FARM agora oferece tamanho GG na grade de produtos

Quem é leitora mais antiga aqui do blog, vai lembrar da Mariana Rodrigues, que foi colaboradora de moda por um bom tempo. Ela falava não apenas do nicho plus size, tivemos posts sobre comportamento, tendências, radar de marcas.

Mari foi trabalhar em 2018 no Marketing da FARM, marca carioca conhecidíssima pelas estampas, que gera reações de amor e ódio quando tocamos em seu nome – prova disso foi esse post da Mari, de 2017, quando ela falou da sua improvável relação de amor com a marca, por vestir tamanho 54.

Muitos comentários falando do medo de entrarem nas lojas e serem fuziladas pelos olhares gordofóbicos das vendedoras (muitas meninas padrão zona sul carioca, magras e loiras) e pelo vexame de não entrarem em nenhuma roupa. Isso porque a marca oferece não só uma grade reduzida, como os tamanhos serem também menores do que a etiqueta.

Em 2016 ela fez um post em seu blog sobre a experiência de, após anos namorando as roupas, ter entrado na loja e vestido uma roupa M. Repercutiu tanto que chegou até Katia Barros, proprietária da FARM, que começou a cogitar a ideia de mudanças.

Com muito orgulho que eu escrevo isso: Mariana foi persistente e conseguiu. A marca carioca anunciou aumento da sua grade de tamanhos, chegando até o GG – que pode variar entre 46 e 56, dependendo da modelagem das peças.

Foto com vestido FARM para o post sobre a marca aqui no blog

Mari contou nessa matéria para o Universa UOL a importância de ter sido ouvida e de ser uma mulher gorda implementando as mudanças para conversar diretamente com outras mulheres gordas. Prova disso é que cada profissional da empresa têm seu código de desconto para vendas, e Mariana já foi a que mais vendeu em um mês, divulgando em seu perfil: R$249 mil.

E não é sobre dar cartaz para uma marca que até então ignorava esse público, mas perceber o valor da mudança estrutural em uma marca de moda, para que mais mulheres possam ter escolha, ao invés de acharem que não é pra elas, ou de irem ao shopping sabendo que dificilmente encontrarão algo para seu tamanho. Isso é extremamente significativo, e dá um orgulho danado da Mari por ter sido agente transformador de algo tão simbólico. Emocionadíssima aqui, que alegria.

A marca vai começar com 30% das peças à venda seguindo essa grade – todas sob o crivo da Mari –, para irem testando e observando o que melhorar e acrescentar.

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