Desafio: looks com roupas afetivas

As peças com memória afetiva, essas sempre nos pegam pelo braço. Eu estava arrumando minhas coisas quando avistei essa blusa vermelha de micro bolinhas brancas, que eu tenho desde os 16 anos e está intacta!!

Ela não tem nada demais, mas não sei porque não me desfaço – fora que tem uns bons 10 anos, no mínimo, que não a uso. Não sou de guardar roupa sem uso, mas ela me faz lembrar da época da faculdade, hahaha! Lembro exatamente de alguns looks que montei com ela, inclusive um com jardineira jeans e mochila verde de plástico, eu me sentia a mais descolada da faculdade de design com esse visual.

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De qualquer maneira, decidi me desafiar a usá-la (como é de elastano ainda serve, mas fica bem mais justa, hahaha) e montar uns looks para ver se fico e uso ou desapego logo. Incrível pensar que sempre foi uma cor que gostei demais e bem ou mal ser uma peça que desafia os anos e se prova atemporal e confortável. Acho desperdício que fique parada, mesmo sabendo que hoje ela está bem mais justinha e eu prefiro blusas mais soltinhas.

Vou montar alguns looks com ela para postar aqui e pensei nos seguintes temas:

  1. Look com outras peças antigas (esse será mesmo um desafio, porque engordei e nem tudo está servindo)
  2. Look monocromático (tenho uma saia vinho e uma calça vermelha!)
  3. Look de trabalho (pensei num blazer ou jaqueta e calça alfaiataria)
  4. Look para passear (maior desafio, pasmem! Mas acho que vou de pantalona jeans e tênis)

Quem tem umas peças vintage aí e topa ir nesse desafio também? Vai ser divertido! Alguém quer sugerir alguns looks com ela?

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Homens que acompanham as mulheres em lojas: medo ou apoio?

Mulheres que se sentem intimidadas/constrangidas ao levarem seus maridos/noivos/namorados nas lojas: venham aqui, vamos bater um papo.

Estava eu certa vez no aeroporto, fazendo hora numa loja de maquiagem, quando uma moça me reconheceu e veio falar comigo, toda feliz. Ela vira pro companheiro e pede permissão “Olha, eu amo o trabalho dessa blogueira, vou falar rapidinho, tá, é que ela é diferente, ela não é fútil”. Fiz questão de avançar e cumprimentar o moço “Certeza que ela pode falar com quem quiser, né? Até porque, não é você quem determina o que é fútil ou não”. O cara ficou pálido com minha fala hahahah, mas infelizmente senti o olhar tenso dela pra não contrariar ele. Num canto, confidenciou pra mim “Ele acha que todas as mulheres que sigo são fúteis. Quando está comigo, não consigo parar um minuto sequer pra entrar e ver uma loja”.

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Aval de homem pra entrar na loja que você quer, pra comprar a roupa que você deseja, pra experimentar a loja inteira porque você gosta desse processo – você não precisa disso. Ouvir piadinha idiota sobre sua aparência vestindo algo no provador, ver cara emburrada porque “você está demorando muito, mulher é fogo”, ficar com medo de aborrecer o cara – você não tem que passar por isso. É abusivo.

Sei que tem buraco mais fundo aí pra muita mulher por uma série de questões que bravamente estamos tentando mudar, como, por ex, muitas mulheres ainda serem dependentes financeiramente de seus companheiros e eles usarem isso de alguma maneira como forma de controle. Sim, eu sei que não é simples. Mas eu preciso alertar que não é normal agirem assim conosco. Não devemos naturalizar a forma como somos tratadas num momento em que enfrentamos nossos fantasmas para a autoaceitação, que podemos nos sentir lindas, de compreendermos mais nosso estilo e ideias, de buscarmos algo pra gente, porque simplesmente temos esse direito. Não é fútil e não é coisa de mulherzinha. Ele não tem que controlar seus impulsos, mas conversar e ajudar. Você não tem que ter medo de mostrar suas compras pro seu companheiro e, se for o caso, conversar e pedir ajuda a ele sobre o que está te levando a consumir demais.

O cara tem que falar que você tá uma deusa naquela roupa e nada menos do que isso; tem que te apoiar se você se sentir frustrada ao sair da loja; tem que ser companheiro ao observar seus looks e ajudar, porque roupa não é coisa de mulher. Sorrir e te esperar com todo carinho do mundo, ou então compreender que é um momento SEU, te deixar tranquila com isso e dar um rolé por aí se ele não estiver afim – e tudo bem quanto a isso, ele realmente não precisa gostar de toda a sua programação. Seria muito bom também ver mais mulheres seguras em irem sozinhas às lojas.

Não é sobre obrigar ninguém a fazer algo que não queira, nem achar que os caras tem que elogiar e tem que aceitar fazer algo contrariados. Mas estamos falando de companheirismo e de como a sociedade ainda coloca como se homens fossem mais práticos que mulheres, por isso a impaciência. Não, isso não tem relação, não é algo nosso só porque somos mulheres.

Vamos rever isso. Vamos lá. 🙌🏻

 

(texto originalmente postado no meu instagram e que repercutiu muito, com alguns acréscimos em cima das conversas)

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Guia de brechós em Portugal

Como prometi, listei alguns dos brechós/vintage que visitei em Portugal. Eu só tinha um no roteiro e alguns no Porto, mas andando pelas ruas você esbarra por vários nos trajetos, é impressionante como se encontra muitas lojas vintage em Lisboa e Porto.

Mas nem tudo são flores: não são exatamente baratinhos. Os preços regulam na faixa dos 30, 40 euros, algumas peças de seda tipo quimonos custavam 90 euros. Caro, porque não conseguia olhar sem converter, hahaha! Por conta da mala de mão e desse fator, eu trouxe uma parka de seda e um vestido de tricô, que dei sorte de encontrar num vintage que estava na onda dos saldos e liquidando várias peças pela metade do preço: ele saiu a 11 euros e eu usei ambos durante a viagem mesmo!

Mas vale muito garimpar, a variedade e curadoria é muito boa, dificilmente vi peças muito avariadas expostas. Muitos, mas muitos casacos, jaquetas grandonas esportivas (que parece que estão na moda), roupas em seda e cashemere, muita jaqueta de couro. Eu trouxe também o óculos espelhado que usei nos looks (10 euros) e uma touca de tricô azul!

Garimpando, dá pra encontrar muita peça de grife e também algumas belezuras antiguinhas em bom estado. Igor deu mais sorte do que eu e conseguiu descolar muita coisa boa e barata, a 4 euros! Aí embaixo tem a dica também e é um projeto social incrível do país. Aliás, praticamente todos os que fomos tinham um vasto acervo para roupas de ambos os gêneros. E, vão por mim: separem um tempinho para eles.

Ah, e todas abrem também aos sábados até à noite!

LISBOA

Estes são os que visitei na capital lusitana. Eu fui em mais alguns, mas confesso que alguns poucos eu esqueci de anotar o endereço, bem naquela de turistando, entrar e sair para correr pra outro ponto turístico…dei mole. 🙁 De qualquer maneira, tem este link do Google com mais uma lista para quem quiser saber mais e desbravar outros espaços!

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A outra face da lua, em Lisboa
A Outra Face da Lua

 R. Assunção 22, 1100-044 Lisboa, Portugal

O mais famoso, com um dos maiores acervos e o mais descolado também de Lisboa! A decoração é incrível, a trilha sonora, maravilhosa (aliás, justiça seja feita: em todos a playlist era incrível!), com muitas peças vintage, kimonos de seda, casacos, paetês bordados, camisas esportivas, uma variedade infinita de itens. O atendimento foi muito bom, com vendedoras atenciosas e simpáticas, depois até batemos um papo com os donos. Nesse que comprei a parka de seda, paguei 40 euros.

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Ás de Espadas

Calçada do Carmo 42, 1200-091 Lisboa, Portugal

Foi nesse que eu comprei o vestido de tricô verde! Com uma pegada mais vintage, estava todo em saldos quando fomos. É bem mais vintage, com garimpos antigos, variedade enorme e tudo bem setorizado, só um pouco mais amontoado e com iluminação meio obscura, hahah.

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Retro City Lisboa | Vintage Shop

R. Maria Andrade 43, 1170-215 Lisboa, Portugal

Passamos por esse, mas não lembro muito bem do acervo. De qualquer maneira, eu achei o nível dos brechós lisboetas MUITO bom, então acredito que valha a pena incluir na lista e conhecer com seus próprios olhos.

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Joker Man Vintage Store

Calçada do Carmo 59, 1200-092 Lisboa, Portugal

O Joker é o tal brechó de roupas masculinas. Super bem arrumado, com peças higienizadas e separadas cuidadosamente, tem desde jaquetas militares do início do século passado a peças esportivas. A variedade impressiona, com peças vintage a atuais e a loja é grande, com decoração contemporânea e bem iluminada.

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Humana

Com mais de 10 lojas espalhadas em Lisboa e no Porto (veja os endereços aqui), a Humana tem um projeto social muito conhecido e, quando fomos, estavam nos saldos e Igor comprou muita coisa a 4 euros cada. A variedade é grande, tem de tudo para todos os gostos e estilos, mas as lojas são mais simples, dispoem de provador e também é preciso garimpar com mais afinco, e apesar da setorização das peças, não é exatamente super organizado. As roupas são provenientes de contêiners espalhados pela cidade e são doações voluntárias da população.

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“A Humana é uma associação sem fins lucrativos que, desde 1998, trabalha a favor da proteção do meio ambiente através da reutilização têxtil e realiza tanto programas de cooperação para o desenvolvimento em Moçambique e na Guiné-Bissau como de apoio local em Portugal. O objetivo é dar uma segunda vida à roupa e favorecer o modelo de economia circular. Através da reutilização transformamos um resíduo num recurso. A Humana promove a reutilização da roupa usada através das lojas de moda secondhand.”

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Porto

No Porto não foi muito diferente de Lisboa: ótimos brechós para visitar e todos eram muito legais. 🙂 Só atentem que muitas lojas fecham pro almoço e costumam retornar às 14h.

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Rua da Conceição 80, Porto/Portugal.

Sabe esse estilo de se vestir dos anos 80 de um jeito mais atual? Pois esse brechó te dará todas as ferramentas para. Tem jaquetas, casacos corta vento, peças vintage, calças de cintura alta, casacões e até macacões operários (!). A loja é enorme e incrível, com uma decoração maravilhosa!

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Ornitorrinco

Rua da Assunção, 7, Porto/Portugal

Ao ladinho da torre dos Clérigos, a especialidade é roupa dos anos 80, com preços bons e uma curadoria bacana, com uma boa seleção masculina.

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Mão Esquerda Vintage

Rua da Alegria, nº5, 4000-041 Porto, Portugal

Foi um dos acervos que eu mais gostei no Porto, com roupas mais descoladas e até vintage asiáticos, com uma decoração mais contemporânea.

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Eu ADORO visitar brechós durante as viagens por me inspirarem no meu trabalho e também por serem opções mais criativas e para quem quer  roupas realmente interessantes e de boa qualidade, o que não vejo tanto nas fast fashions famosas das zoropa!

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Viajando para Portugal com mala de bordo – os looks!

Sumi daqui porque estive na minha viagem para Portugal! Passei dez dias na Terrinha, sendo seis dias em Lisboa e mais quatro no Porto. A mala rendeu algumas polêmicas no instagram, muitas leitoras dizendo que eu sentiria frio, que deveria levar um casaco de frio mais robusto, e eu confesso que relutei até o último dia. Decidi não levar, apostando mais em camadas e no meu casaco para meia estação.

Um questionamento que uma leitora levantou e chamou minha atenção foi sobre eu “perder” a oportunidade de montar looks incríveis no inverno. Ela associou mala pequena a looks mais simples, o que eu não vejo problema algum – cada um tem a sua prioridade! –, mas eu acredito que pude provar que conseguimos muita coisa legal mesmo na limitação, por isso, viva a criatividade! Levei algumas peças chave que eu adoro, além de acessórios para incrementar, e pronto!

E, gente, o que seria exatamente um look incrível, se não aquele que nos sentimos bem? E incrível mesmo é aproveitar os momentos, vocês não acham? Looks de Pinterest não são garantia de uma viagem feliz.

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Voltando ao tema principal desta postagem, eu sei que é sempre tenso não saber ao certo o clima e as situações que te aguardam numa viagem, por isso muita gente têm medo de malas mais reduzidas. “E se chover e molhar sua roupa?” “E se cair vinho na sua calça?” “Mas você vai conseguir usar roupa suja?” Muitos questionamentos e nada melhor que a vivência para atestar se a mala deu certo ou não, pelo menos para esta viagem – por isso, essas sugestões não são um guia exato do que você deve levar para Portugal nessa época do ano, mas de entender como não precisamos mesmo levar muito conosco, seja no frio, seja no calor.

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A MALA

O modelo de mala que usei é ultra light, da Roncatto, que é muito leve mesmo, além de ter rodinhas 360 graus. Ela é o tamanho padrão permitido para carregar a bordo, e o peso máximo não pode ultrapassar os 10kg. Além dela, levei uma mochila com o material para o workshop de cores.

Foi um incrível exercício de desapego, pois foi a primeira viagem que abri mão de comprar várias coisinhas. Como o consumo e o excesso são normatizados, não é mesmo? Acabou que meu voo teve escala, com um voo interno, e liberaram para despacharmos nossas malas gratuitamente. Deu uma dorzinha pensar nas coisas que eu poderia ter trazido (vinhos, azeites, comida), mas, sei lá, as experiências ficaram lá e é isso. Não se pode ter tudo, é clichê, mas é real.

Montei tudo com um mês de antecedência e, mais perto da data, minhas amigas que moram lá avisaram das condições meterológicas. Revisei a mala com 4 dias de antecedência, experimentei as roupas e já deixei as possibilidades de looks pré-escolhidas.

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Todas as roupas que foram comigo na minha mala de mão

O que eu levei: minhas estratégias

Preciso alertar que esse post também não é a repetição de outros que dão dicas para montar malas reduzidas, ele descreve a minha experiência sendo minimalista em viagens, inclusive na regra de ouro de todo mundo, como acessórios: eu levei só um colar, por exemplo! Então eu vou contar aqui como essa mala não só super funcionou, como ainda acho que eu poderia ter levado menos itens!

Minha estratégia foi apostar ao máximo em alfaiataria e peças de lã, ou com texturas. Não tenho muitos itens de frio, visto que moro no RJ, e não invisto tanto nessas peças.

O que eu levei:

9 partes de cima – sete blusas, sendo duas sem manga, e dois casacos

4 partes de baixo – uma legging preta térmica, uma calça preta, uma túnica/vestido e uma pantalona leve azul clara

O que eu comprei lá?

Passei em alguns brechós e aproveitei as liquidações para arrematar essas belezinhas, que se somaram aos looks da mala:

– uma parka verde de seda

– um vestido verde estampado de tricô

– uma boina azul

– um óculos espelhado

Refazendo a lista: o que eu levei a mais

Pegamos a transição do inverno para a primavera, e mesmo sabendo que o país não costuma ter um frio tão rigoroso, levei algumas roupas de frio a mais por precaução.

Decidi colocar na mala duas blusas sem manga e uma calça mais leve – muita gente afirmou que não teriam utilidade, mas adivinhem? Usei MUITO nos dias de calor que fizeram no Porto! Lição pra vida, eu posso estar a caminho da Sibéria, mas pelo menos uma camisetinha eu carrego na mala, além de biquini ou maiô (vai que dá praia, cariocas entenderão, hahaha)!

Mas, avaliando melhor, levei uns itens a mais. Com a versatilidade das peças escolhidas e a ausência de sudorese por conta do clima, minha mala serviria até pro dobro de tempo.

LISTA DO QUE USEI MAIS DA MALA DE BORDO, SEM DESPACHAR:

– um casaco comprido grosso de lã cinza escuro (usei quase todos os dias e combinou com tudo!)

– duas blusas de lã quentes de manga comprida em tons de azul (usei muito a estampada, a outra só um dia)

– uma calça preta sequinha (usei muito)

uma calça roxa de veludo cotelê mais soltinha  decidi levar uma pantalona azul de tecido leve no lugar e foi a melhor escolha! Usei muito!

– duas camisetas para usar por baixo das blusas (levei só uma)

– uma blusa mais ou menos quente de mangas compridas verde escura (usei, mas me arrependi, ela não era prática pra sobreposições)

– uma capa de chuva corta vento em estampa p&b (usei dois dias)

– uma echarpe estilo cobertor muito quentinha p&B (usei muito)

– uma gola de tricô azul (perdi no segundo dia)

– um gorro (usei dois dias)

– segunda pele térmica, blusa e calça (usei muito)

– um vestido estilo túnica, de lã, para usar com a seguda pele, preto (usei muito)

– uma blusa preta de gola rolê e cobertura das mangas até as mãos, preta (usei médio)

– 3 meias de lã e uma meia calça quente comprada em Praga, cinza (usei muito tudo)

– calcinhas (não estou levando pijama)

– um par de luvas (não usei)

– um tênis branco e uma bota leve preta linha confort (usei muito ambos)

– dois brincos pequenos/médios coloridos

– um colar maior (usei muito)

Fiquei relutante se foi uma boa escolha levar a capa de chuva, mas foi bom para garantir caso estivesse chovendo muito, o casaco de lã ficaria ensopado e pesado. Algumas blusas eu usei apenas uma vez, o que considero pouco versátil para uma mala com espaço limitado.

Cheguei a questionar também os dois pares de sapato, mas lembraram bem da importância, em viagens mais longas que um final de semana, de alternância entre os solados, para garantir a saúde dos pés.

Paleta de cores da mala

Eu selecionei cores mais sóbrias, porque como tenho pouca variedade de roupa de frio mais intenso, não arrisquei inventar muito, hehe. De tons neutros foi o cinza e o preto. Escolhi o azul como cor principal. Os pontos luminosos ficaram por conta dos acessórios.

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Os looks!

Vamos conferir os looks que a mala rendeu!

Dia 1

Foi quando chegamos, perto do almoço. Eu estava morta de sono, dormi mal no voo, então fui de look fácil: blusa preta de gola rolê (essa peça tem uma funcionalidade bacana, um buraquinho pra inserir os polegares e cobrir mais as mãos!) + calça preta com elastano (importante pro conforto e camadas!) + colarzão + casaco cinza + tênis branco. Foi um look que eu gostei muito!

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Dia 2

Consegui descansar e me animei em ficar mais colorida: blusa verde + blusa azul estampada quentinha com uma gola que protegia o pescoço + calça pantalona azul clara (com meia calça por baixo) + casacão cinza por cima + tênis.

O bom desse look foi a combinação de tons, além da possibilidade de tirar as camadas, caso esquentasse!

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DIA 3

Dia do meu workshop, usei o vestido verde de tricô que arrematei no brechó por 11 euros + colar + meia calça cinza + tênis. Eu AMEI esse look colorido!

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Fotos de Maite Vasconcelos.

Dia 4

Nesse dia choveu e fez muito, mas muito frio! Então eu estava com um look, saímos, e voltei para trocar, colocando mais camadas quentinhas. Eu estava de túnica com meia calça + casaco corta vento e chuva + calça por cima + bota.

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Voltei para mudar a túnica por blusas e colocar mais camadas. Blusa preta de gola rolê por baixo de blusa quente estampada de lã + segunda pele. Casaco corta vento com calça preta, meia calça quente, meia de lã e bota.

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Dia 5

Eu AMEI o look desse dia! Blusa azul de lã + pantalona azul acinzentada + casaco cinza + colar + tênis. Gostei tanto que quero repetir esse look mais vezes, na vida!

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Foi dia de fotos por Lisboa, e, para minha alegria ficar completa, a Maitê chegou com esse casaco peludo Monstros SA maravilhoso! Não resisti e pedi emprestado pro ensaio, hahaha!

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Foto de Maite Vasconcelos.

Dia 6

Acordei cansada de tanto subir escada e ladeira. Fui de blusa verde + casaco corta vento + calça preta + meia de paetês + bota + colar.

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DIA 7

Meu aniversário 🙂 e outro look que eu AMEI! Como me senti gata poderosa para a chegada dos meus 40 anos! Fui de túnica quentinha + calça preta + casaco cinza + meia de paetês + tênis – preferia a bota, mas como andaríamos bastante e pegaríamos o trem pro Porto, fui com o sapato mais pesado da mala nos pés.

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Durante o dia esquentou e eu só cobri os ombros com minha manta de estrelinhas, que foi minha companheira diária dessas produções.

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DIA 8

Já no Porto, morta com farofa, hahaha! Repeti a mesma produção porque era dia de fotos.

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Fotos da querida Renata Junot.

DIA 9

Com as temperaturas subindo, usei uma das blusas sem manga que levei! Para garantir que eu não fosse pega de surpresa com friaca, usei a parka de seda que comprei no brechó + touca azul de brechó + calça preta + bota. Trocaria a bota pelo tênis.

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DIA 10

Último dia, ensolarado, fui com minha camiseta + pantalona fresquinha + sobreposição com a blusa quente azul estampada (vai que esfria?) + colar + touca + tênis. Foi meu look mais básico, mas que me permitiu sentar no chão, na grama, aproveitar.

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Ainda renderia de coordenações:

– Blusa preta de gola + calça pantalona + casaco cinza
– Blusa colorida de listras + calça pantalona
– Blusa azul de manga comprida + calça preta + parka verde
– Blusa azul de manga comprida + calça preta + casaco cinza
– vestido verde + calça pantalona + casaco cinza

Não enjoei de nenhum look, até porque os que eu mais gostei eu repeti sem dó! Fiquei feliz com a mala, porque montei looks muito confortáveis, práticos e ainda me senti linda. 🙂

ROUPA SUJAS?

Muita gente veio perguntar como eu estava fazendo com as roupas usadas que eu repetia. Não suei – estávamos no inverno! – e, portanto, nenhum cheirinho desagradável foi produzido. Mesmo que eu tivesse sujado alguma roupa, tem muito serviço de lavanderia pela cidade ou aquela lavada básica debaixo do suvaco!

O que eu recomendo levar a mais são as meias, porque essas sim sofrem, e um talco antisséptico para os pés. Aliás, falarei delas a seguir.

Acessórios e meias

Levei só um colarzão, que coordenou com todos os looks, e foi a melhor decisão! Sempre dizem que é legal variar os acessórios para mudar a cara das roupas, mas nesse caso eu fico com medo de levar muita coisa e esquecer por aí. Esse bichinho resolveu também a minha vida por lá, e é da marca Luzia Dias 111.

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Eu só tinha usado essas meias de paetês da Joulik uma vez aqui no Brasil, então se tinha um momento para elas brilharem (tudum-tsssss), era na Zoropa! Como a calça preta era curta, elas apareciam e deixavam o look pretinho total mais interessante. Alguns paetês caíram, mas pelo menos ela foi muito curinga, hahaha!

Levem meias coloridas e estampadas, se não, comprem por lá, é barato. São soluções incríveis para trazer aqueles detalhes bacanas aos looks.

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Ufa, acho que é isso! Foi um SUPER aprendizado e a certeza que não quero mais outra vida que não seja montar malas minimalistas. Desfazê-la foi super rápido também, fora a tranquilidade de não despachar nada nem carregar peso pelos lugares, muito menos levar horas tentando fazer a mala fechar para o retorno.

Como ainda assim eu trouxe algumas cerâmicas e mimos, a vontade de ter uma mala mais reduzida ainda garante que eu não me preocupe tanto com o espaço numa próxima vez.

Acredito que inclusive para uma viagem de calor eu leve a mesma quantidade de roupas – com a vantagem de poder lavá-las no destino (seja na lavanderia, seja no Airbnb) e sabendo que secarão muito mais rápido. Aliás, roupas leves ocupam beeeeeeem menos espaço que as de inverno.

E vocês, gostaram de acompanhar esse desafio? Que outras sugestões vocês dão? Espero ter ajudado todo mundo a se inspirar!

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