Podcast Moda Pé no Chão: a mala de viagem minimalista!

E é claaaaaarrrrroooo que a minha experiência com a mala de viagem minimalista não poderia ficar só no texto: saiu mais o ep 17 do podcast Moda pé no chão em que eu compartilho com vocês como foi esse processo, tim tim por tim tim!

Eu era dessas que jogava o armário todo na mala quando ia viajar. Tinha medo de chegar no destino e não gostar dos looks, de passar frio porque tinha esquecido o casaco, não sabia o que combinar, aí só levava roupa preta…depois de anos carregando peso e me frustrando, fui entendendo que podemos ter looks incríveis e confortáveis com poucas peças!

Nesse ep eu conto como foi a experiência de viajar para Portugal no inverno com uma mala de mão minimalista, sem despachar nada! Passei 10 dias com 13 peças de roupa e dividi algumas dicas de como se livrar do peso extra nas viagens: planejamento, paleta de cores, estampas e acessórios, coordenação de looks, repetição e muito mais. Não tem fórmula mágica, nem dicas infalíveis, mas certamente algumas lições sobre desapegar e ser feliz. 🙂

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Podcasts são conteúdos em áudio, transmitidos pela internet através de apps. Aqui no Brasil ainda estamos nos iniciando nessa forma de comunicar conteúdo, que têm várias categorias, de humor a notícias. O meu é um dos poucos sobre moda, já que é uma mídia mais difícil de passar um tipo de informação que se apoia muito em imagens.

Dá pra ouvir na academia, enquanto amamenta, lava a louça, a caminho do trabalho, durante uma viagem. Pausar, ouvir mais tarde, re-ouvir algum trecho. 🙂

Moda pé no chão traz periodicamente temas práticos para quem quer ser feliz com o que tem sem gastar muito, com convidados para discutirmos assuntos pertinentes sobre consumo consciente para todos os tamanhos, bolsos e idades. Para quem quer vestir-se de si mesma sem complicação, com ideias simples, dicas certeiras, críticas e opiniões sempre muito sinceras.

O episódio já está disponível nos aplicativos de podcast pra IOS e Android, como Spotify, Soundcloud, Apple Itunes, Castbox, Overcast, We Cast e muito mais.

Aqui já tem o link direto para ouvir todos os episódios e baixar!

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Enquanto me arrumo, ele sai de chinelo.

O cara tá lá esculhambado e a mulher linda, toda arrumada. Ele de camisa de time e chinelo, enquanto ela está com vestido de seda e maquiada. Tsc.

Reclamações creditadas às mulheres, seguidas de estereótipos que reforçam o quanto nos é cobrado cuidarmos da aparência dos parceiros. Eu já fui dessas, que não me conformava e ia passar correndo a camisa amarrotada do marido (sob protestos dele) ou pedindo para, ao menos, botar uma calça no lugar da bermuda. “O que custa andar arrumado ao meu lado, poxa. A camisa dele está amassada, o que vão pensar? Que eu não me importo?” Machismo latente.

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Fotos: Renata Junot

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Quando eu conheci Igor, eu escrevi: “não meço a régua dos outros pela minha; você é um indivíduo, né?”. Não é o tipo de resposta que se espera de alguém de moda, confesso, e ele sentiu alívio. E foi assim que eu me libertei: eu sou eu, ele é ele. Parece besta isso, mas o que eu quero dizer é que ele não é um acessório do meu look. Ele se arruma mais quando quer e eu tenho meus momentos relax, em que saio de short e camiseta.

Entendo a frustração de acharmos que eles não estão nem aí para nossos “esforços”, mas repara que isso é se vestir pro outro, para aplacar expectativas alheias, se importar com opiniões que nem sempre são verdadeiras, entrar num modelo de sociedade que vende o casal como um ser único e NÃO, estamos juntos mas ele quem sabe da vida dele e eu sei da minha e respeitamos as nossas individualidades. Apenas compartilhamos nossas vidas e nos apoiamos.

Eu não tenho que me vestir pra ele ou exigir dele porque estou arrumada; se eu me vesti mais elaborada foi porque EU quis e isso não diz respeito a ele. Ele não está desdenhando de mim se preferir vestir uma camiseta e tudo pode ser conversado. Respeito, carinho e afeto não são mais latentes em looks perfeitos. Eu prefiro muito mais ver as pessoas felizes, como elas querem ser, genuinamente – salvo as devidas proporções de ocasiões, claro e tudo pode e deve ser conversado, se te chateia pra valer.

(E uma observação necessária sobre esse tópico: quando falamos de homens brancos, em relação a pessoas negras, é notório perceber que é um privilégio sair mais desarrumado sem ter a preocupação de sofrer preconceito e violência por conta do racismo estrutural da nossa sociedade. E esse assunto também rende para casais homoafetivos)

Eu sei que é polêmico o assunto, que cada um sabe de si, mas não vou adicionar à conta feminina mais essa. Projetar no outro minhas expectativas não contribui no amadurecimento mútuo e nem me exime de mais uma carga mental. E eu prefiro leveza mil vezes mais do que alguém impecável.

texto originalmente publicado no meu instagram – quem quiser clica pra acompanhar a repercussão que rendeu por lá!

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Desafio: looks com roupas afetivas

As peças com memória afetiva, essas sempre nos pegam pelo braço. Eu estava arrumando minhas coisas quando avistei essa blusa vermelha de micro bolinhas brancas, que eu tenho desde os 16 anos e está intacta!!

Ela não tem nada demais, mas não sei porque não me desfaço – fora que tem uns bons 10 anos, no mínimo, que não a uso. Não sou de guardar roupa sem uso, mas ela me faz lembrar da época da faculdade, hahaha! Lembro exatamente de alguns looks que montei com ela, inclusive um com jardineira jeans e mochila verde de plástico, eu me sentia a mais descolada da faculdade de design com esse visual.

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De qualquer maneira, decidi me desafiar a usá-la (como é de elastano ainda serve, mas fica bem mais justa, hahaha) e montar uns looks para ver se fico e uso ou desapego logo. Incrível pensar que sempre foi uma cor que gostei demais e bem ou mal ser uma peça que desafia os anos e se prova atemporal e confortável. Acho desperdício que fique parada, mesmo sabendo que hoje ela está bem mais justinha e eu prefiro blusas mais soltinhas.

Vou montar alguns looks com ela para postar aqui e pensei nos seguintes temas:

  1. Look com outras peças antigas (esse será mesmo um desafio, porque engordei e nem tudo está servindo)
  2. Look monocromático (tenho uma saia vinho e uma calça vermelha!)
  3. Look de trabalho (pensei num blazer ou jaqueta e calça alfaiataria)
  4. Look para passear (maior desafio, pasmem! Mas acho que vou de pantalona jeans e tênis)

Quem tem umas peças vintage aí e topa ir nesse desafio também? Vai ser divertido! Alguém quer sugerir alguns looks com ela?

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Homens que acompanham as mulheres em lojas: medo ou apoio?

Mulheres que se sentem intimidadas/constrangidas ao levarem seus maridos/noivos/namorados nas lojas: venham aqui, vamos bater um papo.

Estava eu certa vez no aeroporto, fazendo hora numa loja de maquiagem, quando uma moça me reconheceu e veio falar comigo, toda feliz. Ela vira pro companheiro e pede permissão “Olha, eu amo o trabalho dessa blogueira, vou falar rapidinho, tá, é que ela é diferente, ela não é fútil”. Fiz questão de avançar e cumprimentar o moço “Certeza que ela pode falar com quem quiser, né? Até porque, não é você quem determina o que é fútil ou não”. O cara ficou pálido com minha fala hahahah, mas infelizmente senti o olhar tenso dela pra não contrariar ele. Num canto, confidenciou pra mim “Ele acha que todas as mulheres que sigo são fúteis. Quando está comigo, não consigo parar um minuto sequer pra entrar e ver uma loja”.

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Aval de homem pra entrar na loja que você quer, pra comprar a roupa que você deseja, pra experimentar a loja inteira porque você gosta desse processo – você não precisa disso. Ouvir piadinha idiota sobre sua aparência vestindo algo no provador, ver cara emburrada porque “você está demorando muito, mulher é fogo”, ficar com medo de aborrecer o cara – você não tem que passar por isso. É abusivo.

Sei que tem buraco mais fundo aí pra muita mulher por uma série de questões que bravamente estamos tentando mudar, como, por ex, muitas mulheres ainda serem dependentes financeiramente de seus companheiros e eles usarem isso de alguma maneira como forma de controle. Sim, eu sei que não é simples. Mas eu preciso alertar que não é normal agirem assim conosco. Não devemos naturalizar a forma como somos tratadas num momento em que enfrentamos nossos fantasmas para a autoaceitação, que podemos nos sentir lindas, de compreendermos mais nosso estilo e ideias, de buscarmos algo pra gente, porque simplesmente temos esse direito. Não é fútil e não é coisa de mulherzinha. Ele não tem que controlar seus impulsos, mas conversar e ajudar. Você não tem que ter medo de mostrar suas compras pro seu companheiro e, se for o caso, conversar e pedir ajuda a ele sobre o que está te levando a consumir demais.

O cara tem que falar que você tá uma deusa naquela roupa e nada menos do que isso; tem que te apoiar se você se sentir frustrada ao sair da loja; tem que ser companheiro ao observar seus looks e ajudar, porque roupa não é coisa de mulher. Sorrir e te esperar com todo carinho do mundo, ou então compreender que é um momento SEU, te deixar tranquila com isso e dar um rolé por aí se ele não estiver afim – e tudo bem quanto a isso, ele realmente não precisa gostar de toda a sua programação. Seria muito bom também ver mais mulheres seguras em irem sozinhas às lojas.

Não é sobre obrigar ninguém a fazer algo que não queira, nem achar que os caras tem que elogiar e tem que aceitar fazer algo contrariados. Mas estamos falando de companheirismo e de como a sociedade ainda coloca como se homens fossem mais práticos que mulheres, por isso a impaciência. Não, isso não tem relação, não é algo nosso só porque somos mulheres.

Vamos rever isso. Vamos lá. 🙌🏻

 

(texto originalmente postado no meu instagram e que repercutiu muito, com alguns acréscimos em cima das conversas)

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