O que você quer para seu estilo pessoal em 2017?

O que você quer para seu estilo pessoal em 2017? A pergunta pode e deve entrar no seu combo de reflexões para o próximo ano. Quantas vezes você realmente parou e dedicou seu tempo para entender mais seus gostos e preferências?

Compreender melhor seu estilo pessoal nem sempre é tarefa fácil, eu tenho noção disso, mas é importante entendermos o quanto o nosso vestir influencia nos nossos dias e, principalmente, na nossa autoestima.

Sei que pode soar repetitivo, mas achei oportuno reunir nesse post várias ideias que reverberei ao longo dos últimos tempos para ajudar na descoberta e construção do estilo de quem me acompanha – e o quanto isso é libertador.

Bora finalmente parar e pensar em você? 🙂

Sair da tríade branco-preto-cinza e arriscar outras formas, cores e estampas

Muitas vezes ficamos super inseguras no trabalho e garantimos chamar atenção apenas pelo nosso serviço, aí dá-lhe cores clássicas e peças lisas. A pergunta que você precisa se fazer é: você está curtindo e tem a ver contigo ou só está se camuflando por trás de roupas que não te representam nem mostram sua melhor versão?

Aqui tem várias ideias para ajudar a entender mais como incorporar mais cores (mesmo que aos poucos) no seu dia a dia. 🙂

Usar mais o que tem e comprar menos

Temos o hábito – e eu me incluo aí – de sair comprando todas as novidades da temporada, que logo deixam de serem novidades, aí surgem mais novidades pra gente comprar, aí as antigas nem foram usadas ainda, começam a ocupar espaço, amontoamos tudo, aí rola preguiça pra tirar tanta roupa na hora de se vestir, então achamos que precisamos de mais roupa.

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Só de ler, já deu pra sacar que esse ciclo é extremamente cansativo e que não contribui em nada para a construção do nosso estilo. Ao invés de achar que precisa ter tudo novo sempre, que tal fazer valer o que foi investido e usar mais o que se tem, explorando todo o potencial do armário?

Tirar do armário e da sapateira o que não gosta, não funciona, nem serve mais

Eu guardava muita coisa achando que um dia conseguiria usá-las, que poderia precisar delas em algum momento, mas a real é que isso aconteceu acredito que apenas uma vez na minha vida – e eu nem lembro direito o que foi. E já fiquei chateada de ter usado algumas roupas pouquíssimas vezes e me deparar com elas mofadas ou manchadas, de tanto tempo guardadas.

Eu sei, eu sei, ficamos com pena do dindin gasto e não nos desfazemos, mas acho que precisamos olhar mais para o que queremos e não lamentar os equívocos, se cobrar menos nesse aspecto e pensar que elas podem ter um destino melhor, ainda mais se forem doadas.

Já foi, que tal pensar agora em guardar dinheiro, viajar, ler, outras coisas que não envolvam acumular coisas. 😉

Cuidar melhor das suas roupas, sapatos e acessórios

Manter e cuidar bem da roupa é uma forma de economia. Roupa não tem que ser descartável, não é nem um pouco sustentável jogar fora em pouco tempo só porque as lojas já oferecem mil outras opções, mesmo que seja baratinho. É dinheiro gasto, é desperdício de materiais, e é não cuidar também da imagem que queremos passar pro mundo.

Quando digo cuidar melhor, envolve desde a pré-lavagem da peça, passando tira manchas em locais mais sujinhos, virando a peça do avesso, colocando em saquinho de roupas delicadas.

Ler as etiquetas e ver a melhor forma de manutenção, se é lavando a mão com sabão neutro, na máquina ou na lavanderia, se estende horizontalmente no varal, se não pode torcer. Passar com ferro em temperatura amena ou adquirir um steamer para evitar queimar o tecido. E pensa aí também na forma como são penduradas, não guardar em saquinho plástico, pregar os botões que caíram…ufa!

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Pra sapatos e bolsas, a mesma coisa: hidratar o couro com hidratante (comum mesmo, sem cheiro!), guardá-los sem coisas dentro e, de preferência, em lugares livres de poeira.

Se manter dá tanto trabalho, mais uma peneira boa a ser feita antes de entulharmos nosso guarda-roupa, né não? 😉

Organizar o armário

Aqui nesse post eu contei mais do processo de organização do meu guarda-roupa e em breve vou falar dos sapatos, quando a minha sapateira chegar.

Se você tirar tudo que é supérfluo ou não faz mais sentido, organizar não será complicado. É importante visualizarmos tudo o que temos e ter à mão o que usamos com mais frequência.

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Comprar e ter apenas o que precisa e que vai fazer diferença

A organização também passa por entender o que precisa mesmo entrar no armário para fazer a diferença no seu vestir. Você precisa de uma coleção de sapatilhas ou de ao menos uma saia mais bacanuda pra você usar em várias situações da vida (inclusive verão e inverno)?

Fazer um inventário, contar de verdade o que se tem, a proporção de partes de cima e de baixo, as cores que predominam e fazer uma lista do que pode entrar, ajuda a manter o foco, a economizar e a deixar o seu armário mais alinhado com as suas prioridades de vida e de alma.

Se cobrar menos e curtir mais o momento

Preciso ter isso, preciso ter aquilo – muitos quereres e pouca mão na massa. Ao invés de acreditar que você só terá o guarda-roupa ideal comprando mais coisas, reserve um tempo do seu dia para eleger uma peça que você nunca usou e experimente algumas combinações com ela. Ou então invente outras com aquela roupa que você usa sempre da mesma maneira.

Crie semanas temáticas: pode ser a semana das saias, a dos vestidos, da cor vermelha e use sua imaginação, busque inspiração no Pinterest ou nos blogs.

Tente não paralisar em frente ao guarda-roupa: experimente, fotografe e avalie. Perdemos muito tempo pensando “e se” e quase nenhum botando a ideia em prática. Se não der muito certo, nenhum bebê panda vai morrer no processo, basta trocar a roupa! 🙂

Prestar mais atenção nas escolhas

Não comprar por comprar faz muita diferença. Antigamente eu nem provava a roupa, já ia ao caixa direto e me arrependia quando chegava em casa.

Nem sempre vou encontrar com facilidade o que quero, mas o processo me faz valorizar mais a minha busca, amar mais o que eu escolhi pra mim. Ser mais curiosa sobre a origem do que compro, se é uma marca local – e eu dou mais preferência por marcas de mulheres -, sobre a origem do tecido, quem costurou, se a empresa pratica mesmo o comércio justo, como aquela estampa foi desenvolvida, como é feito o descarte e reaproveitamento desses materiais.

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Entender que não envolve apenas comprar nas lojas grandes, mas fazer trocas entre amigos ou em feiras de trocas, esperar para ir em bazares anuais ou feiras de novos estilistas, garimpar em brechós e lojas de ponta de estoque, costurar e transformar suas próprias roupas. Ou, se for comprar em lojas grandes, fazer com mais consciência e menos frenesi.

Parece cansativo, mas a ideia é que repensemos cada vez mais as nossas escolhas. Ninguém está dizendo que existe um número ideal de peças, cada um tem as suas necessidades de acordo com seu estilo de vida e profissão, mas o quanto é necessário ganharmos mais a consciência do que realmente funciona pra gente, separando do que era só falsa necessidade. 🙂

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