Improvisamos um closet!

Quem acompanhou em dezembro a minha saga da mudança de apartamento por causa do mofo, viu que me mudei pra um apê menor, sem espaço nos quartos para a quantidade de móveis que guardavam roupas, sapatos e acessórios. Tive que me desfazer de muita coisa e, mais recentemente, tirei mais ainda para doar e vender no enjoei.

Como os quartos desse apto são muito pequenos, não caberia armário. Aqui tem um quartinho pequeno que decidimos transformar em closet – ou melhor, quarto de vestir no bom português!

Mas com a grana curta não deu pra fazer nada além de comprar aramados. Armários saíriam caros, sob medida nem pensar para quem mora de aluguel. Então olhamos na Leroy Merlin e Mercado Livre, medimos o epaço, Igor calculou o que caberia e compramos. Tudo deu por volta de 700 reais. O tapete já era meu.

Só que aqui também começou a aparecer mofo. Esfriou, o sol se mandou, moramos agora de frente pra baía, e é maresia na cara. Como solução, comprei um desumidificador potente, o mais caro da categoria, porque não queríamos correr o risco de adoecer novamente. Ainda estamos testando, depois eu conto aqui minhas impressões.

As prateleiras dos sapatos são madeira pinus, tratamos elas com uma mistura de cera de abelha e óleo mineral. Também foram baratinhas, mas não lembro o valor.

Foi uma solução simples, prática e a mais em conta por causa da nossa situação pandêmica e com uma neném pequena. Eu sei que está longe de parecer um closet do Pinterest, mas infelizmente a vida real é bem diferente das inspirações. Depois que pensei que poderíamos ter comprado os aramados na cor branca, mas agora já foi.

Ainda tem muita coisa pra fazer:

– terminar de limpar os sapatos (sim, deu mofo de novo neles e perdi alguns nessa) – e descubro que eu tinha ainda muito, não consigo me desfazer mas sei que já já os perderei por não usar mais

– estou pensando em comprar os gaveteiros que vendem para encaixar nos aramados, para guardar as malhas que ficaram de fora e que uso muito, muito. Elas estão ali em cima da mala, mas só vou poder fazer isso quando tiver certeza que não tem como fazer uma nova limpa e tirar mais itens

– chegaram hoje os sacos à vácuo que muitas leitoras recomendaram. Vou poder colocar roupas de inverno neles (a esperança de voltar a viajar um dia, ela existe) e os edredons, pra ganhar espaço porque a parte de cima ficou meio zoneada. E disseram que tirar o vácuo diminui a chance do mofo.

– eu tirei mais uma leva ENORME de roupas, já contei, né? Fiz isso mês passado, mas ainda preciso tirar mais, porque não vai caber tudo e não quero comprar cabides à toa. Ainda tenho apego a algumas coisas, então quero provar e ver o que realmente vai ser bem dificil eu voltar a caber.

– já tem uma persiana para evitar que o sol queime e a porta vive fechada para evitar também que empoeirem muito

– falta também prender o espelho (na parede atrás da porta) e comprar um trilho de luz bonito e que ajude a iluminar mais e deixar mais aconchegante.

Ah! Meus acessórios ficaram dentro de um espelho/armário que comprei de segunda mão e fica pendurado no meu quarto. E também tirei muita muita coisa!

Pontos positivos

Não vai ter como fazer bagunça, haha! Não tem gaveta pra enfiar nada, não tem como acumular, nem deixar algo mal pendurado (tem uma calça ali mal posicionada que vi agora e deu agonia), porque visualmente vai ficar um ruído, não tem como não olhar tudo isso e pensar “cacete, ainda tem muita coisa! E eu tinha 3X a quantidade que está aí!!”.

É mais fácil visualizar o que se tem e acessar. Estou achando muito legal ter um quarto de vestir, realizei um sonho sem querer, hahaha! Só que ao invés de achar que eu teria muita coisa para preencher esse quarto, agora eu quero é ter cada vez menos.

Sobre os sapatos estragados, vou tentar consertá-los para doar. Já tiramos o mofo, mas deram uma zoada por causa da umidade alta e da falta de uso. Também tirei MUITA bolsa, e ainda penso em tirar mais (tenho algumas pequenas de mão).

É isso, gente. Quem quiser perguntar algo ou dar alguma dica, fica à vontade!

Agora temos Web Stories!

Finalmente as blogueiras voltaram a ser valorizadas, gente! Blogueiras que tem blog, quero dizer. Com a outra rede social roubando completamente nossa audiência, os blogs ficaram esquecidos, mesmo com acessos e outras tantas vantagens, como buscas no Google.

Aliás, eu falei Google? Pois foi ele mesmo quem recrutou um time de bloggers para trabalharem no projeto que está difundindo a nova ferramenta deles aqui no Brasil, o Google Web Stories!

Eu e mais uma galera estamos levando nosso conteúdo pra essas telas dinâmicas aí em cima, que podem ter som e vídeo, links e dicas rápidas e boas para facilitar a leitura. Eles não somem em 24h, podem ser encontrados na busca do Google, e ainda estão conversando sobre como monetizar também a partir dos web stories.

O projeto dura 5 meses, mas dependendo teremos por muito tempo conteúdos nesse formato por aqui! Vejam e digam o que acharam? 🙂

Marca recebe roupas íntimas usadas para reciclagem

Eu fiz o post do guia das melhores calcinhas de algodão, e hoje resolvi entrar nelas quando me deparei com esse projeto da marca Leninha Roupa de Baixo, que recebe calcinhas, cuecas e sutiãs em qualquer estado para que possam encaminhar a iniciativas sociais que transformem esse lixo têxtil, que não tem solução efetiva, em enchimento de itens de decoração, como almofadas.

Há anos eu escrevi sobre o que fazer com peças de baixo usadas e listei algumas iniciativas, mas ver uma marca de lingerie efetivamente providenciar a solução, é a primeira vez. Estou encantada! Achei o projeto tão sensacional que não editei, trouxe ele completo pra cá. Compartilhem essa informação!

“As primeiras produções da Leninha foram cortadas e costuradas pelos dois sócios fundadores da marca, Maria Antonia e Miguel. Desde aquele primeiro momento, a discussão sobre o que aconteceria com aquelas peças que estavam sendo produzidas, ao final de sua vida útil, esteve presente. O incômodo de colocar mais peças no mundo sem que existisse uma solução para as peças que ja existiam nos acompanha desde os primeiros dias da marca. Ao longo dos dois anos seguintes, continuamos pesquisando, fazendo ligações e buscando projetos que pudessem solucionar a falta de encaminhamento desses descartes.

Nossa ideia inicial, era sermos um ponto de coleta para essas peças sem destino e encaminhar esses descartes para algum parceiro responsável por essa reciclagem. A surpresa foi grande quando não achamos nenhuma iniciativa que se ocupasse em solucionar esse problema. No dia em que o Miguel ligou na Secretaria do Meio Ambiente da cidade de São Paulo e nos foi sugerido que incinerássemos ou jogássemos no lixo essas peças, ficou claro que deveríamos criar uma solução para o descarte de roupas íntimas.

Quando jogamos peças de roupa fora, a grande maioria vai parar em aterros sanitários e lixões, que são uma das maiores fontes de emissão de metano do mundo. Só em 2015, 100 bilhões de peças de roupas foram produzidas em todo planeta e 70% dessas foram para o aterro ou incineração ao final de sua vida útil. Nesse mesmo ano de 2015, 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis foram descartados em todo o mundo pela indústria da moda. Só em São Paulo, são gerados cerca de 63 toneladas de resíduos têxteis todos os dias. 

O que impossibilita a reciclagem de roupas de baixo é que, em sua maioria, são peças pequenas, delicadas e geralmente feitas a partir da mistura de mais de um tecido (como algodão e elastano, por exemplo). Outro ponto é que pelo fato das peças serem muito delicadas, se desmancham durante o processo de beneficiamento do tecido. A mistura de materiais é outro ponto que invibializa esse processo. Dessa forma, é impossível fazer com que uma calcinha ou um sutiã volte a ser um tecido para novas produções. 

A maioria das iniciativas de reciclagem de roupas íntimas que existe no mundo, vendem as calcinhas, cuecas e sutiãs usados para outras indústrias. Assim,  esses descartes são usados como matéria prima em revestimentos de carros ou em forro para carpetes. Muitas outras iniciativas focam na doação dessas peças. No entanto, essa ação continua sem solucionar o problema dessas peças ao final de sua vida útil. Depois de muito pesquisar, não encontramos nenhuma iniciativa de reciclagem de roupas que se responsabilizasse por todo o ciclo desse descarte, do começo ao fim.

Ao constatar isso, decidimos que seríamos responsáveis por esses descartes do começo ao fim e que, assim, mitigaríamos os impactos da nossa operação. A premissa do nosso projeto “reciclar para reinventar” é que agregamos valor ao que antes seria lixo e fomentamos pequenos núcleos econômicos. Dessa forma, os descartes ganham novas trajetórias e carregam as narrativas das pessoas envolvidas nos processos de produção.

Uma discussão importante é sobre a quantidade de iniciativas que existem pelo mundo que, na realidade, estão promovendo uma subclagem, que seria transformar materiais antes recicláveis em outro não reciclável. Um exemplo bastante presente no universo da moda é o tecido de algodão PET. O algodão é um material biodegradável e reciclável e o PET é um dos poucos plásticos com uma reciclagem efetiva. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET – Abipet, a reciclagem de garrafas PET no Brasil é uma das mais avançadas do mundo. Para compor o fio desse novo tecido, o algodão é misturado ao plástico, tornando-se um híbrido que não pode ser reciclado nem biodegradado. Com isso em mente, estruturamos nosso projeto de forma a ter certeza que estaríamos causando impactos positivos com ele.

Nosso projeto consiste em transformar calcinhas, cuecas e sutiãs que não tinham destino em novos produtos que transmitem histórias e que terão um longo tempo de vida útil, sempre agregando valor ao que antes seria lixo. Além disso, seremos ponto de coleta de roupas de baixo em qualquer estado de conservação enquanto existirmos.  A reciclagem faz parte do nosso negócio. Todo o lucro obtido com as vendas desses produtos será reinvestido no projeto. Assim poderemos, em um futuro próximo, oferecer frete por nossa conta para receber os descartes de vocês, por exemplo.

Lançamos nosso projeto em maio de 2019 e, desde então, recebemos descarte de todo o Brasil.

O primeiro produto que desenvolvemos é uma pequena almofada que tem como recheio os descartes higienizados e picotados. Cada almofada carrega, em média, 35 peças. Essa almofada é costurada pelo coletivo Flor de Cabruêra, que trabalha com a reutilização de materiais por meio do upcycling. O coletivo fica na zona leste e a oficina é composta em sua maioria por mães. Dessa forma, seus horários de trabalho acompanham os horários das escolas, com pausa para buscarem seus filhos.

Ficamos muito satisfeito quando recebemos o primeiro protótipo: o resultado é uma almofada mais pesada, que lembra um futon. Decidimos que as almofadas deveriam carregar bordados. Parte importante da cultura do fazer manual nacional, o bordado possui dezenas de características e identidades por todo país. Foi assim que conhecemos o projeto Maria Maria dentro da ACTC – Casa do Coração. A Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração, é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atende crianças e adolescentes portadores de doenças cardíacas graves, acompanhados de suas mães/acompanhantes, vindos de todo o Brasil e de países vizinhos, para tratamento nos principais centros médicos que atendam alta complexidade. Todos recebem a assistência que necessitam durante o tempo em que permanecem em São Paulo para realização de cirurgias e nos retornos periódicos para exames, consultas e reavaliação médica.

O projeto Maria Maria, dentro da ACTC, busca aproximar as mães que acompanham seus filhos, dos fazeres manuais por meio de atividades pedagógicas e interações em grupo. Os bordados que nascem a partir do projeto são vendidos e ajudam as mães durante o período que estão em São Paulo acompanhando os filhos em tratamento. 

Depois de muitas conversas, idas à associação (pré-pandemia), chegamos a um consenso junto às mães do que seriam os bordados das almofadas: um tema livre, que viesse do momento e da situação de cada uma. Para isso, fizemos uma oficina de criatividade com uma convidada da Leninha, a artista plástica Marina Vitolo, que propôs às mães a elaboração de um casulo em argila e uma conversa sobre o signficado desse casulo para cada uma. O resultado é lindo, potente e emocionante. As almofadas devem estar à venda na loja da Leninha a partir do começo de 2021.”

Um desejo secreto: meu vestido de casamento

Eu estou no segundo ajuntamento, quer dizer, nunca casei, mas já morei junto duas vezes. A primeira vez foram dez anos, e agora são três anos de relacionamento. Sempre tive pena de gastar dinheiro com festas, mesmo com tantos relatos maravilhosos de serem os melhores dias da vida, de diversão, etc etc, o escorpião que mora no meu bolso se ressente desse tipo de evento.

Mas aí veio a pandemia, né, gente. E eu sei que muita gente tá tocando a vida normal, mas por aqui estamos há um ano e meio quase em isolamento. E por conta disso eu tenho repensado tanta coisa, mas tanta.

Às vezes eu penso como seria o meu vestido se por acaso eu casasse, não em igreja, mas numa cerimônia simples, para poucas pessoas, marcada por roda de samba e mesa de bar. Aliás, lembrei que já teve uma cerimônia de casamento no bar que eu frequentava, lá perto de casa, e eu achei sensacional:

foto de Bruno Rodrigues

Bom, mesmo num evento informal, eu teria vontade de uma montação, de um vestido elaborado, coisa fina – mesmo que eu nutra também o não-desejo em pagar milhares de reais numa roupa, não mesmo –, e eu fico, assim, imaginando como seria. Se seria um vestido minimalista, só com um corte maravilhoso, se seria algo trabalhado no brilho, se teria rendas e camadas, ou então plumas.

Enquanto tiver pandemia eu não tenho desejo de festejar, porque não consigo ver um momento tão feliz pra mim agora, quando tiver restrições. Nem sei se um dia eu casarei assim, mas gosto de tentar imaginar supostos vestidos, ainda mais agora com esse espetáculo de grisalho que eu tenho e também Nina, que estará comigo <3

Separei alguns vestidos que eu amo, de noivas que achei lindas, e faria o mesmo adorno inclusive.

A maquiadora Vanessa Rozan casou em 2017 com esse vestido de perfume vintage escandalosamente lindo. Acho tudo na medida, elegante, classudo e adoro principalmente o fato que ela não usou nada na cabeça.

A roteirista Renata Corrêa celebrou sua união nesse sonho de vestido com paetês prateados, com a Urca como cenário, e as comemorações se estenderam até um bloco de carnaval, que realizou de novo o casamento deles. Nossa, é sobre isso, sabe, gente <3 Que sensacional.

A designer de acessórios Bianca Caravellos casou nesse look noiva deslumbrante. Sério, eu acho tudo nesse look a coisa mais maravilhosa do universo.

Acabou que não separei nenhum vestido minimalista para mostrar hahaha! Acho que tenho pensado em algo mais elaborado mesmo, não sei. Enquanto esse sonho inédito no mundo dos meus desejos não se realiza, gostaria de saber de vcs, que ainda acompanham este blog lindo e querido, ahaha, como foi o vestido de vocês e se indicam algum que seja a minha cara!

Vocês gastaram muito no vestido ou foi um achado, tipo de loja normal, sem ser de noiva? Me contemmmmm