Estou por conta de um projeto que finaliza amanhã – por isso a ausência nessa segunda-feira – e aí naquela de o que colocar no blog eu lembrei, até por conta do que estou compartilhando no plantão dos bazares, de ressuscitar esse post de 2013 em que falo da minha estratégia de compras em bazares. Eu sou daquelas que sofro em bazares, quero levar tudo, hahahaha, mas nada como ser um pouco racional para não se arrepender depois 🙂
Aproveitei para atualizá-lo com informações que aprendi ao longo desse tempo, então confere aí as dicas super atuais (e a gente nem falava em crise, heim!) para não cair na armadilha do armário cheio e bolsos vazios:
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Não gosto de fazer posts de comprinhas, prefiro mil vezes mostrar as ideias nos looks, por isso matutei e resolvi dissertar sobre minha nova postura na hora das compras. Sim, porque quero abandonar de vez a banalização dos 100 reais e me concentrar em encontrar cada vez mais peças com um bom custo-benefício e que não sejam exatamente uma facada. A gente sempre escuta que “coisa boa custa caro” e em parte isso é verdade – mas para quem garimpa em bazar, brechós físicos e online, essa máxima cai por terra muitas das vezes.
Cada vez mais tenho ficado uma chata pra comprar, até leio nos meus posts dos reviews das coleções da C&A que estou com mania de desqualificar tudo, de achar tudo ruim…e podem continuar opinando isso, porque eu estou mesmo achando tudo ruim. E já dissertei sobre isso dezenas de vezes, meu dinheiro é suado, tá tudo cada vez mais caro nessa cidade e se eu não estabelecer critérios para os meus gastos, não terei dinheiro para viajar, morar num apê melhor, essas coisas que são mais importantes que um armário abarrotado.
bazar da Totem de 2013!
Por isso vou dividir um pouco da minha experiência em bazares:
– Antes de tudo, faça um inventário para analisar o que realmente você tem. Será que você acredita ter 5 camisetas pretas quando na verdade as profundezas do armário escondem 20 mesmíssimas t-shirts escuras? 😮
– Percebo o que realmente preciso e faço uma lista. Claro que em bazares é mais tentador levar algo que não precisamos tanto, só porque estava muito barato, mas aí a gente atola o armário todo de novo e não usa muito do que adquiriu. A ideia não é encher a gaveta de novo!
– Não vou a todos, só das marcas que me identifico e sei que tem muitas peças de qualidade que eu não teria grana pra investir no preço cheio. Por isso o da Totem me interessou: gosto das estampas, gosto da modelagem e muitas vezes encontramos tecidos bacanas.
– Uma leitora perguntou ontem sobre essa história de tecidos, eu já escrevi nesse post aqui. Nada contra poliéster, mas se eu quero um armário que seja mais versátil em todas as épocas do ano, e se eu posso priorizar roupas em tecidos naturais, claro que é muito melhor.
– Pense na proporção ideal de roupas para o seu armário: ele está carente mais de partes de cima e você só compra saias e vestidos? Você precisa URGENTE de roupas para trabalhar mas não resiste a um vestido com decote lateral super a cara do verão? Que tal aproveitar os bazares para comprar aquilo que muitas vezes você nem daria bola no preço cheio mas que agora está custando uma pechincha?
– Aquela peça vai render com o que você já tem três combinações diferentes entre si, no mínimo? (essa é difícil até pra mim, hahaha)
– Seja educada e civilizada – não pire por causa de um pedaço de roupa, plis.
– Vá sem maquiagem ou com o mínimo: não é legal transferir a base pra roupa!
– Vá com um biquini por baixo se for o caso e com uma roupa fácil de tirar. Lembre-se que muitas vezes não existe provador nesses locais (esses que fui tinham dois espaços improvisados e espelhos)!
– Se for o caso, leve uma amiga pra te ajudar a pegar as peças e a opinar, para ela ser mesmo o advogado do diabo. Nesse último que fui, o da estilista Andrea Marques, minhas amigas me ajudaram a decidir qual peça levar (a desapegar também), palpitaram caimento e combinações…uma foi a consciência da outra 🙂
– Observe sempre se a peça está manchada ou furada. Mesmo baratinho não é bacana enfiar algo que não esteja 100% no armário. Se precisar de muitos ajustes, desista – grandes chances da peça ficar encostada.
– Leve SEMPRE cheque e algum dinheiro. Vários bazares não aceitam cartão.
– Prefira ir com uma bolsinha pequena e fique grudada nela.
Eu normalmente me programo para chegar cedo, se o bazar abre às 9h eu chego 8h30. Uma amiga disse que é muita vontade de querer comprar roupa, HAHAHA, eu concordo com ela, mas quem quiser pegar as melhores peças ou do seu tamanho, infelizmente precisa madrugar.
Quando abre dá o maior siricutico de sair correndo, hahaha, mas se controle e, com a lista já decorada, vá nas araras do que você mais precisa – no meu caso, blusas. Eu pego as que eu acho bonitas, depois olho numeração, e deixo pra pensar depois de experimentar, com calma, sem pressão.
Se estiver com pressa de ir pro trabalho, avalie se aquela situação compensa só para ter a sensação de que se deu bem. Não seria melhor pensar direitinho sobre o que está levando e evitar gastos desnecessários? Isso sim é se dar bem. 🙂



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