Ontem foi o lançamento de mais uma coleção da C&A.
…
Sim, senti tédio. Eu estou com a agenda bem apertada esses dias e só consegui passar na loja rapidinho pra ver.
Sei que existem opiniões divididas sobre esse giro de produtos, principalmente de quem gosta de novidades toda semana nas lojas, mas me diga: você realmente tem necessidade de consumir roupas semanalmente? Ou essa ânsia por novidades não poderia ser transferida para um evento, um filme, um livro, um evento de moda do bairro?
Ok, parece papo pra boi dormir, mas quem realmente aguenta tantas idas às lojas, tanto parcelamento, um armário hiper lotado e nenhuma ideia de como vai dar conta de tanta novidade sempre e sempre e sempre?
Eu não sou hipócrita, adoro sim comprar roupas, mas não dou conta de tanta repetição. Quero ver coisas realmente novas e inspiradoras – e digo isso nas coleções mesmo!
Comentei nesse post dessa coleção com a Adriana Barra que até tinham estampas bonitas e, realmente, algumas estavam interessantes. Mas novamente os vestidos eram de poliéster, mesmo erro da coleção anterior dela. Vestidos SUPER primavera-verão, um calor de 41 graus batendo na porta e…vou usar uma roupa de tecido que esquenta? Não mesmo.
Aí a Bruna, minha amiga figurinista, me mostrou a pantalona com uma estampa que eu adorei e perguntei o preço. “O que, Bruna? 150?” “Não, Ana, DUZENTOS E CINQUENTA”
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHAHAAHAHA
Com 250,00 eu espero a liquidação de uma loja que eu goste e compro lá, pessoal, de verdade! Ou alguém ainda acha que as novas marcas/ estilistas locais ao cobrarem esse valor, são mais caras que C&A? São não, gente. A diferença é que você pode escolher comprar algo mais interessante mesmo.
Ainda sobre Adriana Barra, tinha essa camisa de algodão, o que foi mais coerente do que poliéster, por 150 reais (!). A estampa é legal, assim como dos lenços/cangas, que custavam bons 59 reais. Não cheguei a ver os biquinis.
(foto ruim, mas é a tela dos vídeos que gravei no snapchat hojevouassimoff)
Outro dia estava sentada no provador de uma loja esperando minha mãe provar algumas peças. Cada vez que ela saía e eu percebia que era algo que ela não ia usar ou que ela estava em dúvida, eu lançava a pergunta “Mãe, você vai mesmo usar mais de um par de vezes essa saia? Ela tem uma fenda que está te deixando insegura, tem a ver com seu estilo?”
Aí uma mulher ao meu lado se intrometeu: “Se pensar assim a gente nunca compra nada”.
Não alimento respostas vazias, mas fica a questão para vocês do blog: e é pra comprar sempre, por quê?



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