As leitoras mais antigas do blog sabem que por anos eu elegi minhas camisas como os itens mais versáteis do meu guarda-roupa ou as peças que eu mais gostei de usar. Não importava o look, poderia ser do mais casual, com short jeans e tênis, aos mais arrumados, que a peça mais transformadora do mundo eram as minhas camisas de manga comprida.
Isso acho que foi de 2011 a 2013, mas desde então as coisas ficaram feias pro planeta Terra e os dias mais frescos dessa cidade sumiram por completo.
Com a ausência quase que completa das temperaturas mais baixas no inverno e no outono, as mesmas amadas camisas começaram a ficar sem utilidade no armário. Todas, incluindo as de seda, de viscose, até as de algodão: tudo que tivesse manga comprida começou a ficar fora de cogitação. Mesmo dobrando? Sim, mesmo assim.
E aí o que aconteceu? Isso mesmo: eu fiquei sem opção. Lembrando, gente, que não trabalho mais o dia todo no ar condicionado e vivo pra lá e pra cá na rua.
Aos poucos fui migrando essa obsessão que foi um surto de uma época (e, confesso, rendeu muito mais camisas de poliéster que de tecidos mais frescos) em que definia meu estilo, para uma atual e, aí sim, mais duradoura paixão, como substituta. Eu comecei a amar as blusas mais estruturadas e arrumadas!

Essa blusa é da minha amiga Camis, mas foi essa foto que desencadeou uma conversa sobre esse assunto!
Eu sei que vocês devem estar me olhando e pensando: Q? Essa foi a sua descoberta revolucionária? hahahaha! Mas sabem quando dá um estalo e você simplesmente para de repetir um padrão só porque era uma fórmula que dava certo naquele momento?
E não falo de blusas de malha, viu? Só das que são de tecidos mais bacanudos que podem transitar em várias ocasiões, aqueles com cores ou estampas mais destacadas.
E blusas de tecido plano, mais estruturadas e com mangas curtas revolucionaram, sim, minha forma de perceber meu estilo. Se provaram verdadeiramente versáteis e, o principal, usáveis nesse calor permanente que se instaurou no planeta. (percebam só a triste realidade dessa observação, heim? Humanidade caminhando para dias piores)
Uma das blusas que eu mais amo e tenho que me controlar para não usar até gastar por completo é essa da marca carioca Sardina. É de um tipo de crepe de viscose, que não amassa muito e é aquela peça que não precisa de nada além para se destacar no look.
Adoro a sua estética e é uma das minhas peças mais ousadas, com essas bolonas atrevidas que eu encaixo até com as listras da saia <3
A vantagem de usar blusas mais arrumadas a camisas é que, se esfriar, basta jogar um casaco. Se esquentar, não terá uma manga por baixo para fazer mil dobras e ainda te deixar sufocado. Nessa blusa de bolotas, por exemplo, a cava é tão larguinha e decotada que areja bem. Numa camisa com as mangas dobradas dificilmente eu conseguiria deixar as axilas respirarem, hahaha
O meu xodó vocês conhecem: é essa blusa de seda que comprei na coleção do Francisco Costa para a C&A. Também tomo muito cuidado com ela, lavo à seco em lavanderia, gasto uma graninha, mas ela compensa esse carinho com mil possibilidades. 🙂
Mesmo sendo lisa, a cor é a vedete dessa belezura, que ainda tem um leve brilho. A modelagem é perfeita e me deixa elegante até com short jeans.
Também amo camisas jeans, lembram? Vendi quase todas que eu acumulei por anos e troquei por essa aí, sem bolsos, sem mangas, sem gola. Ok, é até sem graça perto de uma camisa jeans, mas foca no calor. Essa é da última coleção da Mixed para C&A, básica e com uma lavagem fácil de coordenar, boa para ser a figurante numa produção mais animada em estampas e cores. 😉
Não será uma substituição drástica, mas um remanejamento das possíveis próximas aquisições, perceberam? E digo, mais, não é fácil achar uma blusa com qualidades para estrelar um look. Percebe só que nem sempre a modelagem é boa, algumas estampas seguem modismos, o tecido é ruim…
Alguém tem mais dicas de onde descolar blusas assim? =)






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