Quais foram as mudanças após dois anos de pandemia

Oi, gente! Tem alguém ainda aí? 🙂

Sei que não fui constante no blog nos últimos tempos, mas eu sei que vcs entendem. Espero esse ano conseguir reformular o layout dele, ser mais assídua e melhorar também os comentários, que ficaram prejudicados com a desatualizaçao do layout.

Estamos chegando a quase dois anos de pandemia e preciso falar das mudanças que aconteceram nesse período. Todo mundo já sabe que ninguém saiu melhor dessa, que o consumo na verdade aumentou – ele só desviou de foco, com as marcas direcionando a lista de desejos para homewear, pijamas, meias, robes, chinelos. Marcas de roupas de carnaval se reinventaram fazendo robes com biquinis, marcas de kimonos decolaram por serem peças boas para se arrumar em casa.

Nos acostumamos com conforto, trabalhar sendo visto só do busto pra cima, com a câmera do Zoom desligada, sem precisar usar sapatos (isso para as muitas pessoas que tiveram seus trabalhos migrados para home office), mas também nos rendemos aos paetês e roupas mais coloridas e extravagantes nesse final de ano para celebrar o mundo pós-vacina (alô coleções da Joulik e Lulu Novis para C&A, olha o consumo redirecionando de novo)!

O que restou de mim, depois de tanto?

A vida deu sinais de retorno, um sopro de esperança e leveza depois de dias tão desafiadores, ainda mais agravados em um Brasil de Bolsonaro. Tirei finalmente meus sapatos pra jogo, mas os que ainda não haviam esfarelado ou soltado a sola, já não entravam com tanto ânimo nos meus pés. Esse tempo todo só usando chinelo, desacostumei com qualquer aperto, por mais leve que seja.

Eu mudei de casa, fui para um bairro que não dá pra fazer tudo a pé, pari minha filha, me tornei mãe, enfrentei um puerpério com uma depressão, emagreci de tristeza, engordei de novo de ansiedade, não estou mais viajando direto como era antes, definhei por não me movimentar como fazia no meu dia a dia mesmo, coisas simples, nem digo exercícios; perdi muitos trabalhos e nem sei mais o que quero da vida, a maternidade mexeu com muita coisa aqui. Em resumo: não sou a mesma Ana, definitivamente.

Antes minhas roupas eram pensadas nas viagens a trabalho, palestras, aulas, eventos. Eu não me sinto mais tão sociável, pelo contrário, fui encontrar poucas pessoas, não me imagino frequentando eventos tão cedo, ainda mais com Nina a tiracolo.

Moda é comportamento. E não tem como o nosso vestir não ter sido afetado em dois anos pandêmicos, com tanto desgaste físico e emocional.

Encarando as roupas de novo

Minhas roupas são antigas, há muito deixei de comprar, adicionei uma coisa aqui e ali também graças aos recebidos, mas tem sido um exercício amargo, digamos assim. Muitas não servem porque aumentei barriga e busto, outras porque agora amamento e precisam ser funcionais, outras não são boas para brincar com uma neném por terem a saia muito comprida, tecidos delicados ou decotadas demais…olho, olho, olho e tenho usado as mesmíssimas peças, até porque não disponho mais do tempo que tinha antes para escolher, com uma bebê gritando MAMAINNN e puxando meus brincos, rs.

O meu encontro com o meu guarda-roupa vem sendo um mix de incômodo com diversão. Tenho redescoberto algumas peças, o que é ótimo, além de repensar novamente várias que continuam aqui. Acho que não vai sobrar pedra sobre pedra, mas infelizmente terei que me virar ainda com o que tenho.

Reencontre seu guarda-roupa. Observe tudo sem julgamentos, com menos cobrança, refletindo sobre quem somos hoje, o que mudou, o que queremos pro futuro, pensando nos desejos de acordo com as novas necessidades.

Tem sido um bom exercício, apesar de algumas crises. E pra vocês, como foi o vestir no retorno às atividades? Bom, por ora ficaremos quietos ainda, por conta da nova variante, mas vamos q vamos.

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