Mais um blog falando da Forever 21?

Demorei pra falar de Forever 21 por dois motivos. Primeiro, sendo bem sincera: a histeria coletiva por conta da sua inauguração encheu meu saco, rs. Sério, me deu um bode bizarro de tanta gente falando sobre, que eu só queria falar no blog quando tivesse alguma abordagem um pouco mais diferente. Segundo, não irei tão cedo porque não quero gastar dinheiro lá, não quero contribuir com mais consumo enlouquecedor nesse momento e estou bem tranquila quanto a minha decisão. 🙂

Mas não tem problema a gente ir nas lojas conhecer e comprar uma ou outra coisa legal, zero crise nisso! O lance é que eu não estou nessa vibe. Quando eu sentir desejo (que é o foco da Forever: tendências) e quiser pagar menos por algo que esteja nos modismos, aí farei a escolha. No mais, já fiz compras recentes e estou optando por um consumo mais slow, mais consciente. 😉 Não é fácil, mas a gente consegue, só tem que assumir essa postura.

E não tem como ignorar os fatos: a Forever 21 virou a redenção e a resposta implícita de várias pessoas cansadas de pagar caro pela baixa qualidade oferecida no nosso varejo. Como eu disse nesse texto, tornou-se o oásis em meio a tanta alta de preço. E é o que estamos vendo aí, filas intermináveis, tanto pra entrar, quanto pra pagar e pra provar roupa. Ok, também tem muito hype aí, não?

Como a loja carioca fica num bairro mais distante e meu problema de coluna não me permite ficar tantas horas em pé, rs, quando vi esse post da querida Renata Freire, do blog Design e Moda, eu achei a cara da linha editorial que tento manter aqui. Pedi autorização e publico a boa análise que ela fez, ao comparar os preços dos mesmos produtos aqui e lá fora, além da suas considerações em relação ao custo-benefício e qualidade.

Forevis-Village-14_700px

“Depois que eu vi as notícias sobre a confusão que foi a inauguração da loja em SP eu já tinha desistido de ir a loja aqui no Rio nos primeiros dias. Mas aí eu fiquei sabendo que a loja carioca já estava funcionando na sexta, antes da inauguração oficial, e como o shopping fica ridiculamente perto da minha casa eu resolvi dar uma passadinha por lá e arriscar, contando que a maioria das pessoas ainda não sabia que estaria aberta.

Bem, a notícia foi se espalhando rápido e quando eu cheguei ao Village Mall, por volta de umas 16h já tinha uma fila de umas 50 pessoas na porta. A fila andou super rápido e em menos de 10 minutos eu já estava lá dentro! Entrar foi até fácil, mas o difícil foi sair. Depois de ver tudo com muita calma e selecionar o que eu mais gostei, enfrentei quase 2 horas de uma fila interminável para pagar! Eram poucos caixas e o sistema para o pagamento em cartão estava super lento, o que piorava ainda mais a situação.

Os preços baixos são uma realidade! As blusinhas básicas de alcinha de R$8,90 e as calças jeans de R$34,90 realmente existem! Saias, leggings e t-shirts, também por R$34,90 e vestidinhos e camisas de malha por R$44,90. Essas são as peças “carro chefe” da loja, mas não devemos nos iludir, a grande maioria das peças custa mais do que isso! Eu gostei de muita coisa, mas todas as peças de roupa que eu escolhi custavam mais de 60 Reais. As peças mais caras que vi na loja foram as bordadas, blusinhas e shorts, ambos por R$130,90 cada.

Agora chega de enrolação e vamos ver o que eu comprei e quanto custou cada peça:

A primeira peça que eu peguei assim que entrei na loja foi essa saia longa estampada. De cara já me assustei um pouco com o preço, R$92,90 mas resolvi experimentar e ver como ficava no corpo (torcendo para ficar ruim). A saia vestiu super bem, adorei a estampa e o modelo e acabei levando. Acho que uma saia como essa em outra loja desse segmento aqui no Brasil custaria mais ou menos o mesmo valor.

Saia longa Forever

Saia longa Forever_detalhe

Fui pesquisar no site da Forever e encontrei exatamente essa mesma saia! Lá no no e-commerce ela originalmente custava U$24,80 e agora está na promoção por U$16,99. Fazendo as contas, considerando o preço original da peça nos EUA e o dólar a 2,46 a saia custaria cerca de 61 Reais, mas como existem as taxas de importação chegamos ao valor final que eu paguei. Acabei gastando em torno de 30 Reais a mais do que eu gastaria se tivesse comprando lá fora.

Saia estampada Forever site_700px

Lembrando que o site da Forever ainda não vende para o Brasil, mas agora como a inauguração das lojas físicas no país pode ser que isso também venha a acontecer. Na Colômbia pelo menos, foi assim.

Na sequência escolhi essa calça também com estampa floral. Modelo soltinho estilo “pijama pants” e tecidinho gostoso, Viscose, eu acho. Adoro esse modelo de calça bonitinha e confortável, ótima pra mim que trabalho me movimentando e preciso sentar no chão, abaixar, levantar, subir em coisas…. tudo por uma boa foto! Paguei R$63,90 e uma calça semelhante na Forever lá fora custaria cerca de U$19,80 (não encontrei o mesmo modelo no site).

Calça Forever

Calça Forever_detalhe

O próximo item que eu trouxe pra casa foi o vestidinho preto e branco estampado, tamanho PP (amo!) e que também custou R$92,90. Esse eu realmente achei que valeu muito a pena porque é super bem feitinho e o tecido é de boa qualidade, tem um corte legal e aqui no Brasil eu não encontraria um vestido semelhante por menos que 100 Reais, nem na Renner!
Encontrei ele no site da Forevis e custa U$24,90 exatamente os mesmos valores da saia longa!

Vestido PeB Forever

Vestido PeB Forever_detalhe

Vestido Forever site_700px

A última peça de roupa que eu comprei foi mais um vestido, mas esse de malha (boa) e com uma estampa bem diferente, de pied-de-poule preto com dourado. Simplesmente amey, vestiu super bem e achei ryco! Hahahahahaha. Paguei R$63,90 e também achei um preço justo em comparação aos valores das nossas outras fast fashions nacionais.

Vestido dourado Forever_detalhe

Vestido dourado Forever

Adorei que a Renata fez uma análise ponderada de quanto estava pagando cada peça e percebeu caimento e material antes de levar. Quem quiser ver mais fotos e ler mais impressões, basta acessar o post original da Rê!

Aí uma amiga mandou esta matéria do Estadão, que após alvoroço da estreia, o próximo desafio da Forever 21 será manter os preços baixos no país. Segundo analistas do Itaú BBA, o brasileiro tem fascínio por importados, por isso as filas tanto na F21, quanto Sephora e Apple. Afirmam ainda que a estratégia de preços da varejista americana pode ser “potencialmente negativa para as varejistas brasileiras no médio e longo prazo”.

“Especialistas em varejo entendem que a oferta de preços baixos foi uma estratégia de marketing para “fazer barulho” na estreia no Brasil, mas preveem reajustes. “Essa política de preços é uma estratégia de chegada, que será impossível manter”, disse o consultor em varejo Julio Takano. “Ela deve se manter no ‘fast fashion’, mas seus preços devem convergir para o mesmo patamar das varejistas que já atuam aqui, como Renner, Marisa e C&A”, completou Marinho.”

Vamos acompanhar. Qual é a opinião de vocês?

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Comentários pelo blog

29 comentários

  1. Cinthya comentou:

    Vi essa reportagem do Estadão e achei simplesmente um absurdo! Como assim o cara pensa realmente que a entrada da Forever 21 com seus preços mais baixos é uma ameaça ao consumidor? Normalmente, quando se tem um mercado com nomes já grandes e entra um novo player (nesse caso, a Forever) com um preço mais baixo, pro consumidor, é uma ótima notícia. Porque isso, teoricamente, faria com que a lei da oferta e da procura fizesse com que as concorrentes (C&A, Marisa, Riachuelo, Renner…) baixassem seus preços devido a procura menor dos consumidores em suas lojas.
    Sei lá, penso assim. Opções a mais, pro consumidor (ou seja, nós!) é sempre melhor. Se depois a Forever vai aumentar o preço, acho que vai ser uma estratégia meio tiro no pé.
    Mas aguardemos…

    beijos!

    1. Vanessa respondeu Cinthya

      O cara não disse que é uma ameaça ao consumidor,e sim a outros varejistas que podem sentir a concorrência e serem forçados a baixar seu preço, coisa que como você disse, seria ótimo pra nós consumidores. Mas no resto da reportagem ele também diz que é improvável que o preço das grandes varejistas do Brasil baixe porque C&A, Renner e Marisa possuem centenas de lojas, enquanto a Forever 21 planeja ter só algumas. Esperamos que as previsões não se concretizem, que a Forever 21 consiga manter seus preços e C&A, Leader e afins baixem o seus, apesar de improvável.

      1. Cinthya respondeu Vanessa

        Vanessa… Eu achei que ele usou um tom meio errado. Como se a chegada da Forever fosse algo basicamente ruim, quando eu, consumidora, acho ótimo ter mais uma opção, ainda mais se essa opção for boa (não sei, nunca comprei nada na Forever) e barata!
        Eu creio que a Forever não veio ao Brasil pra abrir uma loja no Rio e 2 em SP, provavelmente essas vão ser as primeiras de muitas, mas isso vai sim, depender do desempenho das primeiras lojas. A julgar pelo lançamento, vão abrir muitas filiais por aí ainda…

        Bjs!

    2. Ana Rodrigues respondeu Cinthya

      Cinthia, entendo o q a matéria quis dizer. O povo brasileiro gosta de comprar produtos importados. Eu ainda não fui na Forever (estou louca pra ir). Na verdade existem lojas no Brasil que vendem camisetinhas por R$ 8.90, mas elas não tem a etiqueta da Forever e são produtos nacionais. Tem gente que entra em fast fashion gringa mas não põe os pés em lojas de departamento aqui no Brasil. Tenho a impressão que a Forever não vai brigar com a Renner, C&A, Marisa e Leader, acho q ela vai brigar com outras marcas nacionais que oferecem fast-fashion em lindas lojas com roupas de baixa de qualidade e preços exorbitantes.

      Fiquei muito feliz com a chegada da Forever no Brasil exatamente por causa da concorrencia, se eles trouxerem a mentalidade gringa de liquidação vai ser mais bacana ainda. Mas acho que o brasileiro precisa aprender a comprar melhor. Entender o q é uma roupa boa, e entender q o preço é mais caro sim, e q é uma roupa pra vida inteira. E entender o q é uma roupa modinha q vc tem mais é q pagar pouco mesmo, fazer a conta custo benefício, se divertir com a moda e ponto.

      1. Cinthya respondeu Ana Rodrigues

        Eu concordo com você! Mas quantas blusinhas de 8,90 você encontra no Village Mall? Nenhuma! Você talvez encontre roupas a esses preços na Zona Norte, em Petrópolis, na Barra eu sinceramente nunca vi. E se a F21 vier com mais lojas, em mais lugares pode sim bater de frente com C&A, Renner e fazê-las sim baixar seus preços, fazê-las lançarem coleções mais interessantes, enfim, criar tendências.

        1. Florinda respondeu Cinthya

          Honestamente, não acho que F21 vai sair “canibalizando” o mercado. Eles vão entrar agressivamente nos primeiros meses, tomar uma fatia do mercado para chamar de “sua”, e depois vão compor o oligopólio junto com C&A, Zara, Renner e etc. Continuaremos a ser o país da roupa mais cara do mundo!!!
          Acho que as empresas nacionais (Renner, Marisa ou Riachuelo)podem até sofrer um pouco, pois são lojas que operam só no Brasil e a concorrência com a F21 pode mexer com suas margens de lucro. Mas no caso das estrangeiras (C&A e Zara) dificilmente… elas tem receitas na casa do bilhão de Euro e já compete com F21 em vários mercados, principalmente na Europa.

  2. Denise D. comentou:

    Olha Ana, na minha opinião, se tem uma coisa que funciona no Brasil é o marketing (até em outras áreas). Estas lojas não perdem tempo em atrair o público e depois manter a clientela. Sempre achei que depois de passada a fase de inauguração, os preços irão subir gradativamente. E pronto, o público já tá conquistado !
    O marketing atua tbm nas chamadas “coleções especiais”. Ou alguém acredita que empresas grandes, já consolidadas estão perdendo dinheiro mesmo quando as roupas ficam encalhadas ? Não dá prejuízo não. Sempre sai uma peça ou outra (que paga o valor de outras cinco ou mais até)ou a cliente vai atraída pelo marketing, se desaponta, mas já que tá lá dentro acaba vendo a loja inteira e levando outra coisa. Marketing é tudo !
    (só prá deixar claro, não sou formada na área não, hein!)
    bjs

  3. Rose comentou:

    Eu estive na loja daqui de Sampa, e como já sabia que por conta da reposição diária de peças seria difícil encontrar outro dia, esperei cerca de 5 horas entre fila para entrar mais a fila do caixa rs, loucura né? Mas vi muita coisa de material vagabundo, e outras que realmente compensam! Algo que chamou a atenção foi que o tamanho G é bem generoso, dependendo da peça claro, eu uso 50 e tinha muita coisa tamanho G que me serviu rs, Fica a dica para as meninas maiores rs, tirando a demora na fila não vi confusão, muito pelo contrario, estava tudo muito organizado. Quanto o aumento de preços é fato; ira aumentar sim! Sabemos que é impossível manter os preços baixos por muito tempo, no geral não vi muita diferença nos preços, comparando a C&a , Renner entre outras fast fashion.

    1. Ana Carolina respondeu Rose

      Ótimo saber disso, Rose! Mais uma opçã pra quem é tamanho maior 🙂

  4. Loraine Garutti comentou:

    Oi Ana!!!
    Moro a 450km de São Paulo e estou louca pra enfrentar a distância por uns vestidos que estou precisando…
    Mas achei tão ridículo o fato de fazer essas filas intermináveis que vou esperar a febre abaixar!
    Quanto a matéria do Estadão, o jornalista fala em relação só à economia, que a loja vai criar novas barreiras à entrada de lojas novas (as multimarcas e brasileiras), levando em consideração uma relação de trabalho que a gente desconhece (trabalho semiescravo).
    Sim, é bom para o consumidor mas concorrer por preços é considerado concorrência predatória justamente porque o consumidor não é capaz de avaliar aspectos como qualidade da peça e as questões empregatíceas envolvidas.
    Aí é que vem o consumo consciente que você tanto fala…

  5. élida Fernandes comentou:

    Ainda sim acho que não vale a pena. Os preços são baixos, mas a qualidade deixa a desejar. Prefiro esperar as promoções e comprar em lojas legais, investir em peças de boa qualidade. Bem, essa é minha opinião. Se bem que determinadas peças podem valer a pena como as blusas básicas. Geralmente precisamos de muitas e trocamos com frequencia. Mas é aquilo:” felicidade de brasileiro dura pouco”! Kkkk

  6. Palloma comentou:

    Eu sempre gostei da Forever 21. Quando fiquei sabendo da sua vinda para o Brasil, imaginei que não viria com aqueles preços tão bacanas.
    Quando fui conferir a loja percebi que muitas coisas estavam na realidade da F21 e outras nos preços que costumamos pagar na C&A, por exemplo.

    Gostei sim de ter a loja que tanto curto mais perto de mim, mas é claro que lá fora a variedade é imensa.

    Resumindo: É uma loja ótima e vale a pena você dar uma conferida. Mas não se iluda, nem tudo é tão barato!!

    1. Rose respondeu Palloma

      Paloma é exatamente esta a impressão que tive, as pessoas achavam que estaria tudo à preço de banana, mas não é bem assim né? Rs como vc acho ótimo ter uma opção a mais para comprar, roupas tamanho grande como eu uso é caro, e ter a Forever 21 com preços mais acessíveis me agrada rs.

  7. Cláudia comentou:

    Oi Ana!

    Ainda não tenho conclusões sobre esse assunto (estou aguardando as cenas do próximo capítulo), mas queria lembrar duas coisas:

    – Os preços nas F21 gringas são baratos e o frete tbm. Será que vão conseguir algum “acordo” com os correios pra manter o preço do frete atrativo? Porque pagar R$10 numa blusinha + R$10,00 no frete, fica complicado… (já tô pensando nisso porque sei q não vão abrir loja na minha cidade)

    – As F21 gringas fazem muitas promoções do tipo “leve 2 pague 1”, ou até “leve 2 e pague a metade do preço total” (ex.: blusinha de R$10 + vestido de R$50 = total de R$30). Em véspera de natal, já cheguei a comprar camisa de botão de algodão por 2EUR, maxi colares incríveis por 3EUR e blazeres por 8EUR e tudo com ótimos acabamentos. Será que vão conseguir fazer isso aqui tbm?

    Agora é esperar pra ver…

    Beijos.

  8. Como eu nunca fui para fora do Brasil, quero ir na F21 para conhecer, dar uma olhada, passear kkkkk bjsss

  9. Elizabeth comentou:

    A forever 21 não é meu estilo de loja, já fui nela lá nos EUA e não me apetece, a qualidade é igual da C&A, Renner e afins.Brasileiro é bicho bobo, tantas pequenas lojas de roupas com bons preços e as pessoas ficam desesperadas porque a marca é gringa. Precisamos dar valor ao que é nosso. É a minha opinião!

  10. Solange comentou:

    Ahh; gente se vai aumentar, melhor a gente aparecer por lá logo…rs
    Bora Ana!!!Vamos la ver qual é do negócio antes que fique fora do OFF!!!

    1. Ana Carolina respondeu Solange

      ahahahaah não tenho dinheirooooo

    2. Florinda respondeu Solange

      Rsrsrsrs

  11. . eu fiquei encantada com as escolhas da Renata, já que vestidos são minhas peças favoritas, mas minhas chances de conhecer essa loja tão badalada nos blogs nestas últimas semanas são mínimas, moro bem no interior de SP e raramente saio daqui, mas adoro ler o vuco vuco a respeito, risos.
    . ah! Aninha hoje fiz minha primeira comprinha no AliExpress, depois te conto se deu certo ou não, já efetuei o pagamento, agora aguardar, minha primeira compra dessa natureza, risos.
    . beijinhos mil.
    . fique com DEUS.
    . leila diniz (http://www.vitrineaugusta.com/)

  12. vanessa comentou:

    Gostei da saia e da calça, aloja fica onde no Rio de Janeiro?.

  13. Bom, como te disse, Ana, a fila no Village Mall estava uma coisa absurda e eu jamais ficaria horas sentada no chão aguardando para entrar numa loja e dar um confere. Achei graça da histeria que vi e fui embora. A maioria eram meninas novas e com pinta de quem tem grana, ou seja, viajam pra fora e já conhecem a marca. Estavam na fila de onda, virou programa com as amigas. Tiravam fotos, comiam lanches, papeavam. Mas também havia mulheres da nossa faixa etária, senhoras de mais idade. Eram minoria, mas estavam lá. Honestamente? Não sei com que disposição, mas acho que cada um tem mais é que ser livre para fazer o que acha melhor.

    Quanto a mim, confesso que fiquei sim com uma pontinha de tristeza de não ter entrado. Simplesmente porque meu objetivo (uma vez que a linha plus size da marca só deve chegar ano que vem) era comprar uns acessórios bacanas, e vou te dizer: ao chegar perto da vitrine AMEY de cara uns três colares e uma pulseira. Eram peças diferentes, nada parecidas com o que encontramos nas fast fashion nacionais ou no Saara. Segundo li em algum lugar, os acessórios vêm com preços até 40 reais, o que eu acho excelente. Então assim que eu puder (e achar que as filas diminuíram ou acabaram) pretendo dar um pulinho por lá. Se o tamanho G é assim tão (G)eneroso como disse uma leitora aqui em cima, pode ser que alguma coisa me interesse e valha a compra, mas não tô indo com essa expectativa.

    Beijocas e parabéns pelo incentivo ao consumo consciente, sempre! 😉

  14. Lili comentou:

    Sou uma que quer muito conhecer mas está com uma certa preguiça de ter que enfrentar filas e multidão. Estou na torcida para que as calças jeans e blusinhas básicas valham a pena, pois tou precisando e realmente são preços de loja popular. Então se a qualidade for legal (não disse ótima), já vou ficar contente. Antes não tinha me impressionado muito com as fotos que tinha visto, nem achado os preços realmente atrativos… mas esses vestidos que a Renata comprou são beeem bonitos e do meu gosto! Porém no print do site da forever dá pra ler que são de poliester… =/ Então como ainda não estou 100% confiante de que o calor passou, por enquanto, passo.

  15. Caroline comentou:

    A matéria do Estadão trouxe lucidez ao entusiasmo geral da chegada da Forever 21 ao país. Em primeiro lugar, acho compreensível os locais escolhidos para as primeiras lojas: shoppings frequentados por consumidores de poder aquisitivo mais elevado e que provavelmente já tenham conhecido a loja em viagem ao exterior.
    O Brasil vive um momento de economia aquecida, com consumidores com maior poder de compra e, como o próprio artigo salientou, ávidos por produtos importados. Para mim esses preços semelhantes aos cobrados no exterior são apenas para atrair um público que ainda não conhece a loja, dificilmente a loja conseguirá manter tais preços a longo prazo. O custo imediatamente lembrado é o imposto de importação, mas temos também outros impostos e custos trabalhistas mais elevados.
    Creio que a F21 não forçará a baixa de preços em lojas como Renner e C&A, por possuir um número muito pequeno de lojas e por fazer moda predominantemente para mulheres mais jovens. Se a empresa tentar fazer frente ao número de lojas das outras fast fashion enfrentará as barreiras de mercado que as outras já enfrentaram: aluguéis, mão-de-obra adequada, estratégias de marketing, competição com empresas estabelecidas, etc. Além disso, empresas como Renner, C&A e Marisa possuem linha própria de crédito, o que certamente impulsiona as vendas.
    Por fim, acredito que a F21 só abrirá comércio online no Brasil se tiver uma grande distribuição de lojas ao longo do país, caso contrário o projeto será inviável logisticamente.
    Como diferencial, minha aposta é que a F21 forçará as grandes lojas locais a lançarem fashion trends com maior rapidez. Mas isso é apenas um palpite, que deixo para análise às especialistas em moda como a Ana, sou apenas uma economista da área de inteligência de mercado.

  16. Grazi comentou:

    Um erro bastante comum que cometemos ao “converter” em reais os preços de produtos importados que serão vendidos aqui é aplicar as tarifas de importação sobre o preço final do produto. Não podemos nos esquecer que o preço pelo qual o item é vendido no site americano já inclui todos os insumos envolvidos na produção (tecido, mão-de-obra, logística, distribuição, marketing), acrescido da margem de lucro. Daí que não podemos jogar tributos e margem de lucro sobre o preço final ao consumidor americano, mas sim sobre o preço real, inicial, do bem.
    O que eu quero dizer com isso é que… sim, é possível a empresa praticar preços mais baratos e justos aqui, independentemente do chamado “custo Brasil” – que muitas vezes é superlativizado pelas empresas estrangeiras, pois elas sabem que podem aumentar vertiginosa e inexplicavelmente seus preços e lucros desde que joguem a culpa exclusivamente nos impostos, brasileiro costuma comprar sem questionar… Enfim, é possível manter patamares diferenciados, porém também pode acontecer da empresa resolver se deixar seduzir pelas facilidades de cobrar preços astronômicos deste público.
    É esperar pra ver. ^^

  17. Lisane comentou:

    Estava aqui pensando que nunca, ou dificilmente vamos a uma fast fashion fazer compras planejadas. Nós vamos, olhamos o tem na loja e compramos o que está bonito e com preço bom. Claro que isso pode ser divertido, mas aí a gente chega em casa e percebe que continua faltando aquela calça para trabalhar, o jeans para sair, etc. Uma das estratégias deles e tb não ter uma coleção muito definida. Chegar novidade todo dia pode ser bom para os olhos, mas não da tempo da gente ver a peça, namora-la um pouco, pensar melhor sobre a compra. Porque vc sabe que se demorar uma semana para decidir a peça não estará mais na loja. Em todos os blogs que eu li eu ficava pensando: Gente, essa mulherada está precisando tanto de roupa assim para ficar horas na fila?! Não precisa essa histeria toda, a loja vai ficar aqui por um tempo.

  18. Liliane comentou:

    Ana, gosto de vc e do seu site por serem um dos mais coerentes que existem hoje no País.
    Você mostra a moda como ela é e tem que ser. Não dá para viver disso, se você não faz disso uma fonte de renda, deu para entender?
    Eu acho, minha opinião, que toda essa histeria em relação a Forever 21, Sephora e Apple é porque as blogueiras hoje apresentam essas lojas como se você que não tem um produto delas, está fora do jogo!
    No Brasil ter um Iphone é status, no EUA é opção. Apesar de ser uma empresa americana, os aparelhos da Apple não são os mais vendidos por lá. Lá eles não veem o Iphone como status e sim como uma opção entre tantas outras.
    Toda vez que eu viajo eu entro na Forever 21 para tentar achar o que essas meninas mostram em seus blogs. Pra mim, a maioria não vale a pena. É apenas 20 dólares um vestidinho lindo e fofo, que tem péssimo caimento e tecido idem. A maioria é um bando de poliéster grosseiro. Não acho que valem meus 20 dólares.
    A estratégia da loja de todo o dia colocar roupas novas é uma forma de obrigar você a comprar de imediato aquilo que gostar, porque você pode voltar no dia seguinte e não ter mais…isso só alimenta esse consumo sem noção que o país está vivendo.
    Há quase dois anos saí dessa linha de comprar por influência ou modismo. Tenho tentado fazer um armário equilibrado e de boa qualidade, pensando sempre no custo x benefício. E isso aconteceu mais intenso depois que comecei a ler seu blog e foi justamente no lançamento da coleção da Andrea Marques para C&A que cheguei até você. Comecei a perceber que não adiantava gastar todo dia um pouquinho com meia dúzia de peças que duravam 3 ou 4 lavagens.
    Desculpa pelo texto enorme, é que essa histeria pela Forever é a mesma que presenciei no lançamento da Dress to para C&A. Passei na porta da loja do Centro do RJ pela manhã quando estava chegando no trabalho e resolvi entrar. Maior burrice da vida. A mulherada parecia enlouquecida, muito surreal a cena! Mesmo assim, peguei algumas peças para provar e uma sapatilha, que foi roubada da minha bolsa por uma menina enquanto eu estava na fila. Saí da loja e jurei que nunca mais voltaria a nenhum lançamento de fast fashion! rs.
    Um beijo grande!

  19. Caroline comentou:

    Poxa, meu comentário não foi aprovado… Gastei um tempo levantando algumas questões que julguei relevantes, pensei que tivesse contribuído ao debate.

  20. julia comentou:

    na loja é mais caro que no site?
    assim nem rola…