Balanço das coleções assinadas e minhas impressões Água de Coco para C&A

Resolvi fazer esse post dois em um para facilitar, já que hoje fui conferir a última coleção do ano da C&A, com a marca de moda praia Água de Coco e fiquei fazendo um balanço do ano. Desde 2013 a fast fashion se tornou uma metralhadora neurótica de coleções, despejando araras lotadas nas nossas cabeças quase que quinzenalmente! Segundo eles, se tornaram especialistas em collections, descobriram que era a expertise da varejista desenvolver parcerias.

Acompanho as coleções desde 2001, por isso sei quando digo que sinto falta dessa expectativa pelo próximo nome a ocupar as vitrines, as peças originais, guardar a graninha para investir numa outra. Lembro que acordava cedão para chegar assim que a loja abrisse – antes do trabalho! – e experimentar o que estava sendo divulgado há tempos, na maior frenesi. Vou bater na mesma tecla, mas beleza.

Quando comentei dessa saturação, ainda em 2013, li algumas leitoras dizendo que gostavam, que assim tinha novidade toda semana nas lojas, que era cisma minha. Mas esse ano, acho que pelo menos aqui no Rio, não rolou aquela comoção toda, não sei se pela falta de grana/crédito (mesmo parcelando, com tanta coleção uma atrás da outra, quem dá conta?)/paciência. Sem contar as mesmas peças que encontramos nas lojas meses depois ou até na mesma época, com preços diferentes (!!!!), como foi com a Giuliana Romanno. Ou seja, zero originalidade com essa importação da China.

Entendo que precisam manter a alta rotatividade nas araras, mas tá mais pra furacão, kkkk!

Mesmo cada uma tendo a cara de um público, sinto até pela falta de cuidado recente em divulgar os locais de venda, a divulgação sendo feita apenas dias antes, que a fórmula parece desgastada. Posso estar errada, claro, mas pelo que tenho conversado com as pessoas e visto com as minhas leitoras, é o que parece.

Mas é claro que somos minoria, né, galera? Quem fica parando e fazendo análise de tecido? De preço? De acabamento? Pára de ser chata e vamos comprar…mais fácil.

Qualidade que vem piorado, acabamentos idem, tecidos dos mais duvidosos – não é por ser de fast fashion que tem que ser assim e algumas poucas coleções se salvaram em 2014. Tenho peças do Reinaldo Lourenço, Andrea Marques e Maria Filó para a rede que tinham bons preços, tecidos, acabamentos, desenhos mais originais, modelagem boa – ou seja, ótimos custo-benefício, tanto que dá dó me desfazer de algumas. Sem contar coleções liquidando semanas ou um mês depois, que desestimula a compra no dia do lançamento.

Riachuelo manteve as suas coleções espaçadas como sempre, esse ano debutou nas parcerias internacionais com Versace (que já ouvíamos rumores há um ano!) mas, mais uma vez, parece que não agradou. Fui no Norte Shopping (shopping da zona norte da cidade) e só encontrei duas pequenas araras (!!) com as peças que restaram, mas dificilmente vi quem tivesse mergulhado o universo over da grife. A esmagadora maioria achou a coleção feia, brega e não compreendeu a parceria caríssima.

Fiquei tão zonza que não consigo lembrar todas que aconteceram esse ano, mas pelo menos lembro as que mais me marcaram para a gente fazer nosso best of (hahaha) e os piores! Na minha opinião, pelo menos, hehe:

Piores coleções do ano
Giuliana Romanno (péssimos tecidos) e Stella McCartney para C&A (pela falsa expectativa e qualidade infinitamente inferior à primeira, de 2011); Versace for Riachuelo (pelas estampas de gosto duvidoso e pelos preços)

Melhor coleção do ano
Francisco Costa para C&A – mesmo tendo liquidado apenas um mês após o lançamento, por ter peças em seda, alfaiataria moderna e bons acabamentos.

update: resolvi inserir as menções honrosas!

MOB para C&A e Ateen para C&A pois foram coleções com boas peças, tecidos e acabamentos melhorados

Estou esquecendo de alguma? Me contem quais são as eleitas de cada categoria de vocês, estou curiosíssima! hahahahaha!

Agora vamos rapidamente à Água de Coco! Cheguei agora de noite na loja e para minha surpresa a maioria esmagadora das peças tinha voado. Pelo menos os biquinis e maiôs, tive até dificuldade de encontrá-los…a maioria nas araras eram as roupas, mais estilo saída de praia e aquele body/maiô de mangas compridas que só funciona em editoriais, rs! Mas no geral achei tudo interessante, com uma moda praia bonita.

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Achei as estampas bonitas, sabiam? Pelo menos as dos biquinis! A maioria em tons de verde, com motivos tropicais mas bem diferentes…experimentei essa calcinha de cintura alta e um top cortininha e gostei no corpo. Só não lembro do preço de cada uma, hahahaha, desculpem!

O body também é bonito, forro verde musgo e vestiu bem, achei bem acabado também, mas quem aguenta essas mangas compridas com a areia pelando em 50 graus no verão? Custava 139,90.

Aí que começa a problemática: todas as saídas de praia e saias longas eram feitas de que material? YEP: poliéster! Aquele tecidinho que esquenta horrores, loucamente, absurdamente no asfalto – imagina na beira da praia? As saias eram igualmente bonitas, mas desse jeito, com esse material, não dá: essa custa 89,90.

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Essa tem um cinto embutido e também toda, inclusive forro, de poliéster: custa 139,90.

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Esse kaftan parece parte do figurino da Regina Casé no “Ixxxxxxquenta”! Hahahaha! Nãooooooo gente, prefiro mil vezes um short jeans e camiseta, mais dignooooooo! Ainda mais por 149,90 irreais!

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Acessórios douradõessssssss e alguns chapéus de praia por 59,90.

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Achei essa bolsa saco uma graça! Gostei mesmo, mas não comprei nada. Ah, a bolsa custava 119,90!

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E assim encerramos a cobertura de coleções de 2014! UFA! Foram tantas, que nem lembro. O bom dessa loucura de parcerias é que consegui enjoar de todas. Para quem está cada vez pensando mil vezes no que consome, achei essa espécie de detox maravilhoso 😉

Quem foi nessa, o que achou? Alguém foi? hehe!

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