Comprei e nunca usei: blusa de renda transparente

omprei e nunca usei veio com força nesse final de ano por conta das arrumações inerentes à época: nesse caso, essa blusa arrematada de segunda mão no enjoei, há anos, que achei lindaaaa, que achei que fosse usar horroresssss…mas, que nada. Acho arrumadona demais e, na moral, vou ao total de um evento por ano, hahahaha!

Então agora ou vai, ou racha, preciso usá-la para saber se ela fica ou vaza da minha vida! A primeira tentativa de look foi com minha pantalona mega antiga e eu amei, heim? Super cara de roupa de festa sem ser óbvia! 🖤

Muita gente no instagram sugeriu que eu quebrasse o tom mais arrumado da blusa com uma peça em jeans, mas, sinceramente, não queria ir por esse caminho mais óbvio – o medo é viciar só em um tipo de coordenação. A blusa é mais compridinha, com rendas na barra, por isso a parte de baixo teria que ser mais sequinha, coisa que também não curto mais, prefiro bem mais o jeito que elaborei aqui, com a peça por dentro de uma calça ou shorts mais estruturados/amplos.

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Blusa que comprei no enjoei
Pantalona Maria Filó mega antiga
Scarpin Santa Lolla super hiper antigo
Brincos Tatiana Queiroz Jewlery

Fotos: Denise Ricardo

Analisando bem, não acho que esse look esteja com cara de ficar restrito a eventos, super dá para encaixá-lo em qualquer outra atividade do meu dia. Lembrei que tenho uma pantacourt (preta, mas beleza), que eu também usaria com um tênis, o que já garantiria ao menos descer do salto.

Mas, como também já colocaram de forma certeira no instagram, talvez meu estranhamento com a blusa nem seja apenas pela dificuldade de usá-la, mas por não ter muito a ver com meu estilo, no geral, com esse lado de estilo romântico da peça.

Que outras ideias vocês me dariam, hein, gente? Confesso que tem vezes que dá um senhor bloqueio aqui, hahaha!

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Assisti a série da Marie Kondo na Netflix

Quer dizer, estou assistindo –  hoje concluo a maratona dos oito episódios de Casa Arrumada, Tidying Up with Marie Kondo, na Netflix, série que estreou ontem, com a japonesa best seller de vendas com seu livro A Mágica da Arrumação, que criou um método (batizado de KonMari) para arrumar e organizar objetos em 4 categorias, tudo baseado no “spark joy” ou, traduzindo, o que traz alegria pra gente. Marie visita as casas de diversas famílias nos EUA com a missão de propor a elas um novo estilo de vida ao organizarem suas casas caóticas. Gostei principalmente porque é uma série sobre reconectar-se com você mesmo, com quem você ama e com seu lar.

Ver Kondo em ação já trouxe alegria instantaneamente, porque ela é fofa demais, gente! =D Já chega sorrindo e toda efusiva na casa dos americanos, que ficam embasbacados com essa boa vibe dela. Não faz uma careta, nem uma cara de espanto ou reprovação e dá pra ver que não se trata de estar na frente das câmeras. Todo o seu discurso é amoroso, afetuoso, cheio de empatia e carinho. Ela senta sobre os joelhos (como os japoneses sentam mesmo) no chão de cada casa que visita para agradecer o espaço por acolher aquela família. Ainnnnnnnn, é muito amorzinho!

Sério, eu aprendi muito com a série. Gostei demais da forma como Marie lida com as situações, sem repreender, sorrindo, se emocionando (em vários momentos ela se diz conectada às pessoas do episódio, ou então emocionada), de pedir que agradeçam aos objetos e de tratá-los com respeito, tudo isso sem deixar escapar uma sobrancelha levantada ao observar a bagunça alheia – pelo contrário, ela dá gritinhos dizendo que ama uma zona, hahaha! É assustador também ver as montanhas de roupas e pilhas de acúmulos das pessoas.

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E todas as vezes que comentaram que a casa dela deveria ser perfeita, ela mesma se coloca como alguém que também faz bagunça e que sente preguiça e deixa pra arrumar tudo só no dia seguinte. O que ela observou também é como eles têm espaço e até comenta que as cozinhas japonesas têm metade do tamanho das norte-americanas, somando-se ao fato deles lá em cima ainda serem o templo do consumismo, enquanto os japoneses seguirem mais a linha minimalista (nesse caso é observação minha).

De início achei que teriam mais dicas sobre organização, mas depois vi que eu já tinha todas elas no segundo livro de Marie, Isso me traz alegria?, que é um guia ilustrado da mágica da arrumação, além do canal dela no Youtube, por isso foquei mais em observar as mudanças e depoimentos de quem passava pelo seu método, que é simples e aproveita muita coisa do que já temos para organizar, como caixas vazias de sapato.

Você fica tão contagiado pelas transformações pessoais de cada participante que, entre um episódio e outro, eu fui arrumar mais coisas que estavam em desordem aqui em casa, hahaha! Ataquei o cesto de roupa suja (sério, tinha coisa lá esquecida) e minha estante de livros e revistas – separei alguns itens para reciclagem, descarte e doação, só sentindo essa se eles me traziam alegria ou não.

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Minha pilha de doação de revistas e livros pós-Marie Kondo na Netflix, hahaha!

Para quem está precisando de um leve choque de realidade e motivação extra para organizar a casa e evitar acúmulos futuros, super recomendo assistir! 🙂 Me contem aqui depois o que acharam!

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Você tem roupa com etiqueta no armário?

Roupa com etiqueta dentro do armário, quem nunca? Aliás, é bem raro eu encontrar algum guarda-roupa que não contenha roupa com etiqueta de loja pendurada, sinalizando ainda que não foi usada.

Alguns palpites sobre este fenômeno que assola os nossos lares:

– Compras em excesso. Aquela maniazinha de sair e comprar alguma roupinha nova com assiduidade, aproveitando aquela promoção im-per-dí-vel também ou, pior ainda, comprou porque a vendedora empurrou e você não conseguiu dizer não.

– Compras esperando ocasião. Para garantir a roupa de um futuro evento que nem sabemos se vai rolar, ou então você já garante uma que possa ser usada, mas aí você encontrou outra muito mais interessante que assumiu o posto. Você não sabe quando, mas certamente vai usá-la em algum momento, ah, vai sim, vai pintar uma oportunidade.

– Perdeu o prazo para troca/devolução. Vida corrida, cheia de afazeres, sem tempo para parar e ir à loja, ou então sem paciência mesmo para escolher outra coisa ou devolver a roupa ao site, e, pum, quando você se deu conta, já passou o período da troca/devolução e já era, entubou a roupa.

– Valorização para vendas. É quase um atestado de “nunca usei, por isso estou cobrando quase o preço que paguei na loja”.

– Coragem. É incrível, mas ainda temos medo de vestir uma peça que achamos o máximo, com medo do julgamento alheio.

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Marie Kondo, profissional de organização, best-seller com seu livro A Mágica da Arrumação, é categórica sobre roupas com etiquetas: ela corta to-das quando faz trabalho na casa dos clientes. Não tem por que a roupa ficar ali, com etiquetas penduradas, que isso atravanca a energia e não promove nada de bom – é quase como um estímulo até para que a pessoa continue sem vesti-la!

Eu adotei essa prática e, ao menor sinal de roupa com etiqueta, eu corto. Saiu da loja, perdeu o prazo, foi, passou, é tipo carro saindo da concessionária, desvaloriza. A etiqueta afixada não é garantia de uma roupa nova-zero-bala. Roupas guardadas mancham, estragam, são roídas por traças, mofam, etc etc.

Realmente, a sensação de ter roupas com etiqueta e tags de lojas no armário é bem ruim, quase como um fracasso por não conseguir usar tudo que tem, ou o atestado de que estamos exagerando nas compras. Como adicionar mais itens no armário se você ainda está com peças sem uso nele e elas estão gritando ali, na sua cara?

Eu dou algumas dicas para as clientes superarem essa questão:

– Peça com etiqueta? Priorize para não perder o prazo de troca, separe ela para isso. Experimente com o que você já tem, teste combinações, sente, se locomova com ela, veja se atende suas necessidades. Depois disso, não rolou? Troque ou leve aos correios para devolver.

– Na troca, tente pesquisar antes o que a loja oferece, para não trocar seis por meia dúzia.

– Antes de comprar itens novos, observe o que você tem ainda sem uso e conte. Ou você vai perceber que está comprando peças que não gosta ou não tem a ver com você (o famoso comprar por comprar) ou vai entender que precisa usá-las antes de pensar em trazer algo novo.

– Tire as etiquetas! Mulher! Seu guarda roupa é show room de loja por acaso? Hahahaha! Bola pra frente, tag de loja pendurada não contribui em nada!

– Use o que você tem. Use o que você tem! Ou, na pior das hipóteses, desapegue sem dó. E tente não repetir esse ciclo.

Sobre a foto acima, a única peça que encontrei, nessa arrumação de final de ano, ainda com tag pendurada. E, detalhe: está manchada! Ganhei, usei para uma postagem e não troquei. Estou pensando o que fazer, se a uso, se dou para alguém…

E vocês, têm muita peça com tag no armário ou estão melhorando nesse quesito?

 

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Entrevista sobre minha trajetória de empresária na DRAFT

Fiquei muito feliz quando o DRAFT, site que se dedica a mostrar plataformas, empreendedorismo criativo e pessoas com projetos inovadores, cogitou meu nome para ser pauta ao lado de outras mulheres empresárias que eu admiro muito.

Não faço a humilde quando o assunto é bater no peito e contar minha trajetória. Não porque eu ache que sou detentora de méritos só porque me esforcei muito, mas porque eu acredito numa sociedade igualitária, faço minha parte para que tenhamos um dia todos a mesma vantagem no ponto de partida, além de ter orgulho por não ter medo de me jogar nas ideias e seguir adiante, fugindo bem desse padrão que observamos em profissionais do meio. Eu vim para fazer a diferença e, melhor, levar mais e mais mulheres comigo, ao meu lado!

Convido vocês, as principais pessoas envolvidas nesse meu projeto de vida, com quem tenho a honra de compartilhar diariamente minhas ideias e aprender, a lerem mais sobre todos esses processos, incluindo meus erros, acertos, números e rendimentos, tudo que envolve a construção de um projeto de vida, que ganharam muito fôlego e gás em 2018. Gratidão!

LEIAM AQUI A MATÉRIA COMPLETA

“De blogueira a empreendedora: com o Moda pé no chão (antigo Hoje Vou Assim OFF), ela busca desenvolver o autoconhecimento feminino. Ana Soares começou escrevendo sobre comprar roupa barata e, hoje, oferece conteúdo e workshops que ajudam mulheres a se conhecerem e consumirem moda de forma mais consciente.”

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