Após um breve hiato por conta de muito trabalho+falta de inspiração, estamos de volta! Preciso dizer que nesses períodos super estressantes entre projetos (e de questionamentos se esse é o melhor caminho), quando mal consigo abrir os olhos, eu fico de birra com meu armário.
Nada do que visto nesses períodos parece que fica bom, aliás, esse ano eu senti MUITO isso por conta da demanda. O que é normal, cansaço e falta de tempo atrapalham demais na hora de olhar pro que se tem e imaginar novas ideias. Deixem-me discorrer sobre.
Ficava me cobrando para estar incrível sempre, culpando a falta de tempo pela ausência de criatividade. Só que, na prática, eu não fico mais horas e horas pra escolher uma roupa, e fui deixando apenas no meu armário as peças que eu sei que são bacanas e funcionam pra mim, o que facilita demais a dinâmica do vestir. Por isso, mesmo quando não estou muito animada, o que eu escolho acaba funcionando para aquele momento. =)
O que eu aprendi foi que o essencial basta. Um batom vermelho para desviar a atenção das olheiras, um brincão maravilhoso (esse está sempre me acompanhando!) e básicos interessantes. Com essa fórmula, não tem frustração que vingue.
Esse look eu usei para dar aula e, nesse dia, estava me sentindo um cocô, me achando a pior – e foi quando e a turma toda veio perguntar de onde era a calça baphônica. E uma calça que eu deixei encostada por tempos no armário, vejam vocês o desperdício.
Blusa de tricô da lojinha do bairro – 79,90
Calça Mara Mac que ganhei de um site outlet
Sapato Inbox Shoes – 149,90
Bolsa Adô Atelier antiga – 240,00
Óculos Livo, pulseira e brincos Luiza Dias 111fotos: Denise Ricardo
A calça ampla me deixava encucada com a silhueta, mas depois eu assumi que eu gosto é disso mesmo: de formas arquitetônicas, de geometria, de volume. Adoro o movimento que essas roupas têm, e isso me traz segurança nas escolhas, ou alguém consegue passar desapercebido pelo estilo de uma peça dramática, uma anti tendência, essa calça envelope?
Perceber nosso estilo e só ter aquilo que amamos é libertador. É salvador de auto estima. Eu olho esse look e, mesmo que seja uma construção simplória perto da minha capacidade de criação, ele me deixa um bocado feliz. Feliz de me enxergar aí, mesmo nos dias de cegueira criativa. É a certeza mesmo em dias de incerteza, é a constatação involuntária de anos entendendo e assumindo nossas escolhas.






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