Qual foi a sua maior descoberta?

Eu tava caminhando de volta pra casa e de repente surgiu essa questão. Incrível como o computador rouba muito da nossa capacidade criativa e por isso tenho me obrigado a dar um rolé pela rua mesmo, uma vez ao dia, para clarear as ideias.

Eu matutava sobre meu estilo mesmo. Elaborar aulas está me forçando a pensar várias coisas sobre o assunto, e uma delas tem sido o quanto eu aprendi sobre mim mesma durante essa busca pelo meu estilo pessoal e sua posterior descoberta.

E isso não foi agora não: comecei a contagem com meus 15 anos, ainda de forma tosquinha, mas muito segura que eu precisava ser diferente da multidão e que assim, e só assim, eu me reconheceria no espelho.

Foi nesse pensamento que veio o fio condutor para outra questão: qual foi a maior descoberta em moda na vida das pessoas que me acompanham? O que exatamente tocou elas a ponto de se enxergarem como elas são, de melhorarem sua relação com o espelho? O que será que as leitoras do blog pensam sobre isso? Se perceber nas suas vestimentas está sendo um processo doloroso ou tranquilo? Leve, ou pesado a ponto de causar sofrimento?

Quais foram as maiores descobertas em moda de vocês, aquela que gerou uma transformação boa, que deu o start para muitas outras descobertas, mesmo que ainda não colocadas em prática? Foi entrar numa determinada loja pela primeira vez? Ler uma frase num livro ou blog? Se olhar no espelho nua e gritar foda-se o mundo, eu me amo? Se libertar das compras descontroladas? Foi parar e se olhar no espelho com calma e exercendo tolerância sobre sua própria imagem?

O que você queria muito arriscar sobre você, mas não começou ainda? E se não começou…o que te impede (ou aflinge)?

muito-amanha

Espero que eu não esteja viajando muito e tenha me feito entender, rs, mas gostaria MUITO de ouvir mais o que vocês pensam sobre essa relação despretensiosa com moda e sobre o que conversamos quase que diariamente aqui, há 7 anos. Quero pescar o que pode melhorar nesse diálogo e aprender junto. Isso é até uma forma de nos obrigar a parar com tudo que estamos fazendo (ou com o entretenimento vazio das redes sociais) e pensarmos mais na gente e no que tem mexido com nossas cabeças, num puta exercício de autoconhecimento.

Me contem? Vou adorar ler o que vocês tem pra compartilhar, vou amar descobrir junto com as suas descobertas. E quem estiver com vergonha pode me mandar email também =) contato@hojevouassimoff.com.br


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Comentários

36 respostas a “Qual foi a sua maior descoberta?”

  1. Avatar de Shamya
    Shamya

    Acho que a minha maior descoberta foi entender que não preciso de um guarda-roupas abarrotado de peças caras e nenhum pouco utilitária para mim. Antes, eu era uma louca descompensada, que saia por aí à comprar tudo que via pela frente. Estourei várias vezes meus cartões de crédito. Vivia sem grana pra nada. Bem vestida e “lisa”. Até que me dei conta do quanto isso tudo era inútil pra minha vida. Uma bobagem. Parei de comprar, paguei as dividas, desapeguei das peças inutéis para mim, enfim… recomecei. Não foi fácil e nem ra´pido. Mas foi LIBERTADOR. Hoje vejo a peça, penso, repenso… e as vezes vou embora de mão limpas. Mas te garanto de coração, sou muito mais feliz!!!!! Bjus Aninha!!! P.S.: vc foi minha aliada nessa empreitada, fique sabendo. OBRIGADA!!!!

  2. Avatar de Bruna

    Ana, nunca havia percebido a tal “diferença”. Ela me veio depois. Mas enquanto eu me achava normal no meio da multidão sempre fui tida como “diferente” e “exótica”. Nunca entendi mesmo…
    Mas quando mudei do interior prá capital do estado á com 18 anos que aos pouco fui percebendo que existe um padrão. Ou melhor, ou pior, uma padronização.
    Acho chato, monotóno e não vejo graça.
    Percebo que me ‘enquadrei’ um pouco com o tempo, mas sigo tentando uma “identidade visual”. Não imagética, mas que tenha a ver comigo e com meu momento. Porque eu mudo. E muito. E o tempo todo.
    Após vários anos sem uma calça jeans sequer, hoje amo, tô a psico querendo vários modelos. E os diversos vestidos e saias? Já não compôem meu look com tanta frequencia.
    E o que aprendi com os anos e com a vida?
    Desapegar.
    Nunca tinha conseguido, muita roupa boa, que me serve, bonita. Mas sem usar. Eu ia acumulando aquilo. Com carinho por todas elas. Agora já me despeço delas. Dôo algumas, outras por mixaria no Enjoei. Sem remorsos! Muito a avançar, mas muito conquistado.
    Ainda me vejo em mim.
    Sem colocar uma cor num look, sem compor acessórios, ou seguir regrinhas.
    Mas eu me reconheço.
    E me mudo.
    Ou não.
    Rs

    Minha maior descoberta? Eu mesma, um tikim a cada dia ao longos de todos os anos. Me busco. Me acho. Me perco. Me mudo. Me reconheço em mim.

  3. Avatar de Márcia Lo Fiego
    Márcia Lo Fiego

    Oi Ana, minha maior descoberta foi conseguir me libertar das compras por impulso (ou por carência, para suprir um vazio). Bjs

  4. Avatar de Paula K.

    Oi Ana!
    Comecei a pensar em moda após conhecer o Blog da Cris Guerra. Depois comecei a seguir o seu.
    Mesmo achando lindo muitos looks de vcs, o que mais me impressiona é como vcs são autênticas!
    Acho q estilo não tem a ver somente com roupa, mas com atitudes. E trabalhar no que vcs gostam acho que deve deixar o caminho mais fácil.

    Esse ano li o livro da japonesa Marie Kondo (A mágica da arrumação) e desapeguei de 3 sacolas grandes de roupas, muitas semi-novas mas que não fazem mais parte do meu estilo. Foi renovador!

    Mas ainda sinto que preciso dar um jeito no meu cabelo…Não queria alisá-lo…mas ainda não me sinto bonita com ele encaracolado… Sempre acho que falta harmonia. Bom, esse é o meu drama.

    Bj, Paula K.

  5. Avatar de Alice
    Alice

    Maiores descobertas: avaliar o que realmente gosto e me faz sentir bem (estilos, formas, tecidos, estampas). Garimpos em brechós, desapegos. Vontade de querer parecer mais comigo, do que com os outros. Pensar no custo-benefício e comprar menos por impulso. Aprendo isso tudo com o Hoje eu vou assim off.

  6. Avatar de Rebecca
    Rebecca

    Eu me sinto numa fase de transição: questionando o meu guarda-roupa, sentindo-me insatisfeita com a mesmice. Mas as maiores descobertas foram: consigo misturar estampas; não usarei croped ou andarei de tênis só porque é tendência. Eu posso adaptar as tendências, mas não me submergir e perder a minha identidade.

  7. Avatar de Luisa Beatriz

    Minha maior descoberta foi me colorir! Dez anos atrás eu era bege 🙂 não combinava comigo, que sou alegre e animada, mas eu tinha medo de errar! Fui perdendo esse medindo com vc, aqui no blog. E a maior descoberta,hj acho bem engraçado, foi entender que as pessoas podem estar me olhando por admiração, sem curiosidade ou crítica!
    E depois dessa libertação do olhar do outro, o meu drama foi aceitar a minha beleza como ela e 🙂 cresci cercada por mulheres mignon, delicadinhas e muito femininas, mas eu sou alta, meio atrapalhada e com um tipo mais atlético! Queria ser Gisele, mas se não prestar atenção viro mulher-fruta num instante!
    obrigada por nos fazer refletir sobre a rotina assim! bjs

  8. Avatar de Paula
    Paula

    Cortar o cabelo foi o maior encontro comigo mesma. Sempre gostei de cabelos curtos, mas achava que não era para mim (eu costumo usar bem mais curto do que na foto que aparece aqui). Foi um marco na minha vida.

    Quanto a moda, foi perceber que esse negócio de não repetir roupa não tem nada a ver com ser chique.

    Outra coisa muuito libertadora foi uma que li aqui no HVAoff. Uma vez vc falou que devemos nos preocupar se nos sentimos bem com uma roupa, mas não precisamos ficar obcecados se o look está alongando a silhueta, se tá seguindo cada regrinha que as especialistas indicam para cada tipo de corpo. Basta gostarmos do que vemos no espelho. Hoje fico muito mais a vontade para usar sapatos sem salto, etc. Para mim não tem coisa melhor que sair com um vestidinho estampado e um tênis (e não um sapato cor da pele que alongue a silhueta, sendo que não gosto disso).

  9. Avatar de Carolina
    Carolina

    A maior descoberta em moda na minha vida, pro meu estilo pessoal, foi quando conheci a biografia da Coco Chanel ainda quando criança. Até hoje ela é uma inspiração pra mim, pois quando vi que uma mulher poderia ter cabelo curto, usar calças e camisas masculinas, vestir e amar a cor preta e que isso era estiloso – que isso era chique – houve uma identificação muito grande do que eu queria vestir pro resto da vida.
    Na adolescência acabei não seguindo isso tanto a risca, já que não tinha uma vida social muito agitada e no colégio usava uniforme e, pra isso, a calça jeans era a mais prática. Mas tinha decidido que pelo menos só usaria calça e preto na maioria das roupas. Quando entrei na faculdade foi a época do boom dos blogs de moda, e ai bateu o desejo de ser que nem as “it bloggers”, pois parecia tão legal…. Usei saias rodadas, meias acima do joelho e até meia-calça rasgada! Mas foi bom passar por essa fase, viu, porque ai pude experimentar coisas e estilos que não tinha experimentado até então, e pude realmente entender o que combina com o meu tipo físico e, o principal, o que combina com a minha personalidade. Hoje em dia visto o que gosto – com uma pegada mais andrógina, misturando roupa masculina com roupa feminina, e fugindo de combinações muito românticas ou femininas demais. Hoje em dia uso mais de um modelo de calça, e prefiro as de tecido ao invés de jeans como na adolescência. Além disso, a experimentação com outros estilos me fizeram ver que outras cores além do preto combinam comigo, e que as vezes é mais legal usar um contraste no visual (camisa clara e calça escura) do que sempre vestir preto. E como sempre achei esse visual meio masculino com feminino era o cool, aceitar esse meu lado foi até fácil 🙂

  10. Avatar de Carolina
    Carolina

    Ah, faltou complementar: acho que ler sobre a Chanel foi importante não para ditar o meu estilo, mas para eu reconhecer em alguém algo que eu queria, e que esse alguém não era uma pessoa esquisita e que não sabe se vestir – pelo contrário, que foi alguém que ditou e mudou a moda por anos. Acho que é muito importante nessa construção do nosso estilo o primeiro passo de reconhecer que vestir certas coisas – vestir aquilo que você acha bonito – pode ser legal, pode ser bem visto e pode realmente mostrar quem você é

  11. Avatar de Aline
    Aline

    Acho que minha maior descoberta foi me permitir ser livre para experimentar sem regras. Você e a Ju Romano foram fundamentais nesse exercício.

  12. Avatar de Cris
    Cris

    Minha primeira maior descoberta foi meu próprio corpo. não importa o que seja dito, exigido, pedido, meu corpo é esse e pronto. Tenho que vestir um quadril grande, uma bela comissão de frente e cintura muito fina para isso tudo. E foi libertador fazer as pazes com o espelho, porque isso me libertou de outras coisas: seguir desordenadamente as novas tendências, não me importando com o que me caía bem, me libertou de dar atenção à algumas opiniões nocivas: quem disse que eu, do alto dos meus 1,61 fico feia de saia midi? Alguém, mas alguém que não viu como eu me acho maravilhosa no meu vestido midi estilo anos 50,rs. Fiquei de bem comigo, achei meu estilo, as compras diminuíram bastante, encontrei meu caminho. Isso é amadurecimento fashion.

  13. Avatar de Marcella
    Marcella

    Ia falar q nao ia escrever por aki por vergonha rsrsrsr, ai vc falou! 🙂

  14. Avatar de Adriana Roque
    Adriana Roque

    Ana,
    no meu caso não houve um acontecimento marcante que tenha causado uma mudança na forma de me vestir. Foi um processo de construção ao longo dos anos. Hoje, após dois anos de término das sessões de terapia, vejo eu me conheço melhor e que faço escolhas de moda mais alinhadas ao meu jeito de ser e com o que quero transmitir. Além da construção de estilo (que se tornou um processo diário), outro item de aprendizado foi a redução das compras por impulso, a aquisição de peças de melhor qualidade e, principalmente, o treinamento do olhar. Esse terceiro item, sem dúvida, contou com a grande colaboração do Hoje vou assim off 🙂

  15. Avatar de Cinthya

    Minha maior descoberta foi que “não sou obrigada”. É assim: moda sempre foi algo pra altas e magras. E eu sou baixa e gordinha. Então, há algum tempo atrás, eu me privava de coisas tipo: saia longa, listras, cores porque achava que baixinhas gordinhas não podiam usar isso e na boa, eu posso usar o que eu quiser. Obvio que quero me sentir bem e essa foi a outra grande descoberta: não sou eu que tenho que ficar bem nas roupas, são as roupas que têm que ficar bem em mim. Escolher bem o tecido, o tamanho, isso faz uma diferença enorme.

    Beijos!

  16. Avatar de mary
    mary

    acho que a minha veio recente quando vc encontrou o seu short e disse que so quando encontrou os shorts que queria foi que percebeu que vc nao queria um short jens basico,vc queria aqueles da cantao diferentes ,foi ai que eu pensei nossa eu tambem sou assim…e agora sabendo disso e me percebendo assim,sei exatamente que quando chegar numa loja vou direto nas peças diferentes,obrigada ana,

  17. Avatar de Verônica

    Acompanhando o seu blog, a gente sempre acaba aprendendo um pouquinho mais a cada dia, a cada post. Aprendi a me permitir ousar, misturar, arriscar e ser feliz. Por que não? kkkk

    bjss

  18. Avatar de Mel
    Mel

    Acho que minha última descoberta foi perceber que não, eu não preciso ter todas as cores do arco-íris no meu armário e que tudo bem se quase tudo girar em torno de algumas poucas cores, como preto, azul, verde e cinza. Eu me toquei de que quando comprava ou ganhava peças de cores que nem gostava tanto ou estampadas a roupa acabava ficando esquecida e eu usava meio à força… Conhecendo, por exemplo, o blog daquela moça que usa a mesma combinação de peças todo dia ou as pessoas que reduzem o guarda-roupa a 15 peças, eu entendi que podia usar preto ou azul todo dia e foda-se o mundo! Tenho muito busto e não gosto de chamar atenção pra essa área, então sempre gostei de peças escuras, e ficava tentando variar pra “colorir” minhas opções. Mas em que mundo eu sou obrigada a isso? Vou seguir usando só o que me deixa mais bonita e as peças com que me sinto melhor. E também passei a usar mais tênis e sapatos ultraconfortáveis, porque sentia que o desconforto dos pés tirava totalmente o meu ânimo de fazer qualquer coisa depois do trabalho. E que se danem os saltos! Eu tô bem mais feliz assim!

  19. Avatar de Marcella
    Marcella

    Paula, pq vc nao tenta ir a um visagista? Se vc for de SP, recomendo A Cabelaria 😉

  20. Avatar de Ana Carolina
    Ana Carolina

    Ótima dica! 🙂

  21. Avatar de Carina
    Carina

    Não sei se foi a maior descoberta, mas o Pinterest realmente me ajudou a montar looks com o que eu já tinha em casa. E ultimamente esses blogs com guarda-roupa cápsula (tô longe disso) tem ajudado. Como gosto mto do combo jeans + camiseta + tênis/sapatilha… o pinterest tem realmente ajudado a ir além disso, de vez em quando bate uma preguiça em fazer algo mais elaborado, tipo um colar a mais, um lenço… Mas tenho me esforçado bastante. Além disso, o teu blog é realmente inspirador no quesito compras conscientes e com a ajuda do pinterest comecei a explorar mais o que eu já tenho, como disse antes… e faz um bom tempo que não compro nada novo. De um lado, não acho nada realmente interessante nas lojas ou algo que eu precise mto, pelo menos nada tá interessante e o básico que eu gosto, tá cada vez mais caro. O que eu realmente tô me segurando pra comprar é o tênis branquinho da adidas, já tive uma vez, durou horrores. mas tive que aposentar, ficou bem velhinho e aí comprei um all star off-white de couro numa liquidação da riachuelo em janeiro, tem sido meu fiel companheiro… apesar de machucar um pouco os pés. Comprei no início do ano e por isso não tive coragem de comprar um adidas novinho. Talvez a minha descoberta mesmo foi redescobrir meu guarda-roupa.

  22. Avatar de Mel
    Mel

    Oi, Ana !Não tenho como pontuar uma descoberta, adoro descobrir coisas novas a partir das minhas experiências… A idade, a vida, pessoas, atitudes, me fazem parar para pensar, observar. Sou mais criteriosa . Num contraponto, estou descobrindo que sou livre para fazer as minhas escolhas . Continuo comprando o que gosto, mas com o tempo e informações, fui construindo um olhar mais atento em relação ao o que consumo. Aprendi a exercitar o desapego, tive um brechó on line que deu supercerto,mas que acabou por falta de tempo,vendo no enjoei,mas também faço doações .Não é só a roupa, mas energia em movimento. As roupas expressam o que sentimos, como pensamos, então não é sair usando porque a “it-blogueira-fashion”usa também . Aceito meu corpo, tenho me gostado mais, e isso não tem preço, é libertador.Mas sei que ainda tenho muito o que aprender, esse é o barato. Um beijo! Adorei te ver no metrô!

  23. Avatar de Emilia
    Emilia

    Cores! Eu era advogada e depois de alguns anos eu larguei a advocacia e fui fazer mestrado, e comecei a frequentar um nucleo de estudos cheio de assistentes sociais e psicologas. E ai eu percebi que eu so tinha roupas neutras, a maioria preta. Perceber isso mudou o meu guardarroupa. Tambem vi que minhas roupas eram duras e nao me permitiam muito movimento. Eram desconfortaveis. Ao longo de 10 anos fui mudando meu estilo. Hoje minhas amigas se referem a mim como uma pessoa colorida!! uso estampas e busco roupas confortaveis e tecidos mais naturais e leves. Ler o seu blog com certeza me ajudou muito nesse caminho de transformacao, que segue acontecendo. Um beijo!!

  24. Avatar de Rebeca
    Rebeca

    A minha maior descoberta veio por influência do meu pai, que sempre foi muito vaidoso e tinha um gosto excêntrico. Como eu era a única menina da casa ele sempre adorou me vestir das maneiras mais inesperadas, por exemplo, aos 9 anos fui a unica menina da minha turma a ir numa festa de aniversário sem o vestidinho rodado padrão, lá estava eu de terninho marrom, blusa de oncinha por dentro e meus cachinhos o mais definidos e volumosos o possível (era 1998, nao era facil de achar roupas assim para crianças, mas meu pai se esmerava em brincar de Barbie comigo). Todo o cuidado dele comigo e toda sua visao excêntrica sobre o vestir, o falar e pensar me influenciou muito, mesmo após estes 10 anos que ele se foi. Foi ele que me ensinou aos 7 anos que usar tênis esportivo com vestido, saia e outras peças mais delicadas poderia ficar legal. Ele me ensinou a me divertir e arriscar com a roupa, com o cabelo e a não me abaixar a cabeça quando um olhar de reprovação se volta para mim. As vezes me pego pensando sobre como ele reagiria quando visse que usar tênis do modo (que ele achava super legal) virou moda, ou todas as outras coisas que ele inventava e hoje estao ai nas araras das lojas…provavelmente ele ja estaria enfadado disso tudo e ja estaria inventando outras modas. Saudades do meu personal stylist ♡

  25. Avatar de Ana Carolina
    Ana Carolina

    Que coisa mais linda que foi seu papai, Rebeca! Que lição valiosa pra nós 🙂

  26. Avatar de Carolina (da Suiça)
    Carolina (da Suiça)

    Minha descoberta foram 2 na realidade:
    1 – Que nem tudo que acho bonito nos outros, ou bonito por si so, vai ficar bem em mim. Passei anos sem entender porque certas peças ficavam paradas no armario, ja que eu as achava lindas!
    2 – Sou linda do jeito que sou! Quando comecei a me aceitar de verdade, e nao so da boca para fora :-), e a usar roupas que me favorecem, me sinto bem todos os dias (ou quase ;-)).
    Beijos.

  27. Avatar de grazi
    grazi

    Minha descoberto veio com o avanço da idade eu acho; sempre fui alta e magra e super desconfortável com meu corpo, me achava feia de desengonçada; minha auto-estima bombou ali pelos 32 anos mais ou menos, quando comecei a me arrumar de verdade para ir trabalhar todos os dias, porque antes era daquelas desarrumadas limpinhas sem graça para trabalhar, e aí quando de fato precisava me arrumar para uma festa era aquele drama de insegurança e mau-humor; quando passei a tentar me arrumar diariamente pro trabalho (roupa e maquiagem) passei a me gostar de repente, a me divertir e investir de verdade na minha aparência de acordo com o que gostava, acho que cometi muitos erros no começo, mas com imensa alegria; hoje adoro essa função de se arrumar, me sinto super feliz com meu corpo, rosto e cabelos, e achei meu estilo meio arrumada/vintage/maluquinha! Minha dica é exercite seu cérebro para sua propria estética, em algum momento vai fazer sentido! bj

  28. Avatar de Ana Carolina
    Ana Carolina

    que querido seu relato foi muuuuito legal! É exatamente esse o procesos em consultoria, a gente ir prum caminho, se descobrir, perceber o que funciona e curtir 🙂

  29. Avatar de Adriana
    Adriana

    Oi, Ana!
    Minha maior descoberta não aconteceu de modo pontual, mas os poucos. Eu tinha uma noção do que gostava e do que não gostava, mas eu não sabia definir direito. Quando trabalhava em empresa, eu sempre ficava um pouco confusa com as roupas – sempre muito social no trabalho (porque era exigido), mas odiando tudo aquilo e sem saber direito como me “libertar” nas horas livres. Eu tinha a famosa impressão de que comprava, comprava e ainda faltava. Quando passei a ser home office (depois de um tempo morando no Rio, onde realmente encontrei o estilo que me define), tudo começou a ficar mais claro. Tirei do meu armário todas as peças que me remetiam a um estilo que não combinava comigo (e que não precisaria mais usar, oba!), mas ainda levou tempo para criar uma real identidade. Ainda comprava algumas peças sem referência de estilo – comprar por comprar.
    Quando fui cliente voluntária de Consultoria de Estilo (obrigada, obrigada, obrigada), tudo passou a fazer muito mais sentido!
    Minha maior descoberta foi aprender a comprar. Quando, por que, como comprar. Aprendi muito com você, com seu blog, com a consultoria.
    Hoje, minha relação com as compras mudou muito. Compro só o que realmente faz meus olhos brilharem. Compro apenas quando preciso ou quando me apaixono. Aprendi a identificar tecidos, avaliar o custo-benefício. E, o principal, aprendi a comprar (e a usar) o que realmente combina comigo.
    Beijos!

  30. Avatar de bruna gomes
    bruna gomes

    Minha maior descoberta foi fazer o corte de cabelo pixie que queria há anos, e que nunca fazia por causa de mimimi’s pessoais: “tenho cabeça grande” “muito curto” “não vai combinar”. Foi incrível! Todo mundo dizia: “como esse cabelo combina com você!” Este foi um ponto de partida pra me re-descobrir e buscar meu estilo pessoal.
    Agora descobri o desapego, e constatar que o que eu realmente preciso é de poucas peças, boas e que funcionem pra mim, sem armário abarrotado!
    bjuuu

  31. Avatar de Dalva
    Dalva

    Minha maior descoberta foi perder o medo de errar e passar a olhar para o q realmente me agrada, sem seguir o que os outros acham… Um caminho de auto conhecimento que teve sua ajuda preciosa… Hoje eu me esforço para não usar as roupas sempre da forma mais óbvia, a usar estampas, aprendi a conhecer tecidos e buscar aquilo q funciona pra mim… E se um dia a roupa não estiver tão ok assim, nenhum bebê panda vai morrer, é só trocar e testar no dia seguinte uma nova combinação… 🙂

  32. Avatar de Roberta
    Roberta

    Ana, que post legal! Adoro repensar minha relação com a moda e em como minhas referências de estilo foram se transformando ao longo dos anos. Comecei a me interessar mais pelo assunto e acompanhar blogs aos vinte e poucos e, de lá para os vinte e muitos, já passei por várias fases: de odiar estampa a comprar tudo estampado, de escolher roupa pelo preço a sonhar com roupa de marca. Mas de uns tempos pra cá, depois de muita leitura e muitos desacertos, minha relação comigo mesma amadureceu bastante e acho que tenho feito compras muito mais inteligentes, de modo que finalmente posso dizer que amo e uso a maior parte das coisas que tenho no armário! Isso porque:

    – Conheci meu corpo e aprendi a equilibrar minhas proporções. Intuitivamente eu já não morria de amores por tomara que caia, mas me sentia ótima de saia godê e calça estampada. Só recentemente entendi que, sem perceber, eu estava criando volume e chamando atenção para a parte de baixo porque meus ombros são levemente mais largos que meus quadris.

    – Aprender sobre tecidos foi um divisor de águas na minha evolução fashionística – obrigada, Ana! Entendi que roupas de melhor qualidade podem ser acessíveis, e hoje não consigo pegar uma peça sem virá-la do avesso e inspecionar cuidadosamente a etiqueta interna!

    – Compro quase todas as minhas roupas pela internet, porque assim posso garimpar achados em várias lojas sem precisar sair de casa.

    – Perdi o preconceito com roupa de segunda mão.

    – Entendi que, apesar de gostar de imprimir minha personalidade ao meu modo de me vestir, não tenho paciência pra pensar em combinações muito elaboradas. Então comecei a investir em acessórios diferentes, peças statement e nos básicos que não são tão básicos – obrigada, Ana!(2) – e hoje me sinto estilosa até de jeans e camiseta.

    – Estabeleci valores máximos que posso gastar com peças de roupa e sapatos e tento seguir religiosamente esses limites.

    – Percebi que tudo fica mais legal quando a gente brinca com contrastes: masculino X feminino, largado X arrumado, pesado X leve, vintage X moderno… enfim, mil possibilidades!

    – Aceitei que não consigo abrir mão do conforto pela beleza, então evito usar salto alto, brincos grandes, acessórios pesados, decotes muito profundos e qualquer coisa que me cause dor ou incômodo.

    – E, claro, me desfiz de (quase) tudo que não me fazia mais feliz!

    Sei que a estrada é longa, mas sinto que estou no caminho certo!

    Beijos <3

  33. Avatar de Luiza

    Oi Ana, então ao longo dos anos eu tenho mudado meu guarda roupa, quando era adolescente e universitária tentava me afirmar, parecer bacana comprando roupas de marca (sempre aquele esforço e mil parcelas rs) e mesmo assim sempre sentia que tinha alguem melhor vestida do que eu, q algo estava inaquedado. Hoje eu parei com a compração (embora eu pense muito em comprar rs) eu me controlo e também estou tentando parar com a comparação, eu acho que sempre vai ter alguém mais bem vestida rs mas se eu estiver contente com a minha roupa e estiver bem vestida pra mim, vai bastar. Ainda estou em fase de adaptação de guarda roupa, to querendo uma coisa mais atual e condizente com a minha idade (tenho 28 anos) mas acho minhas roupas muito com cara de 18 anos e então to tentando conseguir um look mais maduro e tô trocando o guarda roupa aos poucos. Tenho muita dificuldade com calças que sejam modelos não jeans ou derivados. Queria sofisticar um pouco as calças e ainda tô enroscada nesse assunto rs.
    Obrigada pela oportunidade de compartilhar! bjs

  34. Avatar de Roberta
    Roberta

    Luiza, não sou a Ana, mas tenho a mesma idade e estou passando pela mesma fase que você! Uma coisa que me ajudou muito a “adultizar” o visual foi substituir a calça jeans por calça de brim branca ou preta, que vai bem com tudo e tem mais cara de séria que a jeans. Se tiver ainda detalhes enriquecedores, como recortes diferentes, detalhes com zíper e botão bonito, melhor ainda! Eu pessoalmente não gosto de calça de perna reta – penso que, com um pouco de bom senso, é possível usar calça skinny até pra trabalhar (skinny, não super skinny!). No mais, gosto muito de pantalonas (em tecidos fluidos, riqueza instantânea!) e também simpatizo com modelagens flare (aquela de cintura alta da Amapô que fez as mina pirar é um exemplo de que dá pra ser rhyca e adulta usando jeans!).

  35. Avatar de Ana Miranda
    Ana Miranda

    Minha maior descoberta é bem besta e fiquei pensando se valia como descoberta. Ainda não sei se vale mas resolvi falar mesmo assim (se não tiver nada a ver, por favor Ana, apenas desconsidere).
    Minha maior descoberta foi ver que a vida acontece agora. Amanhã não existe, ontem já passou, o hoje é o que a gente tem de concreto na nossa vida. Daí que a gente compra pra caramba, vai nas liquis, pega a sale da Zara (#amo) e vai acumulando, acumulando, acumulando pras festas que muitas vezes não vêm, que são canceladas ou trocadas por uma maratona de episódios de uma série atrasada, pela preguiça, pelo cansaço ou só vontade de ficar em casa (#amo). Então o que eu ‘desocbri’ é: vou usar minhas roupas favoritas no dia-a-dia seja pra ir no dentista, no médico, no cinema, encontrar os amigos no barzinho ou sair pra jantar. Pq não ir com aquela saia linda, pra resolver coisas na rua? Pq não usar aquele achado maravilhoso da liqui pra ir aqui ou acolá? A gente sempre está na espera na festa/balada/ocasião perfeita e tb não deixa de comprar novas coisas dai essas roupas favoritas viram velhas e nem foram aproveitadas. Deu vontade, use, abuse, use de novo, canse de usar, as oportunidades são agora, amanhã novas roupas virão junto com novos motivos então hoje saia linda, com as suas peças favoritas agora, pq é só o que a gente tem de concreto. Quando me dei conta disso, minha vida ‘mudou’, todo dia é um dia feliz pq vou usar o que me faz feliz.

  36. Avatar de Ana Carolina
    Ana Carolina

    Oi Ana! Nenhuma descoberta é boba! 🙂 a sua foi fantastica e genial! É isso mesmo: não esperar as ocasiões para ser feliz vestindo o que gosta, que temos que ser felizes hoje 🙂 Amei!

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