Estou de volta! 🙂 Depois de 9 dias me desligando do mundo (ou quase!) em terras pernambucanas, retornei hoje à minha casinha – acabei de chegar – por isso ainda estou organizando tudo para retomar o ritmo do blog. Foi perfeito para renovar as energias e descansar a mente 🙂
Massssssss, eu não gosto de deixar o blog tanto tempo parado, por isso vou pelo menos escrever um post mais fácil, que não exige tanto da minha capacidade, hehe, e também porque ele traz uma boa notícia: eu ENCONTREI a coxinha perfeita! YEYYYYY!
Agora a má notícia: ela fica em Recife, a milhares de kms de distância. HAHAHAHAHA
A Dani foi minha anfitriã na cidade e é claro que ela e as leitoras deram várias dicas para eu provar as coxinhas de Recife! A primeira foi dica do motorista que levou a gente de Cabo de Santo Agostinho até Recife. No meio da estrada paramos no O Rei das Coxinhas, que surgiu em Gravatá e é tradicional em Pernambuco.
Com esse nome bem taxativo, eu tinha que provar os petiscos desse Rei. Pedi a de charque (que é a carne seca deles!) sem catupiry porque não tinha e meu marido pediu a de frango com catupiry.
Achei a massa crocante, sequinha, bom equilíbrio entre ela e o recheio. Achei a massa saborosa e o recheio gostosinho, suculento mesmo sem o catupiry. Achei bem boa! Provei a de frango do marido e não gostei muito…achei o recheio bem seco. Gostei de ter pedido um sabor diferente e que não existe aqui no Rio de Janeiro, a carne seca deles é bem desfiadinha e isso ajuda muito a deixar o recheio com uma textura legal. Paguei 6,50 reais se não me engano.
Aí a Dani nos levou no Boteco Maxime, um bar muito bacana na beira-mar da praia de Boa Viagem! De início senti medo de ser um desses lugares turísticos de beira de praia, que cobram fortunas por uma comida ruim (alô, orla carioca), mas que grata surpresa ao constatar que a proposta do bar é levar a praia até você e com preços bem honestos! Vale a pena ler esse post no Destemperados que conta mais dessa dinâmica dos petiscos de praia dos pernambucanos, tem até saquinho de ovo de codorna!
Eu poderia ter comido siri ou lagosta, mas lá fui eu me entupir de coxinha em nome do blog, hahaha! E foi por um motivo nobre, lá eles tinham coxinha de caranguejo! Achei exótico, não tinha como fugir da ideia, algumas leitoras já tinham sugerido e eu caí dentro.
Ela tem a patola do caranguejo na ponta (parece um chifre!) que eu mordi crente que era o biquinho da coxinha e quase me custou umas três obturações, hehehe! Bom, a massa era bem gostosa, sequinha e bem equilibrada em relação ao recheio. O recheio estava suculento e muito bem temperado! Achei harmonioso com a massa, o sabor formava uma unidade e eu gostei muito disso. Paguei 8 reais, acho (desculpa, galera, mas cansada de viagem, bebendo e conversando, não rolou anotar tudo) e eu adorei mesmo, valeu demais a experiência!
No outro dia saímos com algumas amigas e fomos ao Bar Central (conto mais depois!), que é um point da night recifense, e entre um delicioso arrumadinho e um ótimo caldinho de feijão, quem surge na mesa? AS COXINHAS! HAHAHAHAHAH, gente, estou me sentindo como se eu comesse só isso de manhã até de noite, rs!
Vem uma porção de coxinhas pequenas de frango com um molhinho rosé. Gostosas, mas não foram marcantes – inclusive quase que eu estava esquecendo de colocá-las aqui…
Agora, preparem-se. A próxima foi a melhor coxinha que eu já comi na vida. Sim, já estou sofrendo MUITO por saber que ela fica muito, muito longe de mim e eu não sei quando terei o prazer de degustá-la novamente :,(
Na nossa última noite em Recife, fomos ao descolado Haus Lajetop & Beergarden, que é um descoladíssimo restaurante/bar com uma laje, uma parte no térreo fechada e mesinhas no simpático jardim da galeria Joana D’Arc, um local mais alternativo da cidade com marcas autorais, multimarcas e galeria de arte (visitem a Nuvem!) e que ficam abertas até tarde.

foto daqui.
Senti que ali deveria ser um reduto hipster e eu gosto muito desse estilo. A decoração e projeto do Haus é demais, o cardápio de comidas e bebidas muito convidativo, deu vontade de provar tudo! Mas a Dani falou que eu tinha que comer mais essa coxinha e lá fomos nós encerrar esse riquíssimo tour das coxinhas recifenses!
No cardápio já senti que seria uma grata surpresa: massa crocante com gergelim e recheio de frango e queijo do reino, por 8 reais. Tinha uma com camarão que devia ser muito boa também, mas estávamos cansados e meio empanturrados naquele dia. Quando ela chegou, meu irmão…EU ESTOU NO PARAÍSO, QUE ABUNDÂNCIA MEU IRMÃO!
Sério, gente. O que que é essa coxinha, meu pai amado. A massa tem mistura de farinha de trigo e batata, o que a deixa mais leve. O gergelim dá a crocância e o sabor extra perfeitos à massa crocante e sequinha, muito saborosa. Agora, foquem no recheio. FOQUEM no QUEIJO DERRETIDO saindo de dentro com o frango desfiadinho, suculento e muitíssimo bem temperado.
É genial perceber que não precisa do catupiry para deixar o recheio suculento, o queijo do reino fez as vezes com maestria. Sou fã de queijo derretido, imagina isso saindo de uma coxinha? É perfeito. É matador. É a melhor. Entreguem o troféu ao Haus por mim.

foto daqui.
Ao invés de me lamentar por não ter essa perfeição deliciosa próxima de mim, vou dar uma de ser evoluído e agradecer aos céus pela chance de ter provado essa belezinha ao menos uma vez na vida. Obrigada, obrigada!
Quem for de Recife aproveite essas delicinhas por mim. Vocês ganharam o prêmio do #tourdacoxinha de povo mais original na criação dos petiscos! =)






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