Finalmente consegui reunir mais degustações para um post de continuidade do #tourdacoxinha! Acho que vocês não devem imaginar como eu sou boa de garfo ou uma verdadeira glutona mesmo: no sábado eu provei dois tipos de coxinhas, comi um cigarrete (salgado típico de Minas), uma bala de coco, logo depois cheguei em casa e almocei HAHAHAHA, uma pessoa meio saco sem fundo, digamos, hehe! Sim, eu também já almocei duas vezes…
Comer sempre foi um grande prazer pra mim e me considero uma viciada em saladas e legumes, mas sinto um prazer maior para a baixa gastronomia, a botecagem, os salgadinhos de festa, a friturinha no óleo requentado!
Quando desdobrei essa minha vertente de degustadora dessa típica invenção brasileira aqui pro blog, foi algo tão legal, tão motivador, que eu até brinco que coxinha é muuuuuito melhor que moda! hahahaha! Eu quis ressaltar justamente o quanto a gente não deve ficar preso só em um braço da nossa criatividade, ler só sobre um determinado assunto. Quantas coisas simples e boas do nosso cotidiano podem render além, gerar novas ideias e até dar um gás em novas propostas : )
E quando as pessoas se identificam é tão surpreendente quanto! Dezenas de leitoras me marcaram nas imagens abaixo, hehe! Sim, gente, é impossível ser triste comendo coxinha, hehe!
Vamos às degustações então!
1) Confeitaria Vilamore, no Grajaú – váááárias cariocas me indicaram especificamente esta que seria a melhor coxinha do Rio. A Vilamore é uma daquelas confeitarias/lanchonetes tradicionais, ainda preservando o estilo antigo de balcão com os salgados fresquinhos e ficamos de pé mesmo, mais pra quem quer resolver a vida (ou melhor, a fome) ali na hora. Foi a coxinha mais cara, acho que paguei R$6,80 e percebi que a massa tem umas ervinhas misturadas, achei interessante.
Mas preciso dizer: está longe de ser minha favorita. Sei que é questão de gosto, mas não curto recheio com o frango miudinho assim, como se tivessem passado na centrífuga. Achei a massa molenga e o recheio branco demais e não era tão temperada assim. É boa, mas não achei essa delícia toda não. Desculpa, gente =( #anapolêmica
Confeitaria Vilamore
R. Teodoro da Silva, 972, Rio de Janeiro – RJ, 20560-000
(21) 2577-4150
Horário de Funcionamento: de 9h às 21h (Terça a Domingo)
2) Massas Bibi, na Tijuca/Muda – descobri fuçando algumas pessoas que sigo no instagram! A Bibi, lanchonete/casa de massas tradicional da Muda, na Tijuca, foi citada como produtora de uma iguaria fora de série. Achei primeiramente um desleixo da minha parte morar tão perto e nunca ter comprado nada ali; segundo, porque é do lado do famoso boteco bar do Momo, não tinha como ignorar! A Bibi é um balcão, também sem lugar pra sentar, com salgados super quentinhos, recém-fritos. O dono me viu fotografando o salgado e indagou – tive que explicar a minha busca pela coxinha perfeita e a simpatia dele me conquistou – em contrapartida dos olhares surpresos dos clientes, querendo saber porque eu nunca tinha provado a coxinha de lá, uma heresia.
O dono, que revelou ser também sócio minoritário do Bar do Momo, explicou todo o processo de feitura do quitute: ele usa no recheio o peito e sobrecoxa do frango, por isso fica suculento mesmo sem catupiry (ah, a coxinha não leva catupiry, só o frango), a farinha de rosca é feita lá mesmo e a coxinha é frita em óleo de algodão, por isso fica sequinha e crocante por fora!Durante a explicação eu tratei de devorar a minha e não me arrependi: casquinha crocante, sequinha e massa saborosa mais fina, com bastante recheio de frango em pedaços (muito melhor!) e beeeeeeem temperadinho. Para harmonizar recomendo o mate da casa, uma delícia! Custa R$5,50 e só aceitam dinheiro!
Massas Bibi
R. Gen. Espírito Santo Cardoso, 50, Rio de Janeiro
(21) 2238-7904
Horário de Funcionamento: de 9h às 20h30 de terça a sábado e domingo até 15h
3) Bombonière Pipita, em Juiz de Fora/MG – num dos primeiros posts da série eu elegi a coxinha da Fábrica de Doces Brasil, em JF, como uma das melhores que eu já comi. No instagram, após a declaração, várias leitoras recomendaram fortemente um embate com a coxinha da Pipita, uma lanchonete que existe há 35 anos na cidade. Eu já tinha passado por ela mas nunca parei para provar (meu marido morou lá por 20 anos e vamos sempre visitar a galera). Meu sogro fez questão de me mostrar onde era quando comentei o fato e para minha surpresa ele não só conhecia o local como era conhecido da dona, a Mônica!
Esse lance de ser sommelier de coxinha tem me levado a conhecer pessoas tão fantásticas quanto o sabor dos seus quitutes. Mônica é uma pessoa tão gente fina, divertida e boa de papo, que não teve como me ater só à comilança! E a filha dela conhecia meu blog, hahahaha!
Na Pipita existem duas opções de tamanhos para as coxinhas, eu escolhi a menor porque queria provar o outro sabor oferecido, a com recheio de camarão! A massa é mais grossinha, o que não curto tanto, mas essa era tão saborosa que nem fez diferença no paladar. O recheio era farto, como vocês podem ver e muito bem temperado. Uma explosão de sabores unir coxinha, camarão e catupiry! Não existe terrinha melhor que Minas para se fazer lanches, os mineiros são uma máquina fazedora de comida gostosa!
Agora vamos a tradicional: mais uma vez massa grossinha, mas com casquinha crocante e muito saborosa e engana-se quem pensa que isso interfere no recheio! Bastante frango, desfiadinho e bem suculento mesmo sendo só peito. Molhado na medida com o molho e uma maravilha com o catupiry de verdade. Gostei muito, mas eu sigo amando agora a da Fábrica de Doces Brasil e a da Pipita!
Aliás, eu vi esse certificado que a Pipita mantém na parede como prova da originalidade do Catupiry usado, da marca mesmo, sem enganação! É claro que não sosseguei até pedir para fotografar, hehe. Recomendo também o cigarrete, que é um salgado típico de lá, um dos melhores que eu já comi e a bala de coco enorme e coberta de coco – um orgasmo ao derreter na boca! Ambas as receitas são da mãe da Mônica e a bala é feita de forma caseira à moda antiga até hoje, é uma arte!
Bombonière Pipita
Glr Ten Belfort Arantes, 28 – Centro, Juiz de Fora – MG, 36010-290
(32) 3215-1243
Horário de funcionamento: de 9h30 às 19h de segunda a sexta e sábados até 13h30
Quem quiser dar mais dicas é só comentar ou me marcar com a #tourdacoxinha ou #sagadacoxinhaperfeita!








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