Blusa e saia Wymann
Sapato do acervo da marca
Brincos Trocando em Miúdos

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Agenda Workshop Conheça suas Cores até agosto

POST ATUALIZADO! Deslize a tela para ver as cidades incluídas, Salvador e Belém, e suas datas.

Entramos no terceiro ano do Workshop Conheça suas Cores, e dá um orgulho danado ver que a ideia doida que eu tive durante outro workshop – de fazer um grupo passar por uma análise cromática individual com muito conteúdo acompanhando –, tenha rendido tanto a ponto de conseguir me levar para voos maiores. Só amor e agradecimento a todas que também contribuiram acreditando e abraçando a proposta!

Como é um workshop sem apoiadores, fico dependente de pesquisa dos melhores preços das passagens aéreas e de inscrições para concretizarmos a ida para mais cidades. Quem quiser receber informações pode escrever para [email protected]

Por enquanto, até junho, estas são as datas e cidades, podendo sofrer alteração caso a turma não alcance o número mínimo. Agora estou adotando também uma plataforma única para as inscrições!

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A grande novidade é que o curso vai além mar e chegaremos em Lisboa, Portugal, em fevereiro! Estou MUITO animada com a oportunidade de levar tantas cores para a terrinha! =D

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Cliquem nas cidades para serem redirecionadas pra plataforma de vendas, com mais detalhes sobre horários e local. Pagamentos podem ser feitos parcelando ou por transferência online. Para saber dados bancários, pode mandar email para [email protected]

Lisboa – os pagamentos podem ser solicitados com dados bancários para transferências internacionais, pelo Paypal ou pelo TransferWise, app que facilita esses trâmites.

Agenda Conheça suas Cores

Inscrições aqui!

17/02 Lisboa/Portugal

16/03 São Paulo/SP – manhã e tarde

23/03 Rio de Janeiro/RJ – manhã e tarde

13/04 Brasília/DF – manhã e tarde

18/05 Rio de Janeiro/RJ 

25/05 São Paulo

26/05 Campinas/SP (ainda previsão)

01/06 Fortaleza/CE – manhã e tarde

02/06 Recife/PE – manhã e tarde

08/06 Salvador/BA – manhã e tarde

17/08 Belém/PA

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PARA QUEM É O WORKSHOP?

É direcionado para quem ainda não “encontrou” seu estilo pessoal e se perde na quantidade de informações que recebe todos os dias, para quem tem dúvidas na hora de se vestir ou fazer compras e não sabe por onde começar ao montar um guarda- roupa versátil, consciente e atemporal.

Entender sobre suas melhores cores ajuda nesse filtro na hora das compras, a perceber como podemos ser nossa versão mais incrível em várias ocasiões, abre um leque de possibilidades no seu guarda-roupa, estimula a criatividade e ajuda a sairmos da mesmice!

Ajuda também na decisão de desentulharmos o armário, tirando aquela roupa da dúvida, essa que você nunca consegue usar e que, talvez, a culpa seja da cor, hehe.

Atenção: não é um curso para consultoras de estilo e nem para ensinar sobre análise cromática.

CONTEÚDO:

– Cada participante vai passar por uma análise cromática e descobrir a cartela de cores que mais te favorece, e como ela nos liberta para escolhas melhores e para abrirmos um mundo de possibilidades no nosso vestir, ó que beleza!

– Vamos conversar sobre círculo cromático, coordenações de cores dentro das cartelas, contraste pessoal, coordenações de neutros, misturar estampas;

– As mensagens das cores <3

– Vamos falar sobre processo criativo na hora de montar os looks e colocarmos algumas ideias em prática com acessórios;

– Se você só usa preto, branco e cinza, eu juro que não vou querer te jogar um balde de arco-íris, mas certamente vamos abrir seu leque de possibilidades para sair um pouquinho da zona de conforto e explorarmos outras cores em potencial – mesmo que sejam variações dos próprios neutros, só que mais…coloridos! hehe!

– Se você usa todas as cores possíveis, também vamos ajudá-los a entender mais sobre as cores da sua cartela, os seus tons mais específicos;

– Como aumentar o número de combinações com o que se tem no armário e trazendo mais impacto nas produções só com coordenações cromáticas, em truques de estilo atemporais;

– Teste dos batons e maquiagem de acordo com cada cartela de cores;

– Tentar dar uma força pra perder o medo de combiná-las, até porque, roupa não morde ;P

– Vamos aprender principalmente a quebrar regras, porque essa é a graça toda do negócio, usar o que te faz bem <3

E ainda, bônussssss:

– Cartela digital para cada participante

– Material em PDF sobre sua cartela e como usar suas cores

INSCRIÇÃO E PAGAMENTO

Para fazer inscrição você pode clicar no botão do PagSeguro referente ao curso que você quer fazer. O pagamento é em ambiente seguro e você pode pagar através de transferência eletrônica ou de cartão de crédito (com opção de parcelamento). O PagSeguro avisa quando o pagamento foi feito e se está tudo ok. Não há garantia de vaga sem o pagamento efetuado.

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

Atenção! Se houver necessidade de cancelamento de até 7 dias antes da data do workshop, o valor total do curso é reembolsado. A partir daí, nenhuma solicitação de cancelamento será reembolsada — mas é possível indicar outra pessoa para ir no seu lugar aproveitando a mesma inscrição. Desistências de última hora dificultam novas ofertas para participantes com interesse, por isso não dá pra efetuar devolução.

Se a turma não atingir o número mínimo de 6 pessoas, o valor pago pelos outros inscritos será devolvido.

DÚVIDAS E PERGUNTAS

Basta escrever um email para [email protected]

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