Deixando o cabelo crescer

Com a pandemia, isolamento, medo mesmo de sair por aí sem carro, sem vacina, com o puerpério que chegou com o nascimento da minha filha, abri mão de cortar o cabelo. Quem me acompanha há mais de uma década (!!!) sabe que variei muito o curto, mas cortava todo mês, religiosamente.

Sem cortar desde fevereiro, sem química pela primeira vez, com ele grisalho, uma surpresa: nunca me achei tão linda, tão natural! Que economia de dinheiro, eu penso hoje. Puxa.

Tentando me entender com esse cabelo crescido – que remete a uma fase da minha vida que eu não me achava bonita, e aí gostar dele maior assim é, de certa maneira, fazer as pazes com isso, curar essa ferida. Outra textura, outra relação com os grisalhos, outra Ana. 💙
Os mullets nessa fase são inevitáveis, e não dá pra gostar, é aquele momento do cabelo crescendo que dá vontade de meter a tesoura – e talvez eu meta, mas de leve, pra dar só uma aliviada na rebeldia.

Vamos ver agora até onde vou com esse cabelo. Compridão eu sei que não quero e não gosto, mas quem sabe um chanel…não sei. Ou mantenho esse franjão e corto atrás em casa mesmo.

No mais, adorando me redescobrir assim. Gostando até mais que meus cabelos curtíssimos (não que eu não amasse os curtos, heim? amava e amo), mas que reviravolta, amigas e amigos, que reviravolta. 💙

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