Revitalizador e desodorante de roupas, funciona?

Uma leitora veio falar de um revitalizador de roupas para não precisar lavar tanto roupa o tempo todo. Fiquei curiosa, apesar de já usar uma receita caseira (que falarei mais adiante), e resolvi comprar pra testar.
O lance se chama Comfort Refresh, é da Unilever, e é um produto para ser usado entre as lavagens, para ajudar a prolongar o tempo de uso das roupas. Nesse post eu contei como eu lavo as minhas roupas, e como aumentar o intervalo entre as lavadas é importante para não desgastar tanto as fibras e reduzir a vida útil da peça. No podcast de tecidos também comentamos sobre os cuidados na hora da manutenção das roupas, para quem quiser mais dicas.
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Aqui no Rio de Janeiro e em cidades quentes o ano todo, como nas regiões Norte e Nordeste, não existe essa de lavar pouco ou ficar sem lavar as roupas. Suamos muito e não dá pra disfarçar apenas com produtinhos o estado que a roupa fica, rs. Mas também existe a questão cultural de estarmos sempre impecáveis e muito cheirosos, além de vivermos numa sociedade estrutural racista (também falamos sobre isso no podcast sobre a relação da mulher negra com a moda) que coloca pessoas negras nesse lugar em que a aparência é questão de sobrevivência.
Mas pode ser interessante um produto assim justamente para garantir também a impecabilidade de quem não quer nem pode abrir mão dela. Um reforço, o quebra galho na emergência quando não vai dar tempo de lavar a peça, assim como para regiões que não tem como lavar roupa sem esperar 10 anos pra secarem e só querem mesmo resolver um futum de leve e pronto, haha!

Testei o produto

Vamos lá, primeiro ponto: eu tenho evitado total comprar produtos de limpeza industrializados, desde que comecei a acompanhar a Cristal, do Uma Vida Sem Lixo. Aqui em casa fazemos nosso sabão de lavar roupas, usamos vinagre e bucha vegetal. Nunca fui fã de perfumes (na real eu odeio), então não faço questão de cheirinhos de limpeza que são vendidos por aí. Às vezes uso o semorim pra tirar manchas, e só.
Segundo, o produto custa uns 30 reais, achei caro, porque eu já comecei a testar e usar uma receita de desodorante de roupas ensinado pela Cristal, e que encontrei num tutorial no youtube, vou colar aqui embaixo. É uma receita simples, que custa muito baratinho e rende horrores.
Mas vamos lá, entrei na página do produto e ele diz o seguinte:

“Algumas roupas, como jaquetas ou calças, não precisam ser lavadas com tanta frequência ou toda vez que as usamos. Mas mesmo elas não estando sujas e/ou manchadas, elas podem perder a aparência de roupa limpa. O novo Comfort Refresh é uma solução para dar aquele refresh nas suas roupas entre as lavagens, evitando lavagens desnecessárias. Comfort Refresh oferece uma tecnologia inovadora especialmente feita para as roupas, que proporcionam a sensação de roupa limpa num só spray! Ele contém um perfume refrescante, neutraliza os maus odores e desamassa sem a necessidade de passar!
Benefícios: refresca entre lavagens; perfume refrescante; ajuda a desamassar sem passar; neutraliza mau odores como tabaco, frituras, fumaça, suor, mofo e cebola”

Borrifei em algumas roupas que não amo tanto, mais pra ver se ele não mancharia. Não manchou nenhuma, aí testei em uma minha que gosto e uso e, UFA, não mahcou também. Não usaria em seda nem em couro, camurça, vinil, como indica, aliás, na embalagem, para evitar contato com esses materiais.
Dei uma borrifada de leve e não aconteceu nada. Aí borrifei depois mais vezes, mantendo alguma distância da roupa, inclusive em uma blusa bem usada, com aquele cheiro que é um mix de cecê com desodorante, hahaha, com o jato beeeem direcionado pra parte do suvaco….e saiu o cheiro. Pior que saiu! No lugar ficou um perfuminho, assim como em toda a roupa. Secou rápido e ficou bem usável a roupa.
Também testei borrifar e esticar com as mãos, pra desamassar amassados leves do cotidiano, e também funcionou.
Eu faço a mesma coisa com o desodorante caseiro, que também neutraliza. Eu não uso cheirinhos (acho que por isso fiquei impressionada com o leve perfume), mas quem quiser pode adicionar essências na receita, que também deixa cheirinho.
Desvantagens:
É uma embalagem de plástico, ou seja, não dá pra reaproveitar e depois pensei no descarte.
Além disso, cheio das químicas. Não sei sobre os efeitos disso a longo prazo nas fibras têxteis.
Foi válido testar, mas fica o gancho aqui para vocês fazerem o desodorante caseiro e usarem. Funciona igual, e tem um áudio e uma receita que retirei desse site aqui, o Casa sem Lixo, da Nicole Berndt.

Desodorante caseiro de roupas

VOCÊ VAI PRECISAR
1 BORRIFADOR
2 xíc. de ÁGUA
¼ xíc. de ÁLCOOL
¼ xíc. de VINAGRE DE ÁLCOOL
MODO DE FAZER:
Coloque tudo dentro do borrifador e PRONTO!
MODO DE USAR:

  • Borrife o desodorante em toda a roupa ou nas partes onde você acredita que merecem mais atenção.
  • Pendure a peça num cabide ou varal, se possível, em um local mais arejado. Ela secará naturalmente e ficará pronta para o uso.

DICAS:

  • Quem gostar de um cheirinho é só pingar algumas poucas gotinhas de óleo essencial (poucas mesmo, para não comprometer a receita e acabar manchando suas roupas).
  • Fique tranquilo, se não colocar o “cheirinho” a roupa não ficará com cheiro de vinagre!

Ep 23 Podcast Moda pé no Chão: Moda e identidade das marcas

A moda se apropria dos discursos e espaços, transforma em produtos e os esvazia. Em meio a um mercado em crise, sem novidades e inspirações, como as marcas de moda têm se conectado às pessoas? Quem detém o poder está realmente aberto ao diálogo, às questões sociais e lutas políticas ou apenas se apropriam do espaço que ocupam e reforçam discursos preconceituosos?
Mas como transformar esse cenário e como podemos ser agentes dessa mudança?
O bate papo não foi nada fácil, e rasguei o verbo com a minha convidada, a antropóloga Carol Delgado, que já trabalhou em marcas como Farm, L’Oreal e Nike, e agora comanda o seu Puxadinho, um laboratório livre com a missão de sensibilizar pessoas para um mundo mais plural.
Um dos episódios muito necessários para quem quer contribuir com essa mudança. Ouçam e eu adoraria ouvir ou ler vocês também!
carol-delgado
Para conhecer o trabalho da Carol:
www.instagram.com/carol_delgado/
www.instagram.com/puxadinho__/

Podcasts são conteúdos em áudio, transmitidos pela internet através de apps. Dá pra ouvir na academia, enquanto amamenta, lava a louça, a caminho do trabalho, durante uma viagem. Pausar, ouvir mais tarde, re-ouvir algum trecho. 🙂
Moda pé no chão traz periodicamente temas práticos para quem quer ser feliz com o que tem sem gastar muito, com convidados para discutirmos assuntos pertinentes sobre consumo consciente para todos os tamanhos, bolsos e idades. Para quem quer vestir-se de si mesma sem complicação, com ideias simples, dicas certeiras, críticas e opiniões sempre muito sinceras.
Siga a gente no Spotify para chegarmos aos 5.000 ouvintes: pede essa força pros amigos e família, vai ajudar muito esta criadora de conteúdo que vos fala! 🙂
O episódio já está disponível nos aplicativos de podcast pra IOS e Android, como Spotify, Soundcloud, Apple Itunes, Google Podcasts, Castbox, Overcast, We Cast, Youtube e muito mais! Clique nesse link para escolher a plataforma ou procure no seu app de Podcasts ou de áudio!

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Minhas bolsas: não compro mais

Mesmo escrevendo há alguns anos que eu não preciso de tanto, é incrível como vamos sendo sugadas por momentos de euforia consumista e isso perdura em nosso armário. O que facilita é ainda ter espaço para, mas em breve devo resolver isso, porque por mais que tenha doado/vendido muitas bolsas, ainda possuo muitas sem uso. 🙁
Quando eu saía pra trabalhar todos os dias, eu conseguia variar mais as bolsas. Mas quase não saio mais de casa, trabalho o dia inteiro aqui, um atendimento ou outro fora, algumas viagens, mas nada que justifique ter mais que duas, três bolsas pro dia a dia e alguma maior pro trabalho e uma pra eventos. Na real tenho usado mais mochila, em breve farei um post sobre isso!
Algumas são bem antigas, comprei mais na euforia, para variar aqui no blog, e estão durando até hoje no armário, só que sem utilidade. Não compro mais bolsas, porque não vejo mais necessidade de entulhar o armário. Só que ainda tenho alguns apegos, mas tenho me irritado ao abrir o armário e ver a prateleira cheia. Fico naquela de achar que um dia vou usar, mas na real eu só tenho usado frequentemente 3 modelos.
 
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Fazendo o inventário

As maiores, lá atrás, são funcionais para dias de cursos ou atendimento de clientes. A vermelha ganhei da Gabi Fonseca Bolsas, marca de Recife que adoro, e pude escolher. A azul com marrom é Adô, antiga.
Tem uma Gucci que ganhei de um brechó, mas ela é TÃO pesada que nunca uso. Essa estou pensando em vender.
Na frente tem uma pasta Adô muito antiga, essa tenho apego emocional mas ela não é muito prática, cabem só alguns papeis, hahaha! A laranja, ao lado, comprei no bazar da Osklen em 2014 totalmente foguenta, já usei muito, mas essa acho que terá mais serventia no armário da minha mãe.
A bolsa marrom da Adô foi ímpeto consumista no enjoei. As do lado dela, bucket bags, são de 2013 e as que eu mais uso na vida, estão até estrupiadas, mas praticamente só revezo entre elas, seja pra ir até a padaria, seja pra viajar! Na época não tinham na cor vinho (aliás, acho que nem fazem mais esse modelo!) ou azul marinho. Confesso que duas de cores diferentes também é exagero, hoje eu teria uma só nessas outras cores, que são mais curingas que preto.
Na frente tem uma pochete colorida também da Gabi, que escolhi pra usar em shows e eventos. Ao lado tem uma bolsa de peixe que também ganhei, da marca curitibana Yê, e eu uso demais! Como é molenguinha, cabe dentro da mala e não se torna um problema para despachar.
As de crochê são Catarina Mina, uma eu ganhei, e é uma marca cearense precursora em abrir seus custos de produção empregando o trabalho de crocheteiras cearenses com comércio justo. A causa é linda, uso mais em eventos, mas não teria duas, até porque nem meu celular cabe nela. A azul é a que eu mais uso.
A clutch comprei na loja da Adô, pensando em festas e eventos, amo, de veludinho, mas sinceramente…uso quase nada. Melhor pegar alguma emprestada de amiga.

Desapego e necessidade

Não gastei muito dinheiro com elas porque não compro bolsa de grife (comprei uma Marc Jacobs usada uma vez, durou muito, mas nunca mais), não me importo com isso, além de ter comprado algumas em bazares/brechós e ter tido a oportunidade de ganhar. Desapegar de itens é um trabalho constante, a não ser que você se veja num momento que precisa mesmo reduzir tudo, mas fora isso é moleza esconder tudo isso em algum lugar e ter aquele quentinho no coração que ainda estão lá. Masssssss na atual conjuntura mundial, uhu, as coisas não estão mais funcionando assim, onde os excessos são trabquilos de aceitarmos.
Não acho que todo mundo precisa ter muito ou pouco, mas entender suas necessidades e até compreender que tem peças que fazem parte de algum apego, e tudo bem. Coloquei essa foto no instagram e fiquei muito feliz ao receber de retorno que a maioria é funcional e usa mais a mesma bolsa, além de materiais sem ser de crueldade animal ou plástico, como tecidos.

E vocês, têm muitas bolsas ou poucas? Quais são os seus critérios?

Financiamento coletivo para ajudar o Moda pé no chão!

Em 2008 eu comecei meu blog de brincadeira. Meu primeiro investimento foi o domínio. Comecei com uma cybershot, depois investir numa câmera melhor, com lente, mas tirava foto no temporizador, com tripé.
Vocês já sabem a história, mas foi graças ao blog que encontrei a minha missão como profissional e pessoa.

O Moda Pé no Chão virou uma plataforma voltada para mulheres com a missão de desconstruir padrões e questionar regras da moda com uma linguagem autêntica e da vida real, de forma mais sustentável e priorizando o autoconhecimento.

Não é fácil. Vocês devem imaginar, mas reitero as muitas e muitas horas dedicadas em posts, textos, fotos, impressões, ideias, looks, cores. A agonia de querer fazer melhor, mas não ter como investir mais e nem saber onde buscar suporte. Muitas vezes dependia dos publis para poder avançar com mudança de layout do site, pagar fotógrafo, manter servidor, programadores…mesmo sem querer, os investimentos continuavam.
Com o boom das redes sociais, a propaganda pulverizou entre muitos influenciadores. E vou dizer pra vocês: eu achei bom. Mesmo. Por conta disso, eu me lancei de cabeça na profissão de consultoria de estilo, fui arriscando e criando vários workshops para não depender de publicidade paga, até chegar na ideia do Conheça suas Cores, o curso responsável por manter todo o meu conteúdo online gratuito hoje em dia, que se desdobra em Blog, grupo do Facebook, Twitter, Instagram, Stories, IGTV, Podcast, Pinterest e, quem sabe um dia, Youtube, hehe.
Fora as redes, ainda trabalho como consultora, em atendimento de clientes, consultoria online, palestras, empresas e cursos de formação para consultoras de estilo e aspirantes.
UFA! hahahahahah! Muita coisa, gente! E tudo SO-ZI-NHA. Tenso.
Após o workshop, fui me desdobrando em mais ideias de cursos e projetos. Trouxe pra mim pessoas queridas para trabalhar junto, e atualmente a equipe é composta por: uma assistente fixa, uma profissional de mídias sociais, uma fotógrafa, um editor de podcast, programadores e uma designer.

ana-casa
Foto antiga pra mostrar o meu local de trabalho, hahaha!

Mas eu adoeci.

Viajei e dei muitos workshops em 2018 e foram essas viagens e cursos que mantiveram tudo no esquema. Mas 2019 chegou, e a saúde deu um jeito de avisar que esse ritmo não é mais tolerável. Tive crises severas de ansiedade, de chorar e ficar sem ar nos dias anteriores às minhas viagens, sentindo saudade de casa, das minhas coisas, do meu amor, da minha família e amigos. Emendando turmas e turmas de análises cromáticas, atendendo 50 pessoas num final de semana sem descanso, contando com assistente em muitas, mas mesmo assim sendo responsável por transmitir o conteúdo e trocas com as participantes.
Por mais que os cursos sejam a mola propulsora para avançar, eu não sou uma máquina. Não dou conta de tudo e nem tenho que achar que eu preciso dar conta! E eu vou adiante porque acredito na minha missão e no que eu contribuo e ainda posso contribuir na vida de muitas mulheres.
Muitas leitoras sugeriram que eu iniciasse, assim, uma campanha de financiamento coletivo dos meus projetos e cá estou, abrindo essa campanha no Catarse.
Eu aprendi esse ano a pedir ajuda. A ACEITAR AJUDA!

Todo mundo que se beneficiou de alguma forma do conteúdo que compartilho e compartilhei ao longo de tanto tempo e puder contribuir, será incrível.

E como funciona?

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