{Pensamento do dia} Sobre seu estilo e a aprovação do outro

Todos os dias desfilo sob o olhar alheio de uma forma pisciana, bem aérea, praticamente um cabresto da alma para me proteger dos julgamentos. Ignoro de forma solene e de soslaio quaisquer reprovações, viradas de pescoço, abaixadas de óculos, sorrisos de canto de boca, fofocas que por ventura sejam feitas ali, na minha frente.

Afinal, a opinião dos outros é mais importante do que a minha em que galáxia?

Mas já fui das pessoas mais cismadas– ainda sou, vai, mas estamos trabalhando nisso. A que precisava ler e ouvir de todos: está bom. Ficou linda. Adorei. “Está bom mesmo?” “–Está, já falei três vezes”. Alívio.

Sigo em frente no meu desfile diário da minha vida comum, com meus pensamentos igualmente ordinários: trabalho, foco, ideias, o que estou esquecendo de fazer, posts pro blog, contas pra pagar, esqueci de ligar pro fulano, perdi a hora, vou comer fora hoje. No meio de tantas coisas, paro todo esse checklist mental para aquele que quase me provoca uma paralisia, sinto até a dormência, o estômago revirando: e se a roupa que escolhi sair naquele dia não está boa o suficiente? Por que não peguei um vestido ao invés dessa saia? Nessa ânsia de resolver tudo, catei as primeiras peças pela frente e saí. Mas a cisma já deu o bote: e se não estiver bacana? E se eu for a mais mal vestida? Ou a mais em desacordo?

Cogito comprar uma roupa pra substituir aquela, não dá tempo, não tenho dinheiro, vou assim mesmo e passo o evento todo me sentindo mal em meio às outras pessoas. “– Estão sempre bem e mais uma vez eu errei na escolha”.

Chego em casa, abro os comentários do blog e eles se dividem no look mais polêmico entre “feio”, “bonito”, “não usaria mas curti em você”. Às vezes fico chocada como algo simples pra mim pareceu demais pra outra pessoa, pois é tão natural misturar ouro, prata, paetê, estampa e lenço, gente…

Precavida, penso em nunca mais usar aquela mistura que não agradou.

Final de semana. Paro no primeiro momento do dia em frente ao marido e pergunto: “– Você gosta desse look?”. Ele saca um olhar de cima a baixo, torce nariz e boca e manda um “– Ai não. Meio over.”

Fico encafifada e retruco com um “Como assim? Essas cores são harmoniosas! O que está demais aqui?”, ele já perde o interesse e diz que beleza então, sou eu quem entende afinal e volta aos seus afazeres. Mas o estrago estava feito: fico cismada com a blusa, troco e coloco uma mais neutra.

Sim, eu já fui uma pessoa que deixou de usar muita coisa por receio. Para não parecer ridícula. Para se enquadrar. Para ser aceita.

Já ouvi piadinha da roupa que eu comprei pensando em arrasar. Fiquei triste, me senti estúpida por ter gasto o dinheiro e a escondi no armário.

Já fui discriminada no trabalho por ir de saia de tule e blusa que brilha.

E sabem o que eu ganhei deixando de usar o que eu queria? Não foram likes, nem comentários a mais no blog, nem olhares emocionados ou pedidos de casamento.

serfeliz

Ganhei rugas. Rugas de preocupação extrema pelos outros que não vivem a minha vida, que não compartilham dos meus gostos, que não percebem que eu gosto de experimentar, que sou feliz sendo um pavão, que gosto sim de chamar atenção com meu vestir, que tem outros gostos, estilos e anseios, que me divirto com a moda, que não me levo à sério, que não compro tudo o que gostaria mas sou feliz com o que tenho, que tanto faz ser de marca ou não, que não estou bem naquele dia, que não tenho a minha idade, que sou assim e quem quiser gostar de mim é esse o pacote.

Gosto de pensar na minha evolução pessoal, mais do que na do meu estilo. Gosto de saber que dou bem menos importância a qualquer energia que atravanque meu caminho. Não os percebo, sinceramente. Não sou de notar o que não acrescenta. Não sou eu quem vai retrair o sorriso e perder no embate com a reprovação.

Que sejamos mais generosas sobre nós mesmas. Que tenhamos a leveza de quem voa nas experimentações e não se aprisiona numa moda que vendem diariamente como a correta, a que tem que ser. Estilo é libertação. É a vontade de transbordar a alma em paetês, laise, grafismos, saias rodadas, cores, muitas delas.

O seu próprio sorriso em frente ao espelho é inferior? Não somos completas sem o aval diário de quem não percebe nosso estado de espírito?

Não esperem a certeza do outro. Não supliquem por essa aprovação. A necessidade pelo dedão pra cima nos torna reféns da dúvida, poda a alegria de brincar, desmerece a realização de se perceber.

Hoje sou a avoada das mais felizes transitando pela cidade. Não será a desfaçatez de um olhar oblíquo e desconhecido que me fará bambolear sobre o salto e impedir de usar o que eu quiser nessa encarnação. Minha vida é só essa e eu vim para colorir.

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Comentários pelo blog

49 comentários

  1. Renata comentou:

    Você é admirável. Adoro seu humor e sua maneira de olhar o mundo,
    sempre pelo lado positivo.
    Você veio para colorir e iluminar o mundo com seu sorrisão e seus paetês

  2. Fabrízia comentou:

    Parabéns pela atitude, qdo eu crescer quero ser igual a você!!

  3. Debora comentou:

    Lindo.

  4. Elaine comentou:

    Ana, também tenho essas neuras. Sempre acho que qualquer roupa ou combinação fica melhor na outra pessoa que em mim. Mas estamos trabalhando isso.

    Hoje visto algo e não tô nem aí para os outros. Quero ficar confortável, embora tenha dia que faça alguns sacrifícios para ficar mais sexy.

    Continue assim e vamos trabalhar nossas fraquezas

    Beijos

  5. Lígia comentou:

    Ana, minhas preocupações são idênticas às que vc descreve. E sofro com isso constantemente 🙁
    Considero vc uma fonte de inspiração e espero muito um dia conseguir desencanar e viver tranquila sem me preocupar com o que se passa na cabeça dos outros em relação à mim.
    Adorei o texto! 😉

  6. Daniele comentou:

    Ana, nunca comento (desculpa), mas esse texto me tocou. Eu sigo vários blogs de diversos assuntos, mas sobre moda só sigo esse, justamente por ser tão original e ter tanta personalidade nele. Claro que de alguns looks gosto mais, outros menos, contudo todos são uma parte de vc. É a moda cumprindo seu real papel que é nos fazer feliz… Quando alguém comenta que “ficou bonito em vc”, não veja como um “eu não usaria isso nem a pau” mas como “ficou lindo nela pq tem tudo a ver com ela”.Bjo

  7. Carolina (Suíça) comentou:

    E isso aí Aninha, seja você mesma!

  8. Roberta comentou:

    Ana, acho que no fundo toda mulher passa por essas neuras, seja a vida inteira ou em parte dela… Eu sou uma pessoa bem básica, já deixei de usar algo que gostava por não querer ser “recriminada”… Já quis ser mais fashion, colorida… Mas hoje estou confortável com minhas escolhas básica, neutras… Admiro demais sua alegria, acho seus looks incríveis, chego até a “invejar” sua forma leve e descontraída (sou uma pessoa muito tímida, rs)… Não faz muito tempo que sigo o blog, mas já aprendi um caminhão de coisas, seja na moda ou em atitudes… As pessoas deveriam entender que podemos nos inspirar em outras pessoas ou na moda em geral e trazer desse mundo o que mais se encaixa no nosso estilo. Não preciso copiar ninguém de cabo a rabo. É preciso inteligência e sensibilidade, mas nem todo mundo tem né… Bjsss

  9. Priscilla Rolim comentou:

    Parabéns pelo texto!

  10. Marcella comentou:

    Post otimo Ana: pessoas que olham feios aos oxfords ou que te medem da cabeça aos pes? Isto é Brasil…Odeio ser este tipo de gente mas la fora, isto não acontece: as pessoas sao mais livres e voce nao eh julgado o tempo todo! Se vc compra mto, vc eh futil, se vc estuda mto, vc eh nerd…Tudo é motivo para que ponham o dedo na sua cara, ne? To meio cansada disso tudo…..Tb ando para frente, com meu ipod e quero que se danem! 🙂 Obrigada pelo texto,

  11. Maura Botinha de Melo comentou:

    Ana, Ana, Ana, seu texto é SURPREENDENTE E FASCINANTE! Você como sempre nos arrebatando! I R R E T O C Á V E L! Não é atoa que te amamos!!!!

  12. Tati comentou:

    Eu acho que a gente se veste de acordo com a ocasião. Mesmo com estilo mais exuberante, tem horas de revela-lo e horas para segurar as pontas (basicamente no trabalho, eu acho). Eu não sou de muita ousadia (não porque não tenha coragem de usar, mas porque eu gosto de tudo basicão), mas gosto de quem tem um estilo diferente e que combina com a pessoa, como é o seu caso. Ainda mais na sua profissão, que é numa área onde a criatividade flui, acho que existe “licença poética” para ousar. É que as pessoas não estão acostumadas e não sabem perceber a diferença entre não saber se vestir e se vestir com criatividade, deve ser isso. Eu concordo com a Daniele, esse “ficou bem em você” quer dizer que tem tudo a ver com sua personalidade, não é nada ruim.

    1. Ana Carolina respondeu Tati

      Oi Tati! Sim, mas o cerne todo do texto não é sobre o comentário do ficou bom em vc, mas das pessoas não precisarem da aprovação do outro para experimentarem: dei o meu exemplo, mas pode ser também um batom vermelho, entende? bjs

  13. Camila Oliveira comentou:

    Talvez tu já até saiba, mas eu faço questão de enfatizar que, graças a ti decidi criar meu bloguinho, a descobrir o meu estilo e pensar mais ao consumir e a ligar menos pro que falam, ainda mais depois desse texto. Eu fico boquiaberta como em meio a tantos blogs existentes nessa terra, você é quela que dá um tapa na cara por amor, por um acordar e seja feliz assim. AMOOOO esse teu jeito e eu já disse pra mim que quero ser assim quando crescer, liberal no vestir, não se interessar e acabar tendo paranoia com o que os outros vão pensar. Por eu trabalhar em um ambiente muito formal, acabo restringindo o que vou usar, mas fora do escritório me torno um pavão também, ah não ser um dia ou outro que eu realmente esteja inspirada e disposta a críticas e claro não ligar pra elas, como ontem, que usei um macacão e quimono e fui feliz toda vida, até debaixo da chuva.
    Esse texto tá lindo, bem Ana, e obrigada por dividir conosco e nos tornar seres um poucos melhores diante desta sociedade que só pensa em apontar o dedo para o outro.

    Beijos <3 😀

  14. Maria Fernanda comentou:

    Arrasou, Ana! Adoro seus pensamentos do dia!
    “Que sejamos mais generosas com nós mesmas”!!! E não só em relação à moda, mas em todos os meandros da nossa vida! Mais leveza, mais amor, menos punição e culpa. Nos cobramos de mais todo o tempo. Em estarmos lindas, com o corpo e cabelo em dia, em falarmos as palavras certas na hora certa, em sermos namoradas/esposas perfeitas e por ai vai…normal querermos atingir tudo isso mas não precisa ser à base de tanta cobrança.
    Beijos.

  15. Ana,
    que lindo texto, sábias palavras…me identifiquei em diversos trechos!
    Pq nos cobramos tanto hein?! Fico me questionando isso diversas vezes…
    Parabéns pelo blog, pelo teu estilo por ser quem tu és. Sou tua fã, mesmo quietinha te acompanho sempre.
    Bjks!

  16. Adriana Castro comentou:

    Oi, Ana!!!
    Nossa que texto maravilhoso realmente precisamos no mundo pessoas como vc para expressar…Temos quer ser o que somos,usar o que sente bem, sem ligar o q outros vão achar obrigada por me ajudar viu sou um pouco neura mas, sei que as poucas vou usar minhas peças sem pensar o que outros vai achar o importante estar bem consigo mesmo… Ana vc faz a diferença no mundo da moda bjssss lindona =)….

  17. Clarice Zaleski Fernandes comentou:

    Tem como não amar essa garota??!!!

  18. Luciana comentou:

    Ei Ana, amo o seu estilo. Me realizo vindo aqui todos os dias e vendo a sua alegria e o seu colorido. Não usaria a maioria das suas roupas, por que sou do tipo que precisa de aprovação kkkk. Me identifiquei com várias coisas que escreveu.Sempre penso o porque disso tudo, porque não podemos simplesmente ser felizes? Mas acho a sua ousadia o máximo. Quem sabe quando eu crescer eu consiga ser igual a vocêkkkk. Bjs
    Luciana

  19. Luiza comentou:

    Ana, também me sinto assim… é um trabalho para elevar a auto estima todo santo dia… não deixar que a possibilidade de uma opinião negativa alheia nos sabote… na verdade é nosso auto julgamento nos atormentando rs a voz na nossa cabeça dizendo, “mas vc vai se vestir assim?!?! o q vão pensar!?!?” aí basta um olhar diferente na rua pra gente já pensar ” tá vendo… pq fui vestir essa roupa” rs hj já não me importo mais tanto também…

    você é uma grande inspiração, adoro sua ousadia, tem muitas vezes que olho seus looks e não me identifico 100%, mas penso que legal o look da Ana! ela usa as roupas como quer, é autêntica e mostra pra tanta gente que é possível se vestir sem neuras e ser feliz e elegante!
    Você ajuda muita gente com seu blog! Obrigada! 😉

  20. Ana,
    Passo por isso também todos os dias, principalmente quando não me sinto exatamente segura com as minhas escolhas no look. Foi-se o tempo que eu me escondia atrás de roupas básicas e sem nenhuma informação sobre quem sou, só pelo simples anonimato, passar despercebida na multidão. Mas como é libertador saber que não precisa ser assim e como é divertido acordar todo dia e pensar como estou hoje e como posso passar isso pro mundo sem precisar falar uma só palavra…
    Adorei o seu post e me reconheci nele. Obrigada por expor seus pensamentos a nós leitoras.
    Bjo

  21. Ariana comentou:

    Arrasou no texto!! Uma das coisas que mais gosto em seu blog é a alegria que você transpira. Não parece uma manequim montada de editorial de revista, e sim uma pessoa comum que adora aquilo que faz, que se sente bem consigo mesma, e, por isso mesmo, as coisas que usa lhe caem tão bem. É libertador se sentir tão bem, não é? Também já fui muito encanada com o que os outros iam achar. Hoje em dia? Se eu gostei é o que importa!! 🙂

  22. DAGNANE comentou:

    bOM O QUE DIZER DE VOCÊ ANA SOARES. TODAS DISSERAM MUITA COISA Q EU GOSTARIA.
    Como disse uma das meninas eu seguia vários blogs, inclusive de moda, comecei seguindo sua irmã de blog a Cris do Hoje vou assim. E através do blog dela descobri o seu. A Cris que me desculpe, mas o seu tem muito mais a ver comigo. Com o que penso e com a maneira de vestir. Temos estilos diferentes, mas muito parecidos- Me entende?rsrsr…

    Vc é um ser humano, em primeiro lugar, admirável. Uma blogueira sensacional, uma profissional fora do comum e uma pessoa super estilosa- não somente no vestir, mas também no agir e no pensar.

    O que vc disse nesse pensamento é tudo que vivo, passo e sinto. Olha que eu pensava que só eu passava por isso por morar em cidade pequena, mas vejo que os pensamentos medíocres, e o se preocupar mais com a vida do outro do que com a nossa estão em todos os lugares.

    Te admiro por quem é e por pensar, de certa forma, em todas nós em tudo que transmite nesse blog.
    Já me preocupei muito com esse- ” o que será que estão pensando de mim?” ” Será que estou ridícula?”- Hoje nao vou dizer que nao me preocupo, me preocupo sim, mas liguei aquele botãozinho do FODA-SE!!!

    PENSO QUE ME VISTO COM O QUE GOSTO, PROCURANDO POR EM PRÁTICA OS MEUS CONHECIMENTOS, MAS PRINCIPALMENTE O QUE ME FAZ SENTIR BEM E QUE TRANSMITA A MINHA REAL PERSONALIDADE- QUE POR SINAL TBM É UM POUCO PAVOA RSRSR.

    CONCORDO COM VC QUE TEMOS QUE SER ASSIM E NAO ABAIXAR A CABEÇA PRA ESSES OLHARES OBLÍQUOS E NEM ESSAS BOCAS TORTAS. MUITAS VEZES É INVEJA PELA NOSSA CORAGEM, QUE ELES NÃO TEM.
    E EU AMOOO OUVIR ESSA FAMOSA FRASE ” EU NÃO USARIA DAG, MAS TEM TUUUDDDOOOO HAVER COM VC”.” NOSSA DAG FICOU LINDO PRA VC, MAS SE EU USAR VOU FICAR RIDÍCULA”. OU ” EU ACHO LINDO, MAS NÃO COMBINA COMIGO, MAS É SUA CARA”. ISSO SÓ ME MOSTRA QUE EU REALMENTE NAO SOU IGUAL AS OUTRAS E QUE A MINHA PERSONALIDADE E ESTILO ESTÃO SENDO MOSTRADAS EM TD QUE VISTO, FAÇO, PENSO E FALO….

    TE ADMIRO MUITO E OBRIGADA POR TORNAR NOSSOS DIAS MELHORE…..

  23. Bruna comentou:

    Ana, querida, amei o texto! E obrigada por ajudar na minha própria reflexão sobre não supervalorizar nem estar sempre dependendo da opinião e da aprovação dos outros. Demais! Beijo grande pra vc.

  24. Marlene Souza comentou:

    Sem palavras!!!Você as disse,todas!

  25. Patrícia comentou:

    Eu amei teu texto de hoje… perfeito… quantas vezes faço isso… diariamente… minhas roupas são um uniforme… estou tentando mudar… mas ainda preciso trabalhar muitos muros na minha mente que me impedem de ser mais feliz ao me vestir… beijossssss mil…

  26. Naiara comentou:

    Arrasou! É isso aí, viva pra você e por você…

  27. SENSACIONAL! Me enquadrei em TUDO o que você escreveu!
    Amo seu blog!
    Sem mais. 🙂

  28. Natalia comentou:

    lindona, seu texto é irretocável. fiquei pensando sobre ele e acabei viajando um pouco: sabe que eu acho que essa patrulha tem um pouco a ver com a nossa falta de educação geral – assim, como povo? existe uma questão de civilidade, de respeitar o espaço público, respeitar o que é privado, respeitar as decisões alheias que escapam um pouco das pessoas daqui por mil razões históricas. e acho que isso repercute nessa mania das pessoas de se meterem onde não foram chamadas, desde os olhares de espanto pra uma roupa colorida até gente que julga que sabe mais do casamento do que os próprios envolvidos – tipo esse escândalo do adnet. fico sempre intrigada de você passar por esse tipo de coisa numa cidade tão grande como o rio – isso é menos comum em são paulo, que é bem mais cosmopolita e desenvolvida, será que é coincidência? espero que um dia a gente chegue lá e espero ter-me feito entender. beijocas!

  29. Marinês comentou:

    Linda! Amei o texto.

  30. Lídia comentou:

    adorei!!! e concordo!!! e essas duas frases foram demais: “que sou feliz sendo um pavão” “Minha vida é só essa e eu vim para colorir.” kkkkkkkkk adoooro

  31. Ana, desde que eu comecei meu blog, eu conheci o seu e sempre vinha aqui ver seus post, mas não era muito de comentar, devo ter feito alguns comentários, hoje, lendo seu post eu percebo que toda mulher já tem um receio de acertar ou não na roupa que veste. Eu sou extremamente insegura em muitas coisas na minha vida, com roupas então, meu Deus…Olhando o blog eu sei que já melhorei muito, mas ainda tem muito o que aprender.
    Você é um caso raro de beleza, você usa um cabelo totalmente diferente e que eu adoro, me lembro do dia que vc fez um post e comentou sobre isso, e neste dia eu mostrei seu cabelo pra minha mãe e ela adorou….Suas roupas não são as básicas que estamos acostumadas a ver por ai, orque até seu básico é excêntrico, colorido, diferente, mas é a sua personalidade refletida em cada peça.
    As pessoas de hoje, usam as roupas por conta da moda, não porque combinem com elas, gostaria eu de poder ter você como minha personal style para me ajudar com as peças que eu ainda não consigo deixar que se encaixem ao modo de ser (mas querida, financeiramente não posso e ainda nao moro no RIO).
    Mas de uma coisa vc está certa, deixe de se preocupar com estas pessoas que não entendem seu modo criativo de ser e seja FELIZ e vá a LUTA, vc merece e eu espero ter vc por aqui sempre sorrindo com as escolhas que fez….beijos

  32. Bia Barboza comentou:

    Lindo texto! A terapia vem me ensinando o caminho da aceitação, é maravilhoso!

  33. Dalva Santos comentou:

    É verdade, buscar aprovação de outros é um atraso de vida porque sempre terá alguém com vontade de puxar o tapete. A gente tem essa mania de querer saber o que falam e pensam sobre nós, mas sempre na expectativa de um aval positivo e quando a resposta é negativa fica a dúvida e a vontade de mudar, mas pelo outro do que pela gente.Concordo com você, temos que nos jogar e viver a vida da forma mais prazerosa, sem se preocupar muito com as críticas. É do ser humano está sempre avaliando o comportamento alheio, mas esquece de se auto-avaliar, a gente julga a mulher que namora homem jovem ou vice versa, a outra que passou da idade e ainda usa biquíni de lacinho e por aí vai…, é uma perda de tempo, na vida a gente tem que ser feliz e não fazer mal pra ninguém, ou seja, se não dá pra ajudar, então, não atrapalha.

  34. Adriana (ex Brasília, agora USA) comentou:

    Clap, clap, clap. Amei Aninha!
    Sugiro que deixemos no passado o dedinho pra cima e o dedinho pra baixo, ok? Hoje, com a maturidade e experiência que vc tem, isso acabou ficando arcaico, pois, nos vestimos daquele jeito naquele dia por um motivo só nosso e não porque alguém vai gostar.
    Bjs Aninha.

  35. Simone Carvalho comentou:

    CLAP! CLAP! CLAP!

  36. Natáli Nunes comentou:

    Oi Ana, bom dia.
    Dessa vez fiz questão de comentar seu post. Sempre o acompanho e gosto muito. Claro, nem sempre o look me inspira, mas isso tem muito mais a ver com estilo e com o biotipo do que com identificação visual. O interessante é que hoje você descreveu o que realmente gosto em você e no blog: a capacidade de motivar o diferente, o inusitado e principalmente o despretencioso.
    É engraçado como a idade me fez bem.
    Tenho quase 32 anos e estou com o melhor corpo que já tive na vida (não que seja tudo isso). Melhor que a satisfação com o corpo, estou feliz e mais vivida. Essa combinação de saúde, alegria e experiência tem me permitido ser mais ousada a cada ano e seu texto é reflexo disso.
    Sou advogada e durante a semana não é exatamente fácil ter fugas visuais, mas fora do trabalho, gosto de ousar, de misturar cores e texturas, de comprar itens pouco convencionais e sempre acho que tenho a obrigação de ser e de usar o que me agrada. Tenho sido cada vez menos submissa à moda, e mesmo quando ela me convence de que algo “está usando”, faço questão de usar do meu jeito.
    Outro dia meu marido (recém-marido) disse que estou cada vez mais piriguete, e que ele estava adorando. Num outro dia, ele disse que eu estava séria demais e que eu deveria comprar mais saltos altos. Para completar, respondeu uma pergunta minha dizendo que eu estava super estranha com tantas cores, usando saia lápis coral, blusa cinza e salto nude para trabalhar(eu usei mesmo assim, claro). Se alguém ouvisse os comentários dele, com certeza não saberia dizer se ele está casado com uma panicat ou com a Constanza Pascolato. Que raio de esposa ele tem? (Talvez uma Ana, hehehehhe)
    A idade tem dessas coisas. E estou gostando, apesar das rugas que insistem em apontar aqui e acolá.
    Beijo, lindona!

  37. Emanuella Calaça comentou:

    Parabéns pelo posto, fazia tempo que não comentava por aqui, por falta de tempo mesmo, mas sempre que posso dou uma olhadinha no blog e gosto muitoooo
    beijos

  38. Márcia comentou:

    Belo texto Ana,tenho feito diariamente este exercício de tentar ignorar os olhares alheios e parar de tentar imaginar o que os outros estão pensando ao meu respeito, isso é muito libertador. Seu blog tem contribuído para isso, como você, gosto de chamar a atenção, gosto de vestir de maneira diferente, gosto de cores , plumas e paetês, mas isso as vezes gera insegurança e desconforto, principalmente para quem mora na roça como eu rsrs Tenho amadurecido, e você tem sido minha musa inspiradora nesse processo. Bjaummm

  39. Isabella comentou:

    “Minha vida é só essa e eu vim para colorir”. Adorei! Te entendo porque, desde sempre, adoro corres! As suas combinações me inspiram muito!

  40. Ah, minha ídola que tanto admiro… : )
    Arrasando como sempre com esses pensamentos libertadores. Pura reflexão, uma lindeza! E nessa leitura é fácil fazer um paralelo a outras realidades que estamos sempre querendo a aprovação do outro. acabei fazendo um paralelo com o que vivo no meu universo das crespas e cacheadas. Muitas passam por esse dilema de querer assumir sua natureza mas tem medo da crítica alheia, que por vezes, chega a ser cruel. Muitos relatos de chocar o coração. Olha… Tudo a ver. Vou indicar por lá a leitura. ; )
    Obrigada por mais um post inspirador. Beijo!

  41. Paula Gravina comentou:

    Que texto! Muito legal! Adorei! =)

  42. Adriane comentou:

    Ana,você é incrível.Uma reflexão como esta pode transformar completamente a vida de uma de nós.Parabéns por ser tão humana!

  43. Roberta comentou:

    Lindo, Ana.
    E quer saber? Esse look também é lindo. Porque ele é a sua cara: moderno, irreverente, colorido, alegre e despreocupado. Tudo o que você veste tem a sua cara, todas as peças que você escolhe se fundem numa misteriosa harmonia que diz muito também sobre a sua personalidade, com todas as facetas que a tornam única.

    Beijão!

  44. Cristina comentou:

    Isso me lembrou um cara com quem eu saí algumas vezes há uns 5 anos. Lembro de uma vez em que saímos, eu usava uma saia floral verde e roxa que ia até o joelho da Dzarm (eu amo esta saia até hoje), pensei que tava abafando, me sentia bonita, feminina e estilosa com aquela estampa maravilhosa, mas de repente ele me faz a seguinte pergunta: “pq vc não usa uma minissaia jeans justinha que te deixe gostosa ao invés dessa saia de velha?”.Nunca mais saí com ele! O problema não era minha roupa “espanta bofe”, mas sim a mente retrógrada do cara, que não entendia minha roupa. Depois ele confidenciou para uma amiga em comum que “ela era bonita, mas se vestia de um jeito esquisito, parecia uma velha”. Pouco tempo depois conheci outro cara que achava o máximo minhas saias compridas, minhas blusas xadrez ou listradas, minhas alpagartas coloridas e todas as roupas diferentes que eu gostava de usar. Estamos juntos até hoje, e ele nunca me pediu para usar minissaia justinha ou vestido com decotão, ainda bem!

  45. Mariana comentou:

    Uhuuullll!!!!! É isso mesmo, Ana! Vc é linda, original e humana!

  46. Carolina comentou:

    Amei!!!! Estava precisando ler algo assim….

  47. Helen comentou:

    Oi Ana!! Começo todos os meus dias olhando as suas publicações, e rola até um beicinho quando não tem post no dia…hehehe! Acompanhar você tem mudado minha visão sobre compras, sobre combinações, sobre aproveitar mais o que eu tenho no armário. Como você, eu adoro cores, mas combiná-las sempre foi um problema, normalmente usava neutros com pitadas de cor…
    Moro em uma cidade do interior, e meus acessos aos fast fashion são esporádicos, mas ontem tive oportunidade de entrar na Renner, e encontrei uma bolsa que estava namorando há tempos. Num primeiro momento me agarrei, é uma bolsa modelo saco, estampadona…mas ao olhar com maior cuidado, o acabamento era péssimo!!! Agora penso muitas vezes antes de comprar!!! Bjs

    1. Ana Carolina respondeu Helen

      Que alegria seu comentário, Helen! 🙂 beijos!