

Ana veste:
Blusão jeans Renner – 69,90
por baixo camiseta Espaço Fashion
Legging Cantão – 49,90
Sapato Leeloo – presente do marido
Bolsa Renner – 79,90
Fotos: Flávia Caruso, com quem dividi essa reflexão.
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Tem dias que a preguiça e o cansaço dominam e a gente só quer se sentir confortável. Acho meio sacal alguém estipular que temos que ser escravas da moda, com a obrigação de andarmos emperequetadas sempre ou que devemos usar a bolsa modelo tal, marca xis.
Sei lá, eu acho que qualquer ditadura é um porre. A gente não se permite nem um pouco relaxar e curtir uma descontração: parece que temos sempre que estar em cima dos nossos saltos, equilibrando balangandãs e sobreposições para que acreditem que somos fashionistas, femininas ou mulheres competentes.
Eu confesso: é difícil alguém tirar as havaianas dos meus pés nos finais de semana. E ao mesmo tempo, aprendi somente esse ano que não posso viver sem corretivo e um blush.
Assim como quando queremos muito usar algo que está na moda. É tão frustrante ver que tem meninas doidas pra usar uma calça cenoura, mas ficam com medo do volume dos quadris. Será, gente? Ou será que o medo está no olhar dos outros? Na possível reprovação?
Claro que a maioria não gosta de ser o alvo das atenções no quesito roupa esquisita. Mas tem uma lição que aprendi há algum tempo: eu só uso o que gosto. E se eu gosto, eu me sinto segura. E se me sinto segura, nada desvia a minha atenção: o foco é a minha felicidade, é a alegria de usar o que gosto e ser feliz assim. Se a gente olhar pros lados, tropeça.
A Fernanda escreveu sobre o dia que dois homens comentaram na rua, pelas costas, das sua calça cenoura, com ganchinho saruel. Ela ficou tão desconcertada que escreveu um post maravilhoso comentando o assunto. Aliás, esse post que inspirou o de hoje.
Depois lembrei da postagem das meninas da TPM Moderna, sobre o drama de ter nascido sem estilo. Elas comentam que adoram sites de moda e street style, mas como moram no interiorrrr, sair usando um item de moda é quase como um atentado ao pudor.
Vale a pena a reflexão. Você usa o que realmente gosta?
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