Que fim levaram os sapatos no isolamento social

Desde março sem calçar direito meus sapatos.7 meses. Uau.

Eu sempre tive muito sapato, e cansei de vê-los mofando no armário à espera da vacina, desapeguei de muitos. Dá pena ver o restante parado, mas em compensação meus pés estão mais macios do que nunca, sem dores e até os joanetes diminuíram, sem contar que não sei mais o que é ter chulé!

Aliás, dado triste: eu constatei que nem sei mais o que é caminhar 🙁 Algumas pessoas me contaram que quando precisaram sair, sentiram dores nos pés e ficaram com bolhas nos calcanhares.

Também sei que muita gente teve que voltar a trabalhar, tem os que não pararam nunca, assim como tem uma galera que ainda está de home office sem sair, mas fato é que não temos mais os eventos e passeios de antes (💔) para arrastar tanto pé por aí. Fiquei meio de saco cheio de passar pela sapateira lotada, não aguentei e tirei vários dali.

Uma coisa ok disso tudo foi justamente esse tapa na cara da gente (quem é consciente, claro), que mesmo evitando comprar, ainda rolava um acúmulo qui e ali, um apego sem necessidade – e faz o que com tudo isso quando notamos que agora só está importando o conforto mesmo, pior, quando a maioria nem utilidade mais tem?

Tenho usado apenas três pares, mais básicos, e já ficam estrategicamente próximos a porta quando preciso sair pra levar Nina ao médico ou tomar vacina: uma sandália estilo Birkenstok (que é vegana, de uma marca chamada Use Linus), um tênis branco e uma alpargata, só.

O puerpério trouxe uma clareza absurda (muita gente acha que é impulso desse período, mas estou mais convicta do que nunca) e constatar que eu tinha mais do que necessário me fez desapegar de uma porrada.

Meus sapatos duravam muito justamente por eu conseguir alterná-los entre vários (aí surravam mais devagar), outros ganhei das marcas e não curtia tanto, aí tinham os que eu guardava pra fazer produção e usar em looks temáticos; outros tantos aguardavam uma oportunidade para saracotearem por aí, tinha aquele que incomodava e eu ignorava. Ainda que eu quisesse usar algum, já não saio mais como antes, ainda mais agora com Nina, muitos não fariam mais sentido mesmo, principalmente os de salto instável.

Como vocês estão fazendo, as que precisam sair e as que estão em casa? Também estão notando os pés menos sofridos e repensando as escolhas?

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Comentários pelo blog

4 comentários

  1. Maria Elena comentou:

    Desapeguei de vários pares de sapato e de roupas. Algumas doei para parentes, outras levei para brechó e algumas foram para doações de comunidades carentes. Todas as roupas e calçados em bom estado e que podem ser usadas “para sair”. As roupas mais velhinhas e roupas de cama estou guardando para doar para algum lugar que faça estopa (mas ainda não achei onde doar).
    Nessa quarenta passei a me cuidar melhor, depois de ter uma suspeita de covid não confirmada (teste rápido deu negativo, mas tive vários sintomas característicos), fui ao médico, fiz exames e estou em tratamento para carências vitamínicas que eu achava que era estresse e cansaço. Ressignifiquei muitas coisas, principalmente minhas relações de consumo.

  2. Lucia N comentou:

    Agora quem manda é o conforto! Ainda não desapeguei, mas vou fazer a limpa nos sapatos roupas também! Tolerância zero para qqr coisa apertada!

  3. juuu comentou:

    Acho que já trabalho como mínimo de calçados: 4 pares de tênis (1 para exercícios em casa, 1 preto, 1 branco e 1 all star de cano alto pq não nasci pra usar botas). 3 sapatos de salto, 2 sapatilhas e 1 oxford.

  4. Rebecca comentou:

    Ana, semana passada joguei no lixo 4 pares de sapato. Eles estavam todos desfeitos. Pensei, num primeiro momento, em levá-los ao sapateiro. Mas daí, percebi que não fazia sentido. Então, resolvi descartá-los porque acredito que não dava mais para ninguém usar. Também separei outros dois pares que eu não gostava tanto e dei para uma pessoa.
    Sinto muita falta de usar salto. Por isso aproveito para usá-los nas 2X na semana que vou ao trabalho.
    É mt estranha essa sensação de ver os meus sapatos sem uso, apodrecendo dentro do armário.
    Saudades de sair por aí com cada um deles.