



Ana veste:
Vestido Chow – 59,90
Oxford Topshop Londres – 10 libras
Cinto O Artífice (oartifice.couros@gmail.com) – 20,00
Colar Bruna Pericolo
Bolsa herança da vó
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Hoje o post é looongo, mas acho que pode ser de interesse comum a todos. 😉
“Olá Ana!
Resolvi escrever este email porque, embora sempre acompanhe o blog da Cris Guerra, não conhecia o seu. Dia desses acabei caindo no seu blog quase sem querer, e gostei bastante de sua proposta – tanto que estou fazendo uma leitura inclusive de seus posts mais antigos.
Interessou-me, principalmente, a fase em que você fez uma greve de compras. Este assunto tem mexido bastante comigo, sabe? Sempre fui uma pessoa extremamente consumista, e que vive numa enorme contradição entre preocupar-se com as coisas do mundo (principalmente com pessoas que mal tem como sobreviver), mas gastar o que não tem em coisas desnecessárias.
Na verdade, acho que tenho mesmo as compras como mania. Embora dificilmente me arrependa de algo que compre e use minhas coisinhas com satisfação (na medida do possível, pois sou uma só rsrs), tenho dificuldade tremenda em resistir ao que vejo – e, diferentemente de você, acabo achando que um vestido de 500 reais, parcelado em 6 vezes, é algo super viável. Triste engano, né?
Mazelas à parte, estou num exercício desesperado de aprender a ver e não comprar, para tentar me reestruturar (pois, dentre outros aspectos, deixo de priorizar coisas bacanas, como a viagem dos sonhos, além de viver no sufoco) e conseguir mudar minha postura. Sua greve foi algo que achei super louvável, e que tento fazer com frequência – consigo por alguns dias, depois não aguento e parece que compenso tudo o que deixei de comprar rsrs.
Por isso, pergunto à você: depois deste período em greve, como você fez para voltar às compras de forma tranquila, sem exageros? Não sei se você era super impulsiva, mas, de todo modo, fiquei curiosa a respeito.
Um grande abraço e parabéns pelo trabalho.”
Uma leitora mandou esse email semana passada e perguntei a ela se poderia responder no blog. Achei a questão pertinente e esse assunto pode interessar a muitas meninas que estão na mesma situação.
No ano passado eu comecei o recessionismo fashion e, para minha surpresa, vários outros blogs de moda seguiram o exemplo. Com um guarda-roupa cheio de roupas bacanas e outras peças duvidosas, comecei a questionar algumas escolhas e gastos. E para você chegar a uma resposta não adianta continuar na saga das compras.
Eu nunca fui compradora compulsiva e um dos motivos é que já enfrentei dificuldades financeiras. E acho que passar aperto no passado é bom pra refletir suas reais necessidades, seus gastos e até aprender a esticar mais a grana. Daí que comecei a comprar nas outlets, nos OFFs e nas liquidações.
Ganhando mais no trabalho, comecei a adquirir um hábito: toda vez que saía eu comprava algo, nem que fosse uma blusinha de 10 reais. E é aí que mora o perigo: de tostão em tostão gasta-se uma fortuna, o armário fica abarrotado de blusinhas e nenhuma peça realmente interessante, com informação de moda. E nem sempre de boa qualidade.
Percebi que não adianta comprar quantidade só porque está baratinho, as roupas não durarem um mês ou não saírem do armário (e isso tanto pra marca cara e marca baratinha, ok?). Vale à pena sim, em determinados momentos, investir um pouco mais em um vestido mais bacanudo para fazer bonito quando se precisa.
Investir passou a ser mais pronunciado que gastar no meu vocabulário. Investimentos normalmente são planejados.
Claro que a satisfação de comprar roupa e ficar mais bonita é indescritível. Mas outras metas na minha vida foram ficando fortes: viajar, juntar dinheiro pra comprar uma casa, pra mobiliar meu apartamento, juntar uns troquinhos pra ter uma reserva no futuro. E aqui, parceiro, (bem Capitão Nascimento esse jargão, né? hahaha) ou junto dinheiro pra viajar ou gasto com roupas. Os dois, infelizmente, não dá!
Por isso comecei a adotar os seguintes métodos para me ajudar nessa empreitada:
- Não escolho o shopping para passear, pois posso cair em tentação.
- Quando vou ao shopping estabeleço uma meta e depois vou embora, não fico passeando aleatoriamente.
- Arrumo meu guarda-roupa periodicamente para saber o que eu já tenho.
- Enfiei na cabeça que já tenho muitos vestidos, não preciso do quinquagésimo.
- Estipulo um valor máximo para os gastos.
- Não penso que perdi a oportunidade de comprar na liqui de tal loja, tento não ficar me martirizando porque todo mundo comprou menos eu.
- Testo sempre novas combinações com as minhas roupas.
- Mentalizo as viagens incríveis que posso fazer ou um novo curso para me aperfeiçoar.
- Não ando com cartão de crédito.
- E, principalmente, sou feliz com o que possuo.
Veja bem, não é deixar de comprar. Mas aprender a comprar, para não se sentir frustrada ou infeliz. E ter consciência que gastos planejados tem mais chance de nos deixar realizadas com as escolhas que fizemos. 😉
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