Eu estou devendo há dias esse post do nosso encontrinho, me perdoem a demora – ainda mais quem foi e ficou na ansiedade de ver o post aqui! – mas pintaram alguns trabalhos e eu tive que priorizá-los. Aliás, uma lição que esse ano tem me dado é que preciso aprender a pedir mais ajuda e a não ser tão afobada achando que sou mulher maravilha.
Depois do meu desabafo por conta de todo o estresse de fazer tudo ao mesmo tempo e de me frustrar por não dar conta, recebi tanto carinho que percebi que era isso que estava faltando: um contato mais direto com quem me acompanha aqui, quem manda mensagens fofas, me para na rua e dá um abraço. Eu fico do lado de cá sozinha com a tela e o teclado e perco a noção desse alcance, mesmo tendo acesso aos dados do Analytics. Sou só eu e o botão “publicar”. E isso não é justo!
Para que me blindar de tantas manifestações de carinho, isolada atrás de uma tela, apenas lendo mensagens? Não, não. Acredito muito no contato, na conversa, na troca e eu não poderia mais inventar desculpas para isso. E foi assim que fiz, depois de anos do primeiro (acho que o primeiro encontrinho foi em 2010!), a volta dos encontrinhos do blog!
(Desculpa pra quem chegou depois e eu esqueci de tirar foto, mas isso significa que nosso papo estava animado, hehe! Por isso me mandem as nossas selfies pra eu inclui-las aqui!)
Sem muito alarde, sem brindes a serem distribuídos, nada disso: apenas um informalíssimo “vamos se ver? vamos nos abraçar?” que deixou muita gente ressabiada ou com timidez. Eu imagino que seja mesmo um momento cercado de expectativas, ir de encontro a uma pessoa que só acompanhamos no virtual, mas que sabemos quase tudo da vida dela, dos gostos e das preferências por cores e coxinha. E se ela não for quem eu imagino que ela seja ao vivo? Como superar a vergonha de chegar num lugar e encontrar um monte de mulher que eu nunca vi na vida? Como começar um diálogo sem saber quem estará sentada ao meu lado?
Eu entendo isso tudo. Eu sei desses receios. Eu já me decepcionei em encontros assim. Mas também já me surpreendi positivamente.
Quando eu cheguei já encontrei várias mulheres falantes, trocando mil conversas. Abracei uma a uma, assim como abracei afetuosamente quem chegava logo depois. Mesmo quem eu percebia mais envergonhada em 5 minutos eu olhava novamente e todas já tinham virado amigas de infância.
Foi um astral tão maravilhoso, uma turma tão especial, que eu me emocionei muitas vezes. Aquelas mulheres estavam ali para me ver! Se isso não é sinônimo de ser bem sucedida, eu juro pra vocês que desconheço outro que se encaixe com tamanha perfeição.
Esquecemos todas dos nossos problemas e por alguns minutos ou horas o nosso papo foi divertido, as declarações foram especiais. Vi amigas de infância se formarem ali, na minha frente, combinarem idas para analisarem as coleções da C&A (hahahaha), grupinhos do whatsapp se formarem, novos encontros serem combinados – e eu não esqueci a promessa de ir comer o joelho de porco do Enchendo Linguiça numa terça-feira! E pra quem estava com receio de chegar tarde, informo que fomos embora só meia-noite, hehehe!
Eu li algumas mensagens de quem queria ter ido mas estava se achando desarrumada demais pro encontro. Isso mexeu muito comigo. Entendo que exista a expectativa, mas jamais pensem nessa cobrança da perfeição, de estarem maquiadas, com unha feita, penteadas ou o que quer que seja para nos vermos. Mais importante que imagem, mas beeem mais importante, são os nossos sentimentos. A vontade de estarmos juntos, diariamente nesse espaço, nos fortalecendo. E esses encontros são para celebrarmos quem nós somos. Nos darmos as mãos e deixarmos por um momento toda essa cobrança desmedida da sociedade de lado. Ninguém vai deixar de ser mais bonita pelo que é só porque não passou o batom. Por favor, na próxima venham apenas com o coração cheio e isso basta <3
Obrigada ao Bar do Adão e sua sagacidade de ter lido o post e ter oferecido a boa estrutura para o encontro! Em breve teremos mais! 😀
E a quem foi ou desejou estar lá: meu muito obrigada. Minha noite foi das mais especiais <3




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