Minhas impressões da Obvious para C&A

Por conta da pandemia, não estou fazendo a análise diretamente dos provadores, por isso não terei como observar caimento e tecido. Até pensei em comprar só para isso e devolver a roupa, mas agora com neném pequeno até isso seria maior trampo, hehe. Então vamos na análise online mesmo!

Há muito tempo que a C&A deixou o frenesi de coleções com estilistas e marcas – apostando nesse recurso mais no final de ano, com moda praia/férias –, mas eles têm se voltado mais para o seu público, que é mais jovem que Renner, e apostado em coleções com @s que são sucesso midiático no instagram, a rede social do momento (saudade, blogs). Agora as referências são outras!

Foi assim com a ex-BBB Manu Gavassi (fiz até uma análise nos stories do meu instagram, estão salvos lá!), agora a aposta é com a agência Obvious, que é uma plataforma de narrativas femininas, com muito apelo imagético e conteúdo voltado para saúde mental, feminismo, signos, autoestima, atividades físicas (muito conhecidos com o jargão “Chapadinhas de Endorfina”) e com mais de 500 mil seguidores na rede social, foram precursores da estética usada nos feeds, com ilustrações, textos e cores.

Tá alinhado com o discurso?

A questão, é: eles falam muito em diversidade, mas não são todas as roupas que vão até o tamanho plus size (GG4). Achei uma pena, incoerente com o discurso inclusivo que pregam.

Além disso, a coleção em si, com uma grande rede de varejo – fiz uma enquete no instagram e muita gente comentou que seria muito mais bacana se fizessem parceria com marcas menores, de mulheres. Mas tamos aí no capitalismo, minha gente.

A análise

A primeira collab da #mindse7CeA, que tem roupas com tecidos e acabamentos, digamos, melhores que o padrão da fast fashion, trouxe essa collab em parceria com a agência, com estampas desenvolvidas por uma designer, produtos de papelaria e bem estar como velas, todos subdivididos pelos temas abordados nas postagens da Obvious. Uma linguagem bem contemporânea, com estampas e modelagens de agrado desse público mais jovem.

Bem na onda quarenteners da pandemia, têm pijamas, kimonos para ficar em casa, roupas de ginástica e camisetas com as frases da agência e dos signos, tudo confortável e despojado. Bom, vamos ao que achei:

Eu gostei dessa estampa, o vestido é bonitinho, e o melhor, 100% algodão. Tem do PP ao GG e a estampa é autoral. Gosto, acho interessante até para as grávidas, hehe. Massssss custa 229 reais, meio salgadinho para a atual conjuntura mundial.

A camiseta custa 129,90 e é muito modelo de hipster, gente! hahaha, Soltona, sem uma modelagem mais ajustada, o que é bacana se pensarmos em desconstrução de silhueta. Do PP ao GG e é de viscose – melhor que poliéster.

Aháaaa, gostei que agora tem tamanho plus! Esse vestido vai até o GG4, que, se não me engano, veste 56. Muito bacana ter elástico no busto, cintura e braços, para se adaptar a diferentes corpos. Custa 249 reais e é de viscose, achei bem bonito, MAS, repara como o vestido de magra tem alças e o de gorda está cobrindo os braços 🙁

O Kimono é LINDO, mas 100% poliéster para ficar em casa, chegando o verão…não dá. Fora isso, 200 reais, né? Caro pro material. Vai do PP ao GG

Tanto esse conjuntinho de camisa e short que faz as vezes de pijaminha, o kimono pode ser usado em casa, como na rua. Bom, eu usaria como pijama, ahahah, até porque só vi graça por parecer um, só que sem ser sem graça e com estampas de bichinhos, rs. Esse conjunto também é uma graça, gostei – Esse vai até o GG, é de viscose, mas custa 250 reais, UI! Caro DEMAIS.

Não vi as peças, mas quem comprou ou provou e quiser me dar um review, será bem vinda! Não vou comentar as camisetas e calças de ginástica, porque né, rs, não vi sentido.

No geral é bem bonitinho, interessante como linha homewear, mas fica aí a questão de gastos em um período sem eventos, encontros.

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Comentários pelo blog

1 comentário

  1. Rebecca comentou:

    Ana, sem condições de pagar tão caro numa peça de fast fashion. C&A perdeu a noção.
    Achei mt infantil para um público acima dos 30 anos.
    Só compraria o primeiro vestido se custasse menos de R$100,00.
    No mais, vou guardar meu ryco dinheirinho.