* A Carolina Caliman é leitora do blog, advogada paulistana de 33 anos e estava prestes a ter seu primeiro filho, o Rafael, quando me escreveu dizendo que gostaria de fazer um post sobre como podemos versatilizar e aproveitar o que já temos nesse período, já que ela quer futuramente se dedicar à moda. Achei interessante até pela proximidade do dia das mães, pedi um rascunho e adorei! A Carol também ilustrou com fotos das roupas dela e aproveitei para pegar outras referências. Espero que as futuras mamães curtam e que as atuais relembrem os tempos de neném na barriga com muita alegria. 🙂
“Estar grávida é maravilhoso. Todos te paparicam, dizem que você está linda (mesmo quando não está, rs), o cabelo dá uma encorpada, a pele fica linda (tchau acne adulta e marquinhas de expressão!) e você se sente tão feliz na maior parte do tempo que fica até fácil aguentar as pequenas chatices da gravidez (enjoos, inchaço, manchinhas na pele se você não usar filtro solar todo santo dia, etc).
Pra mim, a parte realmente difícil dessa fase foi o fato de ter de dizer adeus (ao menos temporariamente, assim espero!) ao meu guarda roupa, ao desejo de renová-lo vez ou outra e fazer vista grossa para as tendências por um bom tempo… e imagino que para vocês, leitoras do blog, não deve ser diferente.
A boa notícia é que com um pouco de criatividade dá pra adaptar seu guarda roupa de não-grávida para os 9 meses de gestação e para os meses após o nascimento do bebê (não se esqueça de que se você não é uma Angel, é absolutamente normal alguns quilinhos te acompanharem depois do nascimento por algum tempo).
Com relação ao caimento das roupas, pra mim foi relativamente fácil fazer essa transição porque sempre gostei de modelagem mais larguinha, o que acabou estendendo o prazo de validade de boa parte do meu guarda-roupa nessa fase. A parte difícil de verdade foi controlar o impulso consumista. Passear no shopping/outlet/brechó/feira e me segurar para não comprar nada era uma tortura! Confissão: às vezes eu matava essa vontade com uma bijoux bacana ou um par de sapatos (antes do meu pé inchar loucamente, rs).
Enfim, vou dividir aqui com vocês minha experiência, por trimestres e com as estações do ano. Olha só:
Primeiro trimestre (final do inverno/primavera) – praticando
Nessa fase muita gente prefere guardar segredo sobre a gestação, e, felizmente, isso é algo relativamente fácil de fazer porque você ainda não aparenta estar grávida. Você provavelmente vai se sentir um pouco inchada (seja na barriga, seja nos seios), mas as suas roupas que não forem super justas devem servir até o final dessa primeira fase, o que não significa que você não vai ter de se esforçar, pois esta é a fase de começar a praticar o “desconsumismo” (você não vai querer gastar dinheiro em roupas de grávida ainda e também não vai querer gastar dinheiro com roupas “normais”, pois provavelmente você não vai caber em nada que você comprar por mais ou menos 1 ano).
E é aqui que começa o treinamento – você vai ter de se esforçar mais pra achar dentro do seu armário combinações “escondidas” entre peças de roupa que você já conhece muito bem. E, às vezes, disfarçar um volume na barriga ou no peito que incharam mais rápido do que o esperado (se não for a sua primeira gestação isso acontece mesmo!). Portanto, cardigans e camisas abertas sobre regatas e tops serão suas melhores amigas nesse período. Coletes e blazers também ajudam muito, pois todas essas peças abertas dão a impressão de magreza e não precisam fechar para ficarem bonitos. Vestidos soltinhos também quebram um galhão (chemisiers principalmente – usei os meus “normais” até o começo do 8º mês de gestação!).

Versatilizando o vestido com blazers, coletes e casaquetos!
Normalmente as calças, sais e shorts ainda são perfeitamente usáveis nessa fase porque a barriguinha só comeca a apontar (ficar saliente e durinha) lá pro final do 4º mês. Maaaaas, se isso acontecer antes, vale a pena comprar uma ou outra calça básica (preta, branca, jeans…) um número maior do que o seu, já pensando nos meses pós nascimento (isso pra quem já não tiver pecas sobreviventes de algum regime anterior – quem nunca guardou uma calça de uma fase mais gordinha depois de perder uns quilos? Vale também apelar para a solidariedade gestacional (rs). Todo mundo tem uma amiga/irmã/prima que já ficou grávida e que já comprou algumas peças para encarar essa fase. Pegar emprestado é praxe nessa comunidade, assim como emprestar depois.
Bônus: se você não estiver sofrendo com retenção de líquidos, essa é a fase para usar seus sapatos de salto pela última vez. Aproveita!!!!
Segundo trimestre (primavera/alto verão) – visitando a loja de roupas para grávidas
Essa é a fase mais bacana da gravidez. Você já não guarda mais segredo, aproveita das facilidades do mundo das grávidas (adeus filas e olá vagas de gestante no estacionamento do supermercado!) e a barriga, apesar de saliente, ainda não pesa quase nada. Hora de investir em algumas peças chave para enfrentar os próximos 6 meses. No meu caso, essas peças foram:
1) 1 short de alfaiataria branco;
2) 1 short de alfaitaria preto;
3) uma calça jeans de grávida comprada no Target, em Orlando (até então eu não tinha calça de grávida, ainda estava usando as minhas mais larguinhas, remanescentes de épocas mais gorduchas);
4) uma calça skinny preta de sarja comprada no Walmart, também em Orlando.
De resto, comprei e acabei ganhando alguns vestidos “normais” que usei até o final da gravidez e que pretendo continuar usando durante o processo de perda de peso e até quando eu já tiver voltado ao meu peso normal. Também comprei algumas camisetas larguinhas (oi, meu nome é Carolina e sou viciada em camisetas) e investi em sapatilhas e bijoux interessantes pra mudar os looks que, inevitavelmente, acabaram se repetindo vez ou outra. Vale também lembrar que usei algumas roupas emprestadas, mas com exceção de um short cargo bege e uma blusa de babados azul e branca, tudo o que eu peguei emprestado ficou mais fazendo volume no meu armário do que me ajudou. Mas valeu a tentativa.
Dica da Lisane, nos comentários: Investir em leggings e meia-calças, que serão úteis durante toda a gravidez e não custam caro! 🙂 Outra ideia é colocar um elástico para fechar o botão das calças e jogar uma blusinha pra cobrir (nota da autora do blog, rs)

Blusa e short de grávida que peguei emprestado, shorts de alfaiataria Mammy Gestante
Tudo isso pra dizer que, se você se mantiver dentro dos padrões de ganho de peso saudável durante a gravidez, você não precisa investir uma fortuna em roupas de grávida, que, além de caras, são, no geral, esquisitas (te deixam com cara de quem nunca viu um blog de look do dia, rs). Criatividade, minhas caras, mais uma vez, é a palavra!

Camiseta amarrada com nozinho sobre o vestido: versatilizando as peças!

Chamando atenção pro rosto com um super colar e marcando a cintura logo acima da barriga
Bônus: caso a crise de abstinência da tendência te pegue de jeito, recorra a pequenas doses de fast fashions como Forever 21 (comprei uma pantalona nude e um vestido rosinha lindos lá por preços camaradas que usei até o final da gravidez e que pretendo continuar usando), C&A (aproveitei a campanha da J. Chermann a precinhos lindos – olha as camisetas aqui de novo!) e Renner. Mas nada de investir muito, só faça isso se você achar algo bem curinga, que você consiga usar depois do nascimento e se realmente estiver subindo pelas paredes, rs, ok?

Mamães que vestem tamanhos maiores devem marcar a cintura deslocada logo acima da barriga e não usar vestidos tão largões. A terceira peça ajuda a delimitar a silhueta 🙂
Terceiro trimestre (final do verão/início do outono) – agora é que são elas
Barriga pesada, retenção de líquidos, noites mal dormidas… essa é a fase mais complexa e difícil. Mesmo que as roupas ainda caibam (e caiam bem), vc já está psicologicamente exausta de tanto exercício mental para combinar as suas peças, fora o cansaço físico natural dessa fase. Calma, falta pouco!
Aqui valem as mesmas ideias do segundo trimestre, mas fica um ponto de atenção – cuidado com o comprimento dos vestidos e das blusas. Você fica tão acostumada a usar as combinações que você tão bravamente conseguiu fazer nos últimos seis meses que acaba caindo no piloto automático. E às vezes não repara que o vestido ou a blusa que você usou tanto e que te deixou tão bonita tantas vezes nos últimos tempos ficaram curtos demais com o crescimento da barriga. Portanto, muito cuidado, pois caimento é fundamental!

Marcar acima da barriga com um cintinho é bacana para não parecer grande demais e sobreposições criam uma linha vertical que alonga!
Agora também é hora de dizer adeus aos seus sapatos de salto por um bom tempo – ou você estará inchada demais para caber neles ou você não vai conseguir se equilibrar direito, pois o seu centro de gravidade já mudou totalmente por causa da barriga. Portanto, terá de repensar looks que só ficavam bons antes com salto e rever algumas proporções de comprimento para poder usar esses mesmos looks com sapatilhas (o vestido que comprei na F21 usei para ir a um casamento – como ele acabou ficando mais curto do que a modelagem originalmente pensada para ele por causa da barriga substituí o salto por um par de sandálias rasteirinhas douradas e ficou ótimo! Vale mencionar que sou baixinha e por isso essa fórmula funcionou).

Vestido Forever 21, camisetas J. Chermann para C&A, sandália Forever 21, rasteirinha Arezzo, sandália Regina Rios e sapatilha Capodarte
Bônus: encare a crise de abstinência com um day spa, um corte de cabelo, massagem… enfim, cuide de você – afinal, logo logo o bebê estará por perto e você não terá muito tempo para se preocupar com isso, pelo menos nas primeiras semanas (ou meses) após o nascimento.
É dificil, mas vale a pena. Depois desse período você estará com um pacotinho lindo nos braços e com o olhar muito mais treinado (em tempos de crise é que o crescimento acontece, rs), o que vai ser de grande ajuda quando você for se vestir enquanto estiver cuidando de mil coisas aos mesmo tempo! :)”



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