Que fique cada um no seu lugar, ou o pensamento dos medíocres

E mais uma vez sai na mídia outro bafafá envolvendo o fenômeno Forever 21. Já falei sobre a loja aqui nesse post, não fui ainda porque não tive interesse + longe pra caramba daonde eu moro + não querer alimentar consumismo desenfreado + achar muita histeria coletiva pra pouca qualidade, etc. Mas enfim, cada uma aqui faz sua escolha e toma a sua atitude em relação ao que acredita e quer para si.

A questão é quando ainda nos deparamos com uma luta de classes com um shopping como palco de preconceito escancarado e descabido. Aqui no Rio eu percebo a discriminação vinda de muitos lugares e de vários lados, por isso achei importante falarmos disso aqui. Botar o dedo na ferida de cada um de nós.

Não estou super no clima pra escrever hoje no blog, por isso perdoem se minha redação não estiver ok, rs. Vou tentar ser sucinta e deixar a discussão para os comentários.

A Forever abriu no templo do luxo aqui no Rio, o shopping Village Mall, com marcas como Gucci, Burberry, Prada e por aí vai. Até aí, beleza, nunca fui ao shopping porque é longe, não tenho carro e tals. Mas fato é que o Rio de Janeiro é uma cidade segregada – já sofri preconceito no trabalho várias vezes por ser moradora da zona Norte e conheço quem nunca nem frequentou os ótimos shoppings do outro lado do túnel por medo desse lado da cidade.

Se isso já me choca, imagina me deparar com uma matéria sensacionalista explorando o fato do shopping de luxo ter sofrido um ataque de pessoas que não “condizem com o ~~~público que frequenta o Village”? Senhoras e suas filhas, ostentando suas bolsas de grife, pasmas com a nova frequência e muvuca provocada pela vinda da fast fashion, afirmando que acabou o sossego delas. Sim, onde mais poderão comprar suas bolsas Gucci em paz, gente?

Eu até ri. Preconceito permeado por ignorância. O sol nasce pra todos, não brilha diferente pra ninguém que ostenta um logotipo dentro do armário.

Reclamar de um shopping que antes era tranquilo, gostar dessa tranquilidade e falar das enormes filas e da quantidade exagerada de visitantes? Ok. O problema é quando se caracteriza esse grupo de pessoas pela sua classe social ou bairro que moram.

A loja não faz o perfil do shopping mas acredito numa estratégia deles – quem conhecia antes e comprava era justamente o público que podia viajar pra fora do país e consumir o que não existia aqui. Acho super interessante diversificar o mall em um shopping segmentado, ter mais lojas com outros perfis, movimentar um shopping antes vazio, pois sabemos muito bem que não é quem aparenta ter dinheiro quem mais consome e nem quem tem o menor índice de inadimplência.

Mas a loja é popular. Em um shopping ULTRA segmentado. Não justifica nenhum preconceito em nenhuma situação, mas compraram barulho com a abertura da F21, certeza. Mas pensa só como cada vez mais espaços como esses tem recebido fast fashions, como C&A no Iguatemi SP e Riachuelo na Oscar Freire, não faz sentido certas estratégias?

Por motivos óbvios, o shopping em si já inibe a frequência do público que não é seu alvo, mas porque achar normal se estapear numa liquidação das grifes na Times Square e aqui coloca banca publicamente sobre qualquer outro ser humano? Já entrei em lojas da Miu Miu normalmente na Europa, porque eu teria receio de entrar em uma aqui? Não ter poder aquisitivo para consumir nessas lojas me torna uma inábil ou me impede de ter conhecimento e trabalhar com moda?

Compro na feira do bairro como compraria numa loja qualquer – e sigo feliz, ainda bem.

E como a Camila Grobério, leitora do blog, falou na fanpage, resumidamente todo mundo só pensa em consumir. Seja uma cliente Gucci ou uma cliente Forever 21. E brigar por um espaço para consumir é tão triste…

Para revermos nossos valores, definitivamente – existe discriminação de todas as partes.

Ps: por favor, nada de devolvermos preconceito com preconceito nos comentários, sem generalizar. 🙂

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Comentários pelo blog

62 comentários

  1. Gisele Guerra comentou:

    A música da Elis ficou bem apropriada…pq é surreal esse povo se sentir dono do shopping e desqualificar outras pessoas como foi retratado na reportagem. Vergonha.

  2. É uma coisa tão absurda essa ideia que algumas pessoas tem de se acharem superiores às outras porque o poder aquisitivo delas é maior, que nem consigo expressar direito o quanto isso me incomoda e revolta. O dinheiro de quem compra na Forever 21, é tão válido quanto o da classe dos mais abastados que não querem se misturar.

    1. Ana Carolina respondeu Bruna Feres

      Acho que é isso. Achei que era o cansaço que estava impedindo eu me expressar, mas na verdade foi o absurdo disso tudo!

    1. Christiane respondeu Ana Carolina

      Achei o texto muito interessante e junto com o texto da Ana nos faz refletir!

    2. Ana Carolina respondeu Ana Carolina

      Olha, o texto dela tem sim coerência e uma linha de pensamento muito boa – mas chegou na parte dos favelados e ela carregou o texto com preconceito pessoal…isso eu achei falho. Mas de resto, bons argumentos! 😉

      1. Verônica respondeu Ana Carolina

        Eu também lí o texto dela e concordei com boa parte. Eu vou falar por mim, eu já tive pensamentos preconceituosos e, felizmente, pude me recriminar antes de falar ou agir desta forma…

      2. Oi, Ana! Recebi acessos ao meu blog pelo seu e vim aqui verificar o que estava rolando. Me deparei com a sua opinião sobre o meu texto, e acho que fui mal interpretada.

        Usei a palavra “favelados” e sem aspas no texto propositalmente. Óbvio que eu não tive a intenção de agir de forma pejorativa, principalmente se chamo a classe média pra refletir se ela é se sente incomodada ao ser atingida somente, ou consegue enxergar quando é ela que atinge.

        Foi o que a Verônica falou… E sinceramente, acho que todo mundo na vida, em algum momento, já teve esse tipo de pensamento preconceituoso. Usei esse termo, e sem aspas, justamente pra fazer com que as pessoas refletissem sobre isso. Por exemplo: você foi a ÚNICA que se pronunciou publicamente em relação ao texto e se ateve a esse fato.

        Recebi críticas porque disse que Cavalli era alta costura. Mas essa foi a primeira crítica por ter usado o termo “favelados”.

        1. corrigindo: “refletir se ela se sente incomodada”

          Tô cheia de sono. rs…

          1. Ana Carolina respondeu Nathália Cirne

            Respondendo seu último comentário, lá embaixo: Sim. E acrescentou muito ao meu texto! Obrigada pela oportunidade de ampliar minha visão sobre os fatos. Eu só realmente colocaria outro tipo de exemplo, mas entendi seu ponto de vista 😉

        2. Ana Carolina respondeu Nathália Cirne

          Oi Nathália! Não precisa ficar bolada comigo não, menina, se fui a única a notar isso e tals! Eu realmente li e achei isso. Na internet às vezes a gente precisa sim usar aspas, sabe? Lendo seu texto eu achei que teve esse detalhe. Aqui a gente comenta abertamente e joga limpo nas opiniões pq não temos o que esconder.

          No mais, os argumentos foram muito bons mesmo. A gente tem sim esse preconceito dos dois lados. Mas eu argumentaria de outras maneiras, sabe? Sem colocar a questão favela. Opinião mesmo! 🙂 Beijos!

          1. Eu não fiquei bolada não! Achei super válida a sua colocação, principalmente por ela ter sido pensada ao longo da escrita. Tanto que só quando eu narro a situação inversa, de pessoas de classes menos abastadas frequentando o espaço que as pessoas subentendem como sendo da classe média, eu uso esse termo.

            E eu entendo também o seu ponto de vista. A minha primeira reação ao ler o vídeo foi pensar “Nossa, que senhora preconceituosa!”, até que eu comecei a reparar quais as pessoas no meu circulo, que estavam também se manifestando contra as ideias expostas por essa senhora.

            A minha ideia não é defender a forma como ela quis se posicionar contra, apenas criticar que isso é algo comum entre as classes. Porém, todos preferem ficar nessa guerrinha e apontar o outro apenas quando é atingido.

            Sou da mesma opinião, como eu disse no texto, de que a F21 no Village não foi uma boa ideia. Não por preconceito meu, apenas por uma estratégia comercial.

            Qualquer estabelecimento traça qual será o seu publico alvo, e nenhum gostaria de vê-lo sendo substituído.Certamente as lojas de luxo que se instalaram no Village, compraram essa ideia porquê a proposta do Village era um shopping de luxo. A tendência já seria instalar uma fast fashion, ou qualquer outra lojar mais popular. Porém, se tivessem colocado uma Casas Bahias, uma C&A, uma Lojas Americanas,… o impacto seria menor e eles conseguiriam conservar dois públicos distintos em um mesmo espaço.

          2. E obrigada você, é bom ler mais sobre pensamentos e ideias opostas as nossas justamente pra aprimorar o questionamento, e a capacidade de redigir críticas.

            Beijos!! :*

  3. Sandra comentou:

    Ana, mais ou menos o mesmo pensamento daqueles que acham que não podem frequentar o mesmo aeroporto que as classes mais baixa. Triste demais.

  4. Keka comentou:

    Eu já fui lá assim que abriu e fui na F21 tb pq eu queria muito conhecer. Agora obproblema das pessoas na Barra é achar que são melhores que as outras. Infelizmente não é só por lá, outro dia uma menina do Grajaú(que é ZN) falando mau de Ramos e Vicente de carvalho que tb são ZN. O problema é que muita gente aqui no RJ gosta de ostentar, e para falar a verdade tem muitas dessas ai que moram por lá mas não estão tão bem quanto aparentam. Eu nem quis ver o video para não me revoltar.
    Sinceramente eu acho que a F21 deveria ter aberto em outro shopping, por vários motivos mas…
    Que bom que tem alguem para falar desse absurdo e não só ser conivente como varias blogueiras que se calarão diante disso. Fico feliz de vc ter escancarado a coisa.

    Bjs

  5. Sol comentou:

    Faz o seguinte.Pega esse povo e proibe eles de entrarem no barra shopping, via parque, quero ver quando precisarem de uma americanas, casa e video e outras se vao se importar… alias nao deveria ter mc donald la nao… disso ela nao reclamou…aff

  6. Não sei se eu tenho dó, ou se eu tenho desprezo…

  7. tereza comentou:

    Concordo c vc qd diz que é preconceito com ignorância. E a propósito, a senhora é bem cafoninha não? rsrsrs Coitada, pensa tão pequeno…

  8. Paula comentou:

    hahahahahaah! Ana do céuuu!!!!!! Achei cômico pq ela falou como se fosse uma questão super importante e séria, tipo “quero saber até onde eles vão”, como se fosse um assunto sério como saúde, violência, sei lá!

    1. Layla respondeu Paula

      Querida Paula, olha, no meu ver saúde e violência na minha estão na pauta tanto quanto concentração de renda, preconceito e segregação social. Esse pensamento de classe-media-complexada que muitos de nos brasileiros infelizmente temos…A maioria das pessoas so quer “ficar na moda”, ter isso ou aquilo, parece que o povo nem tem assunto… é tudo esse papo de querer ter mais que as outras, mostrar a casa e o carro e isso é muito triste, entendi o que a Ana quis dizer e isso é uma m.. eu quase nao consigo manter mais amizade pq tdo vira competição, nao tem mais sentido de respeito, de solidaridade, de ficar feliz junto, poder ficar triste sei la, é um pisando no outro credo..Deus nos abençoe! rs, abraço pra todo mundo =)

  9. Adriana (Bsb) comentou:

    Tanto pobres como ricos, estamos com os valores defasados…Deveríamos nos preocupar em estudar, pesquisar e procurar a cura do câncer, da aids, do Alzheimer, fazer mestrado, doutorado, ajudar os outros, tentar diminuir a fome no mundo (como fez aquele menininho nos EUA que arrecadou comida para os pobres), fazer trabalho voluntário, ensinar alguma arte na APAE, adotar uma criança, visitar um asilo, sei lá, fazer alguma coisa realmente IMPORTANTE.
    Lamentável essa história!

    1. Jacqueline Paes respondeu Adriana (Bsb)

      Adriana (Bsb), perfeita a sua colocação! A moda, cada vez mais, me dá um cansaço… é tudo tão pequeno! SÓ PENSAMOS EM CONSUMO!!! Eu ADORO moda, adoro esse espaço, adoro a Ana, ou do contrario nem estaria aqui, mas tenho 46 anos e digo a vcs: pra mim, pano tem cada vez menos importância e apelo! Visitei pela primeira vez na vida um asilo nesses últimos meses e é tudo tãaaaao triste… É tão duro como alguns de nós terminam ou terminarão. NAO FAZEMOS NADA para o próximo, não nos dedicamos ao estudo como devemos, não educamos nossos filhos como devemos, não apoiamos os velhos como devemos! COMBATER O PRECONCEITO que existe em CADA UM DE NÓS é sempre urgente! Mas lembremos que todos sofrem preconceito! Os ricos sofrem tb! Nós olhamos pra eles como se eles fossem pessoas menos batalhadoras que nós! Olhamos as mães que ficam em casa cuidando dos filhos com olhos dimunutos! As achamos menos grandiosas do que nós que trabalhamos, como se o trabalho de educar e cuidar não fosse igualmente dificil! Sugiro que cada um visite um asilo e veja de perto como é a velhice! Esse olhar tão cru de uma realidade tão dura, dá uma grande sacudida na gente! E a gente percebe que a vida não tem nada a ver com roupas, cabelo, imagem… a vida é muito maior do que tudo isso… triste quem não consegue ver!
      Meu bj carinhoso a todo mundo aqui

      1. Rose respondeu Jacqueline Paes

        Jacqueline Paes minha querida, te abracaria agora se tivesse perto de você rs, faço minhas suas palavras, e realmente é um mundinho pequeno demais e como você pano tem cada vez menos importância para mim. É só pano e não levarei comigo, ou fará diferença ao meu redor! Um super beijo.

  10. Christiane comentou:

    Nossa, ensaiei comentar tanta coisa, mas é tão absolutamente lamentável, que a gente até fica sem ter muito o que dizer. Como pode se empreender tanta preocupação e energia com algo tão frívolo, aff. Mas não podemos nos iludir, o preconceito existe mesmo. Aqui em Brasília não é diferente, muitos dos que moram no chamado Plano Piloto é bem provável que se achem melhor do que os que moram nas cidades satélites mais distantes. Enfim, o pior é que essas pessoas nem tem vergonha de expressar esse preconceito, ao contrário dão a entrevista como se tudo fosse normal… Que bom Ana que opinaste sobre o assunto.

  11. Celina comentou:

    Triste ver a realidade do nosso país assim estampada em comentários como este, e não, não me refiro a diferença social tão presente em nossas cidades, e sim a vexatória presença em nossa sociedade do preconceito.
    Me causa estranheza, eu como paulista adoro ver no Rio esta mistura, todos juntos na praia, a favela ao lado do prédio de luxo…… e um determinado momento, a realidade que sim, o preconceito existe e está mais próximo do que imaginamos! Triste….

    Quanto a moda, é claro que há a necessidade e possibilidade de se atingir diversos públicos. À aqueles que apreciam suas grifes, os que querem consumir moda e não podem gastar muito, nichos variados! Não vejo mal, mas não aprecio um espaço que visa segregar, um perfil de shopping que queira reunir as melhores marcas e somente elas não é errôneo, há espaço para tudo, mas me soa tão artificial, segregador… definitivamente não aprecio.

    Nem sei o que pensar… mas é o reflexo de nosso atual momento, temos muito a crescer e a aprender.

  12. Christiane comentou:

    E ainda Ana, pegando esse gancho, sabe uma outra coisa que muito me irrita é ver esse povo (e aí não são só essas aí da reportagem mas várias outras, inclusive algumas blogueiras) comprar na Forever 21 ou H&M da vida lá fora, se achando muita coisa só porque tá na gringa e aqui no Brasil torcer o nariz para Riachuelo, C&A e Marisa, sendo que é tudo fast fashion e que a qualidade dos produtos praticamente se equivalem. Isso me irrita demais!! Sei lá, os brasileiros muitas vezes tem esse costume de supervalorizar as coisas de fora, é lógico que tem coisas lá fora que de fato são muito melhores e dignas de elogio, mas há que se ter um pouco de noção, não é mesmo?

    1. Ana Carolina respondeu Christiane

      E detalhe: a C&A é holandesa! Ou seja, gringa também, rs!

  13. Gabriela comentou:

    Analisando friamente o problema é que realmente a Forever 21 não deveria ter sido instalada em tal shooping. Basta ver que o de mesmo (se não maior) nível em SP não recebeu a loja e sim o Shopping Morumbi, que ainda é um shopping bem frenquentado, porém que tem um terminal de tróleibus perto e estação de trem, ou seja, dá acesso às pessoas de nivel social um pouco mais baixo.
    Não podemos ser hipócritas e dizer que essa segmentação é errada, justamente pq ela sempre existiu e é assim no mundo inteiro. Infelizmente, em uma sociedade capitalista o poder aquisitivo foi, é e sempre será um divisor de águas.
    Assim como algumas pessoas se sentem desconfortáveis de entrar em lojas de alto luxo, essas pessoas tem direito de se sentir incomodadas com tamanha muvuca em um shopping que foi criado justamente para evitar tais coisas. Só que tais reclamações tem que ser feito com argumentos válidos, e não no estilo “eles são pobres e não deveriam estar aqui”.
    Motivos para não ter Forever 21 em shoppings de luxo é o que não falta, até pq, quem tem poder aquisitivo pra comprar Burberry, Chanel, Yves Saint Laurent e Louis Vuitton no Brasil não compra Forever 21 no exterior, né?

    1. Ana Carolina respondeu Gabriela

      Gabi, o cerne da questão é todo esse! Concordo que o frenesi de uma Forever 21 num shopping desse é um equívoco – mas não justifica MESMO esse tipo de argumento, coisificando as pessoas!

    2. Ana Carolina respondeu Gabriela

      E ó, compra F21 no exterior sim – aqui existe uma coisa chamada parcelamento…hehehe

  14. Ana que texto incrível , amei o seu posicionamento .
    Parabéns ! Sou Sua fã !
    Beijos
    Duda

  15. Lilia comentou:

    Olha Ana acho que a fala dessa Senhora foi interpretada pela maioria com muito preconceito, a riquinha que nao quer se misturar… mas vejo por outro lado… Até eu que sou pobre fiquei incomodada com tamanha falta de educacao! E acredito que essa seja a maior revolta da maioria dos frequentadores tradicionais do local. No vídeo ela fala de pessoas em filas gigantes sentadas pelo chao, espalhando sajeira para todos os lados… Isso incomoda mesmo! Até para as pessoas que com menos poder aquisitivo que teve um mínimo de educacao em casa… Falta de educacao doméstica é o grande problema da maioria das pessoas de classe mais baixa. Fazem tumulto, falam alto, fazem barraco e proliferam a sujeira por onde passam. Acredito que isso que é o grande Divisor de águas… É lamentável mais é verdade mesmo. Mamae sempre diz que temos que saber entrar e sair dos lugares com educacao e isso a grande maioria nao sabe fazer e leva ao preconceito! Qual o problema de um pobre entrar num Shopping de rico? Nunhum mas tem que saber se comportar em todos os lugares e esse foi o grande problema dos rolezinhos por exemplo…

    1. Jacqueline Paes respondeu Lilia

      Concordo totalmente!
      O q gera o preconceito é a FALTA DE EDUCAÇÃO!! Ninguem se importa de ver gente sem dinheiro por perto, mas mal-educada, pode ser preto, branco, rico, pobre… NINGUEM QUER EM VOLTA!
      Ou alguem aqui gosta de alguem do seu lado berrando em um celular? ouvindo musica (seja qual for) alta e obrigando todo mundo a ouvir tb? rindo alto? falando palavrao?

    2. Denise D. respondeu Lilia

      Nossa, Lilia, concordei demais com vc. Educação é tudo ! Até porque conheço gente com muita grana que chega no exterior e faz barraco, fura fila, fala altíssimo, chama atenção e tal. Reprovo mesmo, pode ser pobre ou rico.
      bjs

    3. Simone respondeu Lilia

      Lilia, concordo plenamente com o seu comentário. O problema maior no Brasil (e no mundo) é a falta de educação. Seja em qualquer classe social. As pessoas tem de aprender, ou re-aprender, a se comportar em local público. Não sou abonada tb, mas eu aprendi que a gente tem de saber se comportar, falar, comer, usar o banheiro, e tudo que uma família decente ensina aos filhos. Sem “barraco” não teria tanto bafafá. O meu espaço termina onde começa do próximo. Respeito e educação são primordiais na vida em sociedade.

  16. Monica comentou:

    Oi querida! Fiquei feliz em ver que vc trouxe essa discussão aqui pro blog. Ontem qndo li a matéria me senti enojada, com vergonha alheia daquelas mulheres segurando suas bolsas de grifes e seus preconceitos como um troféu a ser admirado. Faz 2 anos que volvei p o Brasil e posso dizer que ainda me sinto chocada com tanta desigualdade, com tanta diferença de classes e preconceitos arraigados em nossa sociedade, em nosso país…que se orgulha por seu “progresso” mas não evolui coletivamente para o sentido do ser humano. Me entristece absurdamente ter que conviver em uma sociedade elitista, que avalia, julga e sentencia o “ter” ou ainda, e mais comum, “parecer ter” ao ser… Considero que a experiência de viver em uma sociedade mais igualitária, multicultural, com o sentido do coletivo mais desenvolvido foi uma experiência que mudou meu sentido se ser e estar no mundo, mas com isso descobri também que o preconceito existe em todos os lugares, só mudam a ordem… Me preocupa muito criar meu filho aqui, me dá medo, fora todos os medos que nos cercam…como a violência por exemplo, lutar contra valores distorcidos que estão tão encrustados que são considerados normais e aceitáveis… Pra finalizar, concordo com o que foi dito,muita das pessoas que aqui fazem pose e agem com superioridade la fora agem como se “não houvesse amanhã” no consumismo, na falta de educação e na ignorância…que viajam p Europa ou US todos os anos e o mais perto q passam de programas culturais é da porta…mas enfim… quem somos “nós” pra julgar né? Parabéns Ana por trazer essa discussão aqui para esse espaço, e desculpe se escrevi muito! Um abraço!

  17. Juliana comentou:

    Olá Ana, concordo perfeitamente com o seu texto. A que ponto o consumismo está levando a gente, para mim não existe essa de shopping de “rico” e shopping de “pobre”, claro a gente sabe que as marcas em si definem o seu target e é para eles que pretende vender, mas isso não explica o preconceito dessas pessoas. Elas acham que só porque tem uma “etiqueta”, são melhores do que as outras pessoas, e na cabeça delas são essas outras pessoas que causam o caos no mundo. É um pensamento tão pequeno, que dá até preguiça. Lembra do vídeo que compartilhei com você Eu, Etiqueta de Carlos Drummond de Andrade,tudo a vê com esse consumismo exacerbado que não leva a nada.

  18. Manuela Melo comentou:

    O preconceito permeia a vida de todos… tanto na macroesfera: externamente,pq somos pais 3 mundo; internamente, pq sou Nordestina ou Nortista, pq depois disso, moro na zona sul, ou na zona norte, depois tem um bairro dentro destes perimetros que eh melhor que outro, depois eh o condominio que eh melhor, depois somos melhor que o vizinho… e dai vai para na microesfera que eh pq o vizinho eh negro, pq eh gay, pq nao estudou, pq anda de onibus, pq so compra na feira e por ai vai!!!
    Aqui em Recife, tem o shopping Riomar que eh tido como chic… Visivelmente, nota-se que o 1º andar so tem lojas populares e vive abarrotado de gente; ja no 2º andar sao as lojas de grifes (salvo por uma ou outra ancora pop) e voce ja ve que o volume de clientes eh menor. Mas, todos co-habitam “amigavelmente”
    Bem, so sei de uma coisa… todos temos muitos a aprender, ricos e menos afortunados, e so nos conflitos eh que iremos “aparar as arestas desta tal sociedade”

    Boa compra a todos. \O/ \O/ \O/

  19. Marlene comentou:

    Triste ver que em pleno século XXI as diferenças de classe e raça são mantidas e recriadas nesse processo de organização da sociedade.Não digo absolutamente que não tenha,mas sou mineira e morando no Rio há dois anos já fiquei triste de chorar com tanta discriminação.Consigo visualizar perfeitamente o que você disse,com uma “coisa” a mais:já senti na pele preconceito dos próprios vendedores que olham pessoas mais simples com cara de nojinho!Infelizmente o comportamento preconceituoso não terá fim,e por pura ignorância.

  20. Cinthya comentou:

    Eu nem sei o que comentar. Acho essa briga de classes de um absurdo, pessoas querendo que outras não frequentem os seus templos do consumo!? Como assim!? Já fui ao Village Mall algumas vezes. Nunca comprei nada nas lojas porque né, meu salário suburbano não me permite mas já fui lanchar no The Fifties e comer Freddo (pequenos luxos que me dou de vez em quando).
    E na boa!? Qual o problema disso!? Não vou te dizer que me sinto absolutamente mais uma naquele local porque estaria mentindo. Me sinto meio deslocada porque não ostento uma bolsa de grife e vou ao Village como vou ao NorteShopping/Nova América/Shopping Tijuca, vestida pra ir ao shopping e não pra balada. Só que eu não deixo isso me abater. Tenho tanto direito de andar por aqueles corredores imensos e largos como qq outra pessoa, morando na Zona Sul, na Barra ou no Subúrbio.

    É triste ver gente tão rica com um espírito tão pobre!

    beijocas, Ana!!!

  21. Rebecca comentou:

    Chocada com o conteudo do video. Duvido q essa senhora nao compre na Forever no exterior… Nunca fui no Village e, sinceramente, nao tenho vontade d ir!

  22. jane comentou:

    “Eu quero saber onde eles vão chegar???”
    é realmente assustador ouvir isso.
    Como disse a Christiane “…mas é tão absolutamente lamentável, que a gente até fica sem ter muito o que dizer. Como pode se empreender tanta preocupação e energia com algo tão frívolo, aff.”, ela resumiu meu sentimento.
    Conheço pessoas desse tal nível A, e vida delas é falar mal da babá, da empregada, é supérfluo demais pra gente que tem q batalhar cada $Real.
    Triste nos comentários, ver gente falando que tem q separar mesmo. Isso é estratégia, coisa que essas pessoas não entendem nada, só manjam de preconceito.. como já dito, a CeA tá no Iguatemi há anos (só pra exemplificar. Quem tá ganhando $$ tá rindo dessa discussão e repercussão.
    Não duvido nada que as netas dessas senhoras estejam frequentando as araras F21 logo que acabarem as filas.
    E enquanto eu existir vou defender que somos todos iguais!!!!!

  23. Lili comentou:

    Tinha visto a polêmica do vídeo e do texto da Veja Rio na internet… Achei curioso (pra usar um eufemismo) que no texto diz que uma panicat foi na forever 21 e a chamam de ‘pseudofamosa’… Agora colocam essa senhora que fala no vídeo como se fosse uma pessoa cuja opinião vale muita coisa e colocam, respeitosamente, que a profissão dela é de assistente social. Várias pessoas nos comentários estavam questionando a formação dela (eu inclusive). Pra mim pega muito mal uma assistente social com esse discursinho de exclusão. Mas pra mim o pior é a Veja aplaudir esse tipo de postura por parte do ‘público alvo’ original do shopping. Realmente o Village Mall era um sossego só (Porque será?)… Inclusive eu fiz compras de natal na Phebo lá (que tem preços normais)… Até por ser uma opção aos demais shoppings bem mais de boa de andar. Em todo caso, não acredito que mesmo que aumentasse 500% o movimento desse shopping chegaria perto de um fim de semana normal do barra shopping que é quase do lado. Até porque 90% das lojas são de produtos de luxo e o cinema é caríssimo… Então acredito que não há muito motivo pra se ir lá (mesmo que a pessoa tenha muito dinheiro, não acredito que se consuma essas coisas todo dia). Enfim… Preguiça desse povo e da revista Veja e seus reis do camarote.

    1. Ana Carolina respondeu Lili

      Essa revista é sem comentários. Escrevi lá em cima sobre o tom sensacionalista dessa matéria.

  24. . Aninha eu queria que elas tivessem que pegar ônibus por um dia, correr atrás de realizar trabalho com horário e prazo marcados, tivessem que se preocupar com o que realmente importa não diriam tanta bobagem, tanta coisa sem a menor importância/relevância, isso que é ser cuca fresca! “pelamor”
    . bj. fique com DEUS.

  25. Erica comentou:

    Desculpa quem achou normal o comentário dela mas não existe briga de classes, o que exise é as classes dominantes ditas como “superiores” se incomodarem pelo simples fato de “pobre” existir. Eu não me incomodo de vir com um morador de rua sentado ao meu lado no ônibus (sim já aconteceu comigo e não torci o nariz). Eu não me incomodo de uma criança pedir dois reais para ensacar minhas compras no supermercado ( sim onde moro essas cenas são díarias) ao contrário fico triste ao saber que eles podiam estar na escola. Quem sente “nojinho” do outro é a classe alta e média. Eu sempre pego a linha 2 do metrô e normal. Mas vai eu precisar dar um pulo na Z Sul que quando pego a linha 1 não teve uma só vez que as peruas que andam de metrô (sim algumas usam para trabalhar) me olhassem com nojo, ou até as jovens aquela galerinha farmete, trabalhei em ipanema como auxiliar de uma empresa quando era mais jovem e como aquele povo te olha: “eh vem a pobre com esse Jeans C&A e bolsa da mercatto, gente para que Z. Sul é reduto de gente que olha o próximo com cara cool. Para piorar pobre que trabalha lá tambpem se sente, e não eu não passos por isso onde eu moro, pode até acontecer mais é muito raro, enfim… A galera e Ipanema, Leblon e afins se podessem fariam conosco igual no filme bairro 13, nos isolariam como animais atrás de grades para que não “enfeiarmos” seus bairros com nossa pobreza.

  26. Marla comentou:

    Ana,

    Como sempre, vc soube pontuar perfeitamente a questão. Aposto (e ganho) que esse povo “diferenciado” faz sua muamba na Forever lá fora, chega aqui, joga uma “bolsinha Gucci” do lado e acha q tá arrasando. Não aceitam ver o shopping “polúido” com gente “normal”. Vergonha alheia desse povo e claro, não podia esperar q outra revista a não ser essa desse voz e espaço a essa gente. Acabei de lembrar da música “Retrato de um Playboy”, do Gabriel, O Pensador. Vale pensar na maneira que construímos nossas relações humanas, cada vez mais empobrecidas. Uma lástima.
    Sucesso pra vc e pro blog q está a cada dia melhor, e falando cada vez mais sobre coisas em que tb acredito
    MARLA.

  27. Simone Carvalho comentou:

    Excelente texto, Ana!

  28. Wal comentou:

    Segregar não é e nunca será a solução dos problemas. Pelo contrário, só causa mais problemas! Aos que reclamaram da falta de educação do povo da Classe C, que tal lutar por um país onde a distribuição de renda seja mais justa? Onde a saúde, a educação, os serviços públicos sejam de qualidade? Taí uma discussão útil!

    Beijos

  29. Juliana Vicente comentou:

    Eu ando cada vez mais decepcionada com o ser humano. Ler esse tipo de coisa me tira o animo. Vivemos em uma cidade segregada e eu estou pensando muito sobre preconceito ultimamente. Cheguei à conclusão de que as pessoas ficaram tão egoístas ao ponto de desejarem a exclusividade da felicidade. Eu acredito que ultrapassa o lado material, o que é ainda mais assustador. “Eu tenho grana, sou o DONO do shopping, do clube, do restaurante e apenas EU posso me sentir bem e feliz fazendo essas coisas. O outro, menos abastado, não tem esse direito. Mesmo que ele consiga economizar para usufruir desse mercado de luxo, a felicidade dele tem que ser menor que a minha e vale bem menos”. É ou não é isso? Ou eu estou ficando louca? As pessoas perderam o tom e o respeito pelo direito de conquista do próximo. :,(

  30. Apenas desejando que abra uma Cyticol no Village Mall pra ver o circo pegar fogo! hahahahaha

  31. Ana e Meninas, boa noite! Falo não como jornalista que escreve sobre moda, mas como consultora de Comunicação e MKT institucional: as críticas destas supostas consumidores AAAAAAAAAA rs… seria úteis se, de fato, fossem efetivas. “Noves” egos inflamados que se sentem feridos pela ‘frequência’ de classes menos ‘abonadas’ (sim, pq o conceito de rico e pobre é relativo tb) qualquer estabelecimento comercial vive de lucro e é sabido nos quatro cantos do mundo que, embora tentem muuuito fazer virar o MKT de luxo no Brasil, nossas taxas de importação sequer permitem preços condizentes com a realidade aplicada lá fora. O Brasil é o único país no qual marcas como a Gucci, para citar uma, faz esse parcelamento em 10 vezes. E aí, vem a pergunta: o MKT de luxo vive do desejo de todos e da compra de alguns. Do contrário, esse nicho de consumo migra para outras grifes porque quer a exclusividade.
    Portanto, se o shopping aceita ou propõe condições para que uma marca como a F21 venha pra cá, ele mais que qq um tem a plena noção do impacto, mas ele sobrevive do lucro e somente grifes AAAAAAAA (mais um 20 AAs) não sustentam. São surreais para nosso mercado e nossa realidade de salário x valores com impostos. E, sabemos: uma cliente que viaja 4 a 6 vezes ao ano entra no Village Mall para café, almoço qq coisa menos consumo. Ela sabe muito bem, como vc disse, Ana, com loja tranquila. Ela compra melhor e compra com preço justo.
    Acho fantástico que a gente que fala de moda com pé no chão, veja uma Riachuelo no meio da Oscar Freire. Sou vizinha e adorei ver esse muro da super inflação despencar. Temos um longo caminho pra entender que o que entra no Brasil por 10 dólares não precisa ser vendido por 2mil reais só pq o aluguel da loja custa 100mil. A culpa não é nossa. E é um lugar como esse blog, o meu site e conteúdos de tantas pessoas legais que ajudam umas às outras a serem mais educadas em comprar peças boas sem ferir às próprias índoles. Um beijão pra vcs.

  32. Juliana M comentou:

    É lamentavél e estúpido!mais esse típo de”história de classe social”existe desde que o mundo é mundo,infelismente! A divisão que alguns locais fazem é nítida. O exemplo dos Shoppings são os mais conhecidos em relação ao preconceito.Aqui no Recife tem disso também,creio que no Brasil todo,há essa intolerância idiota. Agora dinheiro é dinheiro”seja de que classe for”tem o mesmo valor”.

  33. Acho bonito tanta gente aqui falando da viagem umbiguista das senhouras de fino trato mas fico imaginando se esse tanto de gente não sente incômodo nenhum em políticas afirmativas e de redução de desigualdade.
    E, gente, se alguém te der aquela checada porque você não está grifado, de bowas, manda beijinho pro recalque passar longe. Acredita, essa pessoa vai ficar com a sua “petulância” o resto do dia e você vai esquecer que ela existiu. 🙂

  34. Talita comentou:

    Realmente não é nada demais querer frequentar um lugar tranquilo, mas no caso dessa senhora não foi exatamente o aumento do movimento no local que a incomodou e sim o “tipo” de pessoas que causaram este aumento, fica claro na fala dela que ela se sente superior a essas pessoas e que talvez na visão dela não são tão boas quanto ela para frequentar o tal shopping o que claramente a chateou já que se sentiu desvalorizada “coitada”. Sinceramente eu acredito que a pior pobreza é a de espirito, se achar melhor que outro por ter uma situação financeira privilegiada é no minimo burrice já que dessa vida não levamos absolutamente nada, nenhum prestigio ou status social a fará melhor quando a hora dela chegar, irá apodrecer como qualquer outro menos “privilegiado”.

  35. Jacqueline comentou:

    Ana,
    Acho que como colocaram nos comentários, essa é uma questão do modo como as pessoas tendem a valorizar o que dá “status”.
    Quem não conhece pessoas que sempre que viajam vão à museus, mas nunca foram ao Masp?
    A Pinacoteca e o Museu Afro aqui em SP são lugares absolutamente maravilhosos e quase ninguém conhece. por que? Porque não é cool você falar que foi no final de semana no Museu Afro. Cool só se for aquelas exposições temporárias com meia dúzia de obras meia-boca emprestadas do museu “x” do exterior.
    Não estou nem falando de pessoas que não gostam de arte. se você não gosta aqui, por que gosta quando está lá fora?
    É como já falaram aqui também, todos se gabam de andar de metrô em NY, Paris e Londres, mas morrem de pavor de pegar metrô em SP.
    Todos querem “parecer” e se esquecem de ser e viver.
    A maioria das pessoas com as quais convivo não sabe nem do que gosta. Assistem filmes, ouvem músicas, vão à lugares apenas porque todos fazem o mesmo.
    O cinema é caríssimo aqui em SP. As pessoas vão e ficam no celular o tempo todo…falando que estão vendo um filme!!
    Já passou da hora das pessoas acordarem né? A vida é curta e passar o tempo todo fingindo/posando é um desperdício de Vida!

    1. Ana Carolina respondeu Taninha

      muito boa mesmo a analogia!

  36. Bianca Pires comentou:

    Não costumo comentar, mas dessa vez deu vontade. As pessoas tambem tem o preconceito ao contrario. Justamente como vc falou. Não é só porque eu nao tenho dinheiro disponivel para comprar luxo que nao vou circular num shopping luxuoso. Adoro passear lá. Deixo meu carro do lado de fora para nao pagar o estacionamento absurdo, mas vou! rs. E achei interessante eles colocarem a Forever lá. É necessaria essa mistura. No shopping NY tinha uma loja da Harley Davidson onde hoje funciona o Rota 66. É necessário se reinventar. No Village Mall tem restaurante do Claude e Mc Donalds. Tem LV e Arezzo. Ou seja, dão é muito ibope pra besteira. O shopping esta ali para todos curtirem.

  37. Alessandra Pollon comentou:

    Oras, essa senhora faz a pergunta (“Até onde eles vão?”) e ela mesma já dá a resposta (“Venho VER as grifes”). Ver as grifes não paga os custos do shopping!
    Graças a uma política de inclusão social (tímida, mas existente), o poder de consumo se estendeu às classes populares, que compram (muito!) e PAGAM suas contas!
    As pessoas precisam esquecer a pirâmide social da forma como ela foi historicamente constituída e entender sua nova estrutura: uma teia, em que, ora estamos mais ao centro (pagando convênios médicos; comprando Iphones…), ora estamos mais à margem (não podendo arcar com os custos de uma escola de qualidade; não viajando para o hemisfério norte quatro vezes ao ano)…ou seja, minha senhora: um MC criado na periferia, que mora no morro (seja no Rio) ou nas zonas sul ou leste (em São Paulo) podem ter um poder de consumo maior que o seu! Eles são considerados “elite” por pessoas como a senhora? Claro que não, pq aí apelam para a questão do “berço”… Sim, porque primeiro, é o poder aquisitivo; quando desmistificamos essa “crendice” provando que o consumo é para todos, precisam encontrar outros argumentos que justifiquem essa verborragia.
    Ter em absoluto determina o ser! Consumir não determina quem você é! O final da vida é como um jogo de xadrez: quando acaba, peão e rei vão pra mesma caixa.

  38. Latyshia comentou:

    As pessoas ‘ricas’ da Zona sul só compram no máximo na loja da BoBô ou da Animale. Esse é o luxo delas. Essas senhoras gostam muito de falar que tem, mas ter mesmo, não tem. Devem desfilar com suas réplicas AAA para enganar trouxas. Em SP existem três shoppings de luxo com quase todas as grifes/designers de renome mundial, além da Oscar Freire. Por que será que algumas lojas vão pra SP e não pro Rio? Esse Village Mall só serve de enfeite, sonho de consumo dos pobres e ricos cariocas.