Minha mala para viagens curtas

Já que a mala de Portugal foi su-ces-so, pensei em dividir com vocês também as minhas malas para viagens mais curtinhas, que é a minha rotina mensal por conta dos cursos que dou em outros estados.

Há alguns anos eu sofria MUITO para montar mala para um final de semana apenas, ainda mais se fosse evento de moda ou curso no segmento. Deixava para arrumar tudo em cima, sofrendo, e em todas as vezes era comum odiar as roupas que eu tinha levado (levava sempre um MONTE, achando que teria opção) e sair para comprar alguma que ajudasse a melhorar o look. Era cansativo, frustrante e péssimo pro meu bolso.

Como eu faço hoje, viagem de 3 dias e duas noites

Sexta agora vou pra Brasília dar um workshop no sábado. Vou passar a sexta, sábado e volto domingo de manhã. Levo mala de mão e quero lembrar que as roupas dividem espaço com minhas bandeiras e cartelas de cores (ou seja, estão dispostas assim só para vocês visualizarem) e ainda levo uma mochila com meu notebook.

Sexta vou passear um pouco, talvez encontrar amigos e passar uma parte do dia trabalhando no hotel com minha assistente. No sábado será o dia inteiro de curso de cores. Brasília costuma fazer um calorzinho de dia (que é seco, ou seja, acho o sofrimento menor) e um clima mais fresco à noite ou frio mesmo, com vento.

Roupas da mala de dois dias em Brasília:

– Duas blusas, uma camiseta e uma blusa vinho

– Uma calça vermelha de algodão

– Uma jaqueta jeans

– Pijama e calcinhas

– Um colar e um par de brincos

– Necessaire de produtos e make

– Uma sapatilha pro dia do curso e um tênis

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Antigamente eu era mais vida lok4 e levava só UMA blusa e UM sapato. Depois de um curso no final do ano passado em SP, em que a sandália que eu levei arrebentou do nada e a blusa descobri no dia do curso que estava manchada (sei lá como!!), e dei o curso com o aerolook, aprendi também que não pesa tanto botar umas peças extras pra garantir, hehehe!

Então, além de separar o extra, inspeciono os botões, fechos, dou uma olhada se não tem mancha, fio solto, essas surpresinhas.

O look do voo da sexta-feira é um vestido preto não porque eu acredite que temos que viajar de preto, mas tem um pouco disso, sim. Sempre penso se alguma bebida cair durante o voo, não causar tantos danos à roupa, hahaha! E também porque esse é um dos poucos vestidos que está servindo bem, sem me apertar, já que dei uma engordada nos últimos meses.

 

 

mala-ana-soares

As peças nesse post são específicas para esse evento, mas a base da mala é exatamente essa para qualquer outra viagem curta que eu faço:

– Uma parte de baixo que pode ser uma saia ou uma calça, ou duas calças, caso eu viaje no inverno ou para uma cidade fria, sendo que eu vou vestindo uma

– Duas partes de cima

– Uma terceira peça

– Uma blusa que uso pra viajar com a segunda parte de baixo ou um vestido

Isso para uma viagem de trabalho ou lazer, viu?

Se for para praia, mesmo período de tempo, seria:

– Três blusas

– Dois shorts ou um short e uma saia

– Um vestido

– Biquini e maiô

– Canga

– Havaianas e uma sandália

Não levo vários acessórios porque acho bobagem, às vezes coloco algum lenço também, dependendo do look, ou uma pashimina para os voos ou possíveis mudanças de tempo.

Eu montei a mala ontem, terça, pra viagem de sexta. Levei 15 minutos porque eu já sabia os looks.

Viajar com mais frequência, sem dúvida, ajudou nesse exercício de montar uma mala sem drama, mas principalmente o planejamento e a ideia que é isso que contribui para uma mala bem feita e funcional, que me deixa feliz ao chegar no destino, e não com saudade do meu guarda roupa. 🙂

Vou fotografar os looks em Brasília e venho dar um retorno e mostrá-los! 🙂

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Vem aí: meu curso de formação em consultoria de estilo!

Mudamos as datas

Para viabilizar o curso mudamos as datas, até para ajudar quem é de fora da cidade, a participar! Agora o curso será intensivo, dias 23, 24 e 25 de agosto e 30, 31/08 e 01/09!

Quem é mais antiga aqui no blog, vai lembrar que em 2015 eu fui convidada pelo Senac Rio para ser docente do curso de formação em consultoria de imagem. Coloquei várias referências incríveis, com créditos, nos materiais, reuni ideias, revistas e livros, um pouco da minha experiência, e, mesmo com um leve medinho, eu fui.

Na época eu não tinha essa auto referência do meu trabalho. Experimentei na prática o que é ser docente, transmitir conhecimento com a missão de formar profissionais, sentir essa responsabilidade foi muito especial. Eu me senti em casa em frente aos alunos, falando no que eu acredito, incentivando aquelas pessoas e, principalmente, provocando um novo pensamento e olhar sobre moda, sem ilusões, ampliando o debate e aprendendo todos os dias a melhorar minha retórica.

Mas ser professor, infelizmente nesse país, é para os fortes. Os de fibra, os que percebem o peso e a dimensão do que tem nas mãos. O retorno dos meus formandos foi o meu combustível mais incrível. A todos que foram meus alunos, meu carinho e meu amor, minha gratidão por terem me formado professora.

E quero espalhar pro mundo que, mais uma vez, com toda a coragem do mundo e a certeza de que vamos transformar mais e mais o mercado de moda, em julho começarei minha turma de Formação em Consultoria de Estilo, pelo selo do Moda Pé no Chão. <3

MUDAMOS AS DATAS: 23, 24 e 25 de agosto e 30, 31/08 e 01/09!

Um curso sobre o vestir-se da vida real, com didática e abordagem de temas atuais, para pensarmos além de regras, dessa moda que ainda permanece classista e excludente, o que conhecemos por tantos anos na consultoria de estilo. É para quem quer ir além de só entender sobre roupa, mas compreender como o trabalho envolve muito mais uma escuta ativa, sensibilidade, empatia, jogo de cintura, adaptação livre de etapas e processos para adequação dos trabalhos.

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Muito conteúdo, abordagem sem caô dos temas e do mercado, e assuntos que são pouco abordados aqui no Rio, como a etapa de cores, história da moda e moda masculina, com professor convidado, que em breve divulgarei.

Alguns dos temas que serão abordados:

– História da moda (com professor convidado!)

– Diversidade e representatividade

– O mundo pede uma moda autoral, sustentável, com cadeia de produção justa e disruptiva

– Análise cromática sazonal expandida – o teste de cores!

– Estilos e tipos físicos fora da caixinha: sem delimitações, com percepções

– Tudo o que envolve as etapas de um trabalho de consultoria de estilo, esmiuçado e com muitos exemplos

– Precificação, mercado de trabalho, contratos: é possível mesmo viver de consultoria?

– Meios de divulgação criativa e ideias para prospectar, além de frentes de trabalho

O curso será presencial, no Rio de Janeiro, com um total de 48h e acompanhamento do projeto de graduação, uma consultoria com cliente, bem mão na massa, bem prática mesmo!

As aulas acontecerão à noite, às sextas, sábados e domingos, das 9h às 18h, no Centro do RJ.

Ainda quero tentar promover um dia de bate papo gratuito para quem quiser ir conhecer o espaço LINDO, no coração mais democrático do Rio de Janeiro, e falarmos mais sobre o curso. Vou tentar essa data e falar o quanto antes para vocês!

Vamos lá, transformar este mercado! 🙂 As inscrições já estão abertas, clique aqui para saber mais! 

Meu currículo:

Ana Soares é consultora de estilo carioca e mantém há 11 anos o Moda Pé no Chão, uma rede de apoio que foca em desconstruir padrões da moda com uma linguagem autêntica e da vida real, de forma mais sustentável e priorizando o autoconhecimento. Designer gráfico de formação com MBA em Marketing Empresarial pela Universidade Federal Fluminense, trabalhou na área por 15 anos, atuando nos principais escritórios do Rio de Janeiro, principalmente com acompanhamento gráfico, tratamento de imagens e publicações.

Abraçou tanto a ideia de moda para todos que se especializou em Consultoria de Imagem e Estilo pelo Senac RJ e pela Oficina de Estilo; aprofundou-se em Facetelling® pelo método Persoona, da consultora de estilo Cris Alves; estudou Teoria das Cores no Universo da Cor, da pesquisadora Lilian Ried Miller Barros e Coloração Pessoal com Luciana Ulrich, do Studio Immagine; foi docente convidada do curso de formação em Consultoria de Imagem e Estilo no Senac RJ; criou o workshop sucesso de público, Conheça suas Cores, para consumidor final, que já chegou em 11 cidades, no Brasil e em Portugal, com mais de 600 participantes no total, com a proposta de ajudar mais mulheres a entenderem o papel das cores como guia para multiplicarem possibilidades no vestir e como direcionamento para comprar menos e melhor; está escrevendo um livro pela Globo Livros.

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Video sobre meu trabalho na internet

Ano passado eu participei das gravações do programa Viralizando, na TV Brasil. Demorou alguns meses para ir ao ar – por isso ainda está como Hoje Vou Assim OFF –, e saiu na época das eleições, o que foi um período intenso, e eu esqueci de compartilhar aqui!

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Eu achei que ficou BEM interessante mesmo, modéstia à parte eu fiquei muito satisfeita com as minhas respostas. Bati um papo com Alan, o apresentador, sobre transição de carreira, como é minha política de trabalho com internet, como trabalhei a construção do meu nome do online para o offline (com meus cursos), enfim, tem techos muito legais!

Clica aqui embaixo para assistir, espero que gostem. 🙂

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Como eu tenho lavado minhas roupas

Não lembro se trouxe esse tema aqui pro blog, mas quero contar como tenho lavado minhas roupas. Mas antes preciso dizer que parei de lavar roupa com a frequência que eu fazia antes: primeiro, porque percebi que não havia necessidade mesmo, segundo, ao saber que lavar tanto assim estraga as fibras mais rapidamente.

Eu faço assim: se a roupa não estiver mesmo em um estado deplorável (manchada de suor, suja demais, nem com o odor muito forte), eu a deixo pendurada numa arara que tenho, pegando um arzinho, secando. Tem quem use sprays com álcool e amaciante, uma misturinha mesmo, para borrifar e prolongar o cheirinho na roupa, quase um shampoo a seco. Aí eu guardo de volta no armário ou deixo ali, para repeti-la ao longo da semana e, só assim, colocar pra lavar.

Lavar roupa a cada uso causa um desgaste por fricção no tecido, aumentando as bolhinhas (que são as fibras se rompendo por desgaste) e, pior, com o suo de produtos químicos fortes, desbota a cor, abre as fibras e as torna mais suscetíveis, esgarçando as peças e fragilizando a trama. Parei com sabão em pó e amaciante.

Há uns 2 anos eu parei de usar sabão em pó convencional e comecei a usar sabão biodegradável da Biowash, que tem também tira manchas biodegradável (o kit no site custa pouco menos de 50 reais). Não é publi, hahah, até porque é uma alternativa mais cara, mas a ideia de sustentabilidade começou a pegar mais forte aí também. Toda a química desses produtos vai pro ralo, poluindo mais ainda os rios.

Lavar a mão e usar vinagre

Tento usar o sabão de coco mais natural possível, sem tantos aditivos (uma leitora ficou de enviar o sabão artesanal que ela faz em casa, quando chegar eu aviso vocês!). Esse Só Sabão é da Amor Luso, eu comprei em Lisboa, que não usa aditivos químicos, é artesanal e tem processo de saponificação a frio, sem corantes. É um sabão específico pra lavar roupas a mão!

Gostei também do manifesto que veio nele, falando do ritmo de vida acelerado e o acesso facilitado aos bens de consumo que nos tornam reféns de de uma lógica industrial globalizada. De onde vocês acham que saiu esse conceito de roupa cheirosa, perfumada, macia? Tudo produto de uma indústria, que enfiou essa impecabilidade e excesso de limpeza na nossa cabeça pra comprarmos e usarmos esses produtos loucamente –  e dá-lhe alergia!

sabao-natural-roupas-ana-soares

Tenho lavado muitas peças à mão. Leio a etiqueta interna, observo as recomendações e muitas vezes prefiro lavar assim. Sei que parece discurso de quem tem tempo e privilégios, mas, acreditem, são apenas 5min de molho, enxagua e esfrego as partes mais sujinhas e pronto! Mudou minha relação com minhas roupas. Eu lavo as peças separadamente, só espremo mesmo, sem torcer, e estendo de uma forma que nem precisa passar depois: ou penduradas no cabide ou sacudo e deixo com o tantinho de água ainda, mais pesadinhas, para esticar o tecido.

Isso nos faz repensar também a quantidade de roupa que temos e da demanda delas por cuidados.

Também substituí o amaciante pelo vinagre branco (uso o de maçã orgânico), que deixa a roupa macia e nenhum cheiro de salada! Uso meio copo americano pra um tanque meio cheio da máquina de lavar. Ah, outro obs: não misturo materiais diferentes na máquina (tipo blusa delicada com calça jeans) e nem loto a máquina de roupa.

Depois começamos a fazer a receita de sabão líquido da Cristal Muniz (autora do livro Uma vida sem lixo) e foi MUITO maravilhoso fazer nosso próprio sabão! Parece que é chato e trabalhoso, mas estamos tão acostumados a perder tempo em shoppings e redes sociais que, na moral, compreender o processo de feitura dos produtos e entender seu papel na sociedade ao fazer essas escolhas é algo gratificante demais, é como se separássemos um tempo para cozinhar nossa comida, por exemplo. Sai muito mais barato, é acessível e biodegradável, sem cheiros fortes de perfume.

As fotos abaixo foram retiradas do site da Cristal Muniz, que fotografou o processo; separamos um momento do dia para isso e rende demais, além de ser multiuso: também usamos o mesmo sabão para lavar louça e lavar o banheiro. Aqui tem a receita completa e como fazer, além de outras dicas, como aromas e óleos essenciais. 

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