Perder roupas por variação de peso: e agora?

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Uma das poucas calças que ainda me servem

Eu engordei 7kg em menos de um ano. Antes de me separar, tinha emagrecido bem, não conseguia comer. Aí veio mudança de vida, um novo casamento, uma nova rotina, falta de exercícios, muito trabalho (exagerei ano passado), muitas viagens e comilanças por onde passei…hehehe.

Mas esse post não é sobre minha reação com meu peso a mais – até porque eu estou me achando gata e gostosa bagarai –, mas com as minhas roupas.

Como eu nunca havia chegado nesse peso que estou hoje, nem chegado perto, aliás, obviamente minhas roupas não estão cabendo, em sua grande maioria, ou estão apertadas ou marcando.

Se antes eu me arrumava super rápido, hoje tem sido mais dramático. Penso no look, vou lá provar a parte de baixo…não fecha. Apertado. Me sufocando. Tiro, coloco outra, mesma coisa. Minhas peças curingas e amadas, nem elas se salvam.

Confesso que fico chateada mais por demorar a escolher uma roupa que não me aperte, do que pelo ganho de peso.

E aí eu olho pro meu armário, cheio de roupas. Muitas delas maravilhosas, que eu amo de paixão, que me acompanham há tantos anos. O que fazer? Comprar tudo de novo? Gastar essa grana? Guardar todas elas em contêineres?

Bom, comprar tudo tudo tudooo de novo, não, né. Primeiro, por ser difícil encontrar peças boas como as que eu tenho há tanto tempo. Tarefa árdua, eu diria.

Segundo, porque não rola gastar uma grana assim. Não é uma variação de peso muito significativa, como acontece com algumas pessoas que, por uma série de motivos, engordam bem mais que 10kg ou emagrecem algo nessa proporção ou mais. Elas precisam observar o peso que estacionou para levarem peças novas para seus armários, e isso será um processo, um investimento.

No meu caso, me chateia não ter mais tanta opção. Já me culpei e cobrei sobre isso.

Mas, quer saber? Não estou afim de me sacrificar por roupas. Estou ativa, voltei pro pilates, segurando a onda quando viajo, ciente dos meus 40 anos, e é isso. Que seja um processo!

A redescoberta do armário

Não guardei as roupas – até porque são muitas – mas deixei mais à vista as peças que estão cabendo melhor ou que são adaptáveis. Elas continuam ali, não me afrontando, mas me inspirando com suas cores e belezas. Como quadros bonitos, entendem?

Experimentei roupas que estavam esquecidas em meio a tantas outras. São as que couberam, mas que estavam encostadas e ganharam uma nova chance de se mostrarem incríveis nos meus looks diários.

Por incrível que pareça, estou AMANDO usar blusas justinhas! Estou me sentindo gostosona nelas hahaha! E pensar que a Ana de anos atrás usava tudo largo por “vergonha”…

Deixei separado pra ajustes peças que eu tinha feito pence, para soltá-las.

Compreendi que as roupas que não cabem mais (e que podem voltar a caber) foram maravilhosas em muitos momentos comigo. Cumpriram e ainda podem cumprir suas funções, mesmo que seja pra mostrar que aquela peça não cabe mais na sua vida.

Que você pode abrir seu olhar pro novo, se perceber com outra silhueta em outros shapes. E se entender assim. As roupas estão lá, mas meu corpo continua vivendo, me dando prazer, me levando. Eu continuo.

As roupas que nem cheguei a usar e agora não usarei mesmo porque não cabem, foram uma lição também. Roupas que guardei pra uma ocasião ou que não tiveram chance porque eu tenho roupa demais. Ou seja, se não usei mesmo antes, isso quer dizer que elas não tinham lá muita função no meu armário.

A Ana de anos atrás se torturaria. Essa Ana aqui, não. Não são botões abertos que farão meus dias mais pesados. E, sendo muito realista, eu ainda tenho muita opção. Que privilégio, né não?

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Comentários pelo blog

9 comentários

  1. Adele comentou:

    Adorei o post, Ana! Estou passando pela mesma situação, mas com um guarda-roupa que já era bem minimalista antes, rs. E compartilho do sentimento de me sentir mais chateada por não ter variação nos meus looks do que por ter engordado. Mas, como eu já não tinha tantas opções antes, às vezes isso acaba alimentando uma ansiedade em relação a ter engordado também. Enfim, sigamos no caminho de menos cobranças a nós mesmas 🙂

  2. Roberta comentou:

    Acho que todo mundo um dia na vida passa por esse processo. Já tive problemas quando perdi peso demais, e agora por várias situações ganhei peso também. Estou infeliz? Não, muito pelo contrario. Quero passar longe daquela magreza com cara de doente que eu tinha. Me chateia perder peças que eu amo, mas com tudo isso aprendi um truque. Toda vez que compro uma peça que está no meu tamanho, já penso na possibilidade de ajustar ou de alargar. Sempre verifico as sobras de tecido que as peças tem por dentro, se não tem folga, nem considero levar. Já consegui salvar varias peças queridas do armário nesse esquema. As vezes, 2 ou 3 cm dessa folga faz a peça caber lindamente na gente! Bjss

  3. Mari comentou:

    uns 2, 3 anos trás, eu dei uma engordada qdo casei e fiz 30 anos, metabolismo, rotina diferente, essas coisas… eu não estava me sentido super mal, eu me achava bonita pelada, mas não conseguia me achar bem vestida, pq tudo marcava. eu ainda sou bem magra, mas antes era até demais. eu tinha q comprar o menor tamanho dos lugares, q as vezes eles nem tinham, ou mandar ajustar as coisas.
    meu maior problema foi não querer gastar dinheiro comprando roupas novas depois de ter tido trabalho pra achar as q me servissem.
    agora, dps de uns anos, eu já sei q aumentei uma numeração de calça e tudo bem, mas pq eu já tive mais tempo de comprar novas. mas ainda lamento uma calça boa q comprei qdo comecei a engordar, ainda no tamanho pequeno, e pouco pude usar. eu não confiei no q a prova dizia, pensei “mas eu sempre uso esse numero, provavelmente ela ainda vai ceder”. não cedeu e ficou guardada.

    1. Ana Carolina respondeu Mari

      Esse “vai ceder” é algo que nos deixa muito rendidas! :/

  4. Denise comentou:

    A questão não é o número na etiqueta, é o espelho.
    Quando uma roupa que amamos perde o “caimento” é triste. É como se falhássemos conosco mesmo.
    Não importa o que digam, que estamos bem, magras, lindas, etc., etc., é a autoestima que conta.
    Tenho mania de roupas folgadas, para bronca do meu marido que acha que devo mostrar as curvas, mas há algum tempo percebi que isso tinha a ver com minha autoimagem: eu me via grande!
    Percebi isso quando pedi uma roupa numa loja gringa é a vendedora me indicou a seção “petit “! Imagina!
    Quando visto algo justo tudo bem, estou experimentando, mas não quero me sentir enrolada feito uma mortadela!

    1. Ana Carolina respondeu Denise

      Sim, o problema é a autoimagem. É se perceber no seu tamanho.

  5. Bruxinha comentou:

    Te entendo bem. O metabolismo depois dos 35 muda bastante, saí de um 36/38 pra um 38 apertado/40 confortável! Mas faço o mesmo exercício que vc, uso as que me vestem melhor hj em dia. As outras que sei que não volto mais prum peso compatível com a modelagem ( e nem quero na Vdd) vão pra doação sem pena fazer outras magrelas felizes 😁

    1. Ana Carolina respondeu Bruxinha

      Eu prefiro bem mais agora, mais gostosa, hahaha, mas sei que muita coisa veio de alimentação ruim (pizza e hamburguer pra compensar noites de trabalho), viagens demais (a gente nunca come bem), enfim.

  6. Kelly comentou:

    Eu tb cresci pros lados. Só que não quero comprar calças novas…aí pensei em alargar, mandar pra costureira botar um tecido, um elástico na altura da cintura. Mas fico na dúvida se isso fica bom, se vale a pena, se não é muita derrota.