Viajando com mala de mão para Portugal – dicas parte 2

Ontem eu adiantei bem a minha mala para minhas mini férias para Portugal. Serão 10 dias entre Lisboa e Porto, com ida pra Porto de trem, e minha passagem não dá direito a despachar bagagem. Vou eu e Igor passear pelas tascas e docerias portuguesas.

As malas de bordo têm mais restrições, com dois volumes por pessoa, máximo de 10kg; líquidos não podem passar dos 100ml no frasco, o total permitido é de até 1L, em embalagem transparente, com medidas pré determinadas (tipo saquinho ziplock). Quantidades superiores devem ser despachadas.

Sabendo disso tudo, otimizei também as peças que vou levar, mesmo elas sendo mais volumosas, afinal casacos e tricôs, preferi não aderir a bolsas a vácuo, mais por não sentir necessidade mesmo, mas tem dica sobre isso lá no final desse post!

Ainda não sei se essa mala dará certo, por isso esse post terá parte 3, com os looks que montei lá e o saldo do que usei e do que senti falta ou se foi tudo certo!

mala-viagem-portugal-ana-soares-7

Checklist mala de mão, sem despachar bagagem:

– um casaco comprido grosso de lã cinza escuro

– duas blusas de lã quentes de manga comprida em tons de azul

– uma calça preta sequinha

– uma calça roxa de veludo cotelê mais soltinha

– duas camisetas para usar por baixo das blusas

– uma blusa mais ou menos quente de mangas compridas verde escura

– uma capa de chuva corta vento em estampa p&b

– uma echarpe estilo cobertor muito quentinha p&B

– uma gola de tricô azul

– um gorro roxo

– segunda pele térmica, blusa e calça

– um vestido estilo túnica, de lã, para usar com a seguda pele, preto

– uma blusa preta de gola rolê e cobertura das mangas até as mãos, preta

– 3 meias de lã e uma meia calça quente comprada em Praga, cinza

– calcinhas (não estou levando pijama)

– um par de luvas

– um tênis branco e uma bota leve preta linha confort (ou então uma que tenho tipo abotinado, de couro, grossa, ainda não sei)

– dois brincos pequenos/médios coloridos

As fotos da maioria das peças você vê aqui. Algumas eu não mostrei nesse post, porque substituí, mas vou guardar para a parte 3! Se vocês repararem, escolhi as cores frias como minha paleta de cores da mala: azuis, roxos e preto com detalhes brancos. Assim as peças ficam ainda mais coordenáveis entre si.

mala-viagem-portugal-ana-soares-8

A mala toda deu isso, mas esqueci de botar o tênis, então deve dar uns 5kg. Fora ela, levarei também uma mochila com todo meu material de cores, para meu workshop em Lisboa, e só.

Fiquei muito orgulhosa, porque espero trazer um galinho do tempo (hahaha amo), algum azulejo ou cerâmica. Sardinhas, azeite e vinho, infelizmente, só no freeshop, mas é melhor que nada.

Comprei uma capa de chuva de segunda mão bem baratinha (marca Spoom), para os dias de chuva, pois parece ser comum essa época do ano por lá. Por baixo dela vou colocar blusa térmica e de lã. A Rafa Duarte, organizadora profissional, me ajudou na dobra da mala, a mala mais fácil da vida dela, hahaha!

Ela colocou a capa, que é mais volumosa, por baixo de tudo, e dobrou dessa forma, na sequência, pra ela ficar tipo um forro e receber as outras peças. Poderiam estar em rolinho? Sim, claro. Quem sabe elas não voltam dessa maneira? No geral, achei de boa a dobra proposta pra mala.

mala-viagem-portugal-ana-soares5

mala-viagem-portugal-ana-soares-3

Mangas pra dentro, depois só pegar a parte de cima e virar pra dentro o capuz. Pronto!

mala-viagem-portugal-ana-soares-9

mala-viagem-portugal-ana-soares-2

mala-viagem-portugal-ana-soares-6

Dobramos as peças normalmente e encaixamos todas ali. Deu tudo com tranquilidade.

mala-viagem-portugal-ana-soares

Cremes e maquiagem

Maquiagem eu vou levar apenas o básico, que dá pra esfumar e etc: máscara, pó facial, blush, dois batons coloridos fortes, lápis azul, lápis marrom e dois pinceis, além de água micelar versão travel size e uma toalha pequena. Estou levando cores de batom que possam ser um ponto colorido e luminoso nos looks sóbrios de frio, hehe.

Cremes só dois, um pro rosto e outro por corpo, em potes compactos de até 50ml cada e um óleo pro rosto, Mineral 89, da Vichy, embalagem menor. Protetor solar a mesma coisa, shampo e condicionador, idem – depois lembraram da opção de cosméticos e shamppos em barra, mas só aconselho se você já usar há algum tempo, para o cabelo estar acostumado.

Se você tem amostra de produtinhos, a hora é essa!

mala-viagem-portugal-ana-soares-10

Uma forma de guardar meias/lingerie, etc, é colocá-las nesses saquinhos de tecido, que às vezes vem acompanhando nossas roupas ou sapatos. Também tem a opção de separar os looks que você usará por dia nesses saquinhos ou reaproveitando os de plástico que vem com as roupas de cama.

mala-viagem-portugal-ana-soares-11

Esses packs de tela foram sugestão de uma leitora, que até simulou o volume que levarei e como ele ficou compacto nesse pack! 😮 Ela mandou essas fotos e comentou que dá pra comprar na Daiso, em SP, e no Mercado Livre.

pack-mala-viagem-ana-soares-2 pack-mala-viagem-ana-soares-3 pack-mala-viagem-ana-soares

Viajo nessa quinta-feira e só estou apreensiva com o frio. De resto, bem feliz de também montar um roteiro bom de comidas e bebidas boas e aproveitar bem o tempo para passear e descansar a mente!

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus:

A organização da minha sapateira!

Vocês acompanharam nesse post em dezembro o caos que estava a minha sapateira e até rendeu um post sobre vida útil e descarte dos sapatos. Eu confesso que estava desanimada, porque comecei o ano assoberbada de trabalho, mas também irritada com os pequenos caos cotidianos. Além de mim, tenho meus assistentes também manuseando esse espaço para as produções dos posts e looks, então organizá-la era caso de urgência.

Fiz minha parte tirando muito sapato para doação entre caridade e minha prima, mas resolvi não bancar a super mulher para fazer tudo sozinha e pedi ajuda. A Rafa Duarte, organizadora profissional que salva minha vida desde 2016 e organizou meu armário e cômodamais uma vez veio, e aí vamos falar sobre a valorização dessas profissionais maravilhosas que têm toda a experiência e ideias para solucionar problemas organizacionais.

Então este post não é sobre o tanto de sapato que se tem e como é feio você ter comprado tanto, nem tem a intenção de também apontar e dizer que as pessoas não dão conta de organizar suas coisas. Vamos considerar a dinâmicas dos lares, de como esse processo contribui para entendermos que ninguém organiza tralha (por isso é essencial desapegar!), que trazer uma profissional para sua casa mostra como podemos cuidar melhor das nossas coisas, aprender sobre cuidados e manutenção do que temos para que durem mais tempo conosco, e como facilita para que visualizemos melhor o que possuímos e possamos, assim, usar mais ao invés de comprar mais. <3

sapateira-organizacao-ana-soares

Inciando a organização

Rafa tirou todos os sapatos do móvel e pediu que eu separasse os que eu usava mais, meus curingas. Como minha sapateira é vertical, ela viu comigo a altura em que esses pares ficariam, para facilitar minha busca por eles. Nada de muito láááá em cima, nem láááá embaixo.

Eu tenho muito sapato de produção, para as fotos de looks, tipo alguns de saltos muito altos ou bem plataformas, ou aqueles que uso mais em cursos. Também tenho rasteiras que uso menos que outras, porque não são muito confortáveis.

Nesse processo, tirei mais sapato ainda para doação/venda. Outros, mesmo em estado mais ou menos, como esse oxford prata, mantive, porque eu gosto dele quando viajo. Esses dois tênis foram aquelas compras que eu fazia antigamente “Olha, um achado, baratos demais, uhuu, vou comprar” e, adivinhem? Nunca usei direito. Decidi mantê-los para ver se uso mesmo após a organização, senão, vão embora.

Colocar todos no chão foi bom pra ter esse panorama.

sapateira-organizacao-ana-soares-2

A organização

Rafa trouxe esses organizadores que servem para roupas e adaptou eles para deixarmos mais enxuto o espaço das rasteirinhas. Antes elas ficavam amontoadas e jogadas, até, achei prático para eu guardar de volta no móvel.

sapateira-organizacao-ana-soares-3 sapateira-organizacao-ana-soares-9

Ela também trouxe esses suportes que funcionam como uma prateleira improvisada, um degrau acima, haha, para ganhar na altura a otimização dos pares. Também é bom para evitar o contato das solas. Mas eu não quis lotar o armário desse produto mais pra não comprar e gerar demanda de mais coisa para amenizar a quantidade que tenho. Gostei da solução de trazermos alguns e podem ser bem funcionais para quem tem poucos pares.

sapateira-organizacao-ana-soares-4

Como ficou

Com vocês então, o antes. Caos, horror, bagunça, sujeira, desordem, tristeza.

sapateira-ana-soares

E agora, o depois! Tcharammmmmmmmmmm! Só amor e paz nesse coraçãoooooo, hahahaha!

sapateira-organizacao-ana-soare-3

Update: gente que está comentando que não achou bonito, eu reiterei que a estética não faz diferença pra um móvel que fica fechado. Sobre não estar organizado: sério, gente? Então to lascada mesmo, hahahaha

Antes, com eles amontoados, vários estavam sujando na sapateira mesmo, em contato com a sola. Assim fica mais fácil cuidar melhor deles.

Ao invés de categorizar por tipo de sapato, ela separou por uso, o que achei MUITO mais funcional. Os que eu uso menos ou em determinadas épocas do ano (como os sapatos fechados de inverno/chuva), ficaram mais na parte de baixo. Os que eu uso mais, na minha altura.

Ela organizou as sapatilhas e similares com as solas viradas entre si, e ganhamos muito espaço assim. As colméias organizadoras ajudaram demais também.

sapateira-organizacao-ana-soares-8

Também alternou alguns pares com o salto pra frente para que caibam melhor nas prateleiras, que não são profundas. Tem quem deixe só um pé do par à frente e o outro atrás, para visualizar o sapato melhor e ganhar mais espaço também, mas nesse caso não deu.

Minhas botas eu não mostrei, mas só tenho duas: uma de cano curto e uma de cano longo, que guardo com cones mais rígidos de papelão dentro pra não amassar, dentro de um armário que fica no outro quarto.

sapateira-organizacao-ana-soares-5

Eu estou muito muito feliz, aliviada, em paz. Agora vai ser mais fácil, inclusive de usar mais o que tenho e de compreender o potencial da minha sapateira.

Cada pessoa tem a SUA necessidade, pode-se adaptar produtos, ideias, pensar em prateleiras, em caixas, o que for melhor para seu estilo de vida. Por aqui, desse jeito, está funcionando e estou testando até para dar retorno pra Rafa.

DICAS EXTRAS

– Quando usar o sapato, deixe ele arejando ao ar livre, na janela ou área, longe do sol direto e só então guardar.

– Se algum pegar chuva, coloque um jornal dentro pra absorver o máximo de umidade.

– Quando for guardar, passe uma escova neles ou um pano úmido para tirar o máximo de sujeira.

– Eu gosto de usar às vezes dentro de sapatos fechados que uso muito um produto que é um spray pra mau cheiro/chulé.

– Também vale pensar num sachê natural para perfumar o móvel.

– Saquinhos de sapato só os de TNT, que permite que a peça ventile, e, de preferência, com visor, para você visualizar o que está dentro.

– Use seus sapatos. Guardá-los sem uso faz com que estraguem mais rápido.

Contatos da Rafa Duarte:

Facebook | Instagram

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus:

Novas cidades Workshop: Salvador e Belém!

Post rapidinho só para atualizar a agenda do Workshop Conheça suas Cores: temos datas para Salvador e Belém! Estou especialmente feliz de conseguir chegar na região Norte do país, porque, como sempre abro aqui pra vocês, este é um projeto que depende da sua demanda para acontecer, e isso inclui também os preços das passagens aéreas para ele ser viável num determinado lugar!

Salvador, estarei de volta com duas turmas no dia 08/06

e Belém, uma alegria enorme de saber que estarei aí dia 17/08!

Só clicar ou botar o dedo aí em cima nos links para ter mais informações e se inscrever!

mpnc-banner-cursos

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus:

Vamos conversar sobre acesso e privilégio?

“Você só indica roupa de loja cara e isso mostra que muitas não terão acesso a peças de qualidade”.

Li isso em um comentário e fiquei refletindo sobre o real papel do meu trabalho, se ele dialoga mesmo todo mundo ou é apenas mais um conteúdo online que reproduz o que um grupo quer consumir.

Não tem como eu ignorar que, de alguma maneira, eu tenho privilégios: visto 38, sou mulher branca, consigo viver do meu trabalho e pude ter uma projeção de vida melhor graças a ele. Isso quer dizer que, na época que eu escrevi esse post para não termos medo de entrar em lojas, eu não sabia, na minha vivência limitada, que mulheres negras têm medo, sim. Várias me relataram que já foram observadas pelos seguranças na entrada de lojas ou simplesmente não foram atendidas. As mulheres gordas têm medo também, muito pela humilhação que algumas passam ao serem alertadas, logo na entrada, que não existe ali numeração para elas. Ou para a cadeirante, que precisa escolher peças que não sejam difíceis de vestir para manter sua autonomia. Ou para a trans, que recebe olhares julgadores ao entrar nos provadores ~femininos~.

Na época eu li os comentários mas não entendi naquele momento que eu estava arrotando meu privilégio de não ter que sofrer qualquer tipo de discriminação, porque minha aparência é a que mais se aproxima de um padrão aceitável socialmente. Demorou mais um pouco para a minha ficha cair e eu amadurecer o discurso.

Assim foi também quando gravei uma série de stories no instagram falando sobre a impecabilidade, do quanto me sinto cobradas às vezes em estar com as unhas em dia, roupa nova, cabelo com os fios brancos devidamente cobertos, depilação imaculada. Eu nunca senti essa necessidade de estar montada o tempo todo, e que muitas vezes eu prefiro ficar na camiseta, chinelo e sem maquiagem sem me sentir culpada por isso, e tudo bem, que isso não me classificaria como uma mulher desleixada, que esse tipo de cobrança é mais forte conosco. Em seguida, trocando ideia no privado, uma leitora maravilhosa me atentou a esse fato do seu universo, muito comum por conta da sociedade racista estrutural que vivemos:

ana-soares-privilegio

Comecei esse blog muito porque meu histórico de vida tinha me mostrado o quanto cada roupa adquirida, cada look montado na inventividade, cada peça que era herdada da avó, da mãe ou da tia, diziam muito pra mim, que não tive a oportunidade de escolher looks quando nova. Isso não desmerece minha trajetória e nem é essa a intenção. O mais rico de toda essa estrada foi aprender algo que nenhum livro de moda nem editorial de revistam ensinaram: a ter empatia. A ouvir outra pessoa sem ter a necessidade de colocar a minha opinião, porque pouco importa perto do que ela está relatando. Compreender a sua vivência e acolhê-la.

Aqui ainda tem roupa baratex, tem roupa que já está no meu armário há 20 anos, tem roupa que troquei com a amiga, tem roupa de brechó e de bazar, tem roupa de fast fashion que está durando mais que muita roupa de marca “com qualidade”, tem roupa cara, tem roupa que comprei só pela grife, tem roupa que comprei porque estava triste, tem roupa que comprei porque estava feliz, tem as que eu comprei sabe-se lá por que, tem roupa que estou pagando até hoje, tem roupa que eu amo e custou 10 reais.

Tem de tudo, mesmo. Hoje eu consigo compreender que não preciso ter tanto, nem acompanhar todas as novidades, assim como eu sei que não é porque é de “marca” e custou caro, que significa que a roupa tem qualidade ou que a marca não esteja ligada a exploração de mão de obra, nem preciso passar a mão na cabeça quando tem algo errado só porque a marca se declara slow fashion. Aprendi que é necessário cada vez mais ter uma análise crítica das coisas que chegam até nós, que temos nossa parcela de responsabilidade em questionarmos mais tudo o que aparece na nossa frente. Que se vestir bem não tem a ver com comprar peças de seda. Tem marca usando o consumo consciente como puro marketing, assim como tem a marca da moça da feira que faz seu trabalho no suor e na raça, e cabe a nós compreendermos também que está todo mundo no mesmo barco, suscetíveis a um sistema que nos impulsiona para o comprar, comprar, comprar.

Moda, pra muita, mas MUITA gente mesmo, é intangível. Não posso nunca esquecer que, dentro dessa minha bolha, muitas mulheres não compreendem essa de “fazer boas escolhas” porque isso não é de acesso fácil. Que, por mais que eu declare que algodão orgânico é mais sustentável, teríamos algodão orgânico para todos, em escala mundial (ainda vou conversar só sobre isso, aguardem)? Que é fácil eu instituir um guarda roupa minimalista quando posso fazer escolhas. Assim como tem também o conhecimento e o desejo do pertencimento, e o parcelamento está aí para que todas possam também ter acesso.

Então, gente, é difícil mesmo representar todas as mulheres que eu gostaria. Mas posso garantir que faz parte do meu desenvolvimento e aprendizado tentar ao máximo ter empatia e observar as muitas variáveis enquanto eu estou ali, escolhendo roupa, escrevendo um tema ou debatendo ideias proibitivas que só contribuem em nos deixarmos mais paranóicas. Nada mais aqui é colocado como “viu, vista o que eu visto e você terá estilo” nem “roupa de qualidade tem que ser cara” muito menos “se eu consigo, você consegue”. Porque a roupa pode ser de marca inacessível, ter custado 30 reais no mercado livre (sim, eu tenho blusas com essa história) mas nem sempre esse esquema vai funcionar para todos.

Estamos tentando fazer nossa parte para que outras mulheres ampliem essas discussões, fomentem mudanças em seus modelos de negócio, que transformem seus pensamentos, que se percebam de um jeito menos inquisitório. A moda é só um gancho e o pano de fundo para tudo isso e eu acho bonito demais ter a oportunidade de tentar diariamente ressignificar o seu papel no mundo. Essa é a minha missão e eu tenho muito orgulho de fazer a minha parte.

Compartilhe nas redes sociais
pinterest: pinterest
tumblr:
google plus: