Voltando a me vestir sendo só a Ana

Escolher roupa sem pensar que sou mãe é algo raro pra mim. Nem lembro a última vez. Sempre que precisei sair com Nina, escolho a opção mais prática e nem vejo mais tanta graça porque o ponto alto dos looks agora é a funcionalidade. Precisa ser uma roupa que não amasse tanto (mas a maioria amassa e ignoro), que deixe os movimentos livres e, principalmente, me permita amamentar.

Juntando o cansaço e a névoa do puerpério, muitas vezes se torna simplesmente o ato de cobrir o corpo. É estranho ter tanta roupa e ao mesmo tempo não ter. Eu tenho ensaiado me olhar mais e enaltecer alguns momentos, porque encarar o quarto de vestir estava extenuante.

Esse vestido veio de uma publi que fiz e eu não pensei na hora sobre a tal funcionalidade que a maternidade exige – mas foi importante DEMAIS escolher algo pra mim, como eu fazia antes.

Vou poder usá-lo sempre? Não. Mas hoje acho que consigo vislumbrar algumas brechas que não exigem mais que eu fique grudada nela sempre, tipo outro dia saí por 5h e Nina nem quis o peito quando cheguei (!!!!!!!). Só quem viveu sabe o que isso significa hahaha

Tenho reaprendido muita coisa já que tudo mudou sob essa lente ampliada do ser mãe, por isso retomar esses pequenos deleites – uma simples escolha de vestido pra mim, apenas – tem sido muito mais saborosas que antes, preciso dizer. Que colorido lindo que chega quando a névoa ensaia se dissipar.

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