Não tenha medo de entrar nas lojas

O título é o mesmo de um capítulo do recente livro da Costanza Pascolato, O Essencial. O livro é excelente e esse capítulo foi um dos que me chamou atenção. Quando comecei a trabalhar como consultora de estilo, percebi como a maioria esmagadora das minhas clientes tinha suas ressalvas ao encarar as lojas. Dou razão a elas em vários aspectos: nem sempre o atendimento é satisfatório, tem vendedor que não gosta de prestar um bom serviço, tem gerente que intimida.

O outro aspecto que elas levantavam era da coragem de entrar numa loja mais “cara” ou “de marca” e não ser bem recebida. Ou ainda a vergonha de perguntar pelos preços, de experimentar e não levar nada. Tem ainda quem prefere não ser notado ou abordado e assim faz suas escolhas em lojas de departamento, sem pressão por parte de vendedores, podendo selecionar à vontade o que quiser ou não comprar. Realmente, a liberdade nas fast fashions é bem maior! 🙂

Meyer Scherer & Rockcastle- Urban Outfitters Headquarters

Eu sempre fico curiosa com essas histórias porque eu sou o oposto: nunca tive receio de entrar nesses lugares. Mesmo na época em que eu era bem, mas bem duranga, rs, sem dinheiro até pra comprar o lanche na faculdade, tinha cara de pau suficiente pra entrar nas lojas de Ipanema e perguntar pelas araras de desconto e nunca deixei de entrar com um sorriso, para desarmar qualquer tentativa de análise, rs.

Tudo bem, ser desinibida ajuda, mas principalmente porque sempre encarei moda de uma forma mais leve. Não me espantava com os valores das roupas no editoriais da revista e nem pensava que aquilo não seria pro meu bico; pelo contrário, eu guardava as referências para buscar similares em lojas populares ou para ir atrás na própria marca, logicamente em época de bazar ou liqui.

Essa cara de pau me fez adquirir preciosidades a preços módicos, principalmente naqueles cestinhos que ficam nos cantos das lojas com tudo a 15 reais. Eu não sei vocês, mas venho de um mundo em que dinheiro é dinheiro – seja ele 5 reais ou 5 mil. Então aprendi que meu dinheiro, por mais que não compre alto luxo, tem o seu valor. Que inclusive posso escolher onde melhor investi-lo.

Claro que faz toda a diferença do mundo ir a uma loja em que você é bem recepcionado, que ninguém te olha torto porque você quer provar a peça mais em conta da loja ou porque está de chinelo (aliás, aqui no Rio isso não colaria). Mas o que estou dizendo é que o medo de tentar nos impede de ter boas surpresas. Já mostrei pra cliente que muitos lugares tem uma equipe bem preparada, educada e cordial, que está ali para prestar um serviço da melhor forma. Em 90% que entramos foi assim – as que não fomos tão bem recepcionadas, que pena, perderam uma ótima oportunidade de ter gente tão legal como cliente.

A marca me fideliza se eu vejo que trata bem do idoso à criancinha, da moça gordinha à magrinha, da mulher que aparenta ser mais simples à riquinha. Se entende que eu to ali para experimentar, testar ideias sem compromisso – afinal, lojas são laboratórios de ideias, como bem descreveu Costanza. Eu provo a roupa, olho de frente, de costas, abaixo, finjo que estou no metrô, rs, ando pela loja, penso em quais peças que eu tenho que combinariam com ela…se estou na dúvida, eu peço pra reservar, vou passear mais um pouco e volto para tirar a reserva ou comprar.

Tem roupa que eu namoooorrrooo meses a fio, fico secando imaginando o dia em que ela custará 50% a menos. Quase como se chocasse um ovo, haha, mas eu também tenho o direito de escolher o quanto eu quero/tenho pra gastar. E se a gente sabe que mesmo na liqui as lojas têm margem de lucro, então qual o problema?

tentar

Um dos momentos mais bacanas no meu trabalho com consultoria de estilo é justamente o dia do personal shopper, acompanhando a cliente! Vou um dia antes para a pesquisa de campo, seleciono as lojas e as peças que eu quero que ela experimente. Aí volto com ela e testamos várias ideias, sem compromisso nenhum de comprar! 🙂 A proposta é abrir a cabeça para novas possibilidades, mostrar como ela deve escolher as roupas de acordo com seu estilo/tipo físico e, principalmente, perceber que outras lojas podem ter ótimos preços, qualidade e um bom atendimento. 🙂

Pondero muito mais na hora das minhas escolhas sabendo que posso ir no OFF da marca tal e pagar até uns 20 reais mais caro que nas fast fashion, mas garantir um produto com mais qualidade, melhor acabamento. Ou o oposto: entrar nessas lojas e perceber que muito do preço alto é status, é posicionamento da marca, mas que não oferece muita coisa quando se fala em qualidade e bons materiais. Sendo assim, prefiro ir na loja de departamento ou na Saara pagar 1/3 do valor por uma camisa do mesmo tecido. Tem marca que realmente não merece nem nosso sorriso na loja – uma pena.

Entrando em todos os lugares, da baciada ao luxo, pude encontrar verdadeiros tesouros. Não devemos nos sentir intimidadas por ninguém que nos olhe de cima a baixo (aliás, cadê treinamento de equipe?) nem por ambientes amplos e nem ter preconceito com lugares mais simples. Pra fazer valer a equação qualidade + preço +  bom atendimento, gasta-se muita sola de sapato – ou se mergulha de vez nos achadinhos online. 🙂

Vamos encarar nossos medos certas que somos merecedoras do melhor – seja ele na liqui, na feira, no bazar ou na loja de grife. 🙂

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Comentários pelo blog

51 comentários

  1. Cintia comentou:

    Eu não entro, Ana…
    Eu teria até condições de pagar por uma peça de grife e tal, mas não dou valor a esse tipo de coisa…
    Prefiro gastar meu suado dinheirinho de outra forma.

    Beijos!

  2. Ana Miranda comentou:

    Eu morro de medo. Tenho medo de levar cara feia dos vendedores por não levar nada. ‘Cara feia pra mim é fome’ não cola pra mim, uma cara feia, beleza, mas imagina levar várias ao longo do dia, meio que desanima.
    SÓ compro em fast fashion, posso provar 50 mil vezes, não tem vendedor no meu pé, livre leve e solta como um passarinho.

  3. Mariana comentou:

    Eu sempre tive/tenho essa neura, mas acho que também contribui a questão de ser negra, e a sensação que eu tenho quando entro nestas lojas é que sou uma estranha no ninho, afff me sinto péssima. Se estou com uma amiga, até entro, mas como na maioria das vezes gosto de fazer compras sozinha, então passo reto. É triste, mas os vendedores parecem julgar o tempo todo, fora que já ouvi alguns falando que não vendem para algumas pessoas para não banalizar a marca!

    1. Carla respondeu Mariana

      Ó Mariana, que pena. Pior é que acontece mesmo. É tanto preconceito, tem um de idade que me mata e olhe que ainda nem 40 tenho, mas só por 15 segundos, porque sou persistente, hahahaha.

  4. Ione comentou:

    Também venho desse mesmo mundo que você, em que dinheiro vale dinheiro, super me achei aqui!
    Eu sou o óleo de peroba em pessoa! E adoro fuçar a parte de descontos – amo quando as lojas possuem araras “off” nelas próprias o ano todo, já que aqui em BSB não tem quase nenhuma loja exclusivamente off de marca nenhuma.
    Acho que assim como você, Ana, que deve usar um dos extremos das lojas – os menores tamanhos -, eu também tenho facilidade em achar meus números, que são os maiores das marcas, tipo 44.

  5. Nossa, você vive falando pra gente perder a vergonha de entrar e perguntar nas lojas, mas eu ainda evito ao máximo entrar em lojas com vendedoras. Ai, detesto quando elas ficam me seguindo, olhando de rabo de olho, parece até que estão me vigiando.
    Ainda perco essa cisma, mas por enquanto acho que se tenho 3 peças de lojas sem ser fast fashion é muito.

    As Coisas que eu quero lhe Falar

  6. Gabi comentou:

    eu entro de vez em nunca rsrsrs

    depois que descobri as delicias de brechós, nem em fast fashion vou mais rs …

    mentira, comprei aquela camisa de Peter Pilotto na Target! minha primeira aquisiçao vestimentaria fora de brechós desde setembro-2013!!

  7. Gabi comentou:

    pequena historinha =
    meu professor de francês me contou …

    quando a L’OCCITANE en Provence chegou em SP, as vendedoras eram super enjoadas, muito metidas mesmo.
    A vizinha do meu rpfeossor haia sido esnobada na cara dura e quase humilhada.

    Ele comprou a briga.

    Foi na loja, falando português com sotaque francês, fez as meninas desmontarem praticamente tudo, experimento, reclamou e nao levou nada.

    Algo como Julia Roberts **bad, bad mistake** sabe?

    1. Thaís respondeu Gabi

      Simplesmente amei, Gabi!!! A mim não deve qualquer desculpa!!! Auto estima é TUDO na vida e ela deve começar por nós mesmas!

  8. Carol comentou:

    Ana Carolina, Ana Carolina! Você leu meus pensamentos! Estava justamente elaborando sobre isso hoje! hahaha

    Uns dias atrás uma pessoa compartilhou no Facebook a seguinte matéria, com o curioso título: “Marcas de grife têm vergonha de clientes mais pobres” – http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/03/marcas-de-grife-tem-vergonha-de-clientes-mais-pobres-diz-data-popular.htm

    A matéria fala de casos específicos, mas que me fez refletir e ampliar para as minhas experiências.

    Eu não ando esculhambada por aí, mas sou básica, não ando elegante nem com nada diferente e tal. Comprar roupas acima de R$100 é muito difícil (devo ter umas 3 peças), então não visto nada que alguém ligado a marcas consiga identificar. Mas não vejo problema em ser do jeito que sou e nem de ter o que tenho (não sou rica, mas não passo dificuldade e, por isso, já me considero uma privilegiada!).

    Existem lojas, que nem considero de luxo, mas com preço mais elevado (roupas de R$100 a R$600 reais, mais ou menos), onde eu realmente não me sinto bem. E não é só em uma loja física em determinado bairro. São algumas em diferentes lugares. Tem uma marca em especial (muito carioca e florida, com estampas bonitas e tudo mais) que eu gosto muito, mas sempre sinto um incômodo.

    Esta marca, especificamente, eu sigo no Instagram e eles sempre divulgam fotos belíssimas, cenários cariocas, com meninas de cabelão liso, meio espírito livre e tal. E parando para pensar no que estava vendo, vi que eu não era nada daquilo. Eu não parecia em nada a imagem da marca. Eu não era a imagem que a marca quer. Eu não tinha o dia-a-dia que a marca mostra. E aí eu pensei: acho que estou desejando algo e esse algo não me deseja.

    Toda marca tem um público alvo, isso não é o problema. E é claaaaaro que há problemas específicos com um vendedor ou uma loja. Agora eu também não quero mais ficar correndo atrás de algo que eu desejo, mas que não me faz bem. Eu acho sim que qualquer um tem direito de entrar onde quiser! E nós temos o direito de nos sentir bem em todos os lugares (autoestima lá em cima, meninas!)! Então acho importante sempre avaliar o que está errado naquela relação. Se realmente houver um problema, é bom ter em mente que o problema não é você! Eu não sou o problema para essa marca que mencionei acima. Talvez falte um cuidado maior com treinamento ou até com esse direcionamento de cliente. Talvez tenha dado azar, rs. Mas tenhamos autoestima para nos valorizarmos em qualquer lugar e coragem pra dar um pé na bunda em quem não nos faz bem! rs

    Ps: essa foi a minha experiência. Portanto, se generalizo algo, é dentro do que passei. Não falo mal de marca nenhuma aqui!
    Ps2: Desculpa, Ana e leitoras, pelo desabafo-testamento. Mas o tema foi muito oportuno, tinha que botar pra fora. Se em algumas partes não fizer sentido, relevem please! 🙂

  9. Sempre leio o blog mas hoje não pude deixar de comentar!
    Um dos melhores posts que eu já li! Eu tinha bastante receio de entrar
    em uma loja cara achando que as pessoas me olhariam
    como se eu não pudesse pagar. Culpa de uma equipe destreinada que infelizmente tem
    vaga cativa em algumas lojas.
    Até que descobri que os jeans da Forum eram os que melhor se adaptavam ao meu corpo,
    com incentivo do meu marido entrei na loja e de fato não fui bem atendida. Porém, resolvi levar a
    calça porque ela no meu corpo era mais importante para a minha decisão de compra que a má vontade da vendedora.
    Desde então, entro nas lojas pensando que vou provar e se não gostar não vou levar. Independente se vão achar que é porque não posso pagar.
    Parabéns pelo texto!!

    1. Ana Carolina respondeu Paula

      Pena que custa caro! 🙁

      1. Paula respondeu Ana Carolina

        Pois é!!! Mas é bom saber que tem, quem sabe na promoção neh…

  10. Patricia comentou:

    Olá. Eu acho válido entrar em lojas mais caras para ter referência de qualidade de tecidos, corte e caimento, não que qualidade e bom corte seja lei para certas marcas, mas acho válido entrar naquela que tem fama de boa qualidade. Eu acho que, é melhor ter uma peça de boa qualidade e caimento perfeito, do que ter três de lojas de departamento. Não que nas lojas de departamento não se ache boas peças, já achei várias. É triste se sentir desprezado por certas pessoas, mas mesmo assim acho que vale a pena pois é o seu dindin suado e é tão bom gasta-lo em peças que você vai usar por tempos sem que fiquem feias e que sinta vergonha de usá-las. Acho que, uma boa maneira de se começar é ir na época de liqui, eu comecei nessas épocas e me senti mais a vontade nas lojas, encontrei muitas peças boas e com ótimos preços.

  11. Tagiane comentou:

    Novamente você nos brinda com um texto lúcido Ana. Que delícia ler algo assim no começo do dia. Eu não tenho coragem de entrar em loja cara, então compro em loja de departamento ou da China. Nem na Zara eu me sinto à vontade 🙁 Mas preciso repensar isto e este texto foi um belo incentivo. Aproveito para te pedir que venha ao RS para fazer consultoria, o que achas? Beijos e ótimo final de semana.

    1. Re respondeu Tagiane

      Nossa, Tagiane, encontrei outra pessoa que também não se sente bem nessa loja! Na verdade fui só 2X em uma de um determinado shopping em SP. Mas meu incômodo não foi pelas vendedoras, mas pelas clientes e pelo clima… Tudo muito afetado, fútil, fresco, sei lá! De pensar que em outros países é tão popular quanto as nossas lojas de departamento. Muita besteira, né?

      1. Tagiane respondeu Re

        Oi Re, somos duas então! E comigo é exatamente isto que tu falou, não é pelas vendedoras não, é pelo clima da loja mesmo. Tem lojas que lá fora são “simples”, mas quando chegam aqui viram pura afetação. Vou me virando na Renner e C&A por enquanto, que são as únicas grandes que têm na minha cidade (Novo Hamburgo – RS), mas confesso que ultimamente sou cliente cativa (quase diária, hehehe) do Ali Express.

  12. Lídia comentou:

    eu entro! não tenho dessas coisas não..até pq eu compro oq eu gosto!! independente da loja e as vezes do preço tb..mas uma vez entrei numa loja de status aqui na minha cidade e a vendedora me olhou de cima embaixo..e eu tava arrumadinha!!kkkkk fiquei puta!! e só falo uma coisa: perdeu uma óoooootima cliente!!kkkkkkkkk

  13. Kézia Dantas comentou:

    Oi, concordo com a sua postura diante dessa realidade onde as vendedoras se comportam, muitas vezes, como se fossem melhores do que as consumidoras, essa olhada de cima a baixo já aconteceu muito comigo, mas tento entrar, ás vezes dá vergonha, mas penso que é bom ter ousadia e ver no que vai dar entrar naquela loja que intimida a gente. Bjos

  14. Marcela comentou:

    Eu não entro também,mas juro que não consigo entender o porque de pessoas que ganham comissão não prestarem um serviço de qualidade e tentar aumentar sua renda..e aliás as vezes a vendedora tá ali,ganha menos que você e esnobe. Antes meu sonho era uma calça da M Officer (alguns anos atras) e as calças de la não me serviam,fui tão mal tratada e esnobada na loja que chorei de raiva.Agora que as calças servem eu não quero mais e qdo eu passo em frente a loja tenho vontade de mostrar o dedo do meio toda vez.rsrs engraçado mas peguei birra! e penso ainda que se não for a relação consimidor/lojista que seja a relação de ser humano ne gente. Pq humilhar e julgar pelo que se esta vestindo,calçando se no fim todo mundo morre e vai pro mesmo lugar(ou não) talvez os que humilham e esnobam tenham um lugar reservado um pouco pior do que o nosso. Bjos ANA adorei a materia.

  15. Gisele comentou:

    Oi Ana! Adoroooo esse tópico.
    Eu entro, simplesmente porque adoro moda e gosto de ver (e rir) dos preços… mas, confesso que não é todo dia que tenho paciência de aguentar vendedora me olhando com cara de inferior.
    O que acho mais curioso é que as vendedoras NÃO SÃO RICAS e, muito provavelmente, ganham menos do que eu e NUNCA teriam recursos para comprar aquela mesma peça. Fico me perguntando se elas agem assim por uma falsa sensação de poder ou porque são treinadas para “enxotar” os caroços (aka nós)e deixar a loja vazia para parecer mais exclusiva.
    A marca que dá show de simpatia é a Maria Bonita e Maria Bonita Extra. Já entrei de chinelo, salto alto e sapatilha e sempre sou recebida com o mesmo sorriso. Resultado: é de longe a marca “cara” que mais tenho peças.

    Bju!

  16. Vânia comentou:

    Ana, eu ja trabalhei em loja de shopping, que considero cara, pois trabalha muito com malha, e os preços eram meio salgados… e sempre entrava alguma cliente um pouco envergonhada, por estar de chinelo, pq estava muito calor, e logo após o atendimento, o experimentar a roupa, a fase de se apaixonar pelo caimento da peça, elas começavam a falar que havia ido na loja X e olharam com cara de superioridade, que ninguém quis se aproximar, e que quando vc entra em uma loja, e é bem tratado, vc compra, independente do valor!!
    E depois disso eu parei de ter vergonha de entrar nas lojas de grife, se eles não querem me atender pois estou com o uniforme da empresa onde trabalho, ou de chinelo e descabelada, é pq não merece meu investimento.

  17. Micheli comentou:

    Adorei esse post!
    Olha, eu antigamente tinha receio de entrar nessas lojas, não entrava nem na Zara, rsrs, mas hoje em dia eu entro numa boa, não ligo pra cara feia de vendedora não… E como algumas leitoras citaram acima, muitas vezes as vendedoras ganham menos que eu e ainda tem que trabalhar de fim de semana enquanto vc tá ali comprando… Então, não há motivo pra insegurança, eu mesma já achei peças incríveis, algumas com preço bom, outras nem tanto… Mas vale lembrar que muitas peças dessas lojas não valem nem um metade do preço pelo qual são vendidas… Tem algumas em que é visível que o preço significa apenas status e a qualidade passou longe… Por isso acho que é bom fugir dessas peças nessas lojas e comprá-las nas fast fashion mesmo.

  18. Juliana comentou:

    Não sou vendedora, nunca trabalhei em comércio, mas conheço gente que já fez parte desse mundo – muitas lojas treinam as vendedoras para agir assim. Elas sabem que ganham menos do que boa parte da clientela da loja, o esnobismo não vem necessariamente delas – muitas vezes é direcionamento da gerência. Ou às vezes nem é esnobismo, é simplesmente falta de saco para trabalhar com o público que acaba transparecendo assim. Odeio lojas assim, motivo pelo qual parei de frequentar a Contém 1G há algum tempo.
    Gosto de ser bem atendida. Na Taco e na Hering, várias vezes aconteceu de eu ter que experimentar metade da loja para encontrar UMA calça que me servisse, e sempre tive um bom vendedor pacientemente pegando os modelos no estoque, trazendo na cabine… Mas pode ter sido sorte também.
    A verdade é que o setor de serviços no Rio (onde conheço bem) é uma porcaria. Em todos os setores. Você tem tantas chances de ser mal atendido tanto na SAARA quanto no Leblon, num restaurante ou numa loja…

    1. Ana Carolina respondeu Juliana

      Sim, infelizmente aqui no Rio a gente é mal atendido em TODOS os lugares. Quando vou a BH ou Juiz de Fora eu me sinto tão bem recebida, tão bem tratada, que até deprimo, porque sei que não vou ter esse tratamento voltando ao Rio. 🙁

  19. Rose B. comentou:

    Oi Ana! Que texto ótimo! Entrar ou não entrar?Hum, tenho passado muito por isso, não somente em lojas de roupas, mas de movéis e até em um salão passei por isso ao entrar para fazer as unhas. Fico P… da vida!Mas, um dia entrei em uma loja com a intenção de comprar um sofá, uma loja muito cara! Os vendedores me olharam de cima a baixo e ainda deram risada! Pois bem, sentei no sofá, mexi na decoração e ainda bati uma foto para guardar a ideia! Depois, perguntaram; É alguma coisa? Respondi: Que sofá péssimo e duro! Vou procurar um melhor! Sai balançando o cabelo, coloquei o óculos escuro e dei risada! Um mês depois comprei um sofá similar, em uma loja muito melhor e por miseros 400,00( nem acreditei!). Se me trata mal, realmente não dou meu dinheiro!

    1. Ana Carolina respondeu Rose B.

      HAHAHAH sou dessas! rs

  20. Talita Malta comentou:

    Oi Ana,

    Sempre que penso duas vezes ao entrar em uma loja, faço uma reflexão sobre os papeis que serão exercidos a partir da minha entrada… Vendedora e consumidora!!! Independente de quanto tenho em conta, é uma obrigação dela ser pelo menos educada ( não precisa ser a mais solícita do mundo) e eu, como consumidora, exerço meu direito de entrar, perguntar e se achar que devo, levar!Funciona em muitos casos…

    É claro, que existem lojas que sei que estão muiiiiiito longe do meu poder aquisitivo, e quer saber, não perco meu tempo e nem fico me “maltratando” entrando nestes lugares, para ver algo legal e concluir que simplesmente, não dá para comprar.

    Acho que não devemos sentir intimidadas, é um direito como consumidoras! Acho que todos nós temos o direito de escolher onde queremos deixar parte do salário, que não vem fácil para ninguém… Hoje, com tantas ofertas, sejam físicas ou virtuais, o melhor é eleger onde valorizem nossos desejos, salário e tempo!

    Ana, se for a Juiz de Fora, visite o showroom da Vanea Treazza, será uma prazer.

  21. gicélia nunes comentou:

    Oi Ana,
    Muito boa essa matéria,excelente.Parabéns
    Bjss, gicélia

  22. Juh comentou:

    Já passei por tantas… Não se é receio em algumas lojas outras eu tenho vergolha na cara mesmo!de não Algumas das vendedoras ou melhor algumas terroristais,kkkkkk! querem me empurra roupas caras que não cabem em mim,ou já viram a cara por eu ser Plus size,ainda tem lojas em que realmente os preços mesmo com descontos ainda ficam muito superiores ao meu orçamento classe média baixa,sim!não sou rica e tenho consiencia doque sou e onde me encaixo, não ouso certas coisas incluse nem mim permito ser mal tratada em determinados locais, que tenho que pagar, ou melhor já faço isso pagando meus impostos e não vejo resultado nem um. Infelismente até hoje quando ousei o resultado não foi nada agradavél e nem numca vi arara prêmiada em loja nenhuma no estilo”A” ou”M+”que vendese algo nem com o preço perto do rasuavél,faltou sorte ou meu sorriso não agradou muito,vaí saber!?rssr! :>

  23. Marina comentou:

    Eu não entro… Aqui na minha cidade é bem complicado… Você tenta entrar, mesmo que queira comprar e te olham dos pés à cabeça… Então evito de me sentir pior ainda e passo longe.

  24. Marcia comentou:

    Oi Ana tenho que contar minha experiência. Entrei numa loja onde costumava comprar, mas que por outros fatores, eu havia deixado de comprar há um certo tempo. Veio uma vendedora me atender, mas com aquele desprezo. Eu queria um tricô que tinha visto no lookbook, mas como na época do lançamento eu estava cuidando da obra de um apartamento, não me restava tempo nem R$ para comprá-lo. Entrei na loja louca pelo casaquinho, procurei em todas as araras e nada. Decidi perguntar à simpática vendedora se ainda tinha o casaquinho tão sonhado. Com todo o desprezo ela me disse: acabou, inclusive procurei ontem para minha cliente e não tem mais nenhum em outra loja. Sai da loja desolada, mas quando quero uma coisa corro atrás mesmo. Cheguei em casa e liguei para uma outra filial e para minha surpresa, meu casaquinho tão desejado estava lá. Pedi que fosse feita uma reserva e dois dias depois peguei meu tricô lindo!! Era época do dia das mães, então um dia, na hora do almoço, fui com uma amiga na primeira loja onde havia ido em busca do meu tão sonho casaquinho. E mais uma vez dou de cara com a simpática vendedora, que me olhou com o maior desprezo, cutucou a vendedora que estava ao lado e começou a rir de mim. Eu estava usando uma saia que comprei na coleção Andrea Marques para C&A. Mas não tive dúvida, tamanha foi minha indignação com a atitude da pessoa que esperei a gerente estar próxima dela e falei: lembra que entrei aqui procurando um tricô e você me disse que ele tinha acabado em todas as lojas?? Consegui em outra filial da sua loja. Liga pra lá e pede pra sua cliente. A garota só faltou morrer … a gerente ouviu e veio logo nos atender, sentiu que ali estava rolando um stress. E o mais engraçado é que depois voltei a essa loja e conheci uma vendedora que é um doce de pessoa, já considero-a como uma amiga muito querida mesmo!!! E a outra simpática ainda trabalha lá, me olha de lado, tenta se aproximar, mas não dou a menor atenção a ela. A loja não perdeu a cliente, quem perdeu foi essa vendedora ridícula sem educação.

    1. Ana Carolina respondeu Marcia

      Que triste ter gente com essa postura. Antes eu sentia raiva, agora tento sentir compaixão e imaginar o quão triste deve ser trabalhar em algo que não se gosta…viro as costas e vou ser feliz em outro lugar quando acontece isso. 🙂

  25. Juh comentou:

    Gente!a revolta no desabafo foi tanta que engoli algumas letrinhas e pontos.Eu sei bem o que é isso Marina.Beijinho no ombro prá esse povo grosseiro do comércio que não sabem tratar bem a clientela.FUI!

  26. Elizabeth comentou:

    Eu entro sim, há uns 10 anos atrás quando eu não tinha dinheiro para comprar, eu tinha vergonha, hoje tenho condição e penso que deveria ter entrado; não tô nem aí se vai me olhar torto ou não. Coisa de Brasileiro, porque ano passado em Nova York fui a loja Prada da Quinta Avenida, experimentei vários vestidos e não comprei nada e fui super bem atendida e ainda disseram que teriam o maior prazer em me receber novamente, o mesmo aconteceu na Louis Vuitton onde eu perguntei qual era a bolsa mais barata da loja e a vendedora me atendeu com muita educação e eu olhei e nem levei.Esses vendedores daqui precisam de treinamento adequado para atender ao público, e mais, acho que elas deveriam se colocar no lugar de quem entra na loja, até porque a maioria delas não tem condição de comprar na loja em que trabalham.

    1. Rose respondeu Elizabeth

      Verdade Elizabeth é falta de treinamento mesmo, gente se até a Oprah Winfrey foi destratada! Eu já fui vendedora de uma grande grife onde se investia muito em treinamento, lembro que o filme ‘Uma Linda Mulher” é referencia para treinar quem trabalha com vendas, a tão conhecida cena que a Julia Roberts é destratada pela vendedora e depois retorna á loja sambando na cara da mesma! Algumas lojas não investem muito em treinar funcionários, e muitos são sem noção mesmo, não tem perspicácia para diferenciar o cliente, respeitando e atendendo a necessidade de cada um, muitas vezes perdendo uma grande comissão por julgar o livro pela capa, lamentável, a minha paciência é curta com este tipo de pessoa também!

  27. Ligia comentou:

    Acho que é questão de preparo dos vendedores mesmo, não apenas treinamento, mas educação e gentileza. Já tive muita vergonha de entrar em lojas por conta de algumas vezes que fui destratada, e nem se tratavam de lojas carérrimas, era qualquer loja mesmo. Em algumas saí com a sensação de que eu deveria ir direto de lá pra uma benzedeira, de tão pesada que foi a olhada de cima em baixo da vendedora. Só que um dia ‘garrei’ um ódio disso, e resolvi peitar. Nas primeiras vezes senti um baita frio na barriga (medo de me sentir humilhada), mas nessa experiência acabei descobrindo lojas com vendedores sensacionais, e isso muitas vezes não tinha tanto a ver com o padrão da loja. Já fui mal atendida e bem atendida tanto em lojas mais simples e populares quanto em lojas mais caras. Um exemplo foi uma L’Occitane na minha cidade, onde fui super bem atendida, e nem comprei nada. Só queria conhecer os produtos, e falei isso pra vendedora logo de cara (ainda meio com vergonha). Ela me mostrou tudo com a maior educação, gentileza e simpatia. Hoje em dia quando sou mal atendida em algum lugar (porque isso acontece mesmo), eu consigo rir e virar as costas sem me sentir mal. Às vezes até alfineto a pessoa, hahahah. Ah, outro exemplo é o próprio Boticário, que já fui em lojas com vendedoras absolutamente esnobes e antipáticas, e em outras que fui tão bem atendida que nem acredito que fazem parte da mesma franquia.

  28. Lisane comentou:

    Nunca trabalhei em loja, mas pela observação se sabe que as vendedoras de lojas tem a vez de atender, ou seja o próximo cliente que passar pela porta quem atende e a vendedora A, depois a B, e assim por diante. Se entra alguém e já diz, estou só olhando, a vendedora já sabe que tem pouca chance de vender. Mas mesmo assim ela tem que ficar esperando até a cliente sair da loja e só depois entrar no fim da fila para atender outra cliente. Ou seja, e uma questão estatística, a vendedora usa a roupa da cliente, jeito ou qq outro parâmetro para saber se da atenção, ou pouca atenção a cliente, esperando que se o julgamento estiver certo ela perca menos tempo com quem não vai comprar. A gente sempre acha que o julgamento e pessoal, a birra, ou sei lá o que, mas não e. E apenas a vendedora usando uma média estatística para ganhar sua comissão no fim do mês. As vezes elas erram, as vezes acertam. Simples assim.

  29. Rose comentou:

    Gente se até a Oprah Winfrey foi destratada, o que dirá de nós rs! Tive problema com lojas que me destrataram e não voltei mais, em compensação trabalhei um período na Oscar Freire e sempre entrava em lojas e grifes era muito bem atendida, acho que depende muito da pessoa que de atendente mesmo, eu não tenho medo!

  30. Lair comentou:

    Anaaaaaa
    Deus te abençoe pelo post!
    Hoje, sabadão, está chovendo aqui em Londrina. Resultado? Shopping, of course. Quando lá chego: me ga liquidação. Passo em frente a Zara: mega liquidação. Me vem imediatamente a cabeça o post: não tenha medo de entrar nas lojas. E lá fui eu.
    Resultado: 2 calças tipo legging por 25 reais cada \o/
    Taooooo feliz!
    Valeu a dica e não tenham medo meninas!

    1. Ana Carolina respondeu Lair

      Lair, que alegria seu comentário! Na prática, com um final super positivo! 😀 Viva!! Parabéns!

  31. Rebeca Gondim comentou:

    Já aconteceu de entrar numa CRAWFORD aqui de Fortaleza, shopping Iguatemi, gostar de uma calça (que seria presente pro namorado) que estava exposta na vitrine, a vendedora dizer que não tinha mais o modelo em loja, só aquele da vitrine, e não poderia retirar o da vitrina pra me mostrar, porque não pode desmontar a vitrine. Esse é o tipo de procedimento que dá vontade de dar uma ligada pro DECON e denunciar. Esse pessoal parece que nunca ouviu falar no artigo 39, II do CDC.

  32. Juh comentou:

    Decon neles!!!

  33. Vic Alloy comentou:

    Eu era super tímida, passava várias vezes em frente a várias lojas do Barrashopping aqui da minha cidade e ficava imaginando o dia em que eu poderia comprar algo lá, mas bastou que eu saísse com um amigo homem ( consequentemente mais cara de pau que eu)e contasse do meu “medo”. Ele me arrastou para dentro de uma das minhas lojas-sonhos-de-consumo ,mas logo se arrependeu, eu quis entrar em todas as outras haha
    Beijão,
    santaironia.com

  34. Grayce comentou:

    Oi Ana, esse seu texto, assim como os demais, arrasou! Bom atendimento é essencial! Já passei algumas vezes pelo desconforto de ser mal atendida em algumas lojas e como isso é frustrante e constrangedor!!! Às vezes, eu não volto nunca mais! Queria aproveitar a discussão para elogiar uma loja que tem quase em todos os lugares do Brasil e que impressiona, na minha opinião, além da excelente qualidade das peças, é claro, pelo bom atendimento! É incrível! Não interessa se experimentei dez peças e não levei nada, se levei uma só, se levei várias ou se só quero ver as promoções – e eu digo mesmo porque sinto-me a vontade! Trata-se da Damyller! Acredito que tenham uma boa seleção de colaboradores e um bom treinamento, pois o atendimento é padronizado em todas as lojas. Já morei em várias cidades do Brasil e devo ser cliente há uns bons 13 anos mais ou menos… Super indico para quem quer sentir-se bem! Parabéns aos vendedores e caixas pelo excelente atendimento! OBS: Não tenho qualquer ligação com a loja/marca a não ser como cliente. Beijos!

  35. Danielle comentou:

    Dependendo da loja, eu tbm não entro não. A não ser em lojas que as vendedoras são do tipo “se precisar me chama, meu nome é fulaninha…” rsrs Se a vendedora começa a me seguir dentro da loja, eu saio no msm pé q entrei! hahaha

  36. Dani Guimarães comentou:

    Um beijo de quem nunca entrou na ZARA. kkkk.. Eu me sinto muitoooo desconfortável nas lojas, apesar de detestar as roupas todas iguais de renner / marisa / riachuelo é o que salva, pois detesto vendedor em cima de mim! Aliexpress é vida!! kkkk

  37. fran comentou:

    oi Ana, adorei o teu texto pensamento de hoje, parabéns.
    Tive um problema muito parecido com a Ellus semana passada que ainda não foi resolvido e nem sei se será. Vou contar o meu relato pra vc ver que é complicado entrar em lojas que não sejam de departamentos. Terça passada eu tinha saido da dermato pois havia queimado o rosto com cera fria, bem o buço, fui inventar de me depilar no final de semana com aquelas folhas de cera para o rosto e acabei me queimando, não podia usar maquiagem,então estava com o rosto um pouco inchado e vermelhinho, e só com filtro solar, minha pele não é mil maravilhas faço tratamento para acne, então já viu né. Resolvi sair da dermato e passar na farmácia do shopping e dar uma passeada… fiz isso, pior coisa que eu poderia ter feito. Na farmácia foi ok, já nas lojas não, entrei na Ellus pq tinha visto em outro shopping uma calça, pedi a tal calça e o vendedor disse que só teria la no outro shopping, dai perguntei se ele podia ligar para loja e ver se tinha mesmo só naquela, dai ele disse que iria verificar, nisso o gerente da loja se aproxima de mim e fica me encarando e me olhou de cima abaixo, é serio isso,me senti tão mal que o vendedor chegou com uma calça semelhante cinza num numero maior e me deu ela, eu experimentei pois queria muito uma calça daquelas preta, provei e o vendedor pediu pra ver, mostrei e ele é ficou um pouco grande, dai eu falei “parece que peguei a calça da minha mãe, ta bem grande”, me vesti eu tava com um vestido amarelo e uma rasteirinha,bolsa… dai o gerente me diz assim ” tu tem que ir na renner,zara, ou cea, lá o preço é melhor e tu vai encontrar o que tu acha!” Adivinhem para onde eu fui depois que ele me falou isso, se alguém falar pro banheiro chorar vai acertar. Não sei o que esse povo do comércio pensa, mas sei que não coloco mais os pés naquela loja nem por decreto, e quando cheguei em casa escrevi um email para sac da empresa perguntando se os funcionarios estariam realmente treinados, e dois dias depois o RH me ligou e falei o que ocorreu e relatei que desde os 13 anos uso ellus, porém agora não usarei mais. E sim adoro ir na zara,cea e renner mas os jeans de la nunca ficam bons em mim, então quem souber de jeans skinny que não deixe pochete, me da um help.
    E Ana, adoro o teu blog,o teu conteúdo é precioso. bjos e sucesso.

  38. Maíra comentou:

    Nunca tive medo de entrar nessas lojas, Ana. Do que eu tenho medo é ser julgada. Há algum tempo decidir não comprar muitas roupas em fast-fashions e economizar para comprar em lojas com peças exclusivas e de acabamento e caimento melhores, e não me arrependi. Eu economizo por meses, compro bem menos, mas estou mais satisfeita. Não ligo muito para marca, mas confesso que já comprei com o que restou do meu 13o em um conjunto de uma grife internacional muito luxuosa e não me arrependi. Só que eu comprei sozinha, eu queria entrar na loja só que meus amigos ficaram o tempo todo dizendo que nunca daria tal preço em uma peça de roupa, que é algo supérfluo, etc. E olha que eu ajudo nas despesas da casam, poupo, pago o condomínio, etc. Mas é terrível o olhar de julgamento de uma amiga por que você comprou uma camisa de seda que custa mais que 200 reais.

  39. luciana* comentou:

    Me preocupo com a questão do julgamento, mas o que me incomoda demais é vendedor fungando no cangote. Até quando, meodeos? Por que eles não se apresentam e depois dão espaço? Outra coisa, não gosto de entrar com a obrigação de comprar, mas a maioria das lojas trabalha com comissão e tem o rodízio dos vendedores, não quero ser a pessoa que encaroçou e fez o vendedor ir pro final da fila. Tem que acabar a comissão!