Ontem fui ao evento de inauguração da Riachuelo de Ipanema, num endereço icônico para os cariocas do bairro, o prédio da antiga sorveteria e lanchonete Chaika. A loja estava fechada para convidados e eu pude observar com calma como estava organizada, os produtos, preços e etc.
A primeira coisa que me chamou atenção nem foi na loja, mas no trajeto do metrô até ela: lojas e mais lojas fechadas na rua Visconde de Pirajá, com placas de aluga-se. Com a alta dos alugueis e a notoriedade de preços mais caros e poucas vendas, muitos lojistas não deram conta e cerraram as portas. O primeiro ponto positivo da inauguração da RCHLO é a geração de empregos, ainda mais nessa atual conjuntura.
Para falar com embasamento profissional sobre o significado mais amplo da abertura de mais uma loja popular no coração da zona sul da cidade (Ipanema já tem uma C&A e uma Marisa e recentemente inauguraram uma C&A na Leblon!), pedi pra Carol Rabello, jornalista e produtora executiva com experiência no mercado há 10 anos e autora do blog Zona Norte ETC, falar sobre o assunto:
“A abertura de uma loja da Riachuelo em Ipanema é um ponto de importante avaliação do mercado atual. Quando uma loja que só ocupava o território da Zona Norte chega à um bairro como Ipanema, é visível a necessidade de penetração de preços mais populares e diversificação de um mercado que está tão saturado e há tempos não tem resultados satisfatórios em vendas.
Uma loja mais “popular” como a Riachuelo, representa uma certa abertura de espaço para a cultura de massa, a necessidade de consumir moda a preços acessíveis. Não esqueçamos que Ipanema também tem comunidades e moradores ávidos por novidades. A disparidade asfalto/morro nesses bairros é gritante e a loja se torna um campo neutro em que todos podem experimentar e absorver informação de moda.”
Eu só reivindicaria lançamentos tão bacanas e lojas com visuais tão incríveis quanto a de Ipanema nas lojas da zona norte – mesmo sabendo da diferença de públicos, acho que do lado de cá também merecemos mais bacanezas, não é, não? A do Shopping Nova América, por exemplo, eu acho uma lindeza!
Está bem setorizada, com a parte dos jeans, dos acessórios, das bolsas, cada item tem o seu cantinho, tudo com cabide de madeira. São três andares em 1.378m2 com um terraço com vista, e o último estava fechado excepcionalmente pra festa, por isso não sei se lá vai ficar a parte de cama mesa e banho ou se não terão esses itens nessa loja.
Na loja tem a coleção da Camila Coutinho e da Lethicia Bronstein à venda e uma parte inteira já de roupas brancas, sem perder o foco pros looks de reveillon, hahaha! A do Star Wars eu só vi umas camisetas…
Assim como as Marisa e C&A de Ipanema, as peças à venda são mais ~selecionadas~, tem informação de moda e um bom exemplo é no setor de lingerie, com os strappy bra (que custavam entre 35 e 45 reais) e na parte de moda praia, com biquinis, maiôs e acessórios muito bonitos – o que é coerente, já que estão colados na praia!
Os provadores são espaçosos e bem decorados, não deve ter esse lance de entregar plaquinha de quantidade de peças, igualzinho a Riachuelo da Oscar Freire.

Eu provando uma chemise que estava na moda praia, hahaha
É a primeira unidade ~verde, com sistema de reuso de águas pluviais, telhado vivo e rede de ar condicionado eficiente e iluminação em LED.
Para hoje devem manter o quiosque distribuindo sorvete da Chaika, mas pelo que eu li e ouvi ontem não será permanente – uma pena, já que um bom exemplo aqui no Rio é a Drogaria Venâncio, que manteve um espaço do Palheta e vive cheio com uma galera tomando café e comendo doce, hahaha!
A loja abre hoje ao meio-dia para o público e vou procurar saber se eles tem parte de ajustes disponível que nem é na loja-conceito da rua Oscar Freire, em SP!










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